quarta-feira, 25 de maio de 2016

Capitão América 3: Guerra Civil











Quando o governo cria um órgão para supervisionar os Vingadores, o super time de heróis se divide em dois. Um liderado por Steve Rogers e seu desejo em manter os Vingadores livres para defender a humanidade sem interferência do governo, e o outro que segue a surpreendente decisão de Tony Stark em apoiar o governo na fiscalização de seus atos.




Título: Capitão América 3: Guerra Civil
Lançamento/Duração: 2016 - 147 minutos
Gênero: Aventura/Ação/Sci-Fi
Direção: Anthony e Joe Russo
Roteiro: 
 Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Anthony Mackie, Don Cheadle, Jeremy Renner, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Paul Rudd, Emily VanCamp, Tom Holland, Daniel Brühl, Frank Grillo


Atrasados sim, mas aqui estamos. A essa altura é muito possível que já tenha assistido ao filme, mas só tive a oportunidade a pouco tempo e não poderia deixar de falar desse universo que tanto me agrada e continua agradar. Capitão América 3 - Guerra Civil é um filme muito bom e não precisa nem chegar ao fim da postagem para me ver falar isso.
Não estou aqui para falar apenas sobre como o filme é divertido ou para fazer comparativos com a HQ ou com o romance adaptado, isso você encontra aos montes por aí. Nós mesmos já falamos sobre Guerra Civil - Marvel quando resenhamos a adaptação literária dos quadrinhos e deixamos claros que todos esses produtos devem ser encarados de maneira separada. Agora o foco é apenas Capitão América 3 - Guerra Civil...

Após os acontecimentos de Capitão América 2 - Soldado Invernal e Vingadores 2 - Era de Ultron, os Vingadores tem atuado sob o olhar da desconfiança e sem apoio da S.H.I.E.L.D, apenas sob financiamento de Tony Stark. Contudo, após uma ação desastrosa em território nigeriano os principais governos do mundo decidem que os Maiores Heróis da Terra não devem atuar sem supervisão e permissão legal, violando leis internacionais e decidindo a quem devem salvar.
Alguns deles, como o Capitão América, não concordam com o Tratado de Sokovia e preferem não assinar algo que restrinja o direito de poder salvar o máximo de vidas possível, mesmo que para isso tenham-se baixas inevitáveis. Outros, como o Homem de Ferro acreditam que talvez essa seja a melhor opção. A cisão entre os Vingadores tem início, mas apenas na esfera psicológica e ideológica. Quando um violento atentado na ONU de suposta autoria do Soldado Invernal acontece em Viena, vitimando diversas autoridades, é que a guerra tem início...
Para algumas pessoas pode até parecer que dei spoilers, mas tudo isso que contei é visto superficialmente nos trailers. E acredite quando digo que essas informações são superficiais: há muito mais por trás do posicionamento dos personagens dentro dessa história do que os trailers deixam transparecer. 
Capitão América 3: Guerra Civil é um grande filme de ação e seu principal objetivo é entreter o público com seus combates e sequências eletrizantes, mas um dos pontos fortes do filme é a forma com que trabalha os personagens, mesmo com tantos deles tendo que dividir tempo de tela. O roteiro, embora possua alguma falhas e outras questões que ouso descordar, é bem trabalhado e atua bem para o ritmo siga bem, sem quebras bruscas e utilizando todos os recursos apresentados na trama.
A Marvel Studios tem acertado bastante em suas produções, desde sua concepção e escolha dos títulos ao produto final, não dá pra negar. É claro, existem diversos deslises e decisões não tão bem acertadas também, mas esses acabam sobrepostos pelos acertos e pela diversão proporcionada pelas superproduções. É muito improvável que na euforia, após a sessão e as cenas finais, você saia do cinema disposto a outra coisa a não ser comentar o quanto achou o filme bacana.

O elenco entrou totalmente no clima do filme, mesmo os novatos estavam muito confortáveis nos papeis dos heróis da Casa das Ideias. A interação entre os personagens é natural, fluida, sem forçação de barra. O núcleo de apoio do herói ajuda a levantar diversas piadas dos mais inesperados tipos, mas vão além de servir de escada e reforço em combate. A interação entre eles é muito boa e fundamental. O Pantera Negra e o Homem Aranha tem grandes momentos no filme e te deixam com vontade de logo ver mais sobre eles em tela. Contudo, nem tudo são flores e alguns personagens são relegados a participações menores como a Viúva Negra que tinha participado ativamente do filme anterior do Capitão América.
Apesar da trilha sonora meio morna, nada tão marcante, o filme compensa com os efeitos visuais e cenas de ação bem dirigidas e coreografadas. O filmes está recheado de sequências eletrizantes com destaque para aquela que TODO MUNDO que foi ao cinema estava esperando, que é o embate entre os grupos no aeroporto de Berlim. Não tem como não vibrar de empolgação quando esse fã-service gigante invade as telonas, é pancadaria entre amigos sim, é luta contra o inimigo errado sim, mas ninguém se importa em ver aquelas cenas de ação em tela.
O filme com certeza absoluta será um dos mais divertidos que irá assistir esse ano, pois consegue dosar perfeitamente ação, "dramas", comédia e aventura sem quebrar ritmo cada qual seu devido momento. Capitão América 3: Guerra Civil entrega para o espectador uma experiência extremamente positiva de entretenimento, capaz de agradar pessoas dos mais variados gostos. É diversão descompromissada e garantida, vale a pena conferir.




terça-feira, 24 de maio de 2016

Top 5: Finais Surpreendentes



Dessa vez foi difícil escrever esse Top 5. Quando parei para pensar em qual seria o tema de hoje, bateu aquele famoso branco. Não conseguia pensar em nada e quanto mais me esforçava pior ficava. Decidi buscar ajuda no grupo de leitores que participo e choveu ideias legais (que já anotei e estão aqui prontas para serem desenvolvidas) e o Finais Surpreendentes foi um desses (obrigada Kev <3).
Agora que deixei vocês a par dessa situação, simbora conhecer os livros de hoje?

1- Esconda-se
Eu amo um livro de mistério e esse me pegou de um jeito inesperado. A história de Annabelle é maravilhosa, cheia de reviravoltas e com uma trama de tirar o fôlego. Teci mil teorias da conspiração, desconfiei de todo mundo e no final fiquei com a cara no chão! Foi totalmente diferente do que eu imaginava e nem ao menos me passou pela cabeça que a solução do mistérios fosse aquela.
Lisa Gardner escreve romances policiais muito bons, mas nesse ela se superou. Daria mil estrelinhas para ele se fosse possível. Que livro, gente! Que livro!
2- Dente Por Dente
AMO esse livro! O primeiro, Olho Por Olho, foi ótimo, mas ele conseguiu ser ainda melhor. A história clichê, de garotas que buscam se vingar das pessoas que lhes fizeram mal de alguma forma, é daquelas que deixa o leitor em cólicas de ansiedade.
As autoras criaram personagens maravilhosos e o final desse livro é de deixar qualquer um doido! Ele termina de forma crucial, com uma descoberta que me deixou de boca aberta. Sério, eu só pensava uma coisa: "Preciso do próximo livro logo". Só não imaginava que ia só ficar querendo, afinal 3 anos se passaram e até hoje o terceiro livro nunca foi lançado aqui no Brasil. ¬¬ Fica minha torcida (e uma pota de apelo) para que a Novo Conceito, finalmente, dê aos fãs essa continuação de presente.
3- A Promessa
Esse foi meu primeiro contato com a escrita do Richard Paul Evans e me apaixonei. A história é romântica e tem um quê de mistério que instiga o leitor. Comecei a ler sem esperar muita coisa, mas me surpreendi com tudo que encontrei, principalmente com o final.
Na maior parte do tempo, a história se mostrou um tanto quanto clichê, por isso mesmo veio a surpresa com os fatos que foram se seguindo. A trama tomou um rumo para o qual eu não estava preparada e, mais uma vez, me vi encantada com o rumo que ela tomou. O final foi lindo e surpreendente. Sabe quando você está preparada para qualquer explicação, mas quando ela vem seu queixo cai? Pois foi o que aconteceu comigo. Depois desse livro prometi que leria todos os livros do autor. Espero que sejam tão bons quanto esse.
4- Tudo o Que Ela Sempre Quis
Esse livro é daqueles que já começa fazendo surpresa. Quando você olha para essa capa, consegue imaginar que ele é um romance policial? Eu, e uma boa parte da galera que conheço, não imaginava isso. Achava que se tratava de uma história bem água com açúcar, um romance fofinho que eu fosse suspirar e me encantar. Pois bem, dei com a cara na água!
O livro é um policial super bem escrito, com um romancezinho (claro), mas com o foco maior em um assassinato. A história segue uma linha super bacana, com muitos segredos sendo revelados e mistérios que vão pipocando durante a leitura. O final me deixou de boca aberta por que não estava esperando por "aquilo". Muito bom, super recomendo!
5- A Casa do Penhasco
Já falei sobre ele no Top 5 Agatha Christie e do quanto essa trama me surpreendeu. O livro me levou a vários suspeitos, mas em nenhum momento eu esperava que o final seria daquele jeito. Pra vocês terem uma ideia eu li e fiquei sem acreditar no que estava acontecendo por que o final é inacreditável!
Acho que esse, até hoje, foi o final que mais me surpreendeu. O livro é super bem escrito, a trama é daquelas que prende demais e nem preciso dizer que recomendo super a leitura, né? Fantástico, super vale a pena!
 
Agora é a sua vez: quais são os livros que você leu que tem finais surpreendentes?
Beijos

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Um Novo Amanhã

A tradicional pousada da cidade de Boonsboro já viveu tempos de guerra e paz, teve diversos donos e até sofreu com rumores de assombrações. Agora ela está sendo totalmente reformada, sob direção dos Montgomerys, que correm para realizar a grande reinauguração dentro do prazo.
Beckett, o arquiteto da família, é um charmoso conquistador que passa a maior parte do tempo falando sobre obras, comendo pizza e bebendo cerveja com seus irmãos Ryder e Owen. Atarefado com a pousada, ultimamente nem tem desfrutado de uma vida social decente, mas pretende mudar logo isso para atrair a mulher por quem é apaixonado desde a adolescência.
Depois de perder o marido na guerra e retornar para Boonsboro, Clare Brewster leva uma vida tranquila cuidando de sua livraria e dos três filhos. Velha amiga de Beckett, ela volta a se reaproximar dele ao ajudar nos preparativos da pousada.
Em meio a essa apaixonante reconstrução, rodeados de amigos, Beckett e Clare passam a se conhecer melhor e começam a vislumbrar um futuro novo e promissor juntos.
Neste primeiro livro da trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta o romântico Beckett Montgomery, que, ao buscar realizar o sonho de sua família, acaba deparando com um amor que pensava estar esquecido.
Título: Um Novo Amanhã
Autor (a): Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 320


Que eu amo a Nora Roberts não é segredo pra ninguém. Comecei lendo seus romances de banca e não parei mais (tanto que ela está entre as minhas autoras preferidas). Sou fã das suas histórias, em especial daqueles que são românticas mas que trazem consigo um toque sobrenatural. E foi justamente isso que encontrei em Um Novo Amanhã, primeiro volume da série A Pousada.
Neste livro vamos conhecer os lindo e apaixonante Becket Montgomery e seus irmãos, Ryder e Owen. Eles são os responsáveis pela reforma na antiga pousada de Boonsboro, que acabou se tornando uma espécie de atração local. Todos na cidade estão ansiosos pela inauguração que acontecerá no próximo verão. Becket, assim como seus irmãos, é um homem focado e se dedica ao extremo ao trabalho e à família. Desde que o pai faleceu, ele e os irmãos ficaram ainda mais unidos e é enternecedor a forma como cuidam da mãe e deles mesmos. Solteiro e considerado um ótimo partido, ele tem olhos apenas para uma única pessoa: Claire, a mulher que ele ama desde quando tinha 16 anos.
Claire voltou para a cidade, junto com os dois filhos (e grávida do terceiro) depois de perder o marido para a guerra. O baque em sua vida foi enorme, mas sua força não a deixou esmorecer.  Boonsboro sempre foi sua casa, onde moram seus pais, seus amigos e onde ela decidiu que construiria seu novo lar. Claire é uma mulher incrível, que cuida dos filhos, da casa e de sua livraria. Depois que ficou viúva não teve mais nenhum relacionamento amoroso, mas é visível a atração que existe entre ela e Becket.
Ambos sempre foram amigos e desde que ela voltou à cidade ele nunca tentou se aproximar dela com segundas intenções. Contudo, por conta da reforma da pousada, os dois passam a ficar mais tempo juntos e a faísca da paixão se acende. Ele, que sempre a amou, vê uma chance de ficar ao lado da mulher que ama. Ela, que nunca antes o tinha visto com outros olhos, percebe uma chance de ser feliz novamente.
Estou completamente apaixonada por esse livro! Comecei a ler esperando uma boa história, com um romance fofo e um casal apaixonante. E realmente encontrei isso (obrigada Nora, até hoje você nunca me desapontou)! A simplicidade da trama me conquistou, o jeito amável de Claire e a bondade em seus atos também. Mas foi Becket e Lizzy que me fizeram amar a história!
Gente, eu nem sei por onde começar a falar dele. Becket é maravilhoso, acho que não tenho outra palavra para descrevê-lo. Dono de um enorme carisma e de muito caráter, ele é um homem simples e gentil, que não mede esforços para fazer feliz aqueles que ama. Uma das coisas que mais me tocou foi a forma carinhosa com que tratava os filhos de Claire e a atenção que dedicava a cada um em especial. Faz muito tempo que não me apaixono platonicamente (meus cruhs literários são mais "antigos") e Becket me ganhou logo nas primeiras páginas.
Vocês devem estar se perguntando quem é Lizzy, né? Afinal eu falei de Claire, mas não toquei em seu nome antes. Bom, ela é o toque sobrenatural da história. Quem lê Nora Roberts sabe que o tom sobrenatural é uma característica frequente em suas histórias. Eu, particularmente, amo quando a trama tem algo a mais além do romance e Lizzy, nossa fantasminha aparentemente camarada, foi um diferencial bem bacana. Gostei da forma como ela foi inserida na história e do mistério a respeito da sua identidade e de qual seria sua ligação com a pousada. Espero que Nora mantenha esse mesmo tom nos demais livros e, no final, traga uma baita surpresa.
Há espaço também para a intriga, afinal nem só de doçuras e juras de amor se constrói um bom romance. Tem que ter briga, confusão, intriga, gente invejosa e mal amada querendo acabar com o love dos pombinhos. E isso fica por conta de Sam, um homem que acha que pode tudo só porque muito dinheiro. Passei muita raiva quando ele aparecia mas o pior de tudo é saber que existes vários Sam's por aí, que acham que podem exigir qualquer coisa simplesmente por que são os maiorais.
Nora, mais uma vez, mostra seu talento nessa história que é romântica e que, com toda certeza, vai mexer com o coração das sonhadoras. A história é leve e conta uma história simples, bem cotidiana e de leitura rápida. É clichê? Com toda certeza, mas é um clichê muito bem escrito e com uma história que deixa muitas por aí no chinelo. Quem ama romances precisa ler esse livro e se deliciar com essa história maravilhosa!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Vikings

Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel) é o maior guerreiro da sua era. Lider de seu bando, com seus irmãos e sua família, ele ascende ao poder e torna-se Rei da tribo dos vikings. Além de guerreiro implacável, Ragnar segue as tradições nórdicas e é devoto dos deuses. As lendas contam que ele descende diretamente de Odin, o deus da guerra.
 Produzida pelo History Channel, Vikings apresenta os famosos exploradores, comerciantes, guerreiros e corsários nórdicos a partir do seu ponto de vista.
 A história é centrada em Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel, deBeast), um agricultor e guerreiro que acredita ser descendente direto do deus Odin, que decide partir e lutar para conquistar novas terras.
Título: Vikings
Lançamento/Duração: 2013 - 50 minutos/episódio
Temporadas: 4 (50 Episódios) - Gênero: Ação/Thiller
Classificação: 18 - Não recomendado para menores de 18 anos
Elenco: Travis Fimmel, Clive Standen. Katheryn Winnick, Jessalyn Gilsig, George Blagden. Gustaf Skarsgård

IMDB FILMOW - NETFLIX

A cultura nórdica é uma das mais referenciadas da atualidade, principalmente a parte mitológica, mas a verdade é que pouco conhecemos sobre os habitantes do norte, sua cultura e história. Poucas vezes notamos sua importância ou influência na cultura ocidental, mesmo quando suas divindades dão nomes a dias da semana - em inglês - e estão nos calendários vistos diariamente: Tuesday ou Týr's day (Dia de Týr, deus da Guerra), Wednesday ou Wodan/Ódin's day (Dia de Ódin, Pai de Todos), Thursday ou Thunder/Thor's day (Dia de Thor, deus do Trovão), e Friday ou Frigg's day (Dia de Frigga, deusa mãe e esposa de Ódin).
Felizmente, graças a essa variedades de produtos e citações, temos a chance encontrar um caminho para aprofundarmos ou dar um ponta-pé inicial no desbravamento dessa cultural. A cultura pop possui diversos caminhos para tal, e talvez o que mais esteja em voga no momento seja justamente a série Vikings.
Inspirada nas Sagas do século XIII, a série de TV do canal History conta a história do lendário chefe viking Ragnar Lothbrok, famoso por se tornar rei da Dinamarca e por liderar diversas incursões de saque, exploração e comércio na Europa.  
Na narrativa acompanhamos Ragnar ainda como um jovem guerreiro viking que anseia por descobrir novas civilizações além dos mares. Juntamente com seu amigo, o hábil artesão Floki, ele constrói uma nova geração de drácares (o modelo de navio viking), mais velozes, e desafia o governante local, Duque Haraldson, um homem de pouca visão, a permitir incursões no noroeste da Inglaterra, até então inexplorado por eles. Apoiado pelo irmão Rollo, a sua esposa e Donzela do Escudo Lagertha, e alguns homens da pequena vila de Kattegat, Lothbrok consegue realizar os primeiros saques vikings no reino inglês da Nortúmbria.
No decorrer dos episódios e temporadas vemos o desenrolar das ações dos personagens e mergulhamos em batalhas sangrentas, explorações, disputas por poder, e traições. Desbravamos a tão citada e referenciada, mas tão pouco aprofundada, estranha cultura nórdica. Entre guerras e invasões, acompanhamos a transformação de um homem e sua família de pessoas comuns, a nomes que ficarão gravados para sempre na história!

Mantendo a qualidade regular, com algumas exceções assim como toda série, Vikings trabalha bem a mistura histórica e fantasiosa da cultura nórdica trazendo o contato desses povos com outras culturas através de suas expedições mar a fora, principalmente destacando o contato com os cristãos e sua religião tão distinta da realidade politeísta de suas crenças. A série aborda a trajetória de Ragnar Lothbrok e suas ambições e devaneios, mas vai além disso ao explorar os detalhes da vida cotidiana e cultura nórdica como um elemento vivo. O místico é sentido a todo instante apensar de não ocorrer de forma livre e velada; além disso a dualidade de crenças é bem trabalhada por personagens como Athelstan e Floki. 
Tentar exprimir em pouco espaço o que a série tem de melhor em pouco espaço, e sem dar spoilers, é uma dura e ingrata tarefa. São muitos elementos presentes, acrescentados e retirados, bem ou mal trabalhados, e não há como se prender a detalhes. Mas é extremamente válido dizer que Vikings se vale de muito mais que ação e violência para contar uma história de um líder guerreiro. Ah, pode apostar que esses elementos estarão presentes em muitos momentos, mas não se fazem o mais importante de tudo.
A série possui uma narrativa rápida, forte e intensa, mesmo quando intercalada por momentos de aparente calmaria. A passagem de tempo não é marcada de forma definida e o olhar desatento perde detalhes se não possuir foco. Isso auxilia a série a contar de uma forma melhor os acontecimentos da trajetória de seus personagens, que não são poucos. E a muito a contar. A série vai a todo momento trabalhando as questões filosóficas, conflitos psicológicos e ideológicos, que são fundamentais para o desenvolvimento dos personagens. Amizades, inimizades, amores, traições, não ficam orbitam somente Lothbrok, mas a todos que de certa forma se ligam a ele.
Os atores escalados fazem um excelente trabalho ao dar vida e personalidade aos personagens, mesmo os coadjuvantes. Apesar de o lendário herói ser o ponto central do seriado, é difícil gostar apenas dele quando temos uma leva de personagens intrigantes e cativantes como Lagertha, Floki, Rollo, Beorn e Athelstan. 
Os roteiros sóbrios, puxam o clima da série para o lado mais frio e adulto. A fotografia e a trilha também contribuem para que esse clima se evidencie e esteja presente em todos momentos da trama. Outro ponto que merece destaque é a produção, desde a caracterização quanto aos detalhes técnicos da preparação. As cenas de ação são bem coreografadas e executadas - na medida do possível - te fazem ficar vidrado na tela, ou virar o rosto em determinados momentos. 
Sabendo da máxima "Não devemos acreditar em tudo o que vemos na TV" a medida em que fui assistindo e me interessando procurei saber sobre a precisão histórica da série e encontrei diversas críticas, tanto positivas quanto negativas. Existe um bom embasamento histórico sobre as figuras apresentadas na série, mas a maioria é fruto de pesquisas com base nas narrativas de tradição oral que só foram documentadas séculos após o ocorrido.
Diversos críticos apontaram imprecisões históricas na maneira com que a série mostra a sociedade viking, a exemplo da maneira com que ela mostra o governo na Era Viking, o suposto desconhecimento da existência das ilhas Britânicas, e a utilização da pena de morte no lugar do banimento como forma de punição para crimes hediondos. Sobre a questão da precisão histórica da série, o produtor Michael Hirst comentou: "tive que tomar liberdades com Vikings porque ninguém sabe ao certo o que aconteceu na Idade das Trevas" e que "queremos que as pessoas o assistam. Um relato histórico dos vikings atingiria centenas, talvez milhares, de pessoas. Nós temos que atingir milhões."
Independente desse detalhe, Vikigns conseguiu, na minha opinião, atrair a atenção de um público para um tipo de conteúdo que não tem muito contato com a temática e despertar o interesse por essa cultura e história; É claro que além disso com seu enredo rápido e constante ação, capturou aqueles que procuram um entretenimento bom, adulto e violento. A série é mais que recomendada para os amantes de história e cultura nórdica, mas com certeza irá agradar todo aquele que gosta de boas tramas de guerra e ação. Aproveita que a netflix já lançou todos os episódios das três primeiras temporadas e confere você também, quem sabe não rola até maratona!?




quarta-feira, 18 de maio de 2016

A Escolha - Os Diários Perdidos da Rainha Ester

A escolha é uma releitura ricamente detalhada da história da rainha Ester. A mulher judia e corajosa ganha vida nas páginas de um diário que deixarão você se perguntando se as palavras são, na verdade, da rainha ou da senhora Garrett . Uma joia de leitura. - Carol Umberger, autora da premiada série Scottish Crown.
Este livro desafia as fronteiras normais. Não é mera ficção bíblica, nem a estruturação do diário é tão importante. O que você tem em suas mãos é um romance verdadeiramente impressionante. Ginger Garrett mostra extraordinária originalidade e ainda mais extraordinária promessa. - Davis Bunn, autor best-seller.

Título: A Escolha - Os Diários Perdidos da Rainha Ester
Autor (a): Ginger Garret
Editora: Novo Século
Número de páginas: 336


A história de Ester é o meu livro favorito na Bíblia. Já o li diversas vezes e a cada vez que leio me encanto ainda mais pela coragem que ela conseguiu demonstrar para salvar o seu povo. Ainda acompanhei uma minissérie da Record que contava a história dela e as reprises também. Como nunca tinha lido um livro publicado por Editoras que falem sobre algum livro ou personagem bíblico, no começo tive um certo receio de não gostar ou de encontrar disparidades com a história. 
Ester, é uma judia órfã e recebeu este nome quando se tornou cativa na Pérsia. Seu nome é Hadassa e, após perder os seus pais, foi viver com Mardoqueu (Mordecai) seu primo honesto e temente a Deus (no livro, todas as citações estão como D'us, pois os judeus não o escreviam por completo, por respeito). Mesmo com a proibição de servir a D'us, ele se mantém íntegro e não O nega. E ensinou tudo que ele sabia a sua prima, que assim como ele cresceu uma mulher forte, honesta, íntegra e com um amor incondicional a D'us. 
Ester vai crescendo sem muita perspectiva de se casar com um homem de posses por não ter um dote descente. Eles dois vivem com o que vendem de lã e pastoreiam as ovelhas. E no meio de todo este trabalho ela acaba se encantando por um dos clientes, Ciro. Nas páginas do diário conseguimos perceber que além dela relatar a sua paixão, ela dá a entender que o encantamento é recíproco. A cada dia a situação dos judeus fica pior, com escassez de alimentos. Entretanto, o Rei Xerxes esbanja a sua riqueza em uma grandiosa festa, com duração de 180 dias. Quando a sua esposa, a rainha Vasti, se nega a cumprir um pedido dele, ele a expulsa do palácio e dos compromissos como sua Rainha. Agora ela precisa ser substituída e as jovens donzelas precisarão ir para o palácio.
Claro, que para Ester chegar a ser a Rainha teria de ir para lá, correto? E é justamente isso que acontece. Mesmo com os temores de ir embora e de se separar de Ciro, ela teve que se mudar para o palácio junto com outras candidatas ao trono. Todas elas foram preparadas esteticamente e comportamentalmente, além de aprenderem técnicas de sedução para usarem com o Rei Assuero (Xerxes). Todas teriam uma noite com o rei e no final de todas as noites ele escolheria quem assumiria o trono, ao seu lado, como sua nova esposa. Porém, Ester não queria nada disso e se esforça para dar errado. Quando ela vira motivo de piada entre as outras candidatas, acaba chamando a atenção do eunuco responsável pelo harém e fica em destaque em relação as demais. 
Quando precisa arriscar a sua vida para salvar os Judeus, por conta de um decreto armado pelo perverso e ambicioso Hamã, provou o quanto a sua coragem é proporcional ao amor a seu D'us e foi este um dos pontos que mais me fez amar o livro bíblico de Ester. Se nos tempos dos livros de época, as mulheres já não poderiam fazer muitas coisas, naquela época elas realmente não tinham voz. E uma das cenas que mais me marcou, foi ela interrompendo reuniões do palácio. Só aquele ato era passível de morte, tanto para homens como mulheres, e ela não se acovardou. 
Me surpreendi muito com este livro e foi uma excelente leitura, pois mesmo conhecendo toda a história bíblica, ver como seria um diário dela e os seus sentimentos mais profundos foi mágico. Como só há na Bíblia 10 capítulos, o livro permitiu uma extensão maior dos fatos e conseguiu fazer isso sem mudar nada do que há de verdade nas escrituras. O encantamento pela Ester é inicial, mesmo já sendo apaixonada por sua história, creio que os que o lerem sem muito conhecimento bíblico, se apaixonarão da mesma forma. O Rei no livro é apresentado de uma forma mais exagerada que na Bíblia, com os seus excessos em sexo. Mardoqueu (Mordecai) não foi tão presente no livro como é na Bíblia e senti um pouco de falta disso principalmente por ele ter sido o formador do caráter da Rainha. O que chamou a atenção do Rei para Ester, foi justamente seu comportamento íntegro, simples, seu amor a D'us, enfim, o seu caráter.
O livro tem uma diagramação muito bem feita, com detalhes gráficos que remetem ao passado antes e depois de Cristo. Além de possuir um glossário explicativo e rodapés com curiosidades. Recomendo este livro a todos os amantes de história da Bíblia e para aqueles que desejem conhecer uma história de coragem que atravessa gerações.

                                                 Priscila Gonçalves