sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Palácio de Mentiras








De inimigos mortais a aliados improváveis, dois adolescentes tentam proteger tudo o que mais importa para eles. Ella Harper foi capaz de superar cada um dos obstáculos que surgiram em seu caminho. Forte e resiliente, ela está disposta a fazer o que for preciso para defender as pessoas que ama. Mas lidar com o retorno do pai desaparecido e com o namorado cuja vida está por um fio pode ser demais para a jovem.
Reed Royal tem um temperamento afiado e punhos ágeis. Mas sua habilidade para resolver problemas com violência já não é mais o bastante. Se ele quiser salvar a si mesmo e a sua garota, ele terá que superar o passado e sua reputação manchada.
Ella precisa ser forte para lidar com os Royal... isso se Reed não destruir sua própria família antes.
Título: Palácio de Mentiras
Série: The Royals #3
Autor (a): Erin Watt
Editora: Essência
Número de páginas: 384
                                                 

E eis que chega ao fim a trilogia da Ella e do Reed. Lembro que comecei a ler o primeiro livro num misto de incerteza e curiosidade, mas acabei me apaixonando pela história e virei fã da série. Eu já gostava de uma das autoras, a Elle Kennedy, e ver como a escrita dela e da Jen Frederick se mesclam de forma que torna impossível perceber que são duas pessoas escrevendo, é incrível!
Antes de começar, um aviso: esse é o terceiro livro de uma série e, possivelmente, você vai encontrar algo nela que já aconteceu nos livros anteriores e que pode ser tido como spoiller. Portanto, se você tem a intenção de ler os livros, pula essa parte do resumo e começa a ler a partir da minha opinião (após a foto).
Após aquele final bombástico de Príncipe Partido, onde duas bombas caíram no meu colo sem aviso prévio, Palácio de Mentiras veio pra responder as minhas perguntas e desfazer aquele emaranhado que se formou após a leitura anterior. Não vou mentir: estava receosa, principalmente por conta das muitas críticas que li a respeito desse livro. Mas, apesar de alguns pontos que me incomodaram, foi uma leitura rápida e satisfatória.
A história desse terceiro livro começa justamente do ponto em que Príncipe Partido termina. Após saber que Reed é o principal suspeito da morte de Brooke e que seu pai, Steve, não está morto como todos imaginavam, o mundo de Ella simplesmente desaba. Ela nunca teve uma vida fácil,mas estava finalmente descobrindo o amor e a felicidade junto à Reed e aos Royals, que considera como sua família. Agora, com tudo saindo de órbita, ela precisa lidar com o medo de ver seu grande amor ser preso injustamente e, principalmente, com um pai opressor que quer, a todo custo, recuperar o tempo perdido. Como ele pretende fazer isso? Simples: levando Ella para morar com ele e afastando-a dos Royals.
É em meio a essa reviravolta que Ella precisa, novamente, encontrar forças pra colocar a vida em ordem. Ela tem certeza da inocência de Reed e mesmo quando muitas provas e relatos começam a aparecer mostrando que ele pode sim ter cometido o crime, isso não faz com que suas certezas mudem. Ella seria capaz de tudo pra ajudá-lo a provar sua inocência, mas a cada nova página fica claro que só mesmo um milagre poderia livrá-lo da cadeia.
Então vamos lá. Em primeiro lugar quero dizer que eu sou fã da série, mas isso não me torna uma pessoa cega, que fala só das coisas boas e nem toca nos pontos que não curtiu tanto. Comigo é na sinceridade e sim, tiveram algumas coisas que me incomodaram enquanto fazia a leitura.
Uma das coisas que sempre me agradou nos livros anteriores foi a facilidade com que a narrativa fluía, tanto que ambos foram lidos em apenas um dia. Contudo, com Palácio de Mentiras a leitura não foi tão rápida e senti o início bem arrastado. Levei mais de três dias para terminar esse livro o que, vindo de mim, é uma eternidade. Achei o começo muito lento e tinha aquela sensação de que, por mais que lesse muito, não saía do lugar. E acho que isso se deu ao fato da história simplesmente ter ficado estagnada em um único ponto e não trazer algo novo que pudesse empolgar.
E isso me leva a um segundo ponto: nos livros anteriores as autoras exploraram muito mais os personagens secundários e dessa vez o foco foi todo no casal principal, o que limitou demais o enredo. Senti falta de uma participação mais ativa de Easton e Val, que renderam cenas ótimas nos dois primeiros volumes. Acredito que a intenção das autoras tenha sido focar no drama de Ella e Reed, mas pra mim faltou um algo mais.
Em relação aos personagens, não tenho muito a falar. O romance entre Ella e Reed continua fofo e acho a forma como ambos se preocupam um com o outro muito lindinho!Foi o relacionamento com de Ella com Steve que me tirou do sério. Eu odiei esse homem com todas as minhas forças desde o momento em que o nome dele foi tocado nessa série. E as coisas só pioraram depois que ele apareceu. O jeito arrogante, a forma grosseira e mandona com que trata Ella e até mesmo a megera da Dinah, me fizeram querer entrar no livro para lhe dizer poucas e boas. E me indignou muito ver tudo que Ella precisava fazer para ficar com Reed ou tentar ter uma vida mais tranquila com aquele abutre lhe rondando.
Apesar de ter começado bem arrastada, a trama ganhou ritmo com o tempo (no meu caso, a partir da página 112) e me instigou a querer saber mais, a descobrir quem estava por trás do brutal assassinato pelo qual Reed estava sendo acusado. Apesar de não ser um thriller, eu não vou mentir a vocês: fiquei buscando pistas no decorrer da leitura, porém minha busca foi infundada porque não encontrei nada que pudesse incriminar alguém.
Não posso dizer que o final foi surpreendente porque eu já havia deduzido tudo que aconteceria. Mas não deixou de ser emocionante e uma determinada cena me deixou muito emocionada. Sabe quando você não está esperando por determinada atitude vindo de alguém e ela vai lá, faz algo que te surpreende ao ponto de emocionar? Foi o que aconteceu e vou guardar isso na memória para sempre.
Em termos gerais, eu gostei muito do livro. Apesar das minhas críticas, achei a história boa, percebi um amadurecimento grande dos personagens e gostei do rumo que a trama foi tomando. Foi uma leitura intensa, com uma boa dose de drama e muita sensualidade, o  que acaba tornando a história viciante. Estou ansiosa pelo livro do Easton, espero que me conquiste por completo!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Uma Noiva Para Winterborne

Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer - nos negócios e em tudo mais.
No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda.
Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão.
Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade.
Com uma trama recheada de diálogos bem-humorados e cenas sensuais e românticas, Uma Noiva Para Winterborne é o segundo volume da coleção Os Ravenels.
Título: Uma Noiva Para Winterborne
Série: Os Ravenels #2
Autor (a): Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 336


Quem leu minha resenha de Um Sedutor Sem Coração sabe que caí de amores pela história de dois personagens que roubaram todas as atenções: Rhis e Hellen. Acredito que ninguém ficou imune a esses dois já que, a química entre eles é muito forte e as cenas dos dois são incríveis. Imaginem só o tamanho da minha ansiedade por esse segundo volume que contaria a história desse casal dos sonhos? Enorme, claro! E agora, cá estou eu aqui, pra contar o que achei dessa linda história de amor.
Helen e Rhis se conheceram no livro anterior, quando ele sofreu um grave acidente e ela, com toda sua generosidade, cuidou, leu e o acalmou em seus momentos mais difíceis. Um laço se formou entre ambos e, não foi surpresa para mim (e acredito que para ninguém), quando ele a pediu em casamento. Tudo seria perfeito, um conto de fadas, se ele não fosse uma criatura grosseira e sem trato com as pessoas. Apesar da enorme fortuna que possui, Rhis não é um cavalheiro, é sempre muito direto e o seu jeito rude acaba afastando as pessoas. E é por conta da sua forma de agir e por interferência de terceiros, que o noivado com Helen vem ao fim.
Claro que existe sentimento da parte de ambos, mas ele acabou falando coisas que não devia e até mesmo insultou a cunhada de Helen. Mas nossa mocinha está decidida a reatar esse noivado e, passando por cima de tudo que a sociedade dita, ela vai atrás de Rhis para tentar reverter essa situação. Eles sabem que, por conta das coisas que Rhis fez, o noivado não é mais bem visto pela família dela e ele, astutamente, chega a conclusão de que a maneira mais fácil de conseguirem o que desejam é comprometendo-a.
Helen é de uma família aristocrata e tudo que não desejam é um escândalo. E, enquanto os dois se aproximam cada vez mais, um sentimento mais forte vai tomando conta de ambos. O que antes começou como uma simples afeição, vai se mostrando mais firme a cada dia e se transformando no mais puro e verdadeiro amor.
Eu tô apaixonada! Que livro, minha gente! Eu já havia caído de amores por esse casal no primeiro livro e foi impossível não amá-los ainda mais em Uma Noiva Para Whinterborne. Comecei a leitura achando que saberia tudo que aconteceria, afinal em termos de tramas mais originais, os romances de época vem deixando muito a desejar. Imaginem só o tamanho da minha surpresa quando me vi envolta a uma história cheia de segredos e mistérios.
Além da história de amor entre os personagens, a autora trouxe também um drama familiar envolvendo Helen e que mostrou facetas dessa garota que estavam camufladas em meio a todo aquele jeito pacato. Eu, que sempre a achei fraca, me vi surpreendida pela força que apresentou e a forma como encarou as adversidades que foram sendo jogadas em sua vida. Impossível não admirar essa garota que, apesar de se mostrar tão frágil, é na verdade cheia de garra e determinação.
Mas não posso negar: foi Rhis quem se tornou o meu personagem preferido da trama. Falem o que quiser dele: que é rude, grosseiro, prepotente, arrogante...mas um homem que trata a todos, homens e mulheres, de forma igual e acredita que o potencial de uma pessoa não se mede por conta do sexo dela, é alguém que merece toda a admiração do mundo. E isso em uma época onde as mulheres não era ouvidas e eram criadas, apenas, para ter uma família e gerar filhos. Trabalho era apenas para aquelas que não nasciam em berço de ouro e seus pagamentos eram muito abaixo do dos homens. Só por esse detalhe ele já me conquistou e eu queria entrar no livro e lhe dar um abraço apertado.
Apesar do jeito difícil, Rhis é um homem notável, dotado de grande inteligência e dono de um enorme senso de justiça, o que me fez admirá-lo ainda mais. Diante de tantos mocinhos adoráveis que já encontramos nessa série, ele foi o que mais se destacou pra mim e, apesar de ainda estarmos no segundo livro, já sei que nenhum outro conseguirá roubar meu coração como ele.
De narrativa ágil e leitura fluida, Uma Noiva Para Whinterborne me prendeu, me fez suspirar, sorrir e chorar. O romance entre Rhis e Helen é forte, intenso e eles têm uma química forte, que vai ficando mais visível a cada virada de página. Os dois são muito diferentes e donos de personalidades distintas, mas acabam se completando justamente por conta dessas diferenças.
Nesse livro as gêmeas, Pandora e Cassandra, ganharam um pouco mais de evidência e pude perceber uma mudança no comportamento de ambas. No livro anterior eu as achei muito bobas para a idade e, por mais que tenham tidos passagens bem divertidas protagonizadas pelas duas, achei que aquela caracterização infantil e meio abobada que a autora propôs se tornou um pouco exagerado. Nesse segundo livro a mudança é grande e, por mais que tenham continuado com um comportamento mais imaturo pra idade (19 anos), não foram mostradas como meninas bobas.
Nem preciso dizer que recomendo a leitura, né? Depois de tanta rasgação de seda isso ficou evidente. Leiam e se apaixonem por essa história incrível! <3


terça-feira, 7 de agosto de 2018

A Rebelde do Deserto

O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.
Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.
Título: A Rebelde do Deserto
Série: A Rebelde do Deserto #1
Autor (a): Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Número de páginas: 283

SKOOB - LOJA RECOMENDADA

Se tem um gênero que não me enche muito os olhos é a fantasia. Não me pergunte o porquê, mas são raros os que conseguem me prender e, por conta disso, é ainda mais raro você me vê lendo algum. "Mas Neyla, se você não curte muito fantasia, o que A Rebelde do Deserto tá fazendo aqui?". Veja bem, esse é aquele livro que ganhei num sorteio e acabei meio interessadinha em ler de tanto ouvir comentários bacanas de alguns amigos. Resolvi dar uma chance, depois de mais de um ano do bichinho tomando chá de poeira na estante, e não é que gostei do livro?
Amani nasceu e cresceu no deserto, mais precisamente em Miraji, mas seu grande sonho é ir embora daquele lugar. Desde que os pais morreram e ela passou a morar com os tios e primos, sua vida tem sido um verdadeiro inferno. A tia a odeia, as primas a tratam mal, o namorado de uma das primas tenta assediá-la sempre que pode e, como se isso não bastasse, o tio planeja tomá-la como mais uma de suas esposas. Fugir seria sua única chance, mas para que isso possa acontecer ela precisa de dinheiro. E é assim que ela vai parar no Boca Seca, um bar mais afastado da cidade, onde acontece uma competição de tiros.
Aí você deve está se perguntando: "Mas que cargas d'água essa menina foi fazer nesse lugar?". Competir, claro! Ela é ótima atirando, sua mira é incrível e, disfarçada de garoto, ela pretende conseguir o primeiro lugar e,com isso, ganhar dinheiro suficiente para dar o fora da Vila da Poeira e do destino cruel que o tio está tentando lhe impor.  Mas nada é fácil nessa vida e, por mais que esteja realmente parecida com um garoto, os olhos azuis podem denunciá-la já que é uma característica rara nos moradores do local.
É enquanto está se preparando para dar o melhor de si nos tiros, que ela conhece um outro participante. O forasteiro deve ter mais ou menos a sua idade e, julgando pela forma como se comporta, logo se vê que ele também está escondendo algo. Apesar de estar se saindo muito bem no torneio, as coisas acabam saindo um pouco do controle e Amani e o forasteiro são obrigados a fugir dali. O local foi incendiado e tudo indica que isso aconteceu por alguém ligado ao príncipe rebelde, homem que vem lutando contra o grande sultão há anos. Parece ser o fim do audacioso plano da nossa garota, que  agora precisará retomar a vida que tinha e torcer para que um milagre aconteça e consiga livrá-la de seu destino.
E um milagre realmente acontece e vem em forma de um buraqi, uma espécie de cavalo mágico, muito valioso e raro que traria uma grande recompensa a quem conseguisse capturá-lo. É a partir daí que começa toda a grande aventura de sua vida já que, ao capturar esse ser primordial, Amani acaba sendo descoberta e acusada de estar ajudado o forasteiro. Resta apenas fugir e, com a ajuda de Jin, o forasteiro, ela vai seguir por caminhos muito além daqueles que já imaginou um dia.
Que livro foi esse? Pá! Que livro foi esse que tá um arraso!
Eu não sei dizer bem o que esperava desse livro, mas o fato é que nada me preparou para isso. Já comecei a leitura curiosa, afinal de contas o primeiro capítulo começa de um jeito que não teve como não me prender. E bastou virar algumas páginas pra me ver conquistada por Amani e sua personalidade marcante. Cheia de garra e determinação, Amani é aquela mocinha que me cativou por ser determinada e estar sempre disposta a se arriscar por aquilo que acha certo.
Jin foi outro personagem que me ganhou de imediato. Dono de um jeitinho meio despretensioso, as vezes até meio irresponsável, ele já veio mostrando a que veio e foi a peça fundamental que faltava na vida de Amani. Os dois formam uma boa dupla e, muito embora sejam donos de personalidades diferentes, o que faz com que os conflitos naturais fiquem em evidência, acabam se completando de uma certa forma.
A trama é recheada de ação e magia. Gostei da forma como a autora foi mesclando, em meio aos muitos acontecimentos, um pouco da história do local, da luta do príncipe rebelde para libertar seu povo da vida que levavam nas mãos do sultão e, principalmente, da história dos seres místicos que povoam o deserto. Não deixou a narrativa lenta e tampouco quebrou o ritmo do livro, o que achei sensacional, afinal de contas não tem nada mais chato que ficar lendo explicações durante a leitura que acabam prejudicando o desenrolar da trama.
A leitura foi rápida e eu não esperava que fosse diferente, afinal é um livro repleto de ação e descobertas, onde os personagens passam por muitos percalços e vivem aventuras de tirar o fôlego do início ao fim. E não posso deixar de dizer que o fato de termos uma protagonista forte e corajosa de um gás a mais na leitura, que se tornou ainda mais atrativa.
Em termos gerais eu amei A Rebelde do Deserto. Foi um livro que me surpreendeu e que me tirou da zona de conforto. É uma leitura mágica e envolvente, com todos os elementos essenciais para prender um leitor e instigá-lo a conhecer mais sobre a história. Recomendo muito, tanto para os fãs de fantasia, como para os que, assim como eu, não se sentem tão atraídos por ela.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Top 5: Os Cura Ressaca

O título é inusitado? É, eu sei e você, leitor assíduo do blog, já deve estar acostumado com meus surtos de títulos meio doidos. Mas a vida é assim, nem tudo é normal e se fosse, que chata que seria a vida, não é mesmo? 
Deixando o blablabla de lado, vamos falar do que interessa? Hoje é dia de conversarmos a respeito daqueles livros que nos curam da tão famigerada ressaca literária. Não foram poucas as que passei e pra conseguir sair delas só mesmo com aqueles livrinhos gostosos de ler, que relaxam e fazem com que o sol volte a brilhar nas nossas leituras. E foi pensando nisso que reuni aqui 5 livros que me ajudaram a sair da ressaca. Vamos conhecer?
1- Fazendo Meu Filme

Eu sei que a adolescência há muito me abandonou (Graças a Deus), mas eu tenho verdadeira paixão pelos livros da Paula Pimenta. Quem convive comigo sabe que eu amo essa mulher e seus livros, sempre tão leves, sempre são uma pedida maravilhosa pra curar qualquer ressaca. Contudo, meu foco vai ser em Fazendo meu Filme, que foi o primeiro livro dela que li e o que me fez apaixonar por sua escrita.
Eu tinha acabado de ler um livro super pesado e estava curtindo aquela ressaca, pensando só naquele bendito livro e totalmente sem foco. Na época eu nem mesmo sabia o que era ressaca literária, aquilo que eu sentia era um algo sem nome que me deixava super brava. Pois bem, peguei Fazendo Meu Filme pra folhear, comecei a ler o primeiro capítulo já imaginando que não passaria disso. Pra minha surpresa, comecei a ler de forma desenfreada e terminei a leitura no mesmo dia. 
A história de Fani me pegou de jeito e eu me apaixonei pela escrita da autora. E até hoje tenho um carinho enoooooorme por essa série, que é uma delícia de leitura e que recomendo para leitores de todas as idades.
2- Sonata em Punk Rock

Mais um queridíssimo da estante, de uma linda que ganhou meu respeito e minha admiração justamente após ler esse livro. Eu nunca havia lido nada da Babi, mas sempre via alguém comentando coisas boas a respeito de seus livros. Sonata caiu em minha vida por conta do Clube do Livro da Gut e foi uma das maiores surpresas que tive. A história me envolveu muito e, por ter várias referências musicais, conseguiu me prender ainda mais.
Fiz a leitura em pouquíssimo tempo e a ressaca, que estava morando em minha vida, desapareceu em um passe de mágica. Leitura rápida e história viciante, perfeita para uma tarde preguiçosa.
3- A Odisseia de Tibor Lobato - O Oitavo Vilarejo

Amo, amo, amo! Eu já rasguei todas as minhas sedas pra esse livro aqui e nunca vou cansar de repetir o quanto ele é especial pra mim. Os três livros são, mas esse aqui eu tenho um carinho maior porque foi quando a magia começou. E quando falo em magia, quero dizer da magia da cura da ressaca mesmo.
Tinha acabado de ler um livro da Lucinda Riley, autora que eu amo demais, e estava numa vibe bem caidinha porque não parava de pensar nele. Resolvi então pegar Tibor Lobato,já imaginando que ele fosse me ajudar a sair dessa bad. E não é que meu palpite estava certo?
A história leve, os personagens super fofinhos e todo o mistério que cerca a trama me fizeram grudar no livro e só fechá-lo quando finalmente terminei a leitura. Muito, muito, muito bom!
4- Como Agarrar uma Herdeira

Muita gente comenta que os romances de época são verdadeiros cura ressaca, mas eu nunca havia tido uma uma experiência com eles pra poder contar. Até que Como Agarrar uma Herdeira chegou em minha vida, num momento crítico onde eu não conseguia ler absolutamente nada. Pensei: "vamos tentar, vai que rola?". E rolou!
Comecei a ler sem expectativas, não imaginava que a leitura fosse me empolgar a ponto de me tirar da ressaca. Mas fluiu... e muito! A trama divertida e bem inusitada me fisgou, o que foi essencial para o momento em que estava vivendo. Foi uma leitura rápida e me apeguei demais aos personagens, tanto que ele virou meu preferido da duologia.
5- Paixão Sem Limites

Olha quem chegou no meio desse post!
Tinha que ter Rosemary Beach aqui porque essa série é maravilhosa e eu a amo demais! Ok, não só por isso, afinal de contas ela é uma das maiores cura ressacas que já conheci. Sempre que estou beirando a ressaca literária, pego esse livro pra folhear, leio alguns capítulos, espaireço e acabo ficando boa para uma próxima leitura.
Entre todos os volumes, Paixão Sem Limites é aquele que mais me ajuda. É um livro de poucas páginas, que traz uma história clichê, mas muito gostosa de acompanhar. Ele mescla romance, cenas hots e um pouco de drama, o que acabam sendo os ingredientes perfeitos pra tirar alguém da ressaca. 
A história de Blaire e Rush sempre enternece meu coração e fico tão empolgada enquanto leio que acabo mandando a ressaca para bem longe. <3

Agora é a sua vez de contar pra gente: quais são os livros que te tiraram da ressaca?
Um beijo

quinta-feira, 26 de julho de 2018

O Tatuador de Auschwitz


Nesse romance histórico, um testemunho da coragem daqueles que ousaram enfrentar o sistema da Alemanha nazista, o leitor será conduzido pelos horrores vividos dentro dos campos de concentração nazistas e verá que o amor não pode ser limitado por muros e cercas.
Lale Sokolov e Gita Fuhrmannova, dois judeus eslovacos, se conheceram em um dos mais terríveis lugares que a humanidade já viu: o campo de concentração e extermínio de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. No campo, Lale foi incumbido de tatuar os números de série dos prisioneiros que chegavam trazidos pelos nazistas – literalmente marcando na pele das vítimas o que se tornaria um grande símbolo do Holocausto. Ainda que fosse acusado de compactuar com os carcereiros, Lale, no entanto, aproveitava sua posição privilegiada para ajudar outros prisioneiros, trocando joias e dinheiro por comida para mantê-los vivos e designando funções administrativas para poupar seus companheiros do trabalho braçal do campo.
Nesse ambiente, feito para destruir tudo o que tocasse, Lale e Gita viveram um amor proibido, permitindo-se viver mesmo sabendo que a morte era iminente.
Título: O Tatuador de Auschwitz
Autor (a): Heather Morris
Editora: Planeta
Número de páginas: 240

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Não sei se já contei aqui, mas eu tenho um interesse enorme por livros que abordam a Segunda Guerra Mundial. Inclusive, pretendo ter um nicho só para eles na minha nova estante. E um dos livros que fará parte desse acervo é, com toda certeza, O Tatuador de Auschwitz.
Quando se apresentou a SS, a polícia alemã, Lale acreditava estar fazendo o melhor para proteger a sua família. Ele é judeu e, quando a notificação alemã chegou em sua casa, nem passou por sua cabeça deixar os pais ou o irmão irem para um local desconhecido, sem saber o que encontrariam por lá. É claro que ele também não sabia o que o destino lhe reservava, mas pareceu justo já que era mais jovem e ainda não havia constituído família. 
Lale foi mandado para Auschwitz e já no primeiro dia percebeu que aquele local jamais seria seguro para ele e os outros judeus. Para os soldados eles não eram nada, uma vida sem valor que poderia se extinguir quando bem entendessem. Ele precisava sobreviver e teria que descobrir meios de se tornar algo maior ali dentro. Foi quando aconteceu a oportunidade de ser assistente do tatowierer, o tatuador responsável por marcar na pele dos recém chegados o número que os distinguiria dos demais. E foi justamente enquanto trabalhava que ele viu Gita pela primeira vez. 
Ela também era judia e desde que pôs os olhos na garota, Lale não conseguia mais parar de pensar nela. Para Lale, ela era a garota mais linda do campus e ele faria qualquer coisa para se aproximar e conhecê-la melhor. Até mesmo mandar uma carta por meio do soldado alemão responsável pela sua vigilância. Gita é a menina dos seus olhos, o raio de sol em meio à escuridão de seus dias, a flor que embeleza aquele local tão cheio de dor e angústia. E, em meio a um cenário assustador e cheio de tristezas e incertezas, eles vão protagonizar a mais linda das histórias de amor. 



Antes de começar a leitura já imaginava que esse seria aquele livro que iria mexer com minhas emoções. Nem tinha como ser diferente, afinal é uma história baseada em fatos reais e fui preparada pra deixar fluir todo sentimento. E, gente, por mais preparada que eu estivesse, não deixei de me surpreender com o que encontrei.
A história de Lale é muito emocionante e já nas primeiras páginas já senti uma espécie de soco no estômago. Os relatos a respeito da viagem de trem, a forma como todos eram vistos e tratados pelos soldados foi algo que me partiu o coração. Não foi uma leitura fácil e muitas vezes pausei o livro porque sentia uma dor imensa no peito e meus olhos ardiam com lágrimas prontas para serem derramadas.
Lale foi uma das criaturas mais fantásticas que já viveu nesse mundo. Como tatowierer ele conseguiu alguns poucos privilégios e, por conta disso, buscava ajudar seus companheiros de bloco. Ele era altruísta, de coração generoso e que, muito embora os terrores que presenciou tivessem transformado-o em um homem frio, estava sempre pensando no coletivo e não media esforços para conseguir aquilo que desejava.
O romance com Gita é o ponto alto do livro e, minha gente, meu coração dava pulos por esses dois. Era um amor proibido, claro, que começou de forma tímida, mas que o tempo fez com que crescesse de forma avassaladora. Lale a amava de forma intensa e, muito embora ela fosse muito mais reservada em relação aos seus sentimentos, é possível perceber que aquele amor é recíproco. Ler a respeito deles fazia com meu peito se enchesse de esperança de que, ao final de tudo aquilo, eles pudessem ficar juntos e viver intensamente cada momento que lhes foi tirado enquanto estavam aprisionados.
O Tatuador de Auschwitz traz uma história forte, que impactou e me deixou com o coração na mão várias vezes. Eu chorei muito em diversas passagens, fechei o livro indignada, sofri muito e, acima de tudo, desenvolvi uma profunda admiração por Lale. Muito embora apresente uma história forte, não foi uma leitura lenta. Os primeiros capítulos foram os mais difíceis, já que eu fechava o livro várias vezes por conta dos relatos que me doíam na alma. Não que isso tenha mudado com o tempo (impossível, afinal estamos falando de Segunda Guerra Mundial), mas consegui manter um ritmo mais linear a medida que a história foi avançando.
Sem dúvidas, um dos melhores livros que li esse ano.