quarta-feira, 23 de maio de 2018

O Fundo é Apenas o Começo

Uma poderosa jornada da mente humana, um mergulho profundo nas águas da doença mental.
CADEN BOSCH está a bordo de um navio que ruma ao ponto mais remoto da Terra: Challenger Deep, uma depressão marinha situada a sudoeste da Fossa das Marianas.
CADEN BOSCH é um aluno brilhante do ensino médio, cujos amigos estão começando a notar seu comportamento estranho.
CADEN BOSCH é designado o artista de plantão do navio, para documentar a viagem com desenhos.
CADEN BOSCH finge entrar para a equipe de corrida da escola, mas na verdade passa os dias caminhando quilômetros, absorto em pensamentos.
CADEN BOSCH está dividido entre sua lealdade ao capitão e a tentação de se amotinar.
CADEN BOSCH está dilacerado.
Cativante e poderoso, O Fundo é Apenas o Começo é um romance que permanece muito além da última página, um pungente tour de force de um dos mais admirados autores contemporâneos da ficção jovem adulta.
Título: O Fundo é Apenas o Começo
Autor (a): Neal Shusterman
Editora: Valentina
Número de páginas: 272

Hoje é dia de falar de um livro que mexeu demais com o meu emocional e, já aviso de antemão, que essa é uma daquelas resenhas difíceis de escrever portanto já vão me desculpando aí. Tenho muito pra falar e hoje, excepcionalmente, não ficarei aqui na introdução "enchendo linguiça" e contando historinhas. Vamos ao que interessa.
Caden Bosh tem 15 anos e sempre foi um garoto tranquilo, de poucos amigos e não muito popular. Seus dois melhores amigos compartilhavam os mesmos interesses e ele sempre se sentiu seguro ao lado deles. Juntos, estavam desenvolvendo um jogo de RPG e a parte das ilustrações era feita por ele, que sempre teve muito jeito com desenhos. A relação com os pais e a irmã caçula também é boa e sempre houve diálogo entre eles, apesar das diferenças.
Aparentemente, Caden levava uma vida normal, até que começou a apresentar comportamentos diferentes do habitual. Primeiro foi um suposto garoto que queria matá-lo, depois a necessidade de estar sempre andando para que nada de ruim acontecesse com ele, sua família ou qualquer outra pessoa. Depois as coisas foram aumentando e a situação acabou fugindo do controle.
Vamos acompanhando, a partir de então, os relatos de Caden de uma forma bem peculiar. Lutando contra o pânico, ele vai nos levando cada vez mais fundo em sua mente confusa. Mesclando o real com o imaginário, vamos conhecendo mais a respeito de suas paranoias e medos, e, principalmente acompanhando sua luta diária para manter-se bem, mesmo sem saber como fazer isso.
Não vou mentir a vocês: quando comecei a ler me senti perdida. A leitura não fluía, eu me via perdida em meio aquelas duas histórias tão distintas e não sabia o que estava acontecendo. Por mais que eu soubesse que tudo aquilo era fruto do imaginário de Caden, não conseguia fazer ligações, me sentia em meio a um emaranhado de linhas, sem conseguir me livrar de tudo aquilo que me prendia. O fato é que eu queria me sentir segura lendo essa história, queria poder ter as respostas pra tudo aquilo, mas quanto mais eu me aprofundava, mais confuso tudo ficava. Se eu cogitei abandonar a leitura? É claro que sim! Mas continuei firme e, gente, foi a melhor coisa que fiz porque quando a trama deslanchou eu simplesmente não parei mais.
O fato é que a leitura é confusa por estarmos dentro da cabeça de um garoto sofrendo com a esquizofrenia e, por mais que ele tenha momentos de lucidez, são raras as vezes em que isso acontece. O que mais vemos são seus relatos em um barco, onde personagens reais ganham vida de uma forma diferente, onde ele associa funções a cada uma das pessoas que estão com ele nesse local e, é somente quando os momentos lúcidos vêm a tona que encontramos um sentido naquele emaranhado de histórias.
O Fundo é Apenas o Começo é aquele tipo de livro que mexe com as emoções, que é intenso do início ao fim e que me fez sair do lugar comum. Foi angustiante acompanhar a dor de Caden e perceber que ele afundava cada vez mais. Chorei, fiquei com raiva, era uma luta diária com a esperança que ía e voltava a cada novo capítulo. É engraçado como nós, leitores, nos envolvemos com determinadas histórias, sofremos, choramos, sorrimos e esperamos, com todo o coração, que tudo fique bem no final. É praticamente impossível não se deixar envolver por todo o drama de Caden. Ao passo que mergulhamos cada vez mais fundo em sua mente vamos criando laços e desejando que aquilo tudo passe e que ele consiga, enfim, encontrar o caminho de volta.
Terminei a leitura com um misto de sensações e até agora, ao me recordar da leitura enquanto escrevo essa resenha, não consigo expressar tudo que ele representou pra mim. É uma história sensível e tocante, que foi um baita tapa na minha cara e que me tirou totalmente do lugar comum. Sem sombra de dúvidas, foi a leitura mais intensa de 2018. Gostei demais da trama e da forma como o autor fez com que compreendêssemos o que se passava na cabeça de Caden, nos levando a mergulhar junto com o personagem nos seus pensamentos mais confusos e sombrios. 
Mais um livro que, com toda certeza, levarei no coração. <3

terça-feira, 22 de maio de 2018

Revista Trasgo - Contos de fantasia e ficção científica

Todo mundo por aqui é chegado em uma boa leitura, não é verdade? Estamos em um blog literário afinal de contas, não poderia ser diferente! Estamos cada dia mais cercados de publicações do mercado editorial, lançamentos nacionais e internacionais, e normalmente não nos damos conta de conhecer algumas outras iniciativas bacanas que temos por aí. Algo totalmente compreensível diante da enxurrada de informação que recebemos a cada dia e as limitações que essas iniciativas precisam enfrentar para encontrar o público. Por isso hoje estamos aqui para te apresentar a Revista Trasgo!
O que é a Trasgo? Bom, a Revista Trasgo é uma publicação online independente e gratuita de contos brasileiros de ficção científica e fantasia escritos por autores consagrados ou estreantes. Ao longo de quatro anos, o projeto abriu portas para autores iniciantes poderem enviar seu material para avaliação editorial e terem seus contos publicados na revista que é distribuída gratuitamente em EPUB, MOBI ou PDF.
O que isso significa? Além de significar material de leitura gratuito para o leitor (Quem não gosta disso? Vai negar?), entregando sempre um produto com qualidade de padrão profissional. A Trasgo é uma porta de entrada para conhecer o trabalho de alguns de nossos autores nacionais, e também uma oportunidade de publicação para aqueles interessados. E de maneira PAGA! Os colaboradores da Revista Trasgo recebem por seu trabalho publicado, embora a revista seja gratuita. É profissionalismo e respeito tanto ao leitor, quanto ao seu autor e/ou ilustrador envolvido com a publicação.
E onde você quer chegar meu caro, Ace? Quero chegar no aviso principal dessa postagem: se você ficou na curiosidade querendo conhecer essa sensacional publicação digital trimestral de contos de ficção científica e fantasia, está aqui uma bela oportunidade (que não deve ser desperdiçada já que a revista não custa nada)! A Revista Trasgo está começando seu quinto ano de publicação com o lançamento de sua edição 17.
A edição tem a capa ilustrada por Daielyn Cris Bertelli, e trás seis contos especiais e entrevista com cada um de seus autores.
"Felicitas Ex Machina", de Alexandra Cardoso, é um conto de um futuro não tão distante sobre Inteligências Artificiais, controle e liberdade, com um final de arrepiar. Depois viajamos ao fim do mundo e de volta com "O Último Dia", de Rodolfo Salles. 
Em "M.I.A.", de Victor Gerhardt, visitamos uma inteligência artificial onipresente que deixa de se comunicar conosco, isolando-se em seu núcleo. E André Caniato nos apresenta "A Folia dos Mortos", um belo conto sobre os mortos, a vida e o fim da estrada. 
"Gritos", de Érica Bombardi, é um conto rápido, visceral e sublime. Encerramos com "Esperando Simone", um conto de ficção científica futurista de Rodrigo Assis Mesquita que nos deixou com lágrimas nos olhos.
Curtiu? A revista, bem como suas edições anteriores, pode ser baixada pelo site www.trasgo.com.br de forma gratuita, sendo necessário apenas um compartilhamento em redes sociais para liberar o download. Você também pode acessar o site para se informar sobre a revista, os profissionais envolvidos com sua publicação, e também saber como ter seu conto ou ilustração publicados por eles. Além disso, você pode contribuir com a Trasgo através de sua campanha de financiamento coletivo recorrente no Padrim - que pode ser acessada pelo seguinte link https://www.padrim.com.br/trasgo - e assim apoiar essa produção nacional independente, assim como os/as artistas, autores e autoras que publicam através da Trasgo.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Como se Vingar de um Cretino

Era uma vez um notório visconde Dare, que seduziu lady Georgiana Halley e tomou sua inocência para ganhar uma aposta, e agora ele vai ter que pagar. O plano é simples: ela vai usar cada artifício de conquista que conhece para ganhar o coração de Dare, e então quebrá-lo. Mas o olhar do visconde tenta Georgiana a se entregar ao prazer mais uma vez, e quando ele a surpreende com um pedido de casamento, ela se pergunta: esse é mais um de seus jogos, ou dessa vez é amor verdadeiro?




Título: Como se Vingar de um Cretino
Série: Lessons in Love #1
Autor (a): Suzanne Enoch
Editora: Harlequin
Número de páginas:288


E vai ter Neyla pagando a língua nesse blog? Vai sim, senhor!
No ano passado li um livro da Suzanne Enoch. Estava muito ansiosa, afinal de contas eu AMO romances de época e a Suzanne é uma autora super bem comentada, conhecida por suas histórias divertidas e com mocinhas bem a frente do seu tempo. Pois bem, lá fui eu bem feliz me jogar na leitura, com a expectativa nas alturas. Que aconteceu? Não consegui terminar o livro! Pra ser bem sincera, não cheguei nem na metade. A experiência foi péssima e peguei ranço da autora, cheguei até a gritar que nunca mais leria nada dela. Mas aí aconteceu que uma caixinha muito cheia de amor, da super querida Harlequin, chegou aqui em casa e dentro dela tinha um livro da Suzanne. Eu ri, ri muito, e declarei: "Eu não vou ler esse negócio, mas não vou mesmo.". Mas língua foi feita pra gente pagar, né povo? E eu li. E gostei. Não amei, mas gostei, me diverti e aquele ranço inicial, finalmente, foi desfeito.
Em Como se Vingar de um Cretino vamos conhecer Georgiana Halley, uma dama muito requisitada pela sociedade, bonita e com um dote bem atrativo. Dona de uma personalidade marcante e muito geniosa, a jovem dama tem um temperamento forte e não deixa nada barato. No passado acabou se envolvendo com Tristan Carroway, visconde de Dare e as coisas acabaram saindo um pouco do controle e tomando proporções que ela nem imaginava. Tudo que ela mais deseja é se vingar dele e a oportunidade de colocar em prática seus planos acaba aparecendo quando menos espera. Com a desculpa de ajudar e fazer companhia para as tias de Dare, ela se muda para a casa dele e está disposta a fazer tudo para conquistá-lo e depois partir seu coração.
A notícia da repentina mudança de Georgie não é bem recebida por Dare. O relacionamento entre ambos não é nada agradável e ele tem consciência de que é o maior culpado disso. Conviver diariamente com Georgiana não será uma tarefa fácil já que, embora seja uma mulher difícil de lidar, é também muito atraente. E, claro, ainda mexe muito com o seu coração.
O que vamos acompanhar a partir daí é um verdadeiro jogo de gato e rato, onde emoções vão sendo expostas, segredos começam a ser revelados e o desejo, antes guardado à sete chaves, vem a tona de uma forma avassaladora. Será que nossos mocinhos serão capazes de deixar toda mágoa para traz e se entregar a uma intensa paixão?
Como já falei lá em cima, essa foi uma leitura que me surpreendeu demais. Estava preparada para não gostar e a cada nova página avançada a leitura me cativava um pouco mais. Não posso dizer que amei o livro, mas gostei do rumo que a história tomou e, muito embora tenha achado que algumas partes não acrescentaram nada à trama, no geral foi uma leitura satisfatória.
Os personagens são bacanas, cada um com sua peculiaridade e personalidades distintas. De imediato fiquei com uma leve cisma com Georgie. Achei-a imatura, um tanto arrogante e bem presunçosa. Mas com o desenrolar da trama fui percebendo que ela não era tudo aquilo. Ok, ela é assim bem arrogante, mas a maior parte disso é uma espécie de proteção que ela veste para evitar se magoar. Georgie não é a pessoa mais amável da vida, mas também não é a mais odiável. Ela é esperta, tem ideias mirabolantes e acaba cativando o leitor por conta de sua simpatia.
Dare também foi me conquistando com um tempo. Apesar de aparentar ser mais tranquilo que Georgie, eu ainda guardava um certo receio dele por conta de suas atitudes. Inicialmente somos apresentados a ele pelos olhos de lady Georgiana e o que ela revela não é muito lisonjeiro. Porém essa má impressão vai passando após conhecê-lo melhor. O amor e dedicação com que cuida de sua família é admirável, acho que isso foi o que me fez gostar tanto dele. E sim, ele é um conquistador nato, mas tem um coração tão lindo que agente releva. Juntos, eles protagonizaram cenas divertidas, românticas e muito quentes. A química entre o casal é bem intensa e as cenas que eles protagonizam, principalmente as mais quentes, são muito bem escritas.
A história, muito embora seja repleta de clichês e seja do tipo que começamos a ler já sabendo como irá terminar, é divertida e gostosa de acompanhar. Por mais que tenha me irritado com Georgie no início da leitura, achei que ela foi amadurecendo bastante no decorrer da trama e esse foi um dos pontos mais bacanas. Gente, eu não suportaria ler um livro em que a personagem principal fosse uma mala o tempo todo, fiquei feliz por ela ir mudando e mostrando quem era de verdade.
Como se Vingar de um Cretino é um livro bom, que flui muito facilmente e que cumpre bem o seu papel de ser uma leitura divertida e romântica. Não foi a minha melhor leitura de época, mas fiquei muito feliz em ter dado uma nova chance à autora e, dessa vez, não ter me decepcionado. Vale a pena ler essa história. E se você, assim como eu, já teve seus problemas com a Suzanne, dê uma chance a esse livro.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

BLOGAGEM COLETIVA || Sextante 20 anos

Alguns de vocês já devem ter visto por aí nas redes sociais e em outros blogues parceiros que a Sextante está comemorando 20 anos. São 20 anos desbravando as publicações e trazendo orientação aos leitores na busca da felicidade e da realização pessoal, os livros da Sextante abrangem assuntos que vão do desenvolvimento espiritual à descoberta da vocação profissional, passando pela conquista da própria identidade e do amor que se deseja.

Em comemoração a essa data tão especial, a editora vai reunir alguns de seus autores em um fim de semana de palestras com um denominador comum: abordar temas importantes para a plena realização humana. 
Augusto Cury, Bernardinho, Bruna Lombardi, Cristiane Correa, Daiana Garbin, Daniel Barros, Deltan Dallagnol, Fernando Gabeira, Gustavo Cerbasi, Sophie Deram, Sri Prem Baba e Vladimir Netto se dividirão em 4 sessões nos dias 26 e 27 de maio no Teatro Gazeta, em São Paulo. A bilheteria arrecadada será doada para o Instituto Pró-Livro. Para maiores informações, acesse: www.sextante20anos.com.br



quarta-feira, 16 de maio de 2018

Deadpool 2

O mercenário tagarela da Marvel está de volta! Maior, melhor e, ocasionalmente, mais pelado do que nunca. Quando um super soldado chega em uma missão assassina, Deadpool é forçado a pensar em amizade, família e o que realmente significa ser um herói - tudo isso, enquanto chuta 50 tons de bundas. Porque, às vezes, para fazer a coisa certa, você precisa lutar sujo.
Título: Deadpool 2
Lançamento/Duração: 2018 - 119 minutos
Gênero: Aventura/Ação/Comédia/Sci-Fi
Direção: David Leitch
Roteiro: 
 Rhett Reese, Paul Wernick, Ryan Reynolds - Baseado no personagem de Rob Liefeld
Elenco: Brianna Hildebrand, Zazie Beetz, Morena Baccarin, Ryan Reynolds, T. J. Miller, Josh Brolin, Julian Dennison, Shioli Kutsuna, Stefan Kapicic, Leslie Uggams, Karan Soni.


Mais diversão. Mais ação e violência. Mais referências e eastereggs. E muito, MUITO, mais zoeira! Deadpool 2 é de modo geral um filme muito mais intenso, para o bem ou para o mal, que o seu antecessor. Mas o que isso quer dizer?
Depois do sucesso do primeiro filme, uma aposta de mercado no público adulto e uma chance de redenção, Ryan Reynolds reprisa seu papel como o Mercenário Tagarela com o desafio de tornar a surpreender o público e no mínimo igualar-se ao primeiro filme.
A trama gira em torno de impedir que o mutante Cable, vindo do futuro, mate o garoto mutante Russell Collins. Para isso Deadpool reúne um time com figuras como Domino, uma mutante dotada de uma sorte inexplicável, para impedir que isso aconteça. É claro que existem outros detalhes e surpresas, mas a verdade é que a trama é extremamente simples, e funciona dessa maneira.
A decisão então foi intensificar todos os acertos do primeiro longa e trazer frescor através da interação com os novos personagens. E isso é conquistado com certeza graças ao roteiro simples e boa execução geral do longa - apesar de uma seriedade excessiva em certas partes - e principalmente por suas cenas de ação eletrizantes. O próprio filme sabe das deficiências do seu roteiro e brinca com isso, e isso é o que faz de Deadpool... Deadpool, ora bolas!
Tudo é construído para que o filme seja, por mais estranho que pareça, pretensiosamente uma grande comédia de ação. Seu principal objetivo é fazer o público rir utilizando suas principais ferramentas: violência, acidez, metaliguagem e referências. E ele faz isso desde o inicio do filme até as cenas pós-créditos, nada escapa do humor doentio do Mercenário Tagarela. As referências e piadotas são tantas que acabam tendo diferentes níveis, e esse excesso pode irritar algumas pessoas. Existem as locais, que fazem maior sentido para quem conhece os Estados Unidos; existem as sobre super-heróis (incluindo os de outras editoras); aquelas sobre a carreira do próprio Ryan Reynolds e suas falhas; sobre o cinema em geral e a cultura pop, e também sobre o próprio filme e o universo dos X-Men, com citações ao aumento de orçamento e possibilidades de uso de CGI. Tudo é motivo para piada! E a característica do personagem de quebrar a quarta parede e falar diretamente com o público e fazer menções a acontecimentos fora da realidade imaginária do filme estão presentes, e várias vezes.
O elenco entrou totalmente no clima aloprado do filme, inclusive os novos personagens que acrescentam novos elementos tanto para a comédia quanto para as cenas de ação. Reynolds está mais solto do que nunca no papel, e todos os personagens, mesmo os mais diferentes, acabaram casando legal com o filme. O núcleo de apoio do herói ajuda a levantar diversas piadas dos mais inesperados tipos, mas vão além de servir de escada. A interação entre eles é muito boa e fundamental.
Apesar de ter recebido mais orçamento e isso ser refletido muito bem no filme, a computação gráfica parece ter menos esmero nos detalhes do que o anterior. Isso significa que fique perceptível e incomodo? Não, é apenas uma constatação crítica. Um mero detalhe tecnico que me ficou evidente, principalmente em alguns personagens em CGI. 
Mais uma vez a trilha sonora se porta como um personagem a mais na trama. Além de cumprir o papel de compor o momento, contribuindo para o ritmo e desenvolvimento da cena, tanto as tanto as composições originais quanto as música tema casam perfeitamente com o clima da obra. Em vários momentos a trilha é parte integrante das cenas e não apenas um pano de fundo, inclusive gerando situações por causa dela. 
Deadpool é diversão descompromissada e garantida, vale a pena conferir a feliz insanidade deste louco anti-herói. Dito isso, aqueles que gostaram do filme anterior certamente aproveitarão a sequência, e quem não gostou provavelmente gostará ainda menos desse. Mas seja dita a verdade, embora não seja um filme perfeito, Deadpool 2 é divertido pra caralho!