segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

A Namorada Ideal

Uma garota. Um garoto. A mãe dele. E a mentira que ela desejará nunca ter contado. O quão longe você iria para proteger seu filho? Laura tem uma vida perfeita: carreira de sucesso e um casamento feliz e duradouro com um marido rico. Além disso, Daniel, seu filho de vinte e três anos, é um jovem gentil e muito bonito. Um dia, Daniel conhece Cherry, uma garota inteligente que, infelizmente, não teve a vida que gostaria ter tido. Ela quer a vida de Laura. Quando uma tragédia acontece, uma decisão é tomada em um ato de desespero e uma mentira terrível é contada, tão terrível que mudará a vida de todos para sempre.
Título: A Namorada Ideal
Autor (a): Michelle Frances
Editora: Astral Cultural
Número de páginas: 448



Minha gente, vocês sabem que eu não resisto a um livro com proposta inusitada, não é mesmo? Não é que eu não goste de um clichê, nada disso. Mas é que de vez em quando é bom fugir do trivial e se jogar em uma leitura completamente diferente das que estou acostumada. E esse foi um dos motivos de ter começado a leitura de A Namorada Ideal, que traz em sua trama uma certa "disputa" entre nora e sogra. Ficou curiosa (o)? Então acompanha a resenha.
Cherry é uma moça bonita e ambiciosa, que nunca se conformou com a vida modesta que tinha. Ela sempre achou que o mundo tinha mais a lhe oferecer e tudo que não desejava para si era a mesma vida simples e sem graça que sua mãe levava. Não, ela queria mais e, mesmo sem ter tantos recursos, ela se dedicou aos estudos, aprendeu a falar outras línguas sozinha e fez o que podia para enriquecer seu currículo e conseguir um bom emprego. É conseguiu! Trabalhando como corretora de imóveis em uma imobiliária muito conhecida, ela está sempre em contato com novas pessoas e é assim que ela conhece Daniel.
Ele é um jovem atraente, que está se formando em medicina e que tem um futuro brilhante pela frente. A atração entre ambos é quase instantânea e, o que começou como um encontro de trabalho, acaba evoluindo e, algum tempo depois, se transformando em namoro. Tudo estava perfeito, até Cherry conhecer sua sogra.
Laura é uma mulher independente, trabalha em algo que ama e tem verdadeira paixão pelo filho. Desde que seu casamento começou a desandar, ela encontrou em Daniel um verdadeiro companheiro e ele sempre esteve ao seu lado em todos os momentos. Quando conheceu Cherry a achou uma garota bonita, mas nada além disso. Porém, com o tempo, as atitudes da moça fizeram com que ela começasse a desconfiar de suas verdadeiras intenções. O que vai se desenrolar a partir daí é uma verdadeira guerra entre essas duas mulheres que não abrem mão de ter Daniel ao seu lado.
Já comecei a leitura cheia de expectativas, mas também um pouquinho receosa. Eu sempre digo que a expectativa, muitas vezes, anda de mãos dadas com a decepção e é por esse motivo que tento sempre não deixá-la muito alta. Mas dessa vez não consegui, comecei a ler super empolgada e torcendo para ser surpreendida de forma positiva. E fui! A história já me fisgou de imediato e, com o passar das páginas, foi se tornando cada vez mais difícil pausar a leitura.
A Namorada Ideal tem uma história que prende e tanto Laura como Cherry são personagens incríveis, donas de personalidades distintas e capazes de tudo para conseguirem aquilo que desejam. Porém, é importante salientar aqui, que nenhuma das duas me conquistou como pessoa. Ambas tiveram atitudes repulsivas, demonstraram uma falta de caráter enorme e desceram ao extremo pra prejudicar uma a outra. 
Das duas, Laura foi a única por quem senti um pouco de compaixão, principalmente por conta de tudo que foi descobrindo a respeito de Cherry. Porém, com o tempo, fui vendo atitudes extremistas e desnecessárias, que só me levaram a achá-la louca! Hahahahaha A mulher ficou desesperada demais e em um determinado momento ela toma uma decisão tão louca, que qualquer pessoa em seu juízo perfeito perceberia que aquilo acabaria mal.
Pra mim, quem não fez nenhuma diferença na trama foi Daniel. O rapaz pode até ser lindo, mas é a pessoa mais apática que já conheci nessa minha vida de leitora. Estava esperando alguém mais cheio de atitude, com personalidade marcante e fiquei boba ao perceber que o mocinho em questão não enxergava um palmo abaixo do nariz. Inclusive, foi até engraçado, em alguns momentos, vê-lo no meio do fogo cruzado entre aquelas duas mulheres implacáveis e decididas.
Eu adorei demais o livro! Me proporcionou momentos muito bons e, embora ele não tenha sido tão inovador como imaginei antes, superou todas as minhas expectativas. Foi uma leitura rápida e que manteve um ritmo constante. Os capítulos são intercalados entre as duas personagens principais e traz fatos do passado, algo que eu gosto demais porque me permite conhecer melhor cada um dos envolvidos. 
Muito embora eu já tenha visto alguns filmes com essa temática, é a primeira vez que leio algo do tipo e foi uma ótima experiência. A história me manteve atenta do início ao fim e, quando eu achava que nada mais me surpreenderia, veio o final pra me deixar com cara de tonta. Com certeza, uma das maiores surpresas do ano. Leiam! E não esqueçam de vim me contar o que acharam.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Top 5: Natal com a Arqueiro

E depois de um turbilhão de resenhas, olha quem apareceu aqui hoje? E o top de hoje é super especial! Natal tá chegando e é aquela época boa pra presentear aquelas pessoas que amamos muito com livros! Eu não sei vocês, mas eu amo dar livros de presente (e ganhar também, claro), principalmente os meus preferidos. E pensando nisso, juntei nesse post cinco indicações de livros da Editora Arqueiro pra você presentar alguém (ou a você mesmo) nesse Natal.

Melhor livro que li esse ano! Eu tenho um xodó pelos livros da Dani, eles sempre me fisgam  e trazem personagens e histórias de vida interessantes. Já comecei a ler Nossa Música com aquela expectativa marota, sabendo que em determinado momento ele iria me emocionar e encantar. O que eu não esperava era ficar vidrada nele de uma forma tão intensa que só sosseguei quando terminei a leitura. Passei o dia lendo, parando apenas para ir ao banheiro e comer. A trama me conquistou, eu queria saber o que iria acontecer e até cheguei a pedir spoiler para duas amigas porque meu coração estava já apertado.
Terminei o livro sem um pingo de dignidade, com o rosto inchado de tanto chorar, gritando para os quatro cantos do mundo que esse livro havia me devastado e que eu amava a Dani Atkins porque ela é sensacional. Mesmo tendo lido livros incríveis esse ano, nenhum deles conseguiu superar o que Nossa Música foi para mim. Maravilhoso demais e não tem palavras que possam descrever isso.

Vocês sabem que eu tive meus "quiprocós" com D. Julia Quinn esse ano por conta de um certo personagem de um certo livro que eu prefiro nem comentar pra não estragar esse clima lindo desse post. Vamos focar no que interessa!
Como Agarrar Uma Herdeira é o primeiro livro da duologia Agentes da Coroa e é o meu livro preferido dela! Eu sou completamente apaixonada pelo Blake e pela Caroline e acho eles o casal mais improvável da face da Terra. Sabe quando você olha para duas pessoas que mais parecem óleo e água e pensa: "Nunca na vida que esses dois vão ficar juntos?". Foi isso que aconteceu comigo. Mas Julia é rainha, né mores, e ela fez o inevitável acontecer.
Eu amei a trama, amei o casal principal, amei os personagens secundários (que foram muito bem trabalhados e fizeram uma diferença enorme na trama), amei cada detalhe desse livro que é incrível! Indico muito, tanto ele como o segundo livro que é tão bom quanto.

Vocês acharam que eu não iria indicar Rosemary Beach nesse top? Hahahaha Nunca na vida que eu iria deixar a minha série de romance contemporâneo de fora desse post lindo! Abbi Glines é rainha aqui na minha estante e assim será enquanto eu viver porque ela arrasa demais!
Paixão sem Limites é meu livro preferido da série e  traz Rush e Blaire, meu casal preferido ever! <3 De história ágil, curta e com personagens cativantes, Paixão Sem Limites me ganhou de imediato. Não esperava muito dele, admito, mas quando comecei a ler me vi super envolvida com a trama e desde então virei fã. E sim, eu sou aquela fã que divulga exaustivamente o livro que ama, que recomenda para todo mundo e que não perde uma oportunidade de encaixá-lo seja num post aqui no blog (ou insta) ou em algum clube do livro. Não sossegarei enquanto minhas amigas não lereem e se apaixonarem!

Eita que lá vem ele! Gente, eu já estava toda trabalhada na curiosidade para conhecer melhor o Rhis, que desde o primeiro livro já me chamou atenção. E quando comecei a ler esse livro, pronto, tive meu coração totalmente roubado por ele.
Sempre falo nas minhas resenhas o quanto fico feliz quando encontro mocinhas a frente do seu tempo, que sabem o que querem e conquistam aquilo que desejam. Imaginem só a minha felicidade quando encontrei em Rhys tudo aquilo que eu sempre desejei encontrar em um mocinho de romance de época. Ele é um homem muito a frente do seu tempo e as coisas que fez e falou nesse livro me deixaram com o coração aos pulos de felicidade. Ele é um homem que vê além e que tem atitudes que não condizem com as dos homens que vivem naquela época. Só isso já foi o suficiente para a trama de Lisa Kleypas me fisgar. Mas adicione um romance fofo e sensual e um casal totalmente improvável e teremos aqui a fórmula perfeita para o sucesso!

Que livro maravilhoso!!!! Eu confesso que a vontade de ler veio por conta do filme que seria lançado. Meus planos era ler o livro e depois ver o filme pra fazer uma comparação aqui no blog. Porém, depois que li, me apaixonei e li diversas críticas não muito bacanas a respeito do filme, desisti de assisti-lo.
Depois Daquela Montanha é aquele tipo de livro que, só pela sinopse, você já percebe que vai ser uma leitura pra lá de emocionante. Ele traz uma história forte sobre amizade, amor, superação e força de vontade. É impossível não se sentir imerso na história e não se emocionar com os dramas dos personagens. 
Assim como Nossa Música, ele está entre os preferidos do ano e foi uma leitura intensa, que mexeu demais com meus sentimentos. Vale a pena conhecer esse livro lindo.
Gostaram das dicas? Espero que sim! E sabe o que é mais legal? Todos estão com precinhos camaradas, clica no título de cada um que você já vai direto pro site da Amazon e já pode começar a fazer suas comprinhas de Natal. :)
Não esquece de contar pra gente quais seriam os livros que vocês indicariam.
Um beijo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O Rei das Cinzas

O mundo de Garn já foi composto de cinco grandes reinos, até que o rei da Itrácia foi derrotado e todos os membros de sua família foram executados por Lodavico, o implacável rei de Sandura, um homem com ambições de dominar o mundo. A família real de Itrácia eram os lendários Jubardentes, e representavam um grande perigo para os outros reis. Agora restam quatro grandes reinos, que estão à beira de uma guerra.
Mas há rumores de que o filho recém-nascido do último rei de Itrácia sobreviveu, levado durante a batalha e acolhido pelo Quelli Nacosti, uma sociedade secreta cujos membros são treinados para infiltrar e espionar os ricos e poderosos de Garn. Com medo de isso ser verdade, e a criança crescer com um coração cheio de desejo de vingança, os quatro reis oferecem uma enorme recompensa pela cabeça da criança.
Na pequena vila de Oncon, Declan é um aprendiz de ferreiro, aprendendo os segredos da produção do fabuloso aço do rei. Oncon está situada na Covenant, uma região neutra entre dois reinos. Desde que a área de Covenant foi declarada, a região existiu em paz, até a violência explodir com traficantes de escravos indo até a vila capturar jovens homens para serem soldados em Sandura. Declan precisa escapar, para levar seu conhecimento precioso para o barão Daylon Dumarch, comandante de Marquensas, talvez o único homem que pode derrotar Lodavico de Sandura, que agora se aliou à fanática Igreja do Deus Único e está marchando pelo continente, impondo sua forma extrema de religião sobre a população e queimando descrentes pelo caminho.
Enquanto isso, na ilha de Coaltachin, o domínio secreto da Quelli Nacosti, três amigos estão sendo instruídos nas artes mortais de espionagem e assassinato: Donte, filho de um dos mais poderosos mestres da ordem; Hava, uma menina séria com habilidades de luta que poderiam derrubar qualquer oponente; e Hatu, um rapaz estranho e conflituoso no qual fúria e calma lutam constantemente, e cujo cabelo é de um tom brilhante e ardente de vermelho.
Título: O Rei das Cinzas
Série: A saga dos Jubardentes - Volume 1
Autor (a): Raymond E Feist
Tradutor: 
Ana Cristina Rodrigues
Editora: Harper Colins
Número de páginas: 512


Um longo primeiro ato. Assim, parafraseado a fala de um dos personagens no último capítulo, inicio o texto e não poderia concordar mais. O Rei das Cinzas é antes de mais nada um excelente começo para uma saga de fantasia, e longe de mim reclamar. Quem leu qualquer outro trabalho de Raymond E. Feist conhece a competência do autor e sabe como ele é capaz de prender o leitor do início ao fim de suas séries, conectado-o ao cenário, seus personagens e histórias. E, mesmo o livro em questão funcionando como uma grande introdução para algo maior, todas essas qualidades se repetem com maestria.
Logo de cara somos apresentados ao cenário e ao contexto que abrigará a trama principal através de um prólogo longo protagonizado Daylon, o barão de Marquensas. Em meio a uma sangrenta e traiçoeira batalha para levar ao fim a linhagem dos reis Jubardentes, sob liderança do rei Lodavico de Sandura, Daylon toma uma decisão arriscada ao poupar um bebê e enviá-lo para ser criado longe dali em meio a Nação Invisível. Com o reino da Itrácia em cinzas e sem os Jubardentes, um tempo de calmaria se instaurou.
Dezessete anos depois, os tempos de falsa paz entre os reinos estão ameaçados. Acordos antigos não tem mais o mesmo efeito e, com total apoio de Lodavico, a Igreja do Deus único expande-se suplantado as demais fés. Aqui conhecemos Hatushaly, um garoto de cabelos cor de chamas, treinado como um efetivo mestre espião e assassino, e seus companheiros Hava e Donte. Hatu não conhece a sua origem nobre, mas instintivamente sabe que há algo escondido em seu passado e também em seu sangue. Algo que desperta o interesse de todos, e por isso precisa se manter oculto, algo muito difícil quando as pessoas mais poderosas e influentes buscam a criança desaparecida que carrega a maldição que pode alterar toda uma guerra e redefinir a estrutura política dos reinos.
Em paralelo a isso, conhecemos também o jovem e talentoso aprendiz de ferreiro Declan, que habita a zona neutra da Aliança. Pronto concluir seu aprendizado e comprar a ferraria de seu mestre, Declan tem a sua vida virada de ponta-cabeça quando sua vila é invadida por mercenários que exigem com violência que todo jovem que possa lutar junte-se ao serviço de Ludavico, algo que quebra totalmente o acordo dos territórios livres. Instruído por seu mestre, o jovem precisa seguir até Marquensas para se apresentar ao Barão Daylon, deixá-lo a par da situação e servi-lo se assim for necessário.
Dois homens de mundos e origens diferentes, tem seu caminho conectado por uma ameaça crescente. Cada um deles terá que lidar com as mudanças, aprender e crescer para estar preparado para o que virá. E caminho esconde mais segredos do aparenta, e o principal talvez seja o papel do Barão de Marquensas nisso tudo.

Como é habitual de seus trabalhos, Feist consegue construir em O Rei das Cinzas uma narrativa segura e agradável, em até certo ponto ágil, mesmo quando detalhamento é requerido. Mesmo assim não se engane achando que essa será uma leitura rápida, pois há muito conteúdo em suas mais de quinhentas páginas. Feist trabalha muito bem o enredo, tanto as intrigas políticas e estratégias quanto a vida mundana, abordando temas como religiosidade, liberdade sexual e machismo.
Os personagens são bem trabalhados, e mostram personalidade e riqueza mesmo quando sua aparição é rápida. Embora a narrativa seja dividida em várias frentes, com destaque para Declan e Hatu, o autor aproveita os diversos pontos de vista para expandir o cenário e aprofundar os personagens, algo que faz muito bem. É delicioso acompanhar o crescimento e amadurecimento dos personagens, bem como as relações construídas no decorrer dela.
Talvez para muitos, o ponto mais baixo da obra se dê pela falta de objetividade e um conflito maior a ser resolvido dentro deste volume. Não que não hajam conflitos e problemas para os personagens, mas a trama se desenvolve de forma aberta, introduzindo-os mais ao que está por vir do que entregando resultados. Como citado no primeiro parágrafo, O Rei das Cinzas é uma grande introdução a uma nova saga épica em desenvolvimento e Feist já mostrou mais de uma vez ser capaz de escrever histórias memoráveis.
Dificilmente alguém que tenha concluído a leitura não estará enredado nos mistérios e promessas construídos ao longo da trama, e ansiosos para construção dos destinos marcados para os personagens. Raymond E. Feist mais uma vez nos deixa presos e curiosos para saber os eventos que serão narrados a seguir, e, certamente, farei questão de acompanhar A saga dos Jubardentes. Recomendo o mesmo a todos que gostarem de uma boa fantasia.


quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Bruto e Apaixonado

Mário Lancaster e Natália Esteves parecem não ter nada a ver um com o outro: ele é um ex-peão de rodeio e ela, uma empresária sofisticada de uma metrópole. Ela deve demitir funcionários da maior fábrica local, e ele é o responsável por convencê-la a mudar de ideia.
Eles estão em lados opostos, mas a química entre os dois é impossível de ignorar. Bruto e Apaixonado é o primeiro volume da série Irmãos Lancaster e uma história irresistível de amor, superação, sedução e, claro, caubóis atraentes e possessivos.



Título: Bruto e Apaixonado
Série: Irmãos Lancaster #1
Autor (a): Janice Diniz
Editora: Harlequin
Número de páginas: 256 

Olá gente!!! Hoje vamos ficar sem ar com o Lancasters…
Tudo começa no interior, mais precisamente em Santo Cristo. O peão Mário Lancaster tomava conta da fazenda com sua mãe depois que seu pai morreu e ele foi pisoteado por touro chamado Killer. Depois disso ele deixou de montar e se dedica apenas a pagar as contas da fazenda que estava indo de mal a pior. Por conta disso, sua mãe chama seus irmãos para retornarem ao Brasil depois de uma temporada no Texas. O que ela não sabe é que eles também não tem dinheiro, mas isso não interfere na união da família. Mário, o nosso protagonista, é aquele tipo de homem bruto que só pega as mulheres pra se satisfazer e nada mais, nem mesmo um namorico. Mas o cabra é tão bom de cama que as mulheres ficam enlouquecidas atrás dele.
Natália Esteves mora em São Paulo e é filha do dono da TWA. Ela é inteligente, determinada, gerente executiva da empresa e está em busca de uma promoção. Também é do tipo de mulher que só “pega” um homem para curtição e nada mais. Porém ela é carente de amor, faz de tudo pra conquistar o afeto do pai e mostrar que é capaz, mas só consegue o desprezo. Não porque ela tenha feito alguma coisa pra ele, mas pelo simples fato de ele achar que mulheres não pensam direito e são levadas pela emoção. Em um dos negócios da TWA o grande chefão pai manda Natália para Santo Cristo na intenção dela demitir alguns funcionários e ajeitar a empresa para que ele possa revender.
E é aí que nosso casal, Natália e Mário, se conhecem. Primeiro eles brigam o tempo todo, afinal as diferenças entre ambos é enorme. Porém, é visível que já existe uma atração física entre os dois. As pessoas da cidade de Santo Cristo estão dispostas a expulsar a forasteira por ela querer “destruir a vida deles” com as demissões. É exatamente aí que Mário vem como um herói. Ele começa a investir, ajudar e, claro, se apaixonar por ela. Natália por sua vez encara tudo como negócios, até que se vê desejando o cowboy. O romance, que começa cheio de faísca e desejo, vai aos poucos tomando uma nova forma e se transformando em um amor intenso. E é desse amor que eles irão tirar forças para superar todos os obstáculos que tanto trava suas vidas.
Livro excepcional cheio de comédia e romance e se você tem uma imaginação fértil como eu, vai ler ele todo com aquele sotaque de interior onde as pessoas enrolam o R te garanto que fica ainda mais engraçado!
Eu gostei mais ainda quando vi que o livro não era só sexo atrás de sexo e tem uma história cativante, forte e surpreendente que traz coisas do nosso dia a dia. Não se engane com a capa achando que é só hot ou só mais um romance. Esse livro dá umas belas lições de vida tornando-o mais interessante e indo além da comédia e do romance. Tem algumas críticas sobre o quanto uma pessoa se “mata” pelo trabalho ou mesmo o quanto uma pessoa pode sofrer por medo de uma nova perda, o que achei muito bacana por ser um tema tão atual. Claro que existem as cenas de sexo e o palavreado bem vulgar em algumas ocasiões, mas isso deixa o livro ainda melhor e apimentado .
Eu não consegui parar de ler e os momentos que eu precisava parar ficava desesperada para voltar, a autora soube colocar perfeitamente cada momento do livro e a leitura fluiu super bem! Os personagens são engraçados, fortes e determinados aos que lhe cabe, isso serve tanto para os principais como os secundários e cada um tem uma importância na história. E se tem uma coisa que eu aprendi com o teatro é que todo personagem deve ser importante de alguma maneira e a autora colocou isso brilhantemente.
Um ponto que achei bem interessante foi a forma que Janice abordou as duas famílias, uma bem estruturada e carinhosa uns com os outros apesar de lhe faltar dinheiro, e na outra ponta uma com poder aquisitivo alto, porém sem nenhuma interação familiar. E aqui está mais um ponto positivo, mostrando que dinheiro realmente não é tudo na vida de algumas pessoas, principalmente daquelas que sabem valorizar o que tem. E Mário valoriza cada centímetro do que tem!
Pra resumir é uma comédia romântica com uma pitada bem apimentada de erotismo que eu gostei demais da conta!!! E já estou ansiosa pelos próximos livros dos irmãos!!!
Nunca tinha lido nada da autora e nada sobre cowboys, apesar de amar esse tema. Fiquei tão apaixonada pela escrita maravilhosa que fui dá uma pesquisada e pelo que eu vi todos os livros dela tem a mesma temática de fazenda!
E as frases de hoje são do finalzinho do livro…
“ Oito segundos para chorar
Oito segundos para vencer”
Beijos e mais uma vez obrigada!
Mayana Dórea

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Um Acordo e Nada Mais



Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.
No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.
Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los.
No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.
Título: Um Acordo e Nada Mais
Série: Clube dos Sobreviventes #2
Autor (a): Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304


Senta que lá vem resenha de romance de época. E dessa vez temos livro da Mary Balogh, uma daquelas autoras que moram no coração e que trazem sempre histórias inspiradoras. E é justamente isso que vamos encontrar em Um Acordo e Nada Mais, segundo volume da série Clube dos Sobreviventes.
Vincent é um jovem visconde que perdeu a visão na guerra e desde então muita coisa em sua vida mudou. Apesar de tentar ser independente, a mãe e as irmãs estão sempre o cercando de cuidados, o que faz com que ele se sinta um tanto aprisionado. Como se não bastasse, estão tentando arranjar-lhe um casamento. A jovem escolhida é tida como uma das mais belas da temporada e, embora seja agradável, não é bem o que ele tem em mente quando pensa em uma esposa. Decidido a não se casar com a dita dama, ele foge com seu valete e fiel amigo, retornando a antiga casa onde nasceu e foi criado. E é lá que ele conhece Sophia.
Ela é uma jovem órfã que foi acolhida pelos tios e vive na casa como se fosse uma criada. Seu apelido é ratinha e, desde sempre, aprendeu a ser invisível para as outras pessoas. Seu porte pequeno, os cabelos curtos e o fato de não ser nenhuma beldade, fazem com que ela seja considerada feia por quem está a seu redor. Sophia jamais imaginou que um dia pudesse se casar, ainda mais com alguém tão belo e com um título, como Vincent. Porém, isso tudo muda quando ela o salva de uma armadilha feita por seus tios, que queriam comprometer a filha para forçar um casamento com o jovem visconde.
Claro que essa atitude não ficará impune e Sophia é colocada para fora da casa que morava e fica sem ter para onde ir. É quando Vincent acha a solução ideal e a pede em casamento. O acordo seria bem simples: eles se casariam, ela teria um lar e uma certa estabilidade, e ele teria a tão desejada independência. O que eles não contavam era que, por conta das conversas e da proximidade, um sentimento fosse começar a nascer entre eles. E o que seria apenas um acordo vai se transformar em algo muito mais forte e belo.
Desde o primeiro livro eu já estava curiosa para conhecer um pouco mais sobre o Vincent. Nunca havia lido nenhum livro de época com um personagem cego e já imaginava que fosse encontrar uma trama bem sensível e delicada. Gosto dos livros de Mary porque ela sempre traz algo novo, um personagem ou uma trama com algum diferencial. E isso pra mim é imprescindível, ainda mais nos romances de época que andam tão "mais do mesmo".
A história é sim bem sensível, cheia de reflexões e quotes lindíssimos. Eu fiquei tocada em diversas passagens e me apaixonei pelo livro em poucas páginas. O que a gente percebe é que essa é uma história de superação, não só de Vincent, como de Sophia. Ambos tiveram momentos difíceis na vida, passaram por situações dolorosas, mas nunca deixaram o desânimo controlar suas vidas.
Vincent é um amor e eu não seria Neyla se não tivesse me apaixonado perdidamente por ele. O jeito calmo e atencioso, a fala mansa, a humildade, o desejo de ir além e se provar, foram algumas das suas características que mais me marcaram. Gosto dos mocinhos dos livros de Mary porque, embora eles sejam lindos e amorzinho, são os traços da personalidade que mais encantam. Acho que acentuar a beleza interior do personagem, trazer seus pontos fortes e ir além da beleza do rosto ou do corpo é algo que Mary trabalha com maestria. Não que ela deixe a beleza externa de fora, mas ela não fica tão exposta como em outros livros e isso é um diferencial que me agrada muito.
Sophia me ganhou logo em sua primeira aparição. Eu não sei quanto a vocês, mas eu sou o tipo de pessoa que simplesmente se apega a mocinha sofrida, tratada com indiferença e que já sofreu muito na vida. E se ela é do tipo que não se vitimiza, são mil pontos a seu favor. E Sophia é incrível, talentosa, gentil e amável com todos. Foi maravilhoso observar seu crescimento durante a trama, vê-a desabrochar, perder a insegurança e mostrar a mulher fascinante que tanto encantou Vincent.
Em termos gerais, eu adorei o livro! Achei a leitura rápida, a trama me prendeu e me fez suspirar em diversos momentos. Estava esperando uma história mais forte, confesso. Achei que fosse me emocionar, que teria muito drama e lágrimas rolando, mas não foi bem isso que aconteceu. Como já falei acima, foi muito mais uma história de superação do que um drama, e a trama foi muito mais fofinha do que emocionante. Mas mesmo assim gostei muito, foi linda do início ao fim.
Estou muito apaixonadinha por essa série nova da Mary e nem preciso dizer que estou muito ansiosa pelos próximos volumes. Inclusive o terceiro promete ser maravilhoso, estou muito ansiosa! Se você ama romance de época e ainda não leu nada da Mary, vamos mudar isso. Tenho certeza que irão amar!