sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O Último Suspiro



“Ele é o encontro perfeito. Ela é sua próxima vítima.”
Quando o corpo torturado de uma jovem é encontrado em uma lixeira, com os olhos inchados e as roupas encharcadas de sangue, a Detetive Erika Foster é uma das primeiras a chegar na cena do crime. O problema é que, desta vez, o caso não é dela.
Enquanto luta para garantir seu lugar na equipe de investigação, Erika rapidamente encontra uma ligação desse assassinato com um crime não solucionado de uma jovem quatro meses antes. Jogadas em um local semelhante, as duas mulheres têm feridas idênticas e uma incisão fatal na artéria femoral.
Procurando suas vítimas nas redes sociais a partir de um perfil falso, o assassino ataca jovens bonitas escolhidas aleatoriamente.
Então, uma outra garota é sequestrada… Erika e sua equipe têm que chegar antes que ela se torne a próxima vítima. Mas como a Detetive Foster pegará um assassino que parece não existir?
Eletrizante, tenso e impossível de largar, O Último Suspiro fará você correr para a última página.
Título: O Último Suspiro
Série: Detetive Erika Foster #4
Autor (a): Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Número de páginas: 304


Lembro como se fosse hoje a primeira vez que me deparei com um livro do Robert Brindza. A Garota no Gelo foi o meu primeiro contato com uma obra do autor e fiquei completamente vidrada naquela trama que, a cada nova página, me deixava mais e mais curiosa. De lá para cá foram lançados mais livros e o amor por suas histórias só aumentou. A cada novo lançamento a ansiedade fica a mil e a certeza de que o autor vai me surpreender é certa. E, em O Último Suspiro, me vi mais uma vez totalmente imersa numa trama de tirar o fôlego.
Erika Foster está de volta e, se vocês já leram algum livro dessa série ou leu alguma das resenhas dos livros anteriores, sabe que ela não brinca em serviço. Contudo, muito embora ela tenha feito um trabalho brilhante em seu último caso, está agora na equipe de projetos, totalmente longe da ação que ela tanto gosta. Mas o destino sempre nos reserva surpresas, não é mesmo? Quando Petterson, seu antigo companheiro de serviço, recebe uma chamada sobre um corpo encontrado em uma lixeira, está ao lado de Erika que, prontamente, se prontifica a ir com ele.
O corpo é de uma mulher jovem, que se encontra nua da cintura para baixo e com sinais evidentes de violência. Apesar de já ter visto muitos casos brutais, esse mexe um pouco mais com Erika e ela, mesmo não estando a frente do caso, começa a investigar e acaba descobrindo um caso mais antigo, mas com as mesmas características do crime atual.
Disposta a conseguir o caso, ela vai fazer de tudo para que a ouçam e que percebam que esse não é um fato isolado. Quem já leu alguns dos livros anteriores sabe que uma das principais características de Erika é a persistência, ela não desiste daquilo que deseja, mesmo que tudo a sua volta mostre que é impossível. Quando está em ação ela é implacável e se doa ao trabalho de uma forma intensa. E esse é um dos motivos que fazem com que ela consiga o caso.
Apesar de ter algumas pistas e de perceber que ambos os casos tem uma ligação, não se sabe ainda o que motiva o assassino a cometer esses crimes. Contudo, no meio de suas investigações ela descobre que uma das garotas assassinadas saiu para encontrar um homem que conheceu em um aplicativo de namoros. Um retrato falado é feito e lançado na imprensa, na esperança de que esse homem possa ser identificado. Porém, Erika vai acabar descobrindo que está lidando com alguém muito astuto e, quando uma terceira vítima é encontrada, ela percebe que precisa detê-lo o mais rápido possível.
Eu sou muito fã do Robert Brindza e, até hoje, não teve nenhum livro dele que não tenha me cativado. Vocês que acompanham o blog com uma certa frequência sabem do meu amor pelos thrillers, tanto que sempre tem resenha de livros do gênero por aqui regularmente. Eu rasgo minhas sedas pra esse homem porque ele merece.
O Último Suspiro traz uma história envolvente, de capítulos curtos e ágeis, que devoramos com uma facilidade enorme. Gosto da forma como Robert cria seus personagens, sempre tão cheios de personalidade, e de como traz sempre uma trama inteligente, que contém alguns clichês, mas que consegue ser também inovadora. Não me canso de surpreender com esse homem, ele se supera a cada novo livro.
Muito embora o assassino seja revelado antes da metade do livro, a história não perdeu o ritmo em nenhum momento. Isso se deu não somente pela curiosidade, afinal de contas o leitor fica ansioso para saber o que vai acontecer, quais serão os próximos passos do assassino e quando Erika chegará até ele. A forma como o autor vai conduzindo a história após a descoberta é ainda mais intensa do que antes e isso provocou em mim aquela vontade, já tão conhecida, de não querer parar de ler.
Assim como nos livros anteriores, há um pequeno foco na história pessoal de Erika e eu amei demais perceber que ela está, finalmente, se dando uma chance e se permitindo ter momentos felizes ao lado de alguém que tão incrível como Petterson. Shippo mesmo, gente! O trabalho de shipper aqui não para, seja com livros mais românticos, seja com thrillers. É perceptível o amadurecimento dela em relação a alguns pontos de sua vida e isso me deixou muito feliz, é sempre bom notar a evolução dos personagens que a gente gosta, né verdade?
Esse é o quarto livro da série e, muito embora eles possam ser lidos fora da ordem, sempre aconselho que leiam na sequência correta para poder se situar na história de vida da detetive e conhecer melhor, não só ela, mas os outros personagens que a cercam e que sempre estão envolvidos nas investigações. Para mim, que sou extremamente curiosa, fez diferença e acho que aproveitei muito mais os quatro livros por ter lido-os na ordem.
Não sei dizer a vocês o que mais gostei na trama. Foi uma leitura rápida, intensa e que, mais uma vez, me deixou com um sorriso enorme no rosto ao chegar no final. Se você é fã de thrillers e ainda não leu nada do Robert Bryndza, está na hora de mudar isso. Suas histórias são arrebatadoras e, com certeza, vão te conquistar!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Top 3: Ainda Vou Ler em 2018

Gente do céu, eu pisquei e dezembro chegou! E como que estão as minhas leituras? Caminhando a passos de tartaruga! E a meta de leitura que estipulei no início do ano? Flopadíssima, óbvio! Não li nem um terço da minha lista de encalhados e, agora com o ano chegando ao fim, o desespero bateu à porta e cá estou, pra mostrar a vocês os três que eu pretendo desencalhar ainda esse ano.


Quando comecei a montar a lista de livros que queria desencalhar em 2018, Os Bons Segredos foi uma das minhas primeiras escolhas. Sempre tive vontade de ler algo da Sarah Dessen e a história desse livro me chamou muito a atenção após ser discutido em um clube do livro. Tempos depois acabei ganhando ele em um sorteio no instagram, mas em vez de passá-lo na frente dos demais livros, acabei colocando o bichinho na estante para que ele esperasse sua vez. E assim ele permaneceu até agora. Mas ainda tempos 19 dias pela frente e ainda me resta uma esperança de que ele venha ser lido. Torçam por mim!
2- Elena, a Filha da Princesa

Eu amo Marina Carvalho, gente, AMO! Mas esse livro tá me deixando de cabelos brancos. Hahahahaha. Li Simplesmente, Ana e De Repente, Ana muito rápido e sou muito apaixonadinha na história. Esse ano decidi que era a hora de fechar essa trama e conhecer Elena. Comecei a ler empolgadíssima, afinal de contas é Marina Carvalho, uma das minhas autoras nacionais preferidas. 
A trama estava fluindo bem, a história estava gostosinha...até o Luka aparecer. As apaixonadas por ele que me perdoem, mas eu tomei um ranço desse cara que não sei nem como explicar. Basta ele dar o ar da graça que eu já reviro meus olhinhos míopes involuntariamente. 
Resultado: abandonei o livro na metade, mas pretendo retomar a leitura e concluí-la ainda esse ano. Espero também poder enxergar todas as qualidades que as minhas amigas veem no Luka. Será que eu consigo?

Ano passado eu li Jogos Vorazes e fiquei apaixonadíssima! A história fluiu muito bem e achei super fiel ao filme. Fiz menção de ler Em Chamas logo depois, mas o dever de blogueira não me permitiu e acabei adiando essa leitura para 2018. E cá está ele, na lista da repescagem! Hahahaha
Estou super ansiosa pra começar logo ele, principalmente porque de todos os filmes, esse é o meu preferido. <3 E como, na maioria das vezes, o livro é sempre melhor que sua adaptação cinematográfica, já estou na certeza de que ele continuará no posto de queridinho. 
"Mas Neyla, porque você demorou tanto a ler essa trilogia, menina?". Nem sei dizer a vocês. Além de sempre colocar livro de parceria em primeiro plano, acho que pesou também o fato de ter sido uma modinha até meio irritante, todo mundo era tributo e não sei lá mais o quê...resolvi deixar quietinho e esperar o momento certo. Espero conseguir finalizá-la ano que vem!
Agora é a sua vez de contar: quais são os livros que você ainda pretende ler nesses 45 do segundo tempo?
Um beijo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

A Namorada Ideal

Uma garota. Um garoto. A mãe dele. E a mentira que ela desejará nunca ter contado. O quão longe você iria para proteger seu filho? Laura tem uma vida perfeita: carreira de sucesso e um casamento feliz e duradouro com um marido rico. Além disso, Daniel, seu filho de vinte e três anos, é um jovem gentil e muito bonito. Um dia, Daniel conhece Cherry, uma garota inteligente que, infelizmente, não teve a vida que gostaria ter tido. Ela quer a vida de Laura. Quando uma tragédia acontece, uma decisão é tomada em um ato de desespero e uma mentira terrível é contada, tão terrível que mudará a vida de todos para sempre.
Título: A Namorada Ideal
Autor (a): Michelle Frances
Editora: Astral Cultural
Número de páginas: 448



Minha gente, vocês sabem que eu não resisto a um livro com proposta inusitada, não é mesmo? Não é que eu não goste de um clichê, nada disso. Mas é que de vez em quando é bom fugir do trivial e se jogar em uma leitura completamente diferente das que estou acostumada. E esse foi um dos motivos de ter começado a leitura de A Namorada Ideal, que traz em sua trama uma certa "disputa" entre nora e sogra. Ficou curiosa (o)? Então acompanha a resenha.
Cherry é uma moça bonita e ambiciosa, que nunca se conformou com a vida modesta que tinha. Ela sempre achou que o mundo tinha mais a lhe oferecer e tudo que não desejava para si era a mesma vida simples e sem graça que sua mãe levava. Não, ela queria mais e, mesmo sem ter tantos recursos, ela se dedicou aos estudos, aprendeu a falar outras línguas sozinha e fez o que podia para enriquecer seu currículo e conseguir um bom emprego. É conseguiu! Trabalhando como corretora de imóveis em uma imobiliária muito conhecida, ela está sempre em contato com novas pessoas e é assim que ela conhece Daniel.
Ele é um jovem atraente, que está se formando em medicina e que tem um futuro brilhante pela frente. A atração entre ambos é quase instantânea e, o que começou como um encontro de trabalho, acaba evoluindo e, algum tempo depois, se transformando em namoro. Tudo estava perfeito, até Cherry conhecer sua sogra.
Laura é uma mulher independente, trabalha em algo que ama e tem verdadeira paixão pelo filho. Desde que seu casamento começou a desandar, ela encontrou em Daniel um verdadeiro companheiro e ele sempre esteve ao seu lado em todos os momentos. Quando conheceu Cherry a achou uma garota bonita, mas nada além disso. Porém, com o tempo, as atitudes da moça fizeram com que ela começasse a desconfiar de suas verdadeiras intenções. O que vai se desenrolar a partir daí é uma verdadeira guerra entre essas duas mulheres que não abrem mão de ter Daniel ao seu lado.
Já comecei a leitura cheia de expectativas, mas também um pouquinho receosa. Eu sempre digo que a expectativa, muitas vezes, anda de mãos dadas com a decepção e é por esse motivo que tento sempre não deixá-la muito alta. Mas dessa vez não consegui, comecei a ler super empolgada e torcendo para ser surpreendida de forma positiva. E fui! A história já me fisgou de imediato e, com o passar das páginas, foi se tornando cada vez mais difícil pausar a leitura.
A Namorada Ideal tem uma história que prende e tanto Laura como Cherry são personagens incríveis, donas de personalidades distintas e capazes de tudo para conseguirem aquilo que desejam. Porém, é importante salientar aqui, que nenhuma das duas me conquistou como pessoa. Ambas tiveram atitudes repulsivas, demonstraram uma falta de caráter enorme e desceram ao extremo pra prejudicar uma a outra. 
Das duas, Laura foi a única por quem senti um pouco de compaixão, principalmente por conta de tudo que foi descobrindo a respeito de Cherry. Porém, com o tempo, fui vendo atitudes extremistas e desnecessárias, que só me levaram a achá-la louca! Hahahahaha A mulher ficou desesperada demais e em um determinado momento ela toma uma decisão tão louca, que qualquer pessoa em seu juízo perfeito perceberia que aquilo acabaria mal.
Pra mim, quem não fez nenhuma diferença na trama foi Daniel. O rapaz pode até ser lindo, mas é a pessoa mais apática que já conheci nessa minha vida de leitora. Estava esperando alguém mais cheio de atitude, com personalidade marcante e fiquei boba ao perceber que o mocinho em questão não enxergava um palmo abaixo do nariz. Inclusive, foi até engraçado, em alguns momentos, vê-lo no meio do fogo cruzado entre aquelas duas mulheres implacáveis e decididas.
Eu adorei demais o livro! Me proporcionou momentos muito bons e, embora ele não tenha sido tão inovador como imaginei antes, superou todas as minhas expectativas. Foi uma leitura rápida e que manteve um ritmo constante. Os capítulos são intercalados entre as duas personagens principais e traz fatos do passado, algo que eu gosto demais porque me permite conhecer melhor cada um dos envolvidos. 
Muito embora eu já tenha visto alguns filmes com essa temática, é a primeira vez que leio algo do tipo e foi uma ótima experiência. A história me manteve atenta do início ao fim e, quando eu achava que nada mais me surpreenderia, veio o final pra me deixar com cara de tonta. Com certeza, uma das maiores surpresas do ano. Leiam! E não esqueçam de vim me contar o que acharam.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Top 5: Natal com a Arqueiro

E depois de um turbilhão de resenhas, olha quem apareceu aqui hoje? E o top de hoje é super especial! Natal tá chegando e é aquela época boa pra presentear aquelas pessoas que amamos muito com livros! Eu não sei vocês, mas eu amo dar livros de presente (e ganhar também, claro), principalmente os meus preferidos. E pensando nisso, juntei nesse post cinco indicações de livros da Editora Arqueiro pra você presentar alguém (ou a você mesmo) nesse Natal.

Melhor livro que li esse ano! Eu tenho um xodó pelos livros da Dani, eles sempre me fisgam  e trazem personagens e histórias de vida interessantes. Já comecei a ler Nossa Música com aquela expectativa marota, sabendo que em determinado momento ele iria me emocionar e encantar. O que eu não esperava era ficar vidrada nele de uma forma tão intensa que só sosseguei quando terminei a leitura. Passei o dia lendo, parando apenas para ir ao banheiro e comer. A trama me conquistou, eu queria saber o que iria acontecer e até cheguei a pedir spoiler para duas amigas porque meu coração estava já apertado.
Terminei o livro sem um pingo de dignidade, com o rosto inchado de tanto chorar, gritando para os quatro cantos do mundo que esse livro havia me devastado e que eu amava a Dani Atkins porque ela é sensacional. Mesmo tendo lido livros incríveis esse ano, nenhum deles conseguiu superar o que Nossa Música foi para mim. Maravilhoso demais e não tem palavras que possam descrever isso.

Vocês sabem que eu tive meus "quiprocós" com D. Julia Quinn esse ano por conta de um certo personagem de um certo livro que eu prefiro nem comentar pra não estragar esse clima lindo desse post. Vamos focar no que interessa!
Como Agarrar Uma Herdeira é o primeiro livro da duologia Agentes da Coroa e é o meu livro preferido dela! Eu sou completamente apaixonada pelo Blake e pela Caroline e acho eles o casal mais improvável da face da Terra. Sabe quando você olha para duas pessoas que mais parecem óleo e água e pensa: "Nunca na vida que esses dois vão ficar juntos?". Foi isso que aconteceu comigo. Mas Julia é rainha, né mores, e ela fez o inevitável acontecer.
Eu amei a trama, amei o casal principal, amei os personagens secundários (que foram muito bem trabalhados e fizeram uma diferença enorme na trama), amei cada detalhe desse livro que é incrível! Indico muito, tanto ele como o segundo livro que é tão bom quanto.

Vocês acharam que eu não iria indicar Rosemary Beach nesse top? Hahahaha Nunca na vida que eu iria deixar a minha série de romance contemporâneo de fora desse post lindo! Abbi Glines é rainha aqui na minha estante e assim será enquanto eu viver porque ela arrasa demais!
Paixão sem Limites é meu livro preferido da série e  traz Rush e Blaire, meu casal preferido ever! <3 De história ágil, curta e com personagens cativantes, Paixão Sem Limites me ganhou de imediato. Não esperava muito dele, admito, mas quando comecei a ler me vi super envolvida com a trama e desde então virei fã. E sim, eu sou aquela fã que divulga exaustivamente o livro que ama, que recomenda para todo mundo e que não perde uma oportunidade de encaixá-lo seja num post aqui no blog (ou insta) ou em algum clube do livro. Não sossegarei enquanto minhas amigas não lereem e se apaixonarem!

Eita que lá vem ele! Gente, eu já estava toda trabalhada na curiosidade para conhecer melhor o Rhis, que desde o primeiro livro já me chamou atenção. E quando comecei a ler esse livro, pronto, tive meu coração totalmente roubado por ele.
Sempre falo nas minhas resenhas o quanto fico feliz quando encontro mocinhas a frente do seu tempo, que sabem o que querem e conquistam aquilo que desejam. Imaginem só a minha felicidade quando encontrei em Rhys tudo aquilo que eu sempre desejei encontrar em um mocinho de romance de época. Ele é um homem muito a frente do seu tempo e as coisas que fez e falou nesse livro me deixaram com o coração aos pulos de felicidade. Ele é um homem que vê além e que tem atitudes que não condizem com as dos homens que vivem naquela época. Só isso já foi o suficiente para a trama de Lisa Kleypas me fisgar. Mas adicione um romance fofo e sensual e um casal totalmente improvável e teremos aqui a fórmula perfeita para o sucesso!

Que livro maravilhoso!!!! Eu confesso que a vontade de ler veio por conta do filme que seria lançado. Meus planos era ler o livro e depois ver o filme pra fazer uma comparação aqui no blog. Porém, depois que li, me apaixonei e li diversas críticas não muito bacanas a respeito do filme, desisti de assisti-lo.
Depois Daquela Montanha é aquele tipo de livro que, só pela sinopse, você já percebe que vai ser uma leitura pra lá de emocionante. Ele traz uma história forte sobre amizade, amor, superação e força de vontade. É impossível não se sentir imerso na história e não se emocionar com os dramas dos personagens. 
Assim como Nossa Música, ele está entre os preferidos do ano e foi uma leitura intensa, que mexeu demais com meus sentimentos. Vale a pena conhecer esse livro lindo.
Gostaram das dicas? Espero que sim! E sabe o que é mais legal? Todos estão com precinhos camaradas, clica no título de cada um que você já vai direto pro site da Amazon e já pode começar a fazer suas comprinhas de Natal. :)
Não esquece de contar pra gente quais seriam os livros que vocês indicariam.
Um beijo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O Rei das Cinzas

O mundo de Garn já foi composto de cinco grandes reinos, até que o rei da Itrácia foi derrotado e todos os membros de sua família foram executados por Lodavico, o implacável rei de Sandura, um homem com ambições de dominar o mundo. A família real de Itrácia eram os lendários Jubardentes, e representavam um grande perigo para os outros reis. Agora restam quatro grandes reinos, que estão à beira de uma guerra.
Mas há rumores de que o filho recém-nascido do último rei de Itrácia sobreviveu, levado durante a batalha e acolhido pelo Quelli Nacosti, uma sociedade secreta cujos membros são treinados para infiltrar e espionar os ricos e poderosos de Garn. Com medo de isso ser verdade, e a criança crescer com um coração cheio de desejo de vingança, os quatro reis oferecem uma enorme recompensa pela cabeça da criança.
Na pequena vila de Oncon, Declan é um aprendiz de ferreiro, aprendendo os segredos da produção do fabuloso aço do rei. Oncon está situada na Covenant, uma região neutra entre dois reinos. Desde que a área de Covenant foi declarada, a região existiu em paz, até a violência explodir com traficantes de escravos indo até a vila capturar jovens homens para serem soldados em Sandura. Declan precisa escapar, para levar seu conhecimento precioso para o barão Daylon Dumarch, comandante de Marquensas, talvez o único homem que pode derrotar Lodavico de Sandura, que agora se aliou à fanática Igreja do Deus Único e está marchando pelo continente, impondo sua forma extrema de religião sobre a população e queimando descrentes pelo caminho.
Enquanto isso, na ilha de Coaltachin, o domínio secreto da Quelli Nacosti, três amigos estão sendo instruídos nas artes mortais de espionagem e assassinato: Donte, filho de um dos mais poderosos mestres da ordem; Hava, uma menina séria com habilidades de luta que poderiam derrubar qualquer oponente; e Hatu, um rapaz estranho e conflituoso no qual fúria e calma lutam constantemente, e cujo cabelo é de um tom brilhante e ardente de vermelho.
Título: O Rei das Cinzas
Série: A saga dos Jubardentes - Volume 1
Autor (a): Raymond E Feist
Tradutor: 
Ana Cristina Rodrigues
Editora: Harper Colins
Número de páginas: 512


Um longo primeiro ato. Assim, parafraseado a fala de um dos personagens no último capítulo, inicio o texto e não poderia concordar mais. O Rei das Cinzas é antes de mais nada um excelente começo para uma saga de fantasia, e longe de mim reclamar. Quem leu qualquer outro trabalho de Raymond E. Feist conhece a competência do autor e sabe como ele é capaz de prender o leitor do início ao fim de suas séries, conectado-o ao cenário, seus personagens e histórias. E, mesmo o livro em questão funcionando como uma grande introdução para algo maior, todas essas qualidades se repetem com maestria.
Logo de cara somos apresentados ao cenário e ao contexto que abrigará a trama principal através de um prólogo longo protagonizado Daylon, o barão de Marquensas. Em meio a uma sangrenta e traiçoeira batalha para levar ao fim a linhagem dos reis Jubardentes, sob liderança do rei Lodavico de Sandura, Daylon toma uma decisão arriscada ao poupar um bebê e enviá-lo para ser criado longe dali em meio a Nação Invisível. Com o reino da Itrácia em cinzas e sem os Jubardentes, um tempo de calmaria se instaurou.
Dezessete anos depois, os tempos de falsa paz entre os reinos estão ameaçados. Acordos antigos não tem mais o mesmo efeito e, com total apoio de Lodavico, a Igreja do Deus único expande-se suplantado as demais fés. Aqui conhecemos Hatushaly, um garoto de cabelos cor de chamas, treinado como um efetivo mestre espião e assassino, e seus companheiros Hava e Donte. Hatu não conhece a sua origem nobre, mas instintivamente sabe que há algo escondido em seu passado e também em seu sangue. Algo que desperta o interesse de todos, e por isso precisa se manter oculto, algo muito difícil quando as pessoas mais poderosas e influentes buscam a criança desaparecida que carrega a maldição que pode alterar toda uma guerra e redefinir a estrutura política dos reinos.
Em paralelo a isso, conhecemos também o jovem e talentoso aprendiz de ferreiro Declan, que habita a zona neutra da Aliança. Pronto concluir seu aprendizado e comprar a ferraria de seu mestre, Declan tem a sua vida virada de ponta-cabeça quando sua vila é invadida por mercenários que exigem com violência que todo jovem que possa lutar junte-se ao serviço de Ludavico, algo que quebra totalmente o acordo dos territórios livres. Instruído por seu mestre, o jovem precisa seguir até Marquensas para se apresentar ao Barão Daylon, deixá-lo a par da situação e servi-lo se assim for necessário.
Dois homens de mundos e origens diferentes, tem seu caminho conectado por uma ameaça crescente. Cada um deles terá que lidar com as mudanças, aprender e crescer para estar preparado para o que virá. E caminho esconde mais segredos do aparenta, e o principal talvez seja o papel do Barão de Marquensas nisso tudo.

Como é habitual de seus trabalhos, Feist consegue construir em O Rei das Cinzas uma narrativa segura e agradável, em até certo ponto ágil, mesmo quando detalhamento é requerido. Mesmo assim não se engane achando que essa será uma leitura rápida, pois há muito conteúdo em suas mais de quinhentas páginas. Feist trabalha muito bem o enredo, tanto as intrigas políticas e estratégias quanto a vida mundana, abordando temas como religiosidade, liberdade sexual e machismo.
Os personagens são bem trabalhados, e mostram personalidade e riqueza mesmo quando sua aparição é rápida. Embora a narrativa seja dividida em várias frentes, com destaque para Declan e Hatu, o autor aproveita os diversos pontos de vista para expandir o cenário e aprofundar os personagens, algo que faz muito bem. É delicioso acompanhar o crescimento e amadurecimento dos personagens, bem como as relações construídas no decorrer dela.
Talvez para muitos, o ponto mais baixo da obra se dê pela falta de objetividade e um conflito maior a ser resolvido dentro deste volume. Não que não hajam conflitos e problemas para os personagens, mas a trama se desenvolve de forma aberta, introduzindo-os mais ao que está por vir do que entregando resultados. Como citado no primeiro parágrafo, O Rei das Cinzas é uma grande introdução a uma nova saga épica em desenvolvimento e Feist já mostrou mais de uma vez ser capaz de escrever histórias memoráveis.
Dificilmente alguém que tenha concluído a leitura não estará enredado nos mistérios e promessas construídos ao longo da trama, e ansiosos para construção dos destinos marcados para os personagens. Raymond E. Feist mais uma vez nos deixa presos e curiosos para saber os eventos que serão narrados a seguir, e, certamente, farei questão de acompanhar A saga dos Jubardentes. Recomendo o mesmo a todos que gostarem de uma boa fantasia.