segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A Carruagem da Morte

A aventura final da trilogia de Tibor Lobato está começando: uma nova quaresma chegou e todos os moradores dos vilarejos em torno da Vila do Meio sofrem o ataque brutal de um exército de criaturas horrendas. Ao saber da ocorrência de estranhos rituais, Tibor descobre que tudo faz parte de um plano macabro da Cuca, que ele pretende derrotar de uma vez por todas. Em meio a batalhas épicas, sonhos e pesadelos sobrenaturais, Tibor precisa enfrentar o maior de todos os desafios: conhecer a si mesmo e a extensão da própria força. Gustavo Rosseb resgata e moderniza os mitos e causos do folclore brasileiro, entretendo os leitores e provocando reflexões com temas como o preconceito, a morte e o poder da amizade e dos laços de família.
Título: A Carruagem da Morte
Série: As Aventuras de Tibor Lobato #3
Autor (a): Gustavo Rosseb
Editora: Jangada
Número de páginas: 480


Falar de Tibor Lobato, pra mim, é sempre um prazer enorme. Eu amo demais essa história e vocês não imaginam o quanto estava ansiosa pelo desfecho dessa aventura. E, minha gente, ela não me decepcionou! Foi uma leitura super gostosa que só fez aumentar ainda mais o meu amor por essa trilogia. 
Antes que vá a frente nessa leitura, um alerta: se você não leu a série, tem curiosidade e não quer spoiller, por favor, pule a parte do resumo e vá direto para minhas considerações a respeito da história.
Mais uma quaresma se aproxima e dessa vez Tibor e Sátir sabem que as coisas serão ainda piores do que nas anteriores. Após toda a aventura vivida no ano anterior, a descoberta dos planos da Cuca e o desaparecimento de Rurique, ambos estão bem mais maduros e cientes de que algo muito ruim está prestes a acontecer.
Resta apenas um muiraquitã, que está nas mãos da Cuca. A pedra, que antes guardava o boitatá, agora está tomada por uma força maligna que não se sabe ainda o que pode ser. A única coisa que se tem certeza é que essa bruxa malévola está reunindo um exército e está usando Rurique, em sua forma de lobisomem, como uma de suas armas para assustar os moradores das vilas da redondeza.
Decididos a enfrentar o que quer que esteja acontecendo, Tibor e Sátir saem em mais uma aventura. A princípio a meta é encontrar Rurique e trazê-lo de volta para seus pais, mas quando as coisas começam a avançar e sonhos estranhos passam a rondar as noites de sono de Tibor, ele percebe que achar o amigo é apenas mais um passo em busca do que ele realmente precisa fazer: derrotar de uma vez a Cuca e fazer com que ela carregue consigo todo o mal que soltou com suas magias.
Como eu estava ansiosa por esse livro! Já falei várias vezes, seja aqui no blog ou no instagram, o quanto eu sou apaixonada pelos personagens e pela história criada por Gustavo Rosseb. A leitura sempre dinâmica e a trama envolvente sempre me deixam com um sorriso de uma ponta a outra do rosto. E dessa vez não foi diferente.
É notável o amadurecimento dos personagens e a história, que desde o início já se mostrava bem misteriosa, dessa vez ganhou um ar ainda mais sombrio. Muitos fatos novos foram inseridos na história e me surpreenderam.Sempre soube que haveria um confronto final entre a Cuca e os Lobato, mas jamais imaginaria que acontecesse da forma como o autor colocou. Existe ainda uma inserção de novas lendas do nosso folclore e, em paralelo a elas, novas histórias vão sendo criadas e trazem um novo mistério à trama.
E nesse ponto preciso dizer a vocês que o que eu mais gosto nessa trilogia é justamente o encontro de várias lendas em um só lugar. Me agradou demais a forma como as histórias se entrelaçam e de como cada personagem das lendas que tão bem conhecemos (pelo menos a maioria) tem um papel importante durante a narrativa. Neste livro, em especial, o encontro com o Negrinho do Pastoreio foi o que mais alegrou meu coração, principalmente por ser uma das minhas lendas preferidas (e eu confesso a vocês que estava um pouco indignada dele não ter sido usado antes, achava que acabaria sendo esquecida). Cruzar a história dele com a do Bumba Meu Boi foi uma sacada excelente e fiquei extremamente feliz por elas terem se encaixado com tanta perfeição.
Em relação aos personagens não tenho do que reclamar. Tibor e Sátir continuam ótimos protagonistas e, embora estejam maiores e com novos interesses (Sátir está até namorando, vejam só!), não perderam ainda o jeitinho mais ingênuo e um tanto infantil que é marca registrada deles desde o primeiro livro. Rurique ainda é de quem eu mais gosto, não só pela identificação (sou medrosa que nem ele), mas por conta de seu bom humor mesmo diante das adversidades. Apesar de admirar a inteligência de Sátir e a persistência de Tibor, em alguns momentos eles são cansativos, principalmente ele e sua teimosia sem fim.
Apesar de ter gostado demais da história, teve um ponto que meio que me incomodou por não ter sido explorada pelo autor. Não entrarei em detalhes por ser um belo de um spoiller, mas foi uma deixa que Gustavo deixou no segundo livro e que, em A Carruagem da Morte, deixou vir à tona. Eu vibrei, fiquei esperando o desenrolar e, no final, nada aconteceu. Acho que, se não era a intenção do autor explorar essa parte, nem deveria ter colocado no livro. Atiçou minha curiosidade e fiquei a ver navios. Não levou nota máxima por conta disso.
A Carruagem da Morte foi um ótimo fechamento para essa trilogia que é dona do meu coração. Tem ação e aventura de sobra e uma trama tão viciante que não dá para parar de ler. Infanto juvenil de qualidade, feito para divertir leitores de todas as idades. recomendo muito!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Liga da Justiça



Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne convoca sua nova aliada Diana Prince para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.


Título: Liga da Justiça
Título Original: Justice League
Lançamento/Duração: 2017 - 2h
Gênero: Aventura/Ação/Sci-Fi
Direção: Zack Snyder
Roteiro: 
 Chris Terio e David S. Goyer
Elenco: Ben Affleck, Henry Cavil, Gal Gadot, Amy Adams, Diane Lane, Jeremy Irons, Ezra Miller, Jason Momoa e Ray Fisher


Finalmente chega aos cinemas o aguardado filme da Liga da Justiça, trazendo o mais icônico grupo de super-heróis dos quadrinhos - me desculpem Vingadores - finalmente reunido em tela. O sucesso de Mulher Maravilha e, para alguns, a presença de Joss Whedon, deram um novo vigor nas expectativas para o longa. A pergunta que retumbava entre os temerosos e os esperançosos era: será que o filme da Liga irá acertar e trazer um saldo positivo para o universo DC nos cinemas?
Se você precisa de uma resposta rápida, pouparei seu tempo. Liga da Justiça, mesmo que ainda com tropeços, repara as principais críticas a DC, é divertido, funciona e vai agradar maior parte do público. Pode comprar seu ingresso e assistir ao filme sem esse peso no coração.
Após os eventos de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, que resultam com a morte do escoteiro azulado interpretado por Henry Cavil, a terra se vê em um momento de descrença e temor. A esperança parece ter deixado o mundo junto com o portador simbolo da casa de El e último filho de Kripton. 
Em meio a esse clima medo e angústia, surge um inimigo que parece se aproveitar dele e da falta de defensores na terra capaz de lidar com seus poderes além da imaginação. Seu plano é reunir as Caixas Maternas deixadas para trás em sua última tentativa de invasão para destruir o planeta. Cabe ao Batman, inspirado pelo ideal do Homem de Aço, reunir um grupo de meta-humanos para, quem sabe, evitar destruição da terra. E talvez, até mesmo eles precisem de ajuda de alguém mais forte, para deter o Lobo das Estepes.
Liga da Justiça nos é entregue como um bom filme de ação, e seu principal objetivo é atingido ao entreter o público com seus combates, sequências eletrizantes - embora boa parte já mostrada nos trailer - e muito bom humor. Contudo o filme tinha potencial para ser mais, e principalmente no último terço do filme. Apesar disso, não se engane, é muito mais provável que saia do filme querendo mais daqueles personagens - uns mais do que outros - do que simplesmente reclamando.
O roteiro do filme é bem simples e linear - o que não é novidade entre os filmes de super-heróis, seja Marvel ou DC - mas se mantém interessante durante todo o desenvolvimento. É claro, existem deslises e decisões questionáveis, mas esses acabam sobrepostos pelos acertos e pela diversão proporcionada pela superprodução. O vilão, o ritmo da etapa final e CGI talvez sejam os pontos que mais causem incomodo, mas é bom lembrar esses problemas existem também na concorrência tida como referência.  
O encontro do trabalho de Zack Snyder e Joss Whedon encontrou um ponto de equilíbrio (embora a balança penda mais pro Whedon). O filme abandona - mas não totalmente - o sombrio e tenta trazer leveza pra todos os personagens, inclusive pro Batman. Isso funciona melhor pra os personagens que entram nesse universo agora, mas pra quem mostrou outra coisa antes da aquela travada na descida (principalmente o indeciso Batman, ora sério ora muito jocoso). Porém no fim funciona e você anseia por mais dos personagens.
Por falar nos personagens, é possível dizer de forma rápida que o entrosamento entre eles, mesmo com a construção rápida, parece natural e é legal de ver em tela. A introdução dos novos personagens é feita de maneira fluida, sem perder tempo com arcos próprios, embora apresente ganchos e elementos para cada um deles. Ezra Miller, Jason Momoa e Ray Fisher, estão muito a vontade nos papeis de Flash, Aquaman e Ciborgue, conquistam o público facilmente e marcam o seu espaço, embora o Atlante seja o menos aproveitado entre eles. O Batman de Ben Affleck segue um herói duro, desgastado, mas agora tocado pelo simbolo e exemplo do Superman, também da princesa Amazona. A Mulher Maravilha da Gal Gadot é o elo forte da equipe e mais uma vez ganha um destaque especial merecido. O Superman de Henry Cavil segue sua jornada para ser o simbolo que é nos quadrinhos e se afastar da imagem de insensibilidade deixada por Men of Steel.
Apesar do já comentado CGI por vezes incomodo, a plástica visual do filme é bem construída  e bonita de se ver. A trilha de Danny Elfman é assertiva e totalmente completar a obra, indo além do uso de músicas famosas para compor um grande clipe de ação e fixando a marca sonora característica de seus personagens.
A soma dos pontos a meu ver é um resultado positivo e mostra que o Universo DC nos cinemas ainda tem muita coisa boa para mostrar. Como fã digo fiquei animado para ver como será o universo que vem por aí depois desse novo sopro de esperança. Vale a pena conferir e garantir algumas horas de entretenimento!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Contos do Cão Negro



Série: Contos do Cão Negro
Títulos: Vol. 1 - O Coração do Cão Negro e Vol. 2 - A Canção do Cão Negro.
Roteiro: César Alcázar
Arte: Fred Rubim
Editora: AVEC Editora
Número de páginas: 63

O Coração do Cão Negro: SKOOB - COMPARE E COMPRE - LOJA RECOMENDADA
A Canção do Cão Negro: SKOOB - COMPARE E COMPRE - LOJA RECOMENDADA

O que aconteceria se uma obra trouxesse o clima de aventura de Conan para o mundo que conhecemos com toques de ficção histórica? E se essa obra trouxesse não apenas a ação, mas o clima sobrenatural presente em algumas aventuras do cimério? E se por fim a arte da obra o remetesse a Hellboy, outro expoente dessa mistura? Você não precisa se esforçar para imaginar nada disso, pois pode encontrar isso e mais um pouco na série gráfica antológica Contos do Cão Negro, de César Alcázar e Fred Rubim que conta com dois volumes até o momento lançados pela Editora AVEC: O Coração do Cão Negro e A Canção do Cão Negro.
É impossível fugir do comparativo aos trabalhos de Robert E. Howard, H.P. Lovecraft e Mike Mignola. Digo isso não para apontar referências e semelhanças notáveis na obra, mas para garantir a paridade dos trabalhos. O clima pulp com direito a espada, mistério sobrenatural, pesquisa histórica e mitológica, é muito bem executado em uma narrativa gráfica onde cada detalhe em cada quadro complementa a história.
A  série conta a história de Anrath, um mercenário irlandês conhecido como Cão Negro de Clontarf, em suas várias aventuras na Irlanda do século XI, durante as várias tensões entre os nórdicos e gaélicos. Anrath, o mercenário conhecido como o Cão Negro de Clontarf, é um homem atormentado, nascido gaélico e criado entre os vikings. O destino fez com que ele se tornasse um renegado, um guerreiro condenado a vagar entre duas culturas como um pária sem pertencer a nenhuma.
No primeiro volume, O Coração do Cão Negro, o mercenário gaélico é contratado por um misterioso inglês para encontrar um antigo medalhão chamado Coração de Tadg, supostamente uma chave para tesouros e poderes ligados a deuses antigos. Com a missão cumprida, Anrath é envolvido contra sua vontade em uma trama de vingança e traição que o levará direto para as mãos de Ild Vuur, um líder viking ligado a seu passado, e o fará confrontar horrores além do espaço e do tempo.
A obra de clima sombrio que flerta com o horror, carregada na narrativa visual e nos diálogos curtos e diretos, nos introduz ao universo habitado pelo Cão Negro, suas regras e características; embora com boa base histórica e focado no herói humano, há mais coisas entre o céu e a terra do que julgam os mortais. Somos entregues a um protagonista formado e a uma história em movimento, sem interrupções na continuidade da obra para ambientar o leitor de forma clichê e por vezes preguiçosa. Seu passado nos é entregue em subtexto e nos enche de curiosidade com as incessantes lacunas que abrem espaço para novas possíveis narrativas. E é exatamente o que desejará o leitor após a conclusão da trama, que embora não seja necessariamente original, é envolvente e muito bem executada.
A Canção do Cão Negro, ambientada um ano após a batalha os acontecimentos do primeiro volume, nos traz Anrath agora como comandante de seu próprio navio, mas não por isso com uma vida confortável. Após uma missão na Islândia, o gaélico irá se deparar com um novo confronto com saqueadores vikings, reflexo direto de suas ações e sua má-fama. Contudo, em meio a uma sangrenta batalha, o Cão Negro irá se deparar com uma criatura mitológica sedutora e mortal, que lhe tará a promessa de aliviar o peso de uma vida, mas com um caro custo.
Enquanto o volume anterior nos apresenta o protagonista e seu universo de forma direta, o segundo pavimenta questões sobre passado, presente e futuro do personagem. Em uma trama de forte teor psicológico, embora a ação não deixe a dever em nada para o anterior, Alcazar expande a narrativa para somar mais peso ao personagem, principalmente através das relações. Isso sem abandonar a leitura subtextual, embora a obra mais direta que a anterior. Os principais atrativos da obra se mantém, e mais uma vez a narrativa envolvente te conduz ao desejo de continuidade.
O formato de conto gráfico favorece a criação de histórias tanto sobre o passado quanto o futuro do personagem sem necessidade de um continuísmo barato ou a obrigação de sequência de leitura. É claro que há um ganho em experiência ao consumir na ordem correta, mas uma das principais características do roteiro criado por Alcazar é ser fechado e contido em si apesar das lacunas propositais sobre o personagem. Aliás, o Cão Negro  nasceu em contos escritos por César Alcázar e publicados em diversas antologias tanto em território nacional quanto no exterior, além de um romance,  Fúria do Cão Negro, todos eles bastante elogiados pela crítica. 
Com um traço marcado, crú e simples, o trabalho de Fred Rubim para os Contos do Cão Negro é excepcional e traz aos contos uma boa dosagem do clima pulp e do quadrinho europeu. O resultado são suas graphic novels de altíssima qualidade, tanto no roteiro e arte, quanto no trabalho gráfico e editorial executado pela AVEC Editora.
A série Contos do Cão Negro é um prato cheio para aqueles que gostam aventuras de espada e feitiçaria dinâmicas e envolventes, com boas batalhas, e mistérios antigos. Mesmo que você não goste de HQs, essa obra tem tudo para te agradar.


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Romance Entre Rendas

Que lady Clara Fairfax é dona de uma beleza estonteante, Londres inteira já sabe. Mas a fila de pretendentes que bate à porta de sua casa com propostas de casamento já está irritando a jovem.
Cansada de ser vista apenas como um ornamento, Clara decide afastar-se um pouco da alta sociedade e se dedicar à caridade. Um dia, numa visita a uma obra social, ela depara com uma garota em perigo e pede ajuda ao alto, sombrio e enervante advogado Oliver Radford.
Radford sempre foi avesso à nobreza, mas, para sua surpresa, pode vir a se tornar o próximo duque de Malvern. Embora queira manter sua relação com Clara no campo estritamente profissional, aos poucos ele percebe que ela, além de linda, é inteligente, sensível e corajosa.
E quando a perspectiva de casamento se aproxima, tudo o que Radford pode fazer é tentar não perder a cabeça por Clara. Será que a herdeira mais adorada da sociedade e o solteiro menos acessível de Londres serão vítimas de seus próprios desejos?
Em Romance entre rendas, livro que encerra a série As Modistas, Loretta Chase nos brinda com uma história envolvente e cheia de paixão, com personagens fortes e marcantes.
Título: Romance Entre Rendas
Série: As Modistas #4
Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 320



E chegou a vez de me despedir de mais uma série, dessa vez da Loretta Chase. Eu tenho um relacionamento meio difícil com essa autora e já contei aqui pra vocês. Seus livros começam sempre muito mornos e nunca me pegam de imediato. Já estava preparada para isso com esse livro, mas dessa vez tudo foi muito diferente e me vi fisgada logo nas primeiras páginas.
Lady Clara Fairfax já é uma velha conhecida de quem acompanha a série. Sua primeira aparição no primeiro livro me deixou curiosa para conhecer um pouco mais a seu respeito, já que é uma personagem que rouba atenção para si. Extremamente bela e elegante, ela é uma moça que encanta os homens ao seu redor e sempre recebe vários pedidos de casamentos. Embora casar seja algo que deseja muito, ela não quer escolher um homem qualquer e por isso sempre acaba partindo muitos corações apaixonados.
Apesar de ter nascido em berço de ouro e ser um pouco mimada, Clara é uma mulher de espírito altruísta, que vem se dedicando cada vez mais a caridade. Uma de suas instituições preferidas é a Sociedade das Costureiras para a Educação de Mulheres Desafortunadas, onde ela conheceu a jovem Bridget, que está a procura de seu irmão que acabou entrando para uma das muitas gangues de Londres. Decidida a encontrar o garoto e levá-lo para perto da irmã, ela recorre ao Corvo, um conhecido advogado que possui diversos inimigos.
O Corvo é ninguém menos que Oliver Radford. Quando criança ele frequentou muito a mansão dos Fairfax, portanto já conhecia Clara e sabia muito de sua personalidade. Mas não estava preparado para reencontrá-la tão bela e dona de uma teimosia que o tirou do sério. Nesse ponto, minhas caras leitoras, preciso dizer a vocês que Clara é muito obstinada e como enfiou na cabeça que iria ajudar a Bridget não ficaria satisfeita até cumprir com sua promessa. O Corvo era sua única esperança, afinal de contas ele lidava com esses assuntos há muito tempo, tem informantes em toda Londres e quer muito desarticular a mais famosa e perigosa gangue londrina. Já faz tempo que ele vem perseguindo o cabeça da organização e colocar as mãos nele é tudo que Radford mais deseja. Contudo, envolver uma dama como Clara está totalmente fora de seus planos. Contudo, ele vai descobrir que se livrar dela não será tarefa fácil. Ele precisará usar de todas as suas habilidades para convencê-la a não se envolver no caso e nesse tempo, precisará também lutar contra certos desejos que irão acabar tomando conta de seu ser.
Vocês sabem que sou muito sincera em relação às minhas leituras e quando não gosto de algo, sempre conto o porquê. Mas dessa vez, gente do céu, eu A-DO-REI a história do início ao fim! Já falei pra vocês em resenhas anteriores que sinto muita dificuldade com os livros de Loretta porque eles nunca conseguem me fisgar de imediato. Mas dessa vez foi diferente, a trama já começou com ação e me deixou ligada o tempo todo!
Preciso confessar que eu estava esperando MUITO de Clara. Desde o primeiro livro já tinha ficado curiosa a seu respeito e isso foi algo que se intensificou com o decorrer da leitura, afinal de contas Clara é uma personagem muito carismática e sempre que aparecia acabava roubando a cena. E em Romance entre Rendas ela mostra, mais uma vez, que carisma é algo que não lhe falta.
Teimosa e obstinada, Clara é o tipo de mocinha que me agrada por ser autêntica. Por mais irritantes que sejam algumas de suas atitudes e ela se mostre um pouco mimada, fica explícito que suas intenções são sempre as melhores. Clara tem um coração generoso, está cansada de ser vista como um ornamento e deseja pra si muito mais que uma vida pacata. Viver uma aventura é tudo que mais deseja e quando a oportunidade surge, vocês acham que ela vai deixar passar? Nunca! Clara vai lutar, com todas as suas forças, para fazer o que acha certo, mesmo que para isso acabe colocando em risco sua própria vida.
Com Radford também foi amor à primeira vista. Estava esperando um homem mais formal e um tanto caxias, mas me surpreendi quando traços de sua personalidade foram ficando mais evidentes, mostrando que apesar da fachada de seriedade, escondia um homem com um senso de humor apuradíssimo. Os embates com Clara me fizeram gargalhar e a forma segura com que lidava com tudo ao seu redor foi um dos motivos que me fizeram gostar tanto dele. Apesar de fazer parte de uma família aristocrática, ele nunca quis ser duque e acabou por seguir os passos do pai e tornado-se um advogado respeitado e conhecido por suas grandes façanhas.
Não há aqui aquele romance instantâneo que eu tanto critico. Existe a atração inicial e uma evolução nos sentimentos, que começa de forma gradativa e atinge o ápice, pegando os dois envolvidos totalmente de surpresa. Embora Clara sempre tenha sonhado em se casar com alguém que a ame e a valorize, nunca imaginou que poderia se envolver com alguém como Radford. Ele, por sua vez, não pretendia casar, mas se viu fisgado pela beleza e obstinação da moça. A química forte e a cumplicidade que esses dois apresentaram foram suficientes para que se tornassem meu casal preferido da série.
A história vai além do romance e trouxe elementos novos que fizeram toda diferença. Gostei do clima mais investigativo e da aventura que foi se sucedendo no decorrer das páginas. A leitura foi rápida e bem gostosa de acompanhar. Foi um excelente fechamento para essa série que é sexy, divertida e romântica sob medida.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Top 3: Livros que Ainda Lerei em 2017


E 2017 está chegando ao fim...
Pois é, parece que foi ontem que eu estava aqui falando pra vocês a respeito das minhas metas literárias e fazendo aquele post onde conto quais os 17 livros que pretendia ler esse ano. Pois bem, venho aqui hoje, com minha cara deslavada contar que eu não cumpri minha meta... mais uma vez. Em minha defesa venho dizer que li 7 da lista e todos estavam encalhados na estante há muitos anos.
Mas ainda me resta uma esperança já que ainda estamos em novembro e temos muitos dias pela frente até acabar o ano. Pensando nisso, escolhi 3 livros lindos, da minha lista de 17 para ler em 2017, que ainda vou ler antes do ano acabar. Vamos conhecer os sortudos?
1- O Segredo do Meu Marido
De todos da minha lista esse era o que eu mais queria ler. Ganhei ele num amigo secreto e quase morri de felicidade no dia, quando abri o pacote e bati os olhos nessa capa linda! <3 O tempo passou e ler que é bom, nada! Minha meta era fazer a leitura dele logo no primeiro mês do ano, mas aí o tempo foi passando, eu fui passando outros livros na frente e veja só...cá está ele sem ser lido.
Pretendo ler ainda esse mês, assim que zerar minhas pendências de parceria (falta pouco). Deus me ajude porque quero chegar em 2018 com esse livro lido! Torçam por mim.
2- A Herdeira
Pela misericórdia, minha gente! Estou protelando a leitura desse livro faz muito tempo, tudo por causa da protagonista que todo mundo fala que é insuportável. Nem bem li e já peguei ranço da menina, você veja só!
Mas agora tá na hora de largar isso de lado e me jogar na leitura, principalmente porque além dele estar encalhado na estante faz é tempo, ainda tenho a continuação pra ler. Então, simbora adiantar essa leitura que "o tempo urge e a Sapucaí é grande."
3- Anexos
Rainbow Rowell é uma das minhas autoras preferidas e se tem uma coisa que me causa uma vergonha enorme é não ter lido ainda Anexos. Comprei ele assim que lançou, fiquei doida pela sinopse, já ciente de que iria amar a leitura (não tem como não amar os livros dessa mulher). Coloquei na lista de leitura do ano passado, nessa e nada de pegar pra ler. E esse é o único livro dela que não li, ou seja, vergonhoso! Vamos mudar isso já!

Eis aí a minha modesta listinha. Claro que, além desses lerei muitos outros, mas quero deixar registrados que os três serão prioridades na minha vida. Portanto, façam suas apostas! E não esqueçam de me contar quais os livros que você ainda quer ler em 2017.
Um beijo e até mais!