quarta-feira, 26 de abril de 2017

Os Mistérios de Sir Richard

Sir Richard Kenworth tem menos de um mês para encontrar uma esposa… Por isso sabe que não pode ser muito exigente. Mas, quando vê Iris Smythe-Smith ao violoncelo no tradicionalmente desafinado recital de sua família, pensa que o destino trabalhou a seu favor. Ela é o tipo de garota que não atrai muitos olhares, porém algo o faz ter certeza de que é a escolha perfeita. Iris Smythe-Smith já se acostumou a ser subestimada… Com seu cabelo muito claro, a pele alva e o jeito discreto, ela quase sempre passa despercebida, ainda que seja a única do Quarteto Smythe-Smith que realmente sabe tocar um instrumento – não que alguém consiga escutá-la em meio à cacofonia dos concertos. Por isso, quando o charmoso Richard Kenworthy pede para ser apresentado a ela, Iris fica envaidecida, mas também desconfiada. E quando o pedido de casamento dele se transforma numa situação comprometedora, Iris tem a sensação de que ele está escondendo algo… ainda que Richard pareça mesmo apaixonado e que o coração dela esteja implorando para que diga sim.
Título: Os Mistérios de Sir Richard
Série: Quarteto Smythe-Smith
Autor (a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 280


Iris Smythe-Smith é, certamente, a musicista de mais talento do tão famoso quarteto Smythe-Smith. Contudo, seu talento acaba ficando escondido no meio de tanta incoerência musical apresentada anualmente por ela e suas primas. A garota, que não se considera bonita, e sim sem graça e pálida, é o tipo que prefere observar a ser observada. Ela gosta de prestar atenção em tudo que acontece ao seu redor e seus olhos sagazes estão sempre registrando o que se passa. Imaginem então a reação dela ao perceber que está sendo observada, de forma insistente, por um elegante cavalheiro, enquanto cumpre sua sina de tocar no recital da família.
O cavalheiro em questão é Sir Richard, um homem misterioso que está procurando desesperadamente uma esposa. E quando ele bate os olhos em Iris, percebe que ela pode vim a servir para o que deseja. Vejam bem, existe um motivo (nada altruísta, já vou avisando) para que ele precise se casar de forma tão rápida, mas isso é algo que você precisa ler para descobrir. O dote não precisa ser dos maiores e a escolhida precisa ter algo na cabeça além de chapéus, afinal ele não quer se casar com uma mulher fútil. E Iris atende bem as suas expectativas, ele só precisa arrumar um jeito de conseguir arrancar um sim de seus lábios quando fizer o pedido.
Ele é gentil, se mostra atencioso em todos os momentos e balançou o coração da nossa mocinha. Contudo, ao ouvir o tão desejado pedido, ela fica sem saber o que responder. Acontece minha gente, que Iria não é boba e sabe que 2 semanas é um tempo muito curto para que conheça Richard. Mas ele não pode se dar ao luxo de esperar e, apesar de saber que não é a coisa certa a fazer, toma uma decisão: irá comprometer a honra da moça. E assim ele faz, beijando-a quando saberia que seriam apanhados.
Como isso seria um escândalo para a época, ela aceita casar-se com Richard. Não chega a ser algo ruim, já que ela se sente atraída por ele, mas não era bem assim que imaginava seu casamento. Além do mais, as atitudes de Richard são bem suspeitas, é perceptível que ele está escondendo algo e isso a deixa um pouco receosa. O que o futuro reservará para esse casal? Só lendo para descobrir.
Não sabia bem o que esperar desse livro. Por mais que a sinopse falasse de segredos escondidos, imaginei que fosse algo bem óbvio, mas acabei me surpreendendo quando finalmente descobri o mistério de Sir Richard. Foi uma trama que seguiu uma linha um pouco diferente das demais e que me manteve atenta às páginas, louca para descobrir o que esse homem tanto escondia. Tive meus ataques de raiva, dei uns gritos em alguns momentos e uns suspiros em alguns outros. O livro mexeu com minhas emoções e eu não esperaria diferente, afinal estamos falando de Julia Quinn e seu poder incomparável de desestruturar o leitor.
Os personagens me deixaram bem dividida. Pra começar, vamos falar de Iris, que é uma mocinha aparentemente sem graça, que eu nunca prestei muita atenção nos demais livros. A primeira impressão que tive dela foi de que era frágil demais, uma mocinha que precisava de um herói para mantê-la a salvo de tudo. Mas bastou virar algumas páginas pra perceber que, por trás daquela fachada, existia uma garota forte e muito inteligente. O jeito mais tímido vai, aos poucos, desaparecendo e deixando transparecer sua verdadeira personalidade. Ela pode não ser a mais carismática das Smythe-Smith, mas é uma das mais sagazes, algo que pode ser explicado pela sua incrível capacidade de observação (a qual eu invejo muito).
Em relação a Richard preciso ser bem clara: ainda não consegui ter uma opinião concreta a seu respeito. Ele tinha tudo para me fazer apaixonar, já que possui todas as características que me chamam atenção. Contudo, não gostei do que fez com Iris. Por mais que tenha entendido sua motivação e tudo que estava em jogo,queria dar na cara dele, essa é a verdade. Não é que Richard seja um mau caráter, longe disso. Ele é apenas um sujeito desesperado que estava buscando, da única forma que achava ser possível, fazer com que tudo ficasse bem.
Os Mistérios de Sir Richard foi um bom fechamento para essa série, que é fofa, cheia de romance e doçura. Julia Quinn conseguiu, mais uma vez, criar personagens cheios de características únicas, construir tramas envolventes e, principalmente, arrebatar nossos corações com suas histórias fofas e divertidas. Gostei da forma como ela trouxe tramas mais inusitadas mescladas aos tradicionais romances que estamos acostumadas. É uma autora que está sempre inovando e que, com toda certeza, vai cativar mais e mais fãs com suas belas histórias. Recomendo!


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Véu do Tempo

A medicação para a epilepsia mantém Maggie num estado permanente de torpor, mas não consegue aliviar sua dor por ter perdido a filha em decorrência da mesma doença. Com o fim do seu casamento e o filho mais velho num colégio interno, Maggie se muda para uma casa de campo nas ruínas de Dunadd, o local histórico que um dia foi a sede da realeza da Escócia. Tudo muda em sua vida após uma convulsão, e Maggie desperta num vilarejo dentro dos muros de Dunadd do século VIII. Mesmo sem saber se isso realidade ou apenas uma alucinação causada pela doença, ela é atraída pela presença de Fergus, irmão do rei e pai de Illa, uma menina que tem uma semelhança impressionante com a sua falecida filha. Mas, com as demandas do presente chamando-a de volta, conseguirá Maggie deixar para trás o príncipe escocês que já a chama de meu amor?
Título:Véu do Tempo
Autor (a): Claire R. McDougall
Editora: Jangada
Número de páginas: 368



Sou fã de carteirinha de romances, acho que todo mundo bem sabe disso. Gosto dos clichês, dos doces, mas confesso que meu coração bate mais forte mesmo é quando a proposta dele é mais inovadora. E foi isso que me chamou atenção em Véu do Tempo, livro que me atiçou a curiosidade logo no primeiro parágrafo da sinopse. 
Maggie é uma mulher forte e dedicada, que viu sua vida ruir por conta da morte prematura de sua filha caçula. A garotinha herdou da mãe a epilepsia e por isso ela se martiriza, culpando-se pelo que aconteceu (não só ela, mas o marido também). O casamento, antes tão sólido, ruiu e até mesmo seu filho mais velho acabou se afastando. Sozinha, disposta a recomeçar apesar dos pesares, ela deixa pra trás seu passado, adota o nome de solteira e vai morar em uma outra cidade enquanto espera pela cirurgia que fará em breve. 
Enquanto trabalha em sua tese sobre bruxas, ela acaba tendo uma série de "apagões" por conta dos medicamentos que utiliza no dia a dia. Em seus sonhos, que por sinal são bem lúcidos, ela é levada a uma outra época e lá conhece Fergus, irmão do rei Murdoch, um homem honrado e muito atraente, que vai acabar criando laços com ela. 
Os sonhos, que antes poderiam ser tidos como uma forma do subconsciente trazer à tona tudo aquilo que ela vem estudando, passa a tomar uma nova projeção a medida que vai trazendo para Maggie informações que ela sequer imaginaria que fossem verdade. Quando os fatos vivenciados nos sonhos mostram-se verdadeiros, ela percebe que algo de muito estranho está realmente acontecendo. O que estaria acontecendo com ela? Isso, meus caros leitores, você só vai descobrir lendo.
Apesar de já ter uma base do que esperar, acabei sendo surpreendida pela trama. Pra início de conversa, preciso dizer que ela é ricamente construída e logo de imediato fica explícito todo o cuidado da autora com pesquisas relacionadas ao tema. O que percebemos aqui é que ela foi a fundo para trazer informações e mesclou-as com a história do livro, tornando tudo muito verossímil. A escrita detalhista, contudo, não é das mais ágeis. A história demora a engrenar por conta da narrativa mais arrastada, principalmente quando está no presente. Tive uma grande dificuldade inicial, não conseguia me encontrar na história, até que ela deu um salto para o sonho e ali sim, as coisas começaram a ficar melhores. A narrativa é mesclada entre primeira e terceira pessoa (presente e sonhos, respectivamente) e, apesar de geralmente gostar dessas variações, dessa vez senti uma dificuldade maior para me adaptar. Achei que a narração em terceira pessoa deixou a história mais dinâmica, enquanto a outra acabava quebrando o ritmo por apresentar uma lentidão nos fatos.
Em relação aos personagens, fiquei bem dividida. Maggie começou mostrando ser o oposto do que realmente era. Eu, que a achava submissa, sem iniciativa e dona de uma personalidade muito fraca, me vi surpreendida pela força que demonstrou ter no decorrer da história. Apesar de não ser o tipo de mocinha que me cativa, ela ganhou minha simpatia pelo caráter forte e pelas atitudes sempre racionais. Notei também uma variação da personagem. A Maggie "real" não é o tipo de pessoa que me agrada, era somente quando a dos sonhos entrava em ação que conseguia me conectar a ela, sentir sua verdadeira essência.
Com Fergus as coisas foram totalmente diferentes e ele ganhou minha simpatia logo de imediato. Não sei dizer o que mais gostei nele, mas acho que a força, determinação e o amor incondicional que carrega consigo foi parte crucial para que eu desenvolvesse um tipo de conexão com ele. O relacionamento entre os personagens se deu de forma gradativa, o que me agradou demais porque não aprecio os amores instantâneos.
A leitura realmente me dividiu, tiveram pontos que gostei muito e outros que deixaram um pouco a desejar. Fazendo um balanço geral, Véu do Tempo é uma boa leitura, com uma proposta diferente, personagens muito bem construídos e uma história interessante. Os fãs de livros com drama, romance e um leve ar de mistério, com certeza vão apreciar a leitura.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Ilustraverso/Gabriel Soares

Todo mundo ama uma boa capa, um mapa bem feito e ilustrações apaixonantes, sejam elas em livros, grafic novels, guias ilustrados, para usar de papel de parede ou pelo simples prazer de admirar. Porém nem todo mundo costuma dar a valor a pessoa por trás da arte, mas por sorte aqui é diferente. Quem sabe você não descobre aqui a pessoa que vai ser responsável por aquele presente diferenciado ou para concluir/iniciar aquele projeto que está engavetado: uma HQ ou a capa e ilustrações de um bom livro.
Por essa razão criei no meu blog, o Multiverso X, a sessão Ilustraverso para o artista e sua arte terem vez e reconhecimento. Como o blog é pequeno e os artistas merecem sempre mais visibilidade resolvi trazer a sessão para cá e ver se funciona.
Na sessão Ilustraverso o artista e sua arte tem vez e reconhecimento. O artista da vez é um ilustrador manauara cujo a delicadeza do trabalho digital vai certamente te encantar: conheçam e apreciem o trabalho de Gabriel Soares!
Gabriel Soares é um ilustrador, character design e animador de Manaus, vivendo atualmente em São Paulo. Com sua afinidade com lápis de cor e papel desde pequeno, seus pais perceberam seu talento e ele logo ganhou um estojo de aquarela e entrou para um curso de artes.
Seus trabalhos chamam atenção pelo traço expressivo e detalhes na textura, que mesmo quando digitais, e assemelham a uma pintura. Além de trabalhos para livros e séries infantis, Gabriel possui uma série de fanarts de personagens da cultura pop, vindos de filmes, desenhos, livros e quadrinhos.
Você pode conferir uma amostra da arte aí embaixo, a galerias da artista no Behance e/ou seguí-lo no Facebook, e/ou no Instagram. Aos interessados em um contato profissional para alguma encomenda, isso pode ser feito pelo contato através do e-mail: gabriel.ilustrador@gmail.com

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Top 5: Li em um dia

Oi gente!!!
Não tem nada melhor (pelo menos pra mim) do que livro de história ágil, daqueles que a gente lê bem rapidinho em algumas horas, né verdade? Foi pensando nisso que reuni aqui 5 livrinhos que você pode ler facilmente em uma tarde preguiçosa, daquelas que a gente quer apenas ficar deitado no sofá, aproveitando a leitura. Confiram minhas escolhas!

1- Muito Mais que o Acaso

Um dos livros mais fofos e ágeis que li esse ano. Comecei a leitura no início da tarde e terminei antes de escurecer, tamanha a agilidade da trama.
Aqui vamos conhecer Vitor, garoto esforçado e com um talento nato para jogar futebol, o que o levou a ganhar uma bolsa de estudos em um dos melhores colégios particulares de São Paulo. Embora a oportunidade seja incrível, ele não se sente seguro com a mudança principalmente por ter um padrão de vida bem diferente dos alunos que frequentam essa escola.
A história não tem nada de mais, é bem adolescente e clichê ao extremo, do tipo que você deduz facilmente o que vai acontecer. Contudo, é gostosa de acompanhar e tem personagens bem carismáticos e de personalidades diferentes. Por ser o primeiro livro do autor, achei que ele se saiu muito bem e acredito que a tendência é melhorar com o tempo. Espero ter oportunidade de ler outros livros dele.

2- Tipo Destino

Gosto muito dos livros da Susane Colasanti. Apesar de terem um enredo mais juvenil, com personagens ainda na adolescência, eles conseguem me prender e são sempre uma ótima pedida para ler depois daqueles livros pesados que nos deixam com uma baita ressaca literária.
Quando li a sinopse de Tipo Destino, achei que iria odiar pelo fato da personagem principal se apaixonar pelo namorado da melhor amiga. Relutei, custei a pegar para ler, achava que iria querer dar com ele na parede. Mas bastou alguns capítulos para me ver adorando a história!
Ele não traz nada de original em sua trama, mas a escrita da autora alinhada com todo o contexto divertido e romântico da história, fez com que se tornasse um dos meus queridinhos. A leitura é rápida, a linguagem é super atual e o ritmo é constante. Só soltei o livro depois que terminei, excelente pedida para uma tarde tranquila.

3- Fazendo Meu Filme

Os livros mais fofos estão reinando nesse top sim ou com certeza?
Meu primeiro contato com a escrita da Paula Pimenta foi através dos livros da série Fazendo Meu Filme. Fiquei apaixonada pela história super gracinha e fui emendando leituras, passando assim minhas tardes de férias muito bem acompanhada pela Fani e sua turma. Assim como os dois livros já citados aí em cima, esse também não traz nada de diferente, contudo a escrita da Paula te prende do início ao fim e suas histórias nos remetem àquele tempo bom da adolescência. Fora que vamos acompanhando o crescimento dos personagens, percebendo o amadurecimento, rindo e se emocionando com os novos rumos que suas vidas vão tomando.
Essa é uma série que recomendo demais, tanto para adultos como para os mais jovens, que com certeza vão se ver retratados naquelas páginas. Leitura rápida, dinâmica e envolvente que agrada em cheio.

4- Um Lugar Para Ficar

Eu AMO esse livro! Comecei a ler sem grandes expectativas, achando que seria mais um daqueles muitos romances que estou habituada a ler. Contudo, a autora me pegou de jeito ao construir uma trama nada boba, mostrando um relacionamento abusivo e a luta de uma garota para conseguir se livrar do namorado obsessivo.
A trama é boa e me manteve alerta do início ao fim. Achei que a autora soube passar para o leitor, de uma forma bem sensível, porém sem maquiagens, todo o drama da personagem principal, mostrando o quanto o ciúme e a necessidade de controle sobre a outra pessoa podem transformar um relacionamento em um verdadeiro pesadelo. Recomendo demais!
5- Os Dois Mundos de Astrid Jones

Eis aí uma autora que gosto demais da conta! Os Dois Mundos de Astrid Jones foi meu primeiro contato com a escrita da A.S. King e me surpreendeu. Essa mulher tem o dom da escrita e conseguiu, de uma forma bem simples e sensível, passar para o leitor todo o drama de uma garota que está passando por uma fase complicada em sua vida: o casamento dos pais não anda bem, a mãe não lhe dá nenhuma atenção, o pai anda cada dia mais recluso e ela, que namora uma menina escondido da família, só quer mesmo se descobrir.
A narrativa simples e reflexiva, fez com que eu não desgrudasse do livro. Li em algumas horas e me apaixonei demais! Esse foi um daqueles livros que me surpreendeu pela grandeza dos sentimentos embutidos na história e pelas inúmeras reflexões que trouxe em cada novo capítulo. Muito bom!
Agora conta pra mim: quais os livros que você leu em um dia e recomenda muito? Deixa aqui nos comentários, vou adorar saber. ;)
Beijos


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Perdida

Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo e lindo Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos... 
Título: Perdida
Autor (a): Carina Rissi
Editora: Verus
Número de páginas: 364


E finalmente eu li Perdida! Já estava me dando agonia ver esse livro duas vezes seguidas na meta de leitura anual e, antes mesmo de 2017 começar, eu já estava pensando nele na meta de 2018. Foi graças a Daiane, que conheci no instagram, que a leitura deslanchou. Fizemos uma espécie de leitura conjunta e acho que, se não fosse por isso, o pobrezinho ainda estaria ali na estante, tomando chá de poeira (obrigada Daiane!). Quer saber o que achei? Então vem comigo.
Sophia é uma jovem como muitas que conhecemos por aí. Tem um trabalho mais ou menos, um chefe insuportável, uma melhor amiga fofa e um vício chamado tecnologia. A vida amorosa é praticamente inexistente e o único romance que faz parte de sua vida é aquele dos livros, em especial o de Orgulho e Preconceito seu livro favorito da vida. Sua vida é praticamente bem rotineira, mas ela vê tudo mudar quando seu amado celular cai no vaso sanitário e acaba pifando. Pra maioria das pessoas isso seria o fim do mundo, certo? Bom, pra Sofia não é muito diferente disso, e logo que amanhece ela sai para comprar um novo aparelho pra voltar a ter "vida".
Ao chegar na loja, ela é atendida por uma mulher estranha, que lhe apresenta um celular modelo único que, segundo ela, tem tudo aquilo que Sofia precisa. Ela compra, claro, e assim que sai da loja tropeça em uma pedra, desmaia e... acorda em 1830. Desnorteada, acaba encontrando ajuda de um rapaz bonito e gentil chamado Ian Clarke, que irá levá-la para sua casa e juntos tentarão entender o que aconteceu com ela para que aparecesse do nada no meio da estrada.
Claro que ela não irá contar que veio do futuro, quem iria acreditar numa história tão fantasiosa? Tudo que pode fazer é aguardar instruções pelo seu celular e tentar se adequar aos moldes da sociedade daquela época. E nesse meio tempo ela acaba se aproximando mais de Elisa, irmã e Ian, e dele também, é claro.
Ian é uma criatura sem igual. Dono de um coração puro e gentil, não mede esforços para ajudar a toda e qualquer pessoa. E, claro, além disso ainda é lindo demais e dono de um sorriso apaixonante. Ele é o sonho de toda garota e com seu charme consegue encantar 11 entre 10 garotas. E com Sofia não é diferente. Contudo, ela sabe que não pode se envolver já que ali não é seu lugar. Mas no coração não se manda e ele vai acabar lhe pregando uma grande peça.
Apesar de já saber do que se tratava a história, ainda não tinha certeza se iria me agradar. Muito embora meu histórico com os livros da Carina Rissi sejam positivos, sempre fiquei pé atrás com esse livro. Já falei aqui algumas vezes que, toda vez que um livro é elogiado em excesso sempre fico receosa de me desapontar. Contudo, como já havia lido outros livros da autora já sabia bem quais os pontos que me agradariam ou não.
A história é muito divertida, tem protagonistas ótimos e envolve o leitor do início ao fim. Gosto demais da escrita da Carina e da forma como ela consegue criar protagonistas que se assemelham tanto conosco. É muito fácil gostar de Sofia, ela é esperta, carismática e muito engraçada. Sem contar que acaba se metendo em situações bem constrangedoras que nos fazem rolar de rir. Contudo, ninguém me cativou tanto como Ian. Agora sim eu entendo porque ele é o crush literário de tantas meninas, afinal acabou se tornando meu também. E não digo isso apenas por ele ser uma verdadeira beldade. Ian é puro de coração, um amor de pessoa, as vezes um pouco ingênuo, mas nem por isso menos amável. Achei a química entre ele e Sofia muito boa, gostei da forma como o romance foi sendo introduzido na trama e achei que, em boa parte do tempo, a trama foi extremamente ágil.
Mas nem tudo aqui são só elogios. Assim como nos demais livros, achei alguns diálogos extensos demais e, em alguns momentos, um pouco forçados. Isso é algo já característico da autora e sei que vou acabar batendo sempre na mesma tecla em todas as resenhas que fizer a respeito de seus livros. Essas passagens acabaram tornando a leitura mais arrastada, quebrando o ritmo constante que ela vinha apresentando.
Tirando os pontos acima, eu gostei muito do livro. Dei boas risadas enquanto acompanhava a saga de Sofia para descobrir como voltar para seu tempo, suspirei muito pelo Ian e torci demais para que, no final, eles conseguissem seu final feliz. E já que falamos em final, que amorzinho que ele foi. Achei fofo demais e, embora já estivesse esperando por aquilo, não deixei de me encantar. Recomendo muito!