quarta-feira, 20 de março de 2019

Leituras de Fevereiro


Oi pessoal!
O mês de março já está quase no final e eu finalmente vim mostrar as minhas leituras de fevereiro. E dessa vez não tenho nem mesmo uma defesa, afinal de contas eu praticamente esqueci do post e só lembrei hoje, olhando o perfil do instagram (já me segue por lá? @cdmblog). Mas antes tarde do que nunca, e cá estou eu pra mostrar essas lindezas.
Fevereiro foi um flop total, minha gente! Eu pretendia ler muito, afinal ainda tinha um pouquinho de dias pra aproveitar, o trabalho ainda estaria um pouco mais leve... mas foi um grande engano! Fi mil planos, tracei minhas metas e o resultado de toda essa organização foi que li apenas três livros e não tenho nem mesmo uma desculpa decente pra dar. Hahahahahahaha. Eu tô rindo, mas cada "ha" desses é uma lágrima. 
Ao menos foram boas leitura e, pra compensar, li três HQs e já dá pra balancear.
Fevereiro foi um flop total, minha gente! Eu li apenas três livros e não tenho nem mesmo uma desculpa decente pra dar. Hahahahaha. Ao menos foram boas leituras, né? .
1- No Meu Sonho Te Amei - estava esperando um pouco mais dele, mas mesmo assim gostei bastante da leitura. É uma história bonita, ágil, mas não me senti cativada pelos protagonistas e achei que faltou algo mais pra me ganhar por completo. 4 ☆ .

2- Boneco de Pano - outro livro que estava super ansiosa pra fazer a leitura e que me surpreendeu em diversos momentos. Recheado de ação e com um mistério bem interessante, ele me manteve atenta o tempo todo. Porém, também faltou um "quê " a mais pra me ganhar completamente. 4☆ .

3- Uma Dama Fora dos Padrões - história fofa, com personagens fofos e uma trama mediana. É um livro gostosinho, de rápida leitura, com muito potencial, mas que acabou caindo na mesmice. 3,5 ☆

1- Maus - foi a HQ que escolhi para a #DLBaianas de Janeiro, que acabei lendo em Fevereiro. Maus é uma história emocionante e intensa, que traz em suas páginas a história de um homem que sobreviveu ao holocausto e que carrega consigo todas as cicatrizes desse período terrível. Quem não leu, leia! Em breve tem resenha dele por aqui. .

2- Le Chevalier - Arquivos Secretos - outra HQ belíssima, com uma trama bem ágil e personagens muito cativantes. Aqui vamos conhecer Le Chevalier, um espião francês, e seu fiel escudeiro, Persa, em duas histórias de espionagem que são de tirar o fôlego. Li bem rapidinho e fiquei apaixonada! .

3- Nas Montanhas da Loucura - fiquei tão apaixonada pela primeira HQ do Le Chevalier que resolvi emendar a segunda e mais uma vez me vi conquistada. Essa história foi inspirada em escritos de Lovecraft, Poe e Júlio Verne, e ficou incrível! O ritmo é muito bom, a edição está maravilhosa e a única parte ruim é que ela acabou e me deixou órfã de mais histórias com Le Chevalier e Persa. 

E vocês, leram muito em Fevereiro?
Beijos

segunda-feira, 18 de março de 2019

Boneco de Pano

VOCÊ ESTÁ NA LISTA DE UM ASSASSINO. E ELA DIZ QUANDO VOCÊ VAI MORRER.
O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano.
Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.
Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar.
Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de Pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.
Título: Boneco de Pano
Autor (a): Daniel Cole
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 336


O detetive William Fawkes, mais conhecido como Wolf, ja passou por muita coisa em sua vida, mas sem dúvida o que mais marcou sua carreira foi o caso do Cremador. O homem em questão, Naguib Khalid, estava sendo acusado de matar crianças queimadas e Wolf foi o responsável pela sua prisão. Tudo levava a crer que o homem seria responsabilizado por seus atos, até que há uma reviravolta e ele acaba sendo inocentado. Em meio ao caos que se instaura, Wolf acaba atacando o réu e, com isso, vira o grande vilão da história, é afastado da polícia e obrigado a se internar em uma clínica psiquiátrica.
Anos depois do acontecido, ele está de volta ao seu antigo posto, dessa vez em um caso complexo e misterioso. O caso em questão é a respeito de um corpo encontrado pendurado em um apartamento. Quando chega no local, ele se depara com algo bizarro, bem diferente das muitas ocorrências que já atendeu. O corpo logo é denominado de boneco de pano, porque é formado por partes do corpo de pessoas diferentes. Somente a cabeça é reconhecível, as demais partes são um mistério e a polícia precisa desvendar o que está acontecendo.
Contudo, não pense que acaba por aí. O assassino, muito audacioso, envia uma lista com o nome de suas próximas vítimas e a data em que irá matá-las. E o último nome da lista é o de Wolf. Começa então uma verdadeira corrida contra o tempo para salvar as possíveis vítimas, descobrir de quem são as partes do corpo que se encontram no boneco e chegar até o assassino.
Sempre fui muito fã dos thrillers e esse era um livro que estava na minha lista de leituras desde o lançamento. Ouvi muitos comentários positivos a respeito dele e já imaginava que seria uma daquelas leituras ágeis que deixam o leitor curioso. E ele realmente foi tudo isso. Muito embora a história não tenha um ritmo muito acelerado, ela tem agilidade e muita ação. O autor mescla fatos do passado do detetive Wolf à narrativa, o que vai tornando a leitura ainda mais interessante. Em meio a investigação, Daniel Cole vai nos deixando pequenas pistas do que pode estar acontecendo e, aos poucos vamos montando, junto com os personagens, esse intrincado quebra-cabeça. 
Apesar de ser o personagem principal e estar sempre em evidência, Wolf não conquistou minha simpatia. Acho que isso se deu pelo fato dele ter um jeito mais grosseiro de lidar com as pessoas e não saber lidar com suas emoções. Acho que esse foi um dos motivos de não ter dado nota máxima no livro. Não sei quanto a vocês, mas eu preciso me sentir próxima do personagem principal ou pelo menos me sentir cativada por ele e, nesse ponto, achei que faltou muito para me sentir conquistada. Eu até entendo o lado dele, mas em questão de carisma deixa muito a desejar.
Edmunds, o estagiário, foi quem eu mais gostei na trama. Inteligente e sagaz, foi desacreditado pela equipe diversas vezes, mas fez descobertas incríveis. Eu não vou mentir que, inicialmente, tive uma suspeita do rapaz. Se eu tô lendo um thriller é pra suspeitar de Deus e o mundo, minha gente. Mas bastou dar umas viradas de páginas pra ir conhecendo-o melhor e percebendo que o que ele queria mesmo era ajudar a desvendar esse mistério. Na minha opinião, ele foi quem mais se destacou.
Gostei bastante do livro e fiquei curiosa para ler outros livros do autor. Não vou mentir que eu já desconfiava de algumas coisas, afinal o autor vai deixando pequenas pistas no decorrer da leitura. Porém, eu estava apostando em uma coisa e ao descobrir o grande mistério, fui surpreendida por ser algo bem diferente do que imaginava. Não vou mentir: não achei o final maravilhoso. Embora a revelação tenha me surpreendido, esperava um fim diferente. Porém, se formos parar pra analisar todo o livro,  percebemos que foi conivente com o que vinha sendo apresentado durante toda leitura. 
Se eu recomendo a leitura? Com certeza! É uma leitura rápida, cheia de ação e que prende o leitor. Mesmo com todo o meu ranço do Wolf, eu adorei o que encontrei. Vale a pena conhecer!

segunda-feira, 11 de março de 2019

Skyward - Conquiste as Estrelas


Derrotada, devastada e levada quase à extinção, a raça humana se vê presa em um planeta distante, constantemente atacado por misteriosos combatentes alienígenas. Spensa, uma adolescente, anseia por se tornar piloto e se juntar à resistência. Quando descobre os restos de uma velha nave, um modelo que a garota nunca tinha visto na vida, percebe que esse sonho pode enfim se tornar realidade.
Para isso, no entanto, a garota precisará consertar a grande nave, aprender a pilotá-la e – talvez o mais difícil – convencer a inteligência artificial que controla os restos da embarcação a ajudá-la: essa incrível nave, de alguma forma, parece ter uma alma própria.
Título: Skyward - Conquiste as Estrelas
Autor (a): Brandon Sanderson
Tradutor: 
Marcia Blasques
Editora: Planeta - Minotauro
Número de páginas: 400


Premiado, mundialmente elogiado, amado por seus fãs, Brandon Sander é um com certeza um dos maiores da ficção especulativa da atualidade e escritor com uma vasta produção. No entanto, por alguma razão, apesar de escutar elogios de diversos leitoras e leitores fãs obras como Elantris, Mistborn, Coração de Aço, não havia tido contato com seu trabalho até o momento. Então das estrelas veio Skyward.
A humanidade avançou e partiu para explorar o universo, mas algo aconteceu. Próximos da extinção, os seres humanos lutam uma guerra pela sobrevivência contra os mistérios Krell, vivendo em comunidades isoladas e subterrâneas em um planeta isolado, cercado por detritos. As estrelas que um dia foram o lar da humanidade, são agora um sonho distante.
Mas em alguns esse sonho é mais vivo do que em outros.
Desde criança Spensa Nightshade, ou simplismente Spin, sonha em ser uma piloto e se juntar a FDD na luta contra os Krell, mas a figura de seu pai se torna uma sombra em seu caminho. Apesar de não acreditar no que é dito, todos veem Chase Nightshade como um covarde, uma figura traidora capaz de abandonar seus aliados para morrer e esperam que a garota seja como ele. Aos 17 anos, Spensa tem um objetivo a cumprir e não vai deixar que outros fiquem no seu caminho: ela se tornará piloto de caça espacial.
Em meio ao difícil caminho na academia e a resistência da almirante Ironsides, Spin descobre uma velha nave, totalmente diferente de todos os modelos conhecidos, que pode garantir seu futuro como piloto. Contudo, convencer M-Bot, uma nave com inteligência artificial, a entrar em combate será tão difícil quanto o resto de seu caminho. Spensa Nightshade terá que se espelhar mais uma vez nos heróis das histórias da sua avó e manter em mente seu objetivo: conquistar as estrelas.
Inspirado por obras como Como Treinar o Seu Dragão e Eragon, o autor se propôs a reinterpretar o conceito "um garoto e seu dragão" através um novo olhar. Em vez de um rapaz, uma garota. No lugar de um dragão, um caça espacial inteligente. Uma ideia instigante e atraente, mas que acaba ficando em segundo plano em razão do desenvolvimento da protagonista. Claramente há aqui uma construção de tal relação, mas o início de algo que talvez seja aprofundado com o desenvolver da série. E esse é um ponto importantíssimo para o melhor aproveitamento dessa leitura: Skyward é o primeiro livro de uma série em desenvolvimento. Sua conclusão levanta mais questionamentos do que responde e isso poderia frustar uma parte dos leitores, porém, sabendo que haverá espaço para as respostas adiante, a jornada se mostra ainda mais interessante. Skyward é um livro sobre o desenvolvimento de Spensa.
Sanderson consegue trabalhar muito bem os personagens, especialmente os coadjuvantes da turma de cadetes da FDD, dando-os profundidade ao avançar da trama. É gostoso, acompanhar aqueles jovens pilotos e descobrir mais sobre a sociedade e organização de mundo através das diferenças entre eles. Spensa no entanto, apesar da evolução e aprendizados durante a trama, é uma personagem bastante imatura para a idade e vida difícil que leva, e por vezes bem irritante. Isso torna mais fácil se conectar com um(a) outro(a) piloto do que a protagonista da história até a parte final da história. Em compensação, M-Bot é um personagem que rouba a cena com seu carisma em todas as suas aparições, e nos momentos em que estão juntos os personagens funcionam em sua plenitude.
O cenário criado pelo autor, apesar de apresentar situações e características similares a tantas outras, é bastante interessante e gera diversas perguntas no leitor, que podem ou não serem respondidas futuramente, e abrem espaço para especulações e outras tramas em outros contextos. A hierarquia social, as diferenças entre os povos e suas cidades-cavernas, a estrutura político-militar, o passado da humanidade abordo de naves estelares e o próprio planeta Detritus, prendem a nossa atenção mesmo nas leves pinceladas que recebem. 
A parte gráfica do livro é muito bem trabalhada e merece elogios, mas a capa recebe o destaque. A ilustradora Charlie Bowater fez um excelente trabalho ao dar vida a protagonista na capa original, mas optar pela versão da Orion Publishing foi uma decisão acertada. A arte de Sam Green transmite perfeitamente o clima de desolação da humanidade em Detritus e a esperança da protagonista de encontrar nas estrelas algo para seguir.
Apesar dos entraves causados por sua protagonista, e uma leve sensação de repetição causada pelas aulas da academia,  Brandon Sanderson consegue entregar em Skyward um livro dinâmico, ágil, com uma linguagem simples e narrativa envolvente. Um início de uma série que promete ser instigante e divertida, que certamente acompanharei com prazer.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Maratona de Carnaval



O ano nem bem começou e o Carnaval já deu suas caras!!! E nada melhor que aproveitar esses dias de folga para descansar, colocar as séries em dia e ler, não é verdade?
Apesar de morar em Salvador, eu não sou muito de folia e prefiro passar esses dias na companhia dos meus livros. E foi pensando nisso que decidi fazer uma Maratona de Carnaval pra tentar dar aquele gás nas leituras e baixar a quantidade de não lidos da estante. Não entrei em nenhuma das diversas maratonas criadas pelo pessoal do bookstagrammer ou do booktube. Preferi escolher meus livrinhos de acordo com a minha vontade, sem precisar seguir desafios que encontramos nas maratonas já tradicionais.
Minhas escolhas foram essas aqui:


Esse foi o livro que escolhi para a Leitura Temática de um grupo que participo no whatsapp. O tema de fevereiro era romance ou chick-lit e decidi que estava mais que na hora de dar uma chance para a Rachel Gibson, que todo mundo fala maravilhas e eu nunca li. Já iniciei a leitura, mas ainda estou bem no comecinho, então não tenho como emitir uma opinião melhor. Mas assim que fizer a leitura venho contar a vocês o que achei.


Sempre fiquei curiosa a respeito dos livros do John Grishan. Ele escreve thrillers jurídicos e eu nunca li nada do tipo. Ele foi a minha escolha para a Desafio Literário das Baianas do mês de fevereiro, projeto criado pela Mara do Três Leitoras e por mim. O tema foi livro encalhado na estante e como ele já estava ali parado há mais de 5 anos, resolvi que seria o escolhido. Não sei bem o que esperar dele, mas como o John Grishan é um autor super bem comentado, acredito que vou gostar.


Esse eu escolhi por ser curto e por estar há um bom tempinho na estante (quase dois anos). Como vocês já devem ter percebido, dei prioridade a livros que estão parados na estante porque são muitos não lidos e isso é algo que anda me agoniando. Por ser um livro de contos, acredito que seja uma leitura que farei, facilmente, em um dia. 


Por último, mas não menos importante, temos Heroínas, outro livro de contos que ganhei ano passado no meu aniversário. Esse é o mais novinho da lista já que ainda não tem 6 meses que o ganhei. Minha escolha se deu, entre outros motivos, por ser uma leitura rápida já que, assim como Paris Para Um, ele também é um livro curto. Espero gostar muito!

Agora me contem: já leram alguns dos meus escolhidos? E neste Carnaval, você vai ser Team Folia ou Team Leitura?
Beijos

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Sete Pinturas - A Lenda do Fim do Mundo


Em um passado distante, estranhas pinturas rupestres são encontradas em uma caverna oculta no coração da Amazônia. Considerado sagrado pelos índios, o local está associado a uma lenda ancestral e a uma descoberta fantástica.
Ao longo dos anos o segredo é mantido por uma única família e confere a ela grande poder e fortuna. Nos dias atuais, apenas dois homens, Raphael Roman Dummas e Marcos Cleanfield, têm completo conhecimento sobre a verdadeira natureza da descoberta e ambos têm interpretações diferentes sobre a lenda e suas ramificações.
A morte, sem explicação científica, de milhares de pássaros e uma tentativa de assassinato alteram o equilíbrio pacífico de forças sustentado até então por Raphael e Marcos.
Dois amigos, Daniel e Érica, criados em um orfanato como irmãos, sem perceber são catapultados ao epicentro do conflito e se verão cada vez mais embrenhados em uma rede de intrigas e espionagem.
Uma mulher misteriosa, dotada de habilidades incomuns, um inimigo desconhecido, atentados, estranhos eventos naturais, paixões e morte farão com que alianças sejam criadas e destruídas. Dilemas éticos e morais, e a dificuldade de definir onde está a verdade permeiam a história e cada decisão de seus personagens.
Na floresta amazônica, durante um confronto repleto de ação, uma revelação aterradora transformará a luta entre Raphael e Marcos em uma batalha pela salvação da humanidade.
Título: Sete Pinturas - A Lenda do Fim do Mundo
Autor: Landulfo Almeida
Editora: Amazon
Número de páginas: 408


Há alguns anos tive o prazer de ler Sete Pinturas e vocês não imaginam o quanto a leitura me surpreendeu. Já havia lido o livro anterior do Landulfo, As Duas Faces do Destino, então sabia do talento que ele tem pra escrever boas histórias. Mas Sete Pinturas é bem diferente e trás uma trama mais cheia de mistérios, daquelas que a gente só sossega quando termina e descobre todos os segredos escondidos.
O livro começa com a história de Pedro, uma criança que viu os pais serem mortos em plena Amazônia e que consegue fugir, caindo em um lago dentro de uma caverna. Após ser salvo por um índio, ele se depara com estranhas pinturas nas paredes da caverna e acaba descobrindo que elas retratam uma antiga lenda ancestral.
Com um salto no tempo, chegamos ao presente e somos apresentados a novos personagens: Érica, Daniel, Kiara, Marcos e Raphael. Erica e Daniel se conheceram no orfanato e, desde então, se tornaram amigos inseparáveis. Inclusive, mudaram-se juntos da Bahia para São Paulo, onde trabalham e estudam. Levam uma vida pacata, mas tudo muda quando ela socorre um homem no meio da Avenida Paulista e acaba salvando sua vida. O homem em questão é Marcos, um renomado empresário, dono de um jeito mais discreto e até mesmo misterioso, e uma das poucas pessoas que conhece o segredo das pinturas rupestres contidos naquela caverna.
A outra pessoa é Raphael, um milionário bonitão, dono de uma empresa farmacêutica e que possui um passado misterioso. No passado, ele e Marcos eram amigos, porém acabaram se tornando inimigos. O motivo desse desentendimento se deu justamente por conta das pinturas e da interpretação que cada um fez dele. O que acontece aqui é que, mesmo sendo amigos, ambos eram muito diferentes, tinham perspectivas de mundo totalmente diferentes e, adivinhem só, tinham planos para aquilo que encontraram na caverna que eram totalmente...diferentes! (acho que nunca usei tanto uma palavra numa mesma frase como essa)
E onde entra Kiara nisso tudo? Ela trabalha na empresa de Raphael e é sua assessora, uma mulher da mais alta confiança. Porém, assim como os demais personagens, é bem misteriosa e guarda um segredo do passado.
Parece quase impossível envolver essas cinco pessoas numa trama, mas isso vai acontecer. E, preparem-se, porque o que acontece aqui é uma aventura de tirar o fôlego.
Eu sei que fui sucinta, eu sei. Mas quero que vocês entendam que esse é o tipo de livro que, quando a gente fala um pouquinho a mais, acaba entregando coisas que não devia. E se tem uma coisa que eu não gosto, nem de dar, nem de receber, é spoiler. E é claro que não iria entregar algum nessa resenha, não é mesmo?
Sete Pinturas é um livro ágil, de leitura dinâmica e que mescla muito bem passado e presente, nos levando de um a outro e instigando a curiosidade do leitor. A quantidade de personagens pode deixar a leitura confusa inicialmente, mas com o deslanchar da história vamos tirando de letra isso.Mas o que mais me intrigava era como a vida desses cinco personagens iriam se interligar. Sabe quando você coloca em uma sala um grupo de pessoas juntos, que aparentemente não possuem nada em comum, e fica imaginando o que poderia sair dali? Eu fiquei justamente assim.
Cada um dos personagens possui personalidades bem diferentes e alguns são bem mais carismáticos do que outros. Desde a primeira leitura tive meus problemas com Kiara. Ela é uma mulher forte e determinada, mas seu excesso de segurança, a falta de carisma e o jeito arrogante e boçal não me agradaram. Achei que quando relesse o livro isso iria mudar, mas infelizmente não teve jeito. Ela é essencial à trama, isso ninguém pode negar, mas na questão simpatia a moça deixa a desejar.
Érica e Daniel são muito amorzinhos e, muito embora eu não goste de personagens muito ingênuas, não tive como não gostar dela. Já Raphael e Marcos, nossa, eu nem sei o que dizer. Passei a maior parte da trama amando e odiando eles. Quando eu gostava do Marcos, passava a odiar o Raphael. Mas aí o Raphael fazia algo bacana e eu mudava minha percepção na hora. Foi assim até os últimos capítulos, quando finalmente consegui me decidi a respeito dos meus sentimentos com os dois. Em suma, são dois homens muito carismáticos e envolventes, com histórias de vida interessantes e que fazem com que o leitor se sinta próximo deles.
Sete Pinturas é um livro muito bem escrito, com muita ação e uma boa dose de mistério, que deixa o leitor vidrado a cada página.  O mais bacana de tudo isso é perceber o quanto Landulfo amadureceu sua escrita e trouxe uma história ainda mais bacana do que a de As Duas Faces do Destino. Recomendo muito a leitura!