quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Último Desejo: A Saga do Bruxo Geralt de Rívia



Geralt de Rívia é um bruxo sagaz e habilidoso. Um assassino impiedoso e de sangue-frio treinado, desde a infância, para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo: destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem todos os que parecem monstros são maus nem todos os que parecem anjos são bons...


Título: O Último Desejo
Autor (a): Andrzej Sapkowski
Série: The Witcher - 1 (ou A Saga do Bruxo Geralt de Rívia - 1)
Editora:WMF Martins Fontes
Número de páginas: 318

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Um grande sucesso da literatura de fantasia mundial. Pois é! Talvez você não conheça ou já tenha ouvido falar, mas a série Wiedźmin, traduzida como A Saga do Bruxo Geralt de Rívia, ou mais conhecida The Witcher por conta da sua adaptação aos jogos eletrônicos, é uma das obras mais populares na Europa; principalmente na sua terra natal, a Polônia, onde é tratada como um de seus tesouros nacionais (sério! Obama chegou a ser presenteado com cópia do jogo em uma visita oficial em 2011). Como fã de literatura fantástica e curioso é claro que precisava conhecer a tão comentada e recomendada obra...
Em um cenário mágico e sombrio seres humanos dividem o mundo com seres fantásticos como elfos, anões, ananicos, dríades e também com monstros dos mais diversos tipos. Há de ser dito, é claro, que o ser humano está rumando então para sua ascensão, tomando todo o espaço possível e até colocando em dúvida quem são os verdadeiros monstros na questão. Com a expansão e invasão territorial, os conflitos humanos são cada vez mais destaque e a era dos monstros parece contada, mas felizmente para Geralt ainda há trabalho para um bruxo como ele.
O trabalho de um bruxo é caçar monstros malignos e eliminá-los, cobrando devidamente o preço adequado, é claro. É pra isso que são treinados desde a infância, é para isso que sofrem modificações corporais para suportar os efeitos de poções e preparados que matariam um humano comum, e é pra isso que usam armas especiais e sinais mágicos. Para o bem ou para o mal, sua fama os precede e o bruxo conhecido pela alcunha de Lobo Branco (por ter os pelos todos brancos graças aos procedimentos mágicos) vive na pele esses efeitos.
Em O Último Desejo acompanhamos Geralt de Rívia em uma jornada permeada por diversas aventuras. Você não entendeu errado: enquanto a trama principal segue por uma linha reta, levando do ponto A ao B, temos capítulos intercalados que trazem outras histórias do bruxo. Somos apresentados a um protagonista já formado e experiente, lidando com as mudanças no mundo ao seu redor, e enquanto isso conhecemos um pouco mais sobre ele, o cenário e os personagens ligados a ele através de contos. 
Talvez isso seja um dos grandes acertos dessa obra. Sapkowski não cria rodeios ou tenta nos apresentar seu mundo de fantasia aos poucos em uma história longa, mas o faz através de série de ágeis histórias ligadas entre si pelo mesmo personagem. O que talvez fosse uma jogada arriscada por conta das pausas na trama principal mostra-se até mais encantador, pois cada aventura é fechada em si e não atrapalham em momento algum o ritmo. É planejado para que funcione não apenas como um romance, mas como uma antologia de contos bem amarrados na narrativa.
A escrita de Sapkowski apresenta um misto do clássico com o moderno, o que torna o texto simples e de fácil compreensão, mas sem perder os ares do fantástico habitual. Geralt é um herói comum, apesar de sua capacidade para feitos extraordinários, e isso é refletido no texto. Os diálogos são sujos e sem rebuscamentos forçosos, adepto até de alguns palavrões memoráveis. A descrições, principalmente nas cenas de ação, vão a onde precisam ir e não passam perto do enfadonho. São diversas histórias, não da pra se prolongar esmiuçando coisas que não são importantes.
Os personagens são aprofundados apenas o suficiente para que funcionem na história, sem necessidade de conhecermos a fundo todo seu passado. Além de Geralt, conhecemos a Feiticeira Yennifer, uma mulher independente e decidida que meche com os brios do bruxo; o boêmio bardo Jaskier, famoso por suas histórias, canções e ser conquistador barato; além de outros que são velhos conhecidos de outros cantos com novas roupagens...
Tal qual Tolkien se arriscou a criar uma história que uniria folclore e contos de fadas em um único universo, o autor aqui também o faz direta ou indiretamente. Pra mim foi uma surpresa enorme adentrar na narrativa de um conto sombrio e de repente entender referências a uma ou outra história famosa. E o melhor: sem que isso parecesse caricato, ou uma sátira, encaixando perfeitamente com o contexto inserido. Independe de você entender ou não a questão, a história irá funcionar.
Sobre a publicação o livro possui duas edições distintas publicadas quase simultaneamente pela WMF Martins fontes. As diferenças ficam no formato, capa e trabalho gráfico, mantendo é claro o mesmo conteúdo. A razão para tal é apenas mercadológica, visto que a série já vinha sendo publicada desde 2011 e recebeu capas com artes dos jogos posteriormente para atrair o público habituado a eles.
O Último Desejo é uma perfeita porta de entrada para o universo The Witcher ao mesmo tempo que entrega ao leitor uma boa obra contida em si. Não a nada aqui que obrigue o leitor a continuar lendo os livros da séries. A não ser talvez a curiosidade e o prazer de acompanhar as aventuras e desventuras do carismático e soturno bruxo Geralt de Rívia. Exatamente o que aconteceu comigo e certamente foi notado durante todo este texto...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir

Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.
Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.
O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.
Título:Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir
Série: Os Números do Amor #3
Autor (a): Sarah MacLean
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 336



E eis que um dos mais esperados livros de 2017 chegou em minhas mãos. Desde o início estava curiosa para conhecer melhor Juliana, principalmente porque ela prometia ser uma daquelas personagens cheias de atitude e carisma. Contudo, acho que fui com muita sede ao pote e acabei ficando um pouco decepcionada por ele não ter sido tudo que eu esperava. 
Quando a jovem e bela Juliana Fiori apareceu na vida dos irmãos Gabriel e Nick, foi com um vendaval em uma tarde morna e tranquila. A garota, filha da mãe dos rapazes com um mercador italiano, ficara orfã de pai e só então soube da existência dos irmãos, sendo obrigada a deixar a Itália para viver em Londres. Um verdadeiro choque de realidade, principalmente porque a sociedade londrina da época exigia um comportamento muito diferente do que ela estava acostumada a ter em sua terra natal. Sem contar que por ser filha da antiga marquesa, uma mulher que abandonou o marido e os filhos pequenos para viver uma aventura, ela já carrega para os demais a marca do escândalo. Todos esperam que ela tenha o mesmo tipo de comportamento que a mãe e os lordes e damas não estão dispostos a aceitá-la na sociedade de forma tão fácil.
E as coisas pioram depois que ela se apaixona perdidamente por Simon Pearson, o duque de Leighton. Ele, uma criatura linda e todo trabalhado nas regras de decoro, também se encanta pela bela jovem, mas quando descobre quem ela é decide dar um basta em tudo. O motivo? A necessidade, quase que desesperadora, de manter a salvo a reputação que ele e toda sociedade tanto preza. Juliana não é a esposa que esperam que ele escolha, ela é escandalosa e não se adéqua aos padrões exigidos pela sociedade. Decidido a deixar a moça para trás, ele propõe casamento a uma outra dama, essa sim um verdadeiro modelo de respeitabilidade. 
Mas se vocês pensam que Juliana vai deixar isso barato, estão muito enganados. Ela está decidida a conquistar o coração de Simon e está disposta a tudo para conseguir o que deseja.
Vocês sabem que eu sou uma apaixonada por romances de época e Sarah MacLean é uma das autoras que vem me conquistando com seus livros sempre tão divertidos e com história ágeis e gostosas de ler. Contudo, eu travei com Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir e o motivo maior disso foi por ter colocado expectativas altas demais na história. Estava esperando algo mais original, uma trama que fosse além dos romances convencionais e ele se mostrou extremamente clichê. E ainda teve um agravante: não consegui me sentir próxima dos personagens.
Juliana, que eu tanto amei nos outros livros, não conseguiu me cativar. A garota, sempre tão obstinada e decidida, me cansou com as suas divagações e a constante mania de se menosprezar ou de achar que não é boa o suficiente para alguém. Não esperava esse tipo de atitude, principalmente por ela mostrar ser alguém tão diferente antes. Fiquei exasperada, confesso, e foi somente do meio para o fim que consegui enxergar nela a mocinha que tanto me encantou no passado.
Simon eu já não gostava desde o livro anterior e isso se deu justamente por conta de suas atitudes mais extremas. Passei a maior parte do livro tentando formar uma ideia sobre ele, mas foi somente nos últimos capítulos que consegui vê-lo como realmente é. Ele está longe de ser um dos mocinhos que me agradam, mas também não é um daqueles que repudio. O casal tem uma boa química, as cenas com os dois são lindas e a atração entre eles chega a ser palpável. 
A leitura começou lenta, com muitas divagações dos personagens e com uma trama que não dizia a que vinha. Não conseguia perceber naquelas páginas aquele toque especial que Sarah sempre dá aos seus livros. Foi somente quando passei da metade do livro, e alguns personagens foram sendo acrescentados, que tudo começou a entrar nos eixos. Com o foco retirado de cima do casal, a história ganhou agilidade e, finalmente, fluiu de forma satisfatória.
Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir não foi o meu preferido dessa trilogia e a história ficou abaixo do que eu esperava. Senti falta de algo diferente, de uma trama que fosse além do trivial romance e do "jogo de gato e rato" entre os personagens. Porém, ele não é um livro ruim, apenas não foi aproveitado da forma como achei que deveria. A autora poderia ter utilizado melhor alguns dos personagens, como a ex-marquesa de Ralston, que apareceu na história e não disse a que veio, e conduzido a trama por um caminho diferente. 
No geral, é uma trilogia muito boa e Sarah MacLean é uma das autoras mais promissoras da atualidade. Se você, assim como eu, é fã de romances de época,precisa conhecer Os Números do Amor. Romantismo na medida certa para os corações apaixonados.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Ilustraverso/Stepan Alekseev

Todo mundo ama uma boa capa, um mapa bem feito e ilustrações apaixonantes, sejam elas em livros, grafic novels, guias ilustrados, para usar de papel de parede ou pelo simples prazer de admirar. Porém nem todo mundo costuma dar a valor a pessoa por trás da arte, mas por sorte aqui é diferente. Quem sabe você não descobre aqui a pessoa que vai ser responsável por aquele presente diferenciado ou para concluir/iniciar aquele projeto que está engavetado: uma HQ ou a capa e ilustrações de um bom livro.
Por essa razão criei no meu blog, o Multiverso X, a sessão Ilustraverso para o artista e sua arte terem vez e reconhecimento. Como o blog é pequeno e os artistas merecem sempre mais visibilidade resolvi trazer a sessão para cá e ver se funciona.
Na sessão Ilustraverso o artista e sua arte tem vez e reconhecimento. O artista da vez é um ilustradora, um tanto quanto oculto, cujo trabalho se destaca pelo encanta pela fantasia sombria. Conheçam e apreciem o trabalho de Stepan Alekseev!
Stepan Alekseev, é um artista digital baseado em Yakutsk, na Rússia. Tive dificuldade em encontrar mais informações básicas sobre o artista.
Especializado em design de personagens e artes conceituais, as ilustrações do artista misturam climas sombrios, fantasia e muita violência. Apesar da dificuldade em encontrar informações concretas, tudo indica que o artista colaborou com a criação de Concepts para empresas dos universos dos jogos e da literatura. Stepan é mais um artista cujo trabalho parece tão escuro e vívido, você se convence instantaneamente da existência seres do submundo.Você pode conferir uma amostra da arte aí embaixo, a galerias da artista no ArtStation, e/ou seguí-lo no Facebook. Aos interessados em um contato profissional para alguma encomenda, isso pode ser feito pelo contato através do e-mail: gosshmngthlinhd@gmail.com


terça-feira, 11 de julho de 2017

O Escravo de Capela


“Cada página é como um golpe cruel de chicote. E sai muito sangue!”
RAPHAEL MONTES — Autor de Dias Perfeitos e Jantar Secreto Secreto

Durante a cruel época escravocrata do Brasil Colônia, histórias aterrorizantes baseadas em crenças africanas e portuguesas deram origem a algumas das lendas mais populares de nosso folclore.
Com o passar dos séculos, o horror de mitos assustadores foi sendo substituído por versões mais brandas. Em O Escravo de Capela, uma de nossas fábulas foi recriada desde a origem. Partindo de registros históricos para reconstruir sua mitologia de forma adulta, o autor criou uma narrativa tenebrosa de vingança com elementos mais reais e perversos.
Aqui, o capuz avermelhado, sua marca mais conhecida, é deixado de lado para que o rosto de um escravo-cadáver seja encoberto pelo sudário ensanguentado de sua morte.
Uma obra para reencontrar o medo perdido da lenda original e ver ressurgir um mito nacional de forma mais assustadora, em uma trama mórbida repleta de surpresas e reviravoltas.
Título: O Escravo de Capela
Autor (a): Marcos DeBrito
Editora: Faro Editorial
Número de páginas: 288


Nos últimos tempos a literatura e o folclore nacional tem voltado a se encontrar com regularidade. Das páginas lúdicas dos livros infantis aos contos de terror, passando pelas aventurescas tramas de fantasia juvenis, muitos autores tem buscado reconstruir uma identidade e/ou reinventar os mitos que conhecemos. Talvez um dos mitos mais presentes nessa nova leva literária seja o Saci...
Nas páginas deste livro somos transportados ao período colonial, final do século XVIII, onde a escravatura no Brasil ainda está no seu auge e abolicionismo não passava de "uma ideia tola" trazida da Europa. Na Fazenda Capela, negro não tinha outra obrigação além de trabalhar e nem opção a não ser aceitar o seu destino. E atormentar negros sempre fora um prazer para o sádico Antônio, primogênito do Sr. Batista, que desde a adolescência tornou-se o feitor da fazenda que um dia seria sua, já que o irmão mais novo não tinha o menor interesse nela. Diferente do irmão, Inácio estudara medicina em Coimbra e voltara apenas para uma visita a família, mas em pouco tempo deixa claro em pouco tempo seu desprezo pela segregação e maltrato à vida humana.
Em concomitância, uma nova leva de escravos chega para trabalhar na lavoura de cana, alguns deles recentemente trazidos de África e mal conseguem compreender o idioma de seus senhores. É exatamente isso que coloca Sabola Citiwala em confronto com Antônio: sem entender as ordens do seu feitor, o escravo não obedece as ordens e acaba sendo espancado e chicoteado, e após ser obrigado assistir a missa é levado para a senzala. Lá ele conhece o aleijado Akili, escravo mais antigo da Fazenda Capela e outra vítima da violência extrema do feitor. Determinado a fugir, Sabola irá unir forças ao preto velho para conseguir a desejada liberdade e nem a morte irá impedir que isso aconteça...
Se tem um ponto a ser destacado na estrutura da obra é a fluidez do texto e a forma como ele se torna envolvente. A narração em terceira pessoa nos põe a distancia necessária para acompanharmos tudo o que acontece de um ponto de vista além dos personagens e núcleos. Com uma linguagem simples - com exceção de um ou outro termo utilizado para trazer proximidade com o linguajar da época - e de fácil entendimento e absorção Marcos DeBrito simplesmente nos arrasta pelos acontecimentos da trama sem longas pausas ou rodeios desnecessários. A única exceção talvez esteja no penúltimo capítulo onde reside boa parte das explicações e quebram o ritmo.
A trama, embasada na pesquisa histórica e cultural, nos apresenta uma dura faceta da realidade vivida no período colonial onde os abusos dos senhores de escravos eram regra e a vida humana tinha dois pesos e duas medidas (não que hoje estejamos satisfatoriamente longe disso). Os Cunha Vasconcelos, exceto pelo jovem Inácio, são exemplos perfeitos do que de pior os endinheirados e amorais senhores de terra podiam ser. A postura de Antônio e seu pai por muitos momentos nos fazem questionar a existência de apenas um "monstro" na história tamanho o horror e sofrimento causados por eles. Cenas intensas que chocam, nos revoltam e trazem reflexão, principalmente pela verossimilhança como o real.
A história também vai além dos senhores cruéis, trabalhando mistérios entorno dos personagens, confrontos ideológicos, segredos obscuros, e até arrisca um romance. Num brado de revolta que urge por vingança, o autor não poupa a violência e brutalidade, para recriar o mito do negro de uma perna só como pede uma história de terror regada a sangue.
Apesar de todos os pontos positivos apontados, a minha experiência com a obra foi um tanto diferente das demais relatadas nas resenhas disponíveis em outros sites e blogs. Como se a minha sensibilidade estivesse anestesiada pela triste realidade violenta que nos cerca, ou por já esperar a postura cruel dos personagens conforme arquétipo e período histórico, as cenas que deveriam me chocar não tiveram o efeito esperado. Bem como foi fácil para mim juntar os detalhes da trama e antecipar os acontecimentos vindouros incluindo a conclusão, restando-me uma única surpresa - e não é exagero - dentre tantas planejadas para arrebatar o leitor durante a leitura. Não obstante, isto em momento algum desmerece a obra.
Sobre a edição da obra não há outra opção além de elogiar o trabalho da Faro Editorial. O zelo é visível desde o trabalho gráfico, passando por capa e miolo com acabamento vermelho nas bordas que dão um ar soturno a obra, até a diagramação e revisão. Uma visão bela e aterrorizante, sem sombra de dúvidas.
O Escravo de Capela é uma ótima pra quem busca uma obra de terror daquelas que escorrem sangue a cada virada de página, sem esquecer do clima de mistério que irá ajudar a te prender do inicio ao fim. Prepare-se para sentir-se chocado e impactado pelo que está por vir! Esteja avisado...
Cuidado com o Saci!


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Top 5: Livros para Aquecer no Inverno

Como é que está o inverno aí na cidade de vocês?
Minha gente, aqui em Salvador a coisa está bem fria! Eu, que sou acostumada com meu solzinho maroto, meu calorzinho gostoso, estou tendo que andar encapotada e dormir toda embrulhada parecendo um bebezinho. Não tá fácil não, minha amiga!
Pensando nisso, lá fui eu escolher umas leiturinhas gostosinhas pra esquentar um pouco esse inverno. É pra fazer a temperatura subir, cara leitora. Tá preparada? Então pega seu edredom, um chocolatinho e vem comigo. ;)
1- O Ar Que Ele Respira
Vamos começar a coisa muito bem com essa história que é romântica e quente, feita sob medida pra aquecer o coração das leitoras mais apaixonadas. Li assim que foi lançado e, pra ser bem sincera, não estava esperando muita coisa. Era um burburinho enorme em torno da trama, do Tristan, da quentura que ele dava... eu fui cheia dos pés atrás, mas acabei adorando!
A história é terna e me conquistou por pequenas coisas. A simplicidade na escrita da autora, o drama dos personagens e a forma como ela conseguiu colocar neles tanto sentimento foram essenciais para me deixar apaixonada. Portanto, se você está procurando um romance delicinha, cheia de paixão e com aquela pegada hot, esse livro é pra você.
2- O Erro
Eu sei que essa série é um babado, que o primeiro livro é maravilhoso, mas eu só li esse e é dele mesmo que eu vou falar! Hahahahaha
Esse foi mais um daqueles livros que comecei a ler com o pé atrás e que de cara achei que não fosse curtir. O enredo clichê me fez pensar que ele seria algo muito mais do mesmo. Mas aí o jogo virou (não é mesmo?) e cheguei naquele estágio de "não posso parar de ler esse livro". A história me arrebatou de uma forma que eu não esperava e acabou se tornando um dos meus livros do coração. Foi romântica, intensa e tem umas cenas quentes que são babado puro, minha irmã! Leia! E depois venha me contar o que achou.
3- A Redenção
Eu AMO esse livro! A história é intensa e tem como tema relacionamento abusivo. Só por isso você já sente que a coisa é forte. Agora, coloque personagens marcantes e uma dose certa de cenas picantes. Pronto, temos o livro certo pra esquentar essa noite fria!
Esse é o segundo livro de uma série e eu recomendo que a leitura dele seja feita na ordem. Mas, caso você seja que nem eu e esteja pouco se lixando pra essas cronologias, leia ele primeiro e depois leia o outro porque no contexto geral não vai atrapalhar muita coisa.
A trama me emocionou bastante, principalmente por trazer algo tão atual como a violência contra mulher e mostrar o abuso em relacionamentos amorosos que começam, na maioria das vezes, de uma forma tão leve que nem nos damos conta. Gostei muito e recomendo!
4- O Conde Enfeitiçado
Vai ter baguete de época sim ou com certeza? "Julia Quinn, Neyla?" Mas é claro, porque não teria a diva dos romances de época aqui nesse post? Ainda mais com esse livro que me deixou até coradinha em algumas passagens.
Esse foi um dos livros mais surpreendentes da série Os Bridgertons. Quando comecei a ler estava esperando aquele tipo de história "Julia Quinn": com cenas românticas e divertidas, com um leve toque de drama para combinar com a proposta do livro. Ler algo mais sexy estava totalmente fora de questão, afinal suas cenas mais quentes sempre foram mais ternas do que hots de verdade. Mas aí vem essa maravilhosa e dá um tapa na minha cara, explorando uma área totalmente diferente e fazendo isso com maestria. Amei!
Não é nada exageradamente quente, por favor. Estamos falando de Julia Quinn e sabemos muito bem que essa não é uma característica de seus livros. Mas O Conde Enfeitiçado tem o algo mais que os demais livros não tem e isso fez toda a diferença. Não é a toa que ele está aqui, figurando nessa lista.
5- Rosemary Beach
É, vai ter Rosemary Beach de novo sim! Eu sei que já indiquei essa série milhões de vezes, mas o que é bom é pra ser divulgado portanto enquanto esse blog estiver ativo vocês vão me ver indicando ela como se não houvesse amanhã.
Os livros são curtos, as histórias são românticas, com pitadas de drama e muitas cenas hots. Até hoje não teve um livro dessa série que tenha me decepcionado e acredito que isso se deve ao fato da autora não se prender apenas às partes picantes e trazer algo mais. Gosto da inserção de drama que ele coloca em seus livros, dos personagens que são sempre cativantes e, principalmente, da sua narrativa direta, que não se prende a meias palavras e nem àqueles floreios que muitas autoras gostam de usar e que as vezes só deixam tudo mais enfadonho. Abbi é maravilhosa e eu poderia passar o post inteiro tecendo mil elogios a ela e seus livros.
Se você ainda não conhece, por favor, não sabe o que está perdendo. As histórias são clichês? São sim, mas são muito bem escritas e valem demais a pena! Recomendo de olhos fechados. <3
Agora contem pra mim: quais os livros que me recomendam para ler neste inverno?
Beijos