quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Mister O

Nick Hammer tem a vida que todo cara sempre sonhou: dinheiro e mulheres lindas aos seus pés, que não esperam nada em troca além do melhor sexo de suas vidas. E tudo isso graças ao seu personagem, Mister Orgasmo, que saiu das páginas dos gibis para ganhar um programa na televisão. Agora Nick se tornou o mentor sexual de homens ao redor do mundo e o objeto de desejo de todas as mulheres. Para para Nick, e seu alter ego Mister O, a receita é simples: dar prazer, sempre!
Mas tudo isso pode estar em risco quando um pedido acontece. Harper, A irmã de seu melhor amigo, Spencer Holiday, também quer aprender as valiosas lições de Nick e Mister O. Harper é divertida, inteligente, linda e irresistivelmente sexy. E lutar contra o desejo de ter ela em sua cama será o pior pesadelo de Nick. Mister O vai conseguir “salvar” essa mocinha e ainda não ferrar a relação com o seu melhor amigo? Um romance divertido, leve, sexy e que vai arrancar suspiros dos leitores. Afinal, não dizem que o amor e a amizade andam lado a lado? Talvez eles até possam dormir na mesma cama.
Título: Mister O
Série: Big Rock #2
Autor (a): Lauren Blakely
Editora: Faro
Número de páginas: 272

E chegou a hora de conhecer o famoso Nick Hammer que faz a mulherada enlouquecer. Confesso que, quando os livros dessa série foram lançados, não tinha muita curiosidade por eles. Já li muito livro erótico nessa minha nada curta vida de leitora, mas de uns tempos pra cá tenho ficado cada vez mais cautelosa com eles. O que acontece é que sou o tipo de leitora chata, que quando procura um livro mais hot quer uma história que prenda, não só pegação. Mister O foi super elogiado nos blogs e ig's literários e eu, curiosa, dei uma chance. E pra saber o que achei é só continuar lendo a resenha.
Nick Hammer é o criador de As Aventuras do Mister Orgasmo, uma série de quadrinhos que acabou indo para a Tv e é um verdadeiro sucesso entre o público adulto. Dono de um senso de humor aguçado e uma beleza sem igual, ele faz sucesso por onde passa, principalmente com as mulheres. Não são poucas as que desejam pular em seu colo e acabar a noite em sua cama. Contudo, ele só tem olhos para uma pessoa: Harper Holiday.
Harper trabalha fazendo mágicas em festas infantis e é irmã de Spencer, melhor amigo de Nick. Os dois se conhecem há anos, mas foi somente a pouco tempo que ele passou a reparar mais no jeito dela e no quanto ela era uma ruiva estonteante. E querem saber o mais interessante disso tudo? É que ela nem ao menos se dá conta disso.
Após uma conversa a respeito de relacionamentos, ela decide fazer uma proposta a ele: Nick seria seu professor de namoro. O motivo disso é porque ela não consegue paquerar e nem sabe como agir quando um homem se aproxima com segundas atenções. Dividido entre o desejo absurdo que sente por Harper e a lealdade por Spencer, que não quer que ele encoste o dedo em sua irmã, Nick decide aceitar a proposta.
O que começa de forma inocente acaba tomando novos rumos, principalmente porque entre os dois existe uma química forte e uma atração quase que explosiva. E entre trocas de mensagens e encontros, Nick e Harper vão acabar descobrindo algo muito mais forte e intenso do que imaginavam.
Então vamos lá. Não vou mentir pra vocês: estava com a expectativa alta em relação a esse livro. Quando a Faro trouxe os livros da Lauren para o Brasil não me senti empolgada a conhecê-los. Achei as capas um espetáculo a parte (o que são esses tanques, minha gente?), mas as histórias não me chamavam, entende? Mas, por conta da vinda da Lauren Blakely para o Brasil, resolvi arriscar e fiquei um pouquinho decepcionada.
A questão é que eu esperava mais. Achei que a história ficou centrada apenas em Nick e Harper, sem explorar qualquer outra subtrama, o que se tornou pouco atrativo pra mim. Também temos o fato de que o protagonista passa o tempo todo pensando em sexo e tendo pensamentos libidinosos com a bunda, a lingerie, com o que quer que seja da Harper. Eu entendo que seja um livro com proposta mais hot, fui leitora de livros eróticos por anos e parei de ler justamente por achar que algumas autoras não sabem aproveitar o potencial de suas histórias, ficando sempre no trivial.
Eu realmente achei que Mister O teria um potencial incrível e que não foi tão bem aproveitado. Acho que, por mais que um livro seja voltado para a temática hot, ter uma história secundária, que traga algo novo e fuja da pegação, faz a diferença. O fato do chefe dele ser um ridículo, que quer sempre estar por cima e não aceita que outra pessoa se sobressaia além dele foi uma grande sacada, já que se trata de uma espécie de assédio moral, algo tão em alta nos dias atuais. Eu iria adorar se houvesse um aprofundamento e se dali surgisse uma subtrama. Mas acabou que foi apenas "pincelado" e ganhou um pequeno foco nas páginas finais.
E por falar em páginas finais, elas realmente me empolgaram porque trouxeram algo mais além da pegação e, por mais que tenha sido algo bem clichê, fez toda a diferença. Eu não sei você, mas eu gosto daquela coisa do casal passar por um percalço no meio do relacionamento e precisar escolher entre o amor e alguma outra coisa. É batido? É! Mas é tão legal que sempre me deixa empolgada.
Os personagens são ótimos e não sei dizer de qual dos dois mais gostei. Nick e Harper possuem química forte e uma boa conexão, ingredientes que não podem faltar a um casal. Eles são donos de personalidades bem parecidas e juntos acabam arrancando suspiros e boas risadas.
Apesar de não ter me conquistado completamente e ter ficado bem abaixo das minhas altas expectativas, não achei Mister O um livro ruim. Dei 3 estrelas para ele no Skoob porque, para mim, ele é sim um livro bom, não mais que isso. A leitura é rápida e bem dinâmica, do tipo que você faz em pouquíssimo tempo. Sei que muitas pessoas amaram, mas infelizmente não cheguei nesse estágio. Algumas amigas me falaram que acham esse o mais fraquinho da série e que os outros provavelmente me agradarão mais. Portanto, aguardem que em breve venho contar pra vocês como foi minha experiência com outro livro da Lauren.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Top 5: Livros que você precisa conhecer


Me respondam uma coisa com sinceridade: quando vocês lêem um livro muito bom, porém pouco conhecido, o que fazem? Contam pros amigos, instigando-os a conhecer também? Ou simplesmente guarda para si aquele amorzinho de livro para que ninguém saiba dele e torce, secretamente, para que não vire uma modinha?
Eu sou do primeiro tipo e saio bradando aos quatro cantos do mundo a respeito do livro, falando que as pessoas precisam ler e conhecer aquela maravilha. O que é bom precisa ser conhecido, né gente? E é por isso que hoje estou aqui, bem blogueirinha (turu pom?), pra indicar 5 livrinhos amores do meu coração que, na minha opinião, todo mundo deveria conhecer.


1- Amor em Manhattan
Você gosta de romancinho fofo, estilo filme de comédia romântica? Eis aqui o livro certo pra te conquistar! De leitura rápida e cheio daqueles clichês fofos, que a gente ama, Amor em Manhattan entrou para a lista dos queridinhos de 2018.
Não existe muito segredo. A história é simples, mas muito bem escrita e com todas aquelas cenas que a gente ama ver em livros de romance. A diferença é que esses clichês são muito bem trabalhados e não me deixaram com aquela impressão de "eu já li isso em algum lugar...".
Esse é o primeiro livro de uma trilogia, lançado pela Harlequin Books e o segundo livro vai ser lançado ainda esse ano, olha que notícia incrível! Se você ficou curiosa (o), tem resenha dele aqui no blog, vale a pena dar uma lida e conhecer mais a respeito.
2- Identidade Roubada

Meu primeiro contato com a Chevy Stevens, autora desse livro, foi com o maravilhoso É Melhor Não Saber (livro que me tirou o fôlego e me deixou impactada com o final). Depois dele fiquei doida pra ler Identidade Roubada, principalmente pelos comentários positivos a respeito da trama.
Esse ano resolvi saciar minha vontade. Consegui o livro numa troca no Skoob e ele foi o meu escolhido para a leitura temática que participo (cada mês lemos um gênero diferente e em junho o escolhido foi Thrillers Psicológicos). Logo nos primeiros capítulos eu já estava vidrada na leitura, não queria parar de ler pra comer, ir ao banheiro, nada. Minha vontade era de passar o dia inteiro com o livro embaixo do nariz e solucionar aquele emaranhado de pistas que, de imediato, não levavam a lugar algum.
A história é incrível e, depois que li, já emprestei para mais duas pessoas e foi puro sucesso! É um livro pouco conhecido, infelizmente, mas fica aqui a dica: se o encontrar em uma livraria, sebo, sites de trocas, pegue! Vale muito a pena!

3- Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado


Outro livro incrível e totalmente injustiçado. São poucas as pessoas que o conhecem e sei que muita gente torce o nariz só porque é um livro com vampiros. Mas gente, se vocês derem uma chance pra Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado não vão se arrepender.
A história é uma graça e se teve algo que não faltou enquanto fazia a leitura foram gargalhadas. Não sei bem o que esperava dele, vou ser bem sincera, mas nem de longe poderia imaginar que encontraria uma trama divertida, com personagens tão carismáticos e um vampiro que, mesmo sendo bem tradicional, não deixou de ser um fofo!Ainda não li o segundo livro (é uma duologia e, se não me engano, foi lançado um conto em e-book), mas está na minha meta desse ano e estou mega ansiosa pra saber como as coisas vão se encaminhar.

4- Preciso Saber

E vem mais um thriller nessa minha listinha, dessa vez um de espionagem. Li esse livro no início do ano, junto com meu amigo Cosme. Era uma espécie de leitura conjunta e ambos amamos demais a história!
Eu sei que sou suspeita pra falar de thrillers, afinal de contas é um dos meus gêneros preferidos, mas leva em consideração essa dica que não vai se arrepender.
Passei a leitura toda acreditando e duvidando do personagem, não vou mentir. Fiquei assim até o final. E o que foi aquele final? Gente, eu me vi de cara no chão com tudo o que aconteceu, meu queixo caiu e voltou ao lugar diversas vezes. A leitura é bem rápida, as páginas praticamente viram sozinhas e, assim como o Identidade Roubada, não dá vontade de parar de ler.

5- Nossa Música

Melhor livro de 2018 até agora (e acho que nenhum outro vai desbancar ele)! 
Os livros da Dani Atkins sempre mexem com meus sentimentos, mas esse simplesmente acabou comigo. Comecei a ler de forma bem despretensiosa, já imaginando que fosse gostar, mas não tanto. Pois bem, o que aconteceu é que o livro já começou cheio de ação e logo grudei nele. E aí as coisas foram acontecendo, a curiosidade foi batendo, o desespero também, as lágrimas começaram a rolar e, quando vi, havia terminado o livro. Sério, comecei o livro pela manhã e terminei antes das 15h.
Quando finalmente larguei o livro estava devastada, porém feliz de ter lido uma história tão linda. Chorei muito, muito mesmo. E só de lembrar dele já me dá um calorzinho gostoso aqui no peito. <3
Acredito que, esse ano, nenhum outro livro consiga fazer comigo o que ele fez, tanto que desde que terminei de ler que venho dizendo que foi a melhor leitura do ano. E tenho certeza que não deixará de ser.

Gostaram das minhas indicações?
Agora conta aqui pra mim: quais são os livros que você faz questão de indicar para os seus amigos?
Beijos


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Não Chore, Não






No centro de Chicago, a jovem Esther Vaughan desaparece de seu apartamento sem deixar vestígios. Uma carta sombria dirigida a “Meu bem” é achada entre seus pertences, deixando sua colega de apartamento, Quinn Collins, se perguntando onde a amiga estaria e se ela era - ou não - a pessoa que Quinn achava que conhecia.
Enquanto isso, em uma pequena cidade de porto de Michigan, uma mulher misteriosa aparece no tranquilo café onde Alex Gallo trabalha lavando pratos. Ele é atraído imediatamente pelo seu charme e beleza, mas o que começa como uma paixão inofensiva rapidamente se transforma em algo mais sinistro...
Título: Não Chore, Não
Autor (a): Mary Kubica
Editora: PLaneta
Número de páginas: 304


Hoje não é dia de resenha de época, mas é dia de resenha de um thriller psicológico que vem sendo comentado pelos blogs e instagrans literários. Confesso que, se fosse pelo que ando lendo a respeito dele, jamais teria me interessado em fazer a leitura. Antes de começar o livro, vi que algumas pessoas não tinham curtido tanto a história e fiquei meio receosa. Mas quem está na chuva é pra se molhar e nada melhor que se jogar na leitura, afinal você só vai saber se gosta ou não, só lendo. E foi isso que eu fiz. Ficou curiosa (o) pra saber o que achei? É só continuar lendo a resenha.
Quando Quinn decidiu que era a hora de ser independente e sair da casa dos pais, procurou anúncios de apartamentos onde o aluguel coubesse no seu orçamento. E foi assim que ela encontrou Esther. Já de imediato as duas se deram bem e a convivência sempre foi muito boa. Esther é aquele tipo de garota perfeita, que cozinhava bem, incentivava a comer coisas saudáveis, que cantava no coral e ia à igreja todos os domingos. A garota era praticamente uma santa, tanto que Quinn a apelidou de Santa Esther. Até que, quando ela desapareceu, tudo isso veio abaixo.
No começo Quinn ainda mantinha a esperança de que ela voltasse, mas bastou dar uma vasculhada em seu quarto para perceber que as coisas estavam um pouco estranhas. Em meio aos papéis espalhados pelo quarto, há uma carta endereçada a "meu bem"e assinada por E.V, abreviação de Esther Vaughan. E é aí que começa a investigação de Quinn, que junto com seu amigo (e crush) Ben, vão tentar juntar as peças desse intrincado quebra-cabeças para descobrir o que aconteceu com Esther.
Enquanto isso, em uma cidadezinha um pouco distante de Chicago (onde Quinn e Esther moram), somos apresentados a Alex, um jovem promissor, que trabalha numa lanchonete e deixou passar todas as oportunidades que a vida lhe deu pra poder cuidar do pai, que é alcoólatra. A vida de Alex é cheia de responsabilidades e, por conta do abandono da mãe, ele acabou se tornando a pessoa que cuida da casa e do pai. E é por conta disso que fazer uma faculdade não está nos seus planos já que sem ele ali as coisas ficariam de mal a pior.
O rapaz tem uma vida pacata, sempre seguindo ao pé da letra uma rotina que acaba sendo por demais cansativa. E, em um dos seus dias, ele nota uma figura nova na lanchonete. Uma moça bonita, nova na cidade, e que chama de imediato sua atenção. Por conta da pulseira de pérolas que ela usa no braço ele passa a chamá-la de Pearl. E é assim que sua vida ganha uma nova motivação. Ver Pearl todos os dias, observá-la sem ser notado passa a ser a maior satisfação da vida de Alex. É somente quando ambos se aproximam que ele vai começar a perceber que há ago de muito estranho nela. Não é somente a postura que é misteriosa, Pearl carrega segredos sombrios consigo e ele vai acabar se vendo em uma situação totalmente inusitada.
Basicamente, fazendo um resumo bem resumidinho, a história é essa aí. Claro que existem alguns detalhes, mas não vou ficar aqui contando porque vai perder a graça. Tem coisas que a gente precisa descobrir lendo e não tem nada mais chato que ler uma resenha e descobrir que ela já contou tudo do livro. Eu perco logo a vontade de ler, confesso. Mas, voltando ao que interessa, vamos lá saber o que achei.
Vamos começar, logo de cara, dando meu aval: e aí, Neyla Paula, você gostou ou não do livro? Gostei, gente! Mas, claro, tenho algumas ressalvas pra fazer aqui. A minha nota no Skoob foi 3,5, o que para mim é uma nota boa e que mostra que o livro está perto do ótimo. Existiram algumas coisas que gostei muito e outras que acabaram me deixando um tantinho insatisfeita.
Estamos aqui falando de um thriller psicológico portanto o que queremos encontrar num livro do gênero é... agilidade! E é aí que o livro dá uma pecadinha. A história é muito lenta, a narrativa em determinadas partes chega a ser arrastada e eu, acostumada com livros de narrativa mais ágil, me vi estagnada com a leitura. Sabe aquela sensação de que você está lendo, lendo e não sai do mesmo lugar? Foi essa a impressão que tive em alguns capítulos. Nesse ponto vale salientar que a narrativa é feita sob dois pontos de vista: de Quinn e Alex. Os capítulos narrados por ela são bem mais dinâmicos, afinal de contas nos traz informações sobre o desaparecimento de Esther, os fatos do seu passado e as pistas a respeito do caso. Já os de Alex são tomados por lamentação, amargura e até mesmo um certo vitimismo da parte do garoto. Por mais que eu tenha subentendido que aquela parte seria necessária para que a trama tivesse uma continuidade, em alguns momentos me perguntava se aquilo que estava acontecendo seria mesmo relevante. 
E sim, algumas coisas foram relevantes, algumas informações ajudaram a montar as peças desse caso, mas outras não fizeram nenhuma diferença e nada acrescentaram à trama. Esse foi o ponto que mais me desagradou e, caso a narrativa tivesse sido mais enxuta, sem descrições excessivas e demasiadas sobre fatos sem importância, teria me prendido mais facilmente.
"Mas Neyla, eu não sei se tô querendo ler esse livro não, gosto de agilidade e você está me assustando já". Se acalme aí minha filha, meu filho, que as coisas melhoram. Em um determinado ponto há uma virada na trama e ela começa a ganhar ritmo. Acho que o grande "bum" dos thrillers é ir inserindo detalhes, pistas, qualquer coisa que faça com que o leitor se sinta um pouco como um investigador. E foi isso que faltou inicialmente, mas que foi melhorando com o avançar das páginas. E depois que ela deslancha, meu bem, fica difícil querer parar de ler.
Não vou dizer a vocês que descobri de imediato o que estava acontecendo ou que demorei pra perceber. Foi um meio a meio. Tinha minhas suspeitas, mas foi só quando algumas verdades vieram por terra que percebi que estava indo pelo caminho certo. Uma das minhas teorias não estava completamente certa, mas as demais estavam e fiquei orgulhosa de mim. Por mais que tenha descoberto antes do final o que aconteceu, não fiquei frustrada. Achei que a autora trouxe uma história bem interessante que, mesmo após descoberto o mistério, a gente ainda quer ler pra poder entender o que levou os personagens àquele extremo.
Nesse ponto preciso dizer a vocês que amei o fato do livro ter uma boa dose de drama familiar, algo que ela explorou de forma bem satisfatória. 
Fiquei muito interessada em ler os demais livros da autora (além desse, a Planeta lançou também A Garota Perfeita e A Desconhecida, ambos muito bem comentados) e pretendo trazer resenha deles em breve. Não Chore, Não, pode não ser o melhor thriller psicológico que já li até hoje, mas achei que ele cumpriu bem o seu papel, trouxe uma trama interessante e com personagens que trazem consigo uma bagagem forte. Recomendo!

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Perigo Para Um Inglês

Malcolm Bevingstoke, o Duque de Haven, viveu os últimos três anos na solidão auto-imposta, pagando o preço por um erro, e perdendo, para sempre, um amor. Mas Haven precisa de um herdeiro, o que significa que ele deve encontrar uma esposa até o final do verão. Há apenas um problema – ele já tem uma…
Depois de anos no exílio, Seraphina, a Duquesa de Haven, retorna a Londres com um único objetivo – encontrar a felicidade, livrando-se do homem que partiu seu coração. Mas o marido lhe oferece um acordo: ela poderá ter sua liberdade, assim que encontrar uma substituta. Isso significa que terá que passar o verão com o marido que ela não quer, mas que, de alguma forma, não consegue resistir.
O Duque tem apenas um verão para estar com a esposa e convencê-la de que, apesar do passado, ele poderá tornar o felizes para sempre, uma realidade todos os dias...
Título: Perigo Para Um Inglês
Série: Escândalos e Canalhas #3
Autor (a): Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Número de páginas: 304


Pre-pa-ra que agora é hora de resenha de época! Vocês já sabem que esses romances são meu fraco e que quando começo a escrever sobre os que gostei os corações ficam saltando da tela. Pois bem, preparem-se porque hoje não vai ser diferente. Nem sei como que essa resenha vai ficar, afinal de contas eu ainda estou em êxtase total com essa história que me arrebatou.
Se você leu Cilada para um Marquês, primeiro livro da série Escândalos e Canalhas, já conhece Seraphina e Malcolm, o duque de Haven. Eles fizeram uma rápida, porém inesquecível, aparição neste livro e agora Sarah veio nos brindar com a história desse casal que protagonizou uma das cenas mais memoráveis de todos os romances de época.
Seraphina é a mais velha das Irmãs Perigosas, a forma jocosa e desrespeitosa como são conhecidas as Irmãs Talbolt, e que laçou um dos homens mais desejados pelas mocinhas da época: o Duque de Haven. Foi impossível para ele não se encantar por aquela linda dama, dona de uma risada única e de uma personalidade marcante. Acostumado a ter várias mulheres lhe chamando atenção e dando-lhe todas as reverências por conta de seu título, ele se viu em uma situação totalmente diferente com Sera, que o tratava de igual para igual e parecia não dar a mínima para quem ele era. Os dois se casam, mas um grande mal entendido faz com que se afastem e ela foge, ficando longe dele e de todos aqueles que lhe feriram. Contudo, quase três anos depois de tudo isso, Seraphina está de volta e vai protagonizar um verdadeiro escândalo ao pedir, em plena Câmara dos Lordes, o seu divórcio.
Vocês bem sabem (e se não sabem vão ficar sabendo agora) que naquela época divórcio era algo extremamente escandaloso, os casamentos não podiam ser desfeitos de forma alguma e se isso acontecesse a mulher ficaria marcada para sempre.  Mas para Sera isso não era nada comparada a liberdade que tanto ansiava. Seria a saída perfeita tanto para ela como para o duque. Só que ele não está tão inclinado a lhe dar o que tanto deseja.
Vejam bem, existe um sentimento da parte de ambos, mas da dele soma-se também a culpa e o desejo de reconquistá-la. É por isso que ele bola um plano: Sera deverá passar alguns dias em sua residência para ajudá-lo a escolher, entre cinco jovens, sua nova duquesa. Claro que ele não tem intenção alguma de escolher uma daquelas mocinhas, seu desejo é reaproximar-se da esposa e reconquistar sua confiança e seu amor. Se ele vai ser be sucedido nessa jornada? Só lendo pra saber.
Que livro espetacular! Eu gosto demais da Sarah MacLean, acho suas histórias muito divertidas e suas mocinhas sempre me cativam. Já tive meus problemas com ela (se você leu a resenha de Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir, sabe que a história não me agradou tanto assim), mas é uma autora que, no geral, sempre traz tramas que emocionam, divertem e encantam. E com essa não foi diferente.
O livro já começa com uma cena memorável, com Sera entrando no parlamento de forma triunfal e pedindo, em alto e bom som, o seu divórcio. Só por isso já tive a certeza de que o livro iria ser um deleite aos meus olhos. Mas ele acabou se mostrando melhor do que eu imaginava.
Sempre gostei muito de livros que mesclam acontecimentos do presente e passado, o que ajuda bastante a compreender a história por trás de tudo. E Perigo Para Um Inglês segue esse padrão, o que me deixou extasiada. Existe uma história por trás de toda a mágoa de Seraphina e o motivo vai ficando mais claro a cada nova virada de página. Eu tinha uma birra do duque de Haven, não vou mentir a vocês, e sempre tive curiosidade de saber o que o levou a fazer o que fez em Cilada Para Um Marquês. Comecei a leitura querendo que Sera sambasse muito na cara dele e que fizesse esse homem sofrer muito. Mas bastou a leitura avançar pra eu me ver toda derretidinha por ele, torcendo pra que ela o perdoasse e que eles fossem logo viver feliz pra sempre. Eu não tenho jeito, né?
Não sei dizer o que gostei mais da trama. História com reconciliações tendem a ser muito cheias de dramas, de momentos tensos, mas essa foi leve e ao mesmo tempo muito emocionante, mas sem carregar muito no drama. Tiveram momentos em que a emoção veio à tona e que as lágrimas rolaram soltas (eu não seria eu se isso não acontecesse, não é verdade?), da mesma forma que as gargalhadas também tomaram conta de mim em diversas passagens.
Um dos pontos mais legais do livro é a forma como Sarah aproveita bem os personagens principais. Amei rever Sophie, que é a irmã que mais gosto e me identifico, e conhecer um pouquinho mais as demais moças, principalmente Sesily (que é a irmã mais louca e "pra frente" de todas). Gosto muito quando há um foco não somente no casal principal, mas também nos demais personagens. Acho que deixa a história mais dinâmica e não a torna repetitiva, já que tem outros pontos a serem abordados além daquele principal.
Perigo Para Um Inglês foi a minha melhor leitura do mês de agosto e está na lista de melhores romances de época já lidos. Amei demais os personagens, achei que a trama foi bem além do que eu imaginava e me apaixonei! É um livro que indico MUITO para todas as fãs do gênero. E, apesar de ser o terceiro de uma série, pode ser lido sim fora da ordem (eu indico que leiam pelo menos o primeiro antes pra conhecer a história de Sophie e saber o motivo de todas as irmãs odiarem tanto o duque). Pra quem procura um romance que mexa com suas emoções, esse é a pedida certa!

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Originais



Daemon fará o que for preciso para ter a Katy de volta.
Após a bem-sucedida, porém desastrosa, incursão a Mount Weather, ele está tendo que encarar o impensável. Katy foi capturada. Sua única meta agora é encontrá-la. Destruir qualquer um que se ponha em seu caminho? Com todo prazer. Incendiar o planeta inteiro para salvá-la? Moleza. Expor sua própria raça ao mundo? Sem problema.
Tudo o que a Katy pode fazer é sobreviver.
Cercada por inimigos, a única maneira que ela tem de sair dessa é se adaptando. Afinal, nem todas as facetas do Daedalus são totalmente malucas, embora os objetivos do grupo sejam assustadores e as verdades propagadas ainda mais perturbadoras. Quem é de fato o inimigo? O Daedalus? A humanidade? Ou os Luxen?
Juntos, eles podem encarar o que vem pela frente.
No entanto, a pior de todas as ameaças esteve escondida o tempo inteiro. Quando as verdades vierem à tona e as mentiras forem enfim desmascaradas, de que lado o Daemon e a Katy decidirão ficar? E será que eles conseguirão, pelo menos, continuar juntos?
Título: Originais
Série: Saga Lux
Autor (a): Jennifer L. Armentrout
Editora: Valentina
Número de páginas: 384


Quem me acompanha aqui no blog (ou nas minhas redes sociais) sabe do meu amor pela Saga Lux. Ano passado Originais foi lançado e, por algum percalço da vida, não consegui fazer a leitura dele. Isso é inadmissível, óbvio, principalmente porque, no livro anterior, a história terminou em um momento crucial e eu precisava saber o que iria acontecer a partir dali. Mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? E cá estou eu, pra contar que esse tão desejado livro foi, finalmente, lido. 
Mas antes de continuar a leitura, um aviso: esse é o quarto livro da série, portanto você vai encontrar aqui alguns spoillers dos livros anteriores. Se você quer saber o que achei, sem precisar ler o resumo básico do livro, pula pra parte da minha opinião (após a foto) e aproveita que lá não tem spoiller algum. ;)
Em Originais a trama começa de onde Opala parou: após a traição de Blake (mais uma vez), Kat foi capturada pelo Daedalus e se encontra em um local misterioso, cercada de inimigos por todos os lados. O intuito do DOD sempre foi capturá-la junto com Daemon, para poder testar as funcionalidades da mutação, que aparentemente é perfeita, e usá-los para algo ainda maior. Como se não bastasse tudo isso, já que os testes acabam se mostrando, fisicamente e psicologicamente, exaustivos, ainda há a saudade martelando o peito e a culpa, por algo que fez, a lhe partir o coração. Mal sabe ela que, mais cedo do que imagina, vai reencontrar Daemon.
Quem já leu os livros anteriores sabe muito bem da força do sentimento que existe entre o nosso casal protagonista, portanto não é de surpreender que Daemon vá atrás do Deadalus com a intenção de se entregar, desde que possa ficar ao lado de Kat. E lá, ele vai descobrir que os planos do DOD são bem mais grandiosos do que imaginava e que ali, na Área 51, novos tipos de híbridos estão sendo criados: os Originais. 
Eles precisam fugir dali, mas como encontrar aliados no meio de tantos inimigos?

Eita, segura que o negócio pegou fogo!
Eu estava em cólicas de ansiedade por esse livro, não tenho como negar. Ainda mais depois daquele término desesperador de Opala, que me deixou batendo com a cabeça na parede de tão doida. Não sei bem o que esperava desse livro, afinal de contas era um novo começo, uma história totalmente diferente da que vinha sendo apresentada nos livros anteriores. Sabe aquela frase que diz "agora a brincadeira ficou séria"? É a que melhor se encaixa aqui para explicar o que aconteceu em Originais.
O início do livro é um pouco mais lento, com o quartel do DOD sendo apresentado e trazendo a tona algumas novas informações. Mesmo tendo muita explicação, achei que a autora conseguiu manter um ritmo bom e foi dosando as informações com uma e outra ação. Inclusive, devo confessar que me senti vingada por um determinado personagem ter, finalmente, recebido aquilo que tanto merecia (sou rancorosa mesmo, não tenho como negar).
É perceptível o amadurecimento gradativo da história desde Obsidiana até chegar em Originais. A trama, que começou de uma forma meio despretensiosa, foi ganhando terreno a cada novo livro, trazendo novos elementos e conseguiu me surpreender por tudo que apresentou nesse quarto volume. Achei que a autora dosou muito bem a ação, apresentou novos aspectos em relação aos personagens (principalmente os secundários) e mostrou um pouco mais do lado inimigo, que sempre foi uma espécie de incógnita para mim.
Contudo, achei que algumas partes ficaram repetitivas e acabaram por quebrar o ritmo inicial que vinha sendo mantido de forma tão bacana. Os constantes questionamentos de Kat e Daemon me cansaram e acredito que, se fossem retiradas cerca de 20 páginas de lamentações e pensamentos repetidos, o livro teria ganhado mais agilidade. Em alguns momentos tive vontade de fazer a famosa leitura dinâmica só pra chegar logo na parte que mais me interessava. Foi só por esse motivo que não dei nota máxima.
Daemon e Kat continuam incríveis juntos e a química entre eles, que sempre foi enorme, conseguiu ficar ainda maior. Existe uma cumplicidade enorme entre os dois e isso é algo muito bonito de se ver. O relacionamento entre eles está bem mais profundo e a forma com que lidam com seus problemas se mostrou mais madura. Isso sem falar que o clima entre ambos está bem quente, hot, fervendo! Hahahaha Adorei!
Originais foi um livro surpreendente, que trouxe mais questionamentos tanto para os personagens como para essa leitora. Preparem seus corações porque a autora não está para brincadeira e nem vai facilitar as coisas. Há momentos tensos, mortes e traição de onde agente menos espera. Estou muito ansiosa para ler Opostos porque esse livro terminou em uma parte muito, muito, muito desesperadora e eu estou como? Tensa e curiosa. Espero que seja ainda melhor do que eu espero! <3