quinta-feira, 30 de junho de 2016

A Herança Africana no Brasil



A presença de elementos africanos tem enriquecido a sociedade brasileira por séculos. Mas essa é também uma história de trabalho e sofrimento, perseguição e superação. Nesta HQ inédita, conhecemos os princípios da escravidão no Brasil, suas várias etapas, as lutas pela libertação, e a maneira como a influência africana ajudou a formar a cultura, a religiosidade, o cotidiano e o próprio povo brasileiro.



Título: A Herança Africana no Brasil
Roteiro: Daniel Esteves
Arte: Wanderson de Souza - Cores: Wagner de Souza
Editora: Nemo
Número de páginas: 64



Um assunto de tamanha importância, intrínseco a nossa realidade, mas muita vezes deixado de lado pelo julgamento do saber. Em uma época em que a valorização da negritude ainda é possível notar como não enxergamos essa participação na construção do nosso povo, nossa cultura. Obras como essa ainda são necessárias para a cada dia mais nos educarmos e passar essa educação adiante. 
A HQ A Herança Africana no Brasil traz uma narrativa sequencial dividida em quatro partes, cada uma delas dando continuidade ao dialogo entre avó e neta. nos tempos atuais, sobre a sua ancestralidade e E daquele terreiro de Candombé em Salvador, somos levados até uma Angola de 1650. Um Som Distante apresenta Olaitan, um negro retirado de sua terra e separado de sua família para ser traficado pelos portugueses por meio do navio negreiro. Aqui aprendemos mais sobre o inicio de tudo, da intensificação das disputas tribais na Africa, a venda dos "perdedores" para os Portugueses, o transporte, a quebra de identidade, até o trabalho escravo e a vida nas senzalas.
Em Ginga do Ouro, acompanhamos a jornada de Sebastião, escravo levado da Bahia para Minas Gerais no auge da mineração e que não perde a esperança de conseguir comprar sua alforria. Nesse capítulo vemos mais sobre a escravatura e seus níveis - sim, existiam níveis e diferenciações (embora tudo fosse uma merda só) - ainda alguns detalhes de como funcionavam os quilombos ,onde os negros que conseguiam fugir se misturavam aos índios e brancos pobres, e também sobre o surgimento da capoeira.
Sabores Presentes tem como pano de fundo a história de Dadá no período pré-abolição, e aproveita para representar a maneira como os costumes africanos ajudaram a formar a cultura e a religiosidade do povo brasileiro. O candomblé, a umbanda e o catolicismo, o maracatu e o samba, a migração dos negros para as áreas periféricas, morros e cortiços são alguns dos temas presentes no capítulo. Por fim, em Por Onde Passamos, reforça-se no dialogo entre avó e neta a forma como a ancestralidade, a nossa origem, o nosso passado não deve ser esquecido se buscamos entender quem somos e para evitar que grandes erros se repitam.
Embora possua um tom um tanto quanto didático em sua narrativa, o roteiro de Daniel Esteves consegue expressar toda a profundidade necessária para a discussão sem torná-la de difícil acesso para os leitores mais jovens. A arte de Wanderson de Sousa e as cores de Wagner de Souza são fundamentais para manter esse clima lúdico e de ensinamento, mas ao mesmo tempo traduzir em imagens toda a dor e drama ali presente. 
Essa junção garante ao leitor uma passagem por fatos históricos de maneira dinâmica, porém bastante envolvente. Não há aqui uma aula engessada de história, ou uma tentativa de "empurrar discursos de minoria" como alguns podem tentar diminuir, mas uma contextualização da história e situação do negro no Brasil que serve de reflexão para os problemas e debates ainda tão atuais e pertinentes. 
A qualidade do material também é inegável. Mesmo na versão digital a qual tive contato pelo Social Comics todo o detalhamento e zelo por parte da Nemo. A editora fez uma aposta certeira ao criar a série histórica a qual pertence essa a HQ e mostrar mais uma vez que os quadrinhos são uma mídia tão importante quanto a literatura quando se pretende ser informativo.
A Herança Africana no Brasil é uma obra ideal para jovens em idade escolar - e ao meu ver deveria ser introduzida nas escolar - mas que com certeza recomendo para jovens, adultos e todo aquele que não tem vergonha de aprender e crescer.


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Confissões de Uma Garota Excluída, Mal - Amada e (Um Pouco) Dramática

Tetê acaba de se mudar com a família toda para Copacabana, no Rio de Janeiro, para a casa dos avós. O lindo e espaçoso apartamento da Barra da Tijuca em que morava teve que ser vendido, pois com a crise o pai foi demitido, e o resultado é que a vida dela virou de cabeça para baixo. Além de perder a privacidade, tendo que dividir o espaço com cinco parentes malucos que brigam o tempo todo, ela perdeu todas as suas referências. A única coisa que a deixa feliz é cozinhar. E, claro, comer as delícias que faz.
O lado bom foi se livrar do antigo colégio, no qual sofria bullying por causa de seu jeito peculiar. Sem contar sua desilusão amorosa... O problema é que ela está apavorada, porque agora tudo será novo e estranho, com o ensino médio, com a nova escola, e sem conhecer ninguém. E morre de medo de ser excluída ou de sofrer bullying novamente. Ela está bem mal, para dizer a verdade. Ou talvez seja um pouco de drama, porque já no primeiro dia as coisas parecem ser um pouco diferentes... Pelo jeito, tudo vai mudar, e para melhor.
Título: Confissões de Uma Garota Excluída, Mal - Amada e (Um Pouco) Dramática
Autor(a): Thalita Rebouças
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 272


Li a primeira vez algo da Thalita em "Um Ano Inesquecível" e me apaixonei. Acompanho suas redes sociais e amo a forma como ela se aproxima de quem está assistindo seus vídeos. Me sinto em casa, conversando com uma amiga próxima. E, quando vi que em maio este livro seria lançado, obviamente o escolhi para resenhar. Dois motivos foram fundamentais para isso. O primeiro é que a capa é fofa, linda e sou do tipo que lê livros pela capa. O segundo, e o principal deles, foi a sinopse. Mesmo sendo um livro voltado para o público adolescente, com uma linguagem mais próxima deles, o tema bullying é muito atual e importante de ser comentado e lido por todos os públicos. 
Em Confissões de Uma Garota Excluída, Mal Amada e (Um Pouco) Dramática,Teanira (junção dos nomes dos seus avós Tércio e Djanira) é uma garota introspectiva, sem amigos e que sofria com os apelidos que recebia na escola. Como não se cuidava, inclusive em relação a higiene, era chamada pelos colegas de Tetê-do-Cecê. Mas, como seu pai perdeu o emprego, sua família teve que vender o apartamento na Barra da Tijuca e se mudar para Copacabana. Lá ela precisou dividir a casa com seus avós e seu biso, com quem dividia o quarto. O bônus desta mudança foi a troca de escola, e mesmo que ela tenha um pavor do novo, não esperava ser tão ruim como no antigo colégio. Mesmo sendo introspectiva, havia algo que a fazia super bem que era cozinhar. Quando ela colocava a mão na massa reunia até a sua família louca.
Algo que considerei como um ponto negativo do livro é que mesmo sendo introspectiva e sem amigos, não havia necessidade para tamanho exagero da mãe da Tetê. Claro que se o meu filho se mostrar completamente apático, sem sorrir, e sem interagir com ninguém, eu perceberia que não estava tudo bem. Mas a forma como a mãe dela lidou com isso poderia ser prejudicial para a sua filha. Há um momento, em que após uma consulta com o psicólogo (Romildão, para a íntima Tetê), e este não receita nenhum medicamento para a filha, a mãe fica transtornada achando que o médico não era bom. Mesmo acreditando que existam todos os tipos de pessoas no mundo, não consegui aceitar esta parte do livro.
Em contrapartida, quando Tetê chega para sua primeira aula aparentemente as coisas começam a mudar. De cara ela faz um novo amigo, o nerd Davi. Em seguida, o cômico e quase fada-madrinha Zeca. Ambos a notam e conversam com ela, o que já seria um enorme avanço. Mas aí, o gato da sala Erick (me apaixonei, pois o amor da minha vida se chama Eric, meu filhinho de 2 anos, percebe a sua presença e conversa com ela. Obviamente que a garota antes ignorada e ridicularizada pelos colegas, quando é notada pelo gatão da escola fica eufórica. Mas, como em todo livro com uma temática adolescente, tem que ter uma bonitona que namora com o gatão e não deixa a protagonista em paz. Junto com suas seguidoras fieis, no maior estilo Meninas Malvadas, distribui apelidos grosseiros e palavras maldosas para a Tetê.
A Valentina (ou Metidina), não suportava a aproximação do seu namorado, o Erick, dos excluídos da turma, e principalmente da Tetê por quem ela nutriu um sentimento ruim sem nenhum motivo. Um dos amigos da Tetê, Davi, foi vizinho do Erick e por este motivo tinha certa proximidade com ele. Davi fora criado e morava com seus avós desde que seus pais morreram. Ele tinha um irmão, que um momento da história aparece, e se torna um dos personagens principais. É óbvio que como em qualquer história do patinho feio, Tetê surge no estilo Betty a Feia, totalmente repaginada. E este é um dos melhores momentos do enredo. Mais uma vez há a prova que realmente ela precisava se cuidar, por ela e para se sentir bem, não por conta da pressão da família louca ou dos insultos que recebia.
Um dos pontos mais positivos do livro é a forma que ela passa a reagir aos insultos. Um amadurecimento em poucos meses, graças ao convívio de pessoas que lhe queriam verdadeiramente bem. Quando disse anteriormente que o Zeca era quase uma fada-madrinha, é porque ele aos poucos vai fazendo a Tetê enxergar que algumas coisas precisavam realmente ser feitas, não pelos outros, mas por ela mesma. Ela passa a se abrir mais, conversar mais e principalmente, se cuidar mais. Querendo ou não existem pessoas que realmente se abatem com o bullying e é exatamente por isso que este é um assunto tão sério. Diversas vezes me vi na Tetê, a garota que não se cuidava, que por estar acima do peso ouvia piadas até da própria família. Mesmo reagindo de forma diferente dela, pois passei por isso sem muitos traumas, a verdade é que a gente nunca esquece.
A diagramação deste livro está impecável e conta com diversas receitas super simples de fazer. O tamanho do livro é um pouco menor do que os tradicionais da Arqueiro, acredito que para se adequar aos livros mais juvenis que geralmente vem neste formato. Eu li o livro com a voz da Thalita ao fundo, parecia que ela estava narrando o livro para os leitores exatamente da forma como ela fala no Snapchat. Ah, e para terminar esta resenha com chave de ouro, tive a oportunidade de conhecê-la dias depois de terminar a leitura e percebi que ela faz tanto sucesso por causa da sua personalidade e seu jeito incrível de lidar com todos.

Priscila Gonçalves

terça-feira, 28 de junho de 2016

Carry On - Ascensão e Queda de Simon Snow

Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior escolhido que alguém já escolheu.
Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo.
Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros.
Título: Carry On - Ascensão e Queda de Simon Snow
Autor (a): Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Número de páginas: 480



Quem me acompanha pelas redes sociais sabe que eu sou apaixonada pela Rainbow Rowell. Meu primeiro contato com sua escrita foi com Eleanor e Park, livro que amo de paixão e que é um dos meus preferidos dela. Para ser bem sincera, ele era o meu preferido, mas depois que li Carry On meu coração ficou dividido e conto agora o motivo a vocês.
Quem leu Fangirl sabe que as gêmeas Cath e Wren escreviam uma fanfic sobre a série Simon Snow. Pois bem, neste livro nós vamos conhecer justamente o tão famoso Simon Snow, garoto órfão que carrega nas costas o peso de salvar a comunidade mágica do Insípidum. Simon morou sua vida em um orfanato até que, aos 12 anos, descobriu que era um bruxo poderoso e que passaria a estudar em uma escola de magia chamada Watford com pessoas iguais a ele. Achou a história parecida com a de Harry Potter? É, eu também achei, mas quando a leitura vai evoluindo vamos percebendo que as semelhanças param por aí.
Simon não é bem o tipo de herói que se espera: não é tão inteligente e talentoso e sempre está se metendo em confusões. Aproveito para acrescentar que, na minha opinião, falta um pouquinho de simpatia ao rapaz, mas falarei disso mais a frente. O fato é que ele está cada vez mais ciente de seu destino. Em seu último ano na escola, ele percebe que está perto o dia em que precisará enfrentar o Insipidum e precisa estar preparado para isso. Se dependesse do Mago, diretor da escola de Watford, ele nem mesmo estaria cursando o último ano na escola, afinal sua presença ali é uma espécie de ameaça aos demais alunos. Mas Simon é firme nesse ponto: Watford é seu lar, onde estão seus amigos, sua namorada... e Baz, seu maior inimigo.
Baz sempre foi uma verdadeira pedra no sapato de Simon desde que entrou na escola. Os dois não se dão bem e Baz sempre tentou acabar com Simon de alguma forma. Para coroar isso tudo, os dois ainda são colegas de quarto. Uma situação que, claramente, me deixaria em desespero. O nosso vilãozinho sempre foi o melhor em tudo e negligenciar sua educação nunca foi uma opção em sua vida. Por isso, quando as aulas começam e ele não aparece na escola. Simon começa a ficar preocupado. Não por que ele sinta falta de Baz, mas sim por achar que ele pode estar tramando algo para matá-lo.
Mas, veja bem como são as coisas, Baz retorna à escola e o destino vai tratar de juntar esses dois por um bem maior. Em busca de respostas para algumas coisas que aconteceram quando Baz estava afastado da escola (e que eu não vou contar aqui), os dois decidem dar uma trégua em suas guerrinhas pessoais, o que vai deixá-los ainda mais próximos. O que Simon não sabe é que, por trás de todo ódio, Baz esconde um segredo. Ele está apaixonado... por Simon, seu maior inimigo!
Geeente, eu estou apaixonada!!!! Não sei nem como começar a contar a vocês tudo que senti enquanto lia. Pra começo de conversa tenho que dizer que Baz é maravilhoso demais! Desde o início ele já me chamava atenção pelo jeito mais arrogante e cheio de si. E depois que ele começou a ficar mais próximo de Simon, que mostrou que existia muito mais ali dentro do que um reles menininho metido, me ganhou de vez. Ele é um personagem intenso e, na minha opinião, coloca nosso herói no chinelo! Não que eu não tenha gostado de Simon. Gostei, ele é dono de uma personalidade bem peculiar, mas está longe de ter todo o carisma que Baz tem. 
A história é incrível e o foco não é num possível romance entre os personagens, afinal a trama toda gira em torno de algo maior. O livro tem ação, mistério e humor na medida. Eu dei uns gritos em algumas partes, soltei inúmeros "que fofo" em outras, chorei, sorri... mexeu com as minhas emoções de uma forma que eu não estava esperando. A leitura é rápida e os capítulos são intercalados por vários narradores, entre eles Simon, Baz, Penny (melhor amiga de Simon) e Agatha (namorada de Simon). Inicialmente a história demora a engatar e estava achando muito monótona. Mas quando engatou não queria mais parar (era obrigada a pausar a leitura somente quando o tablet começava a descarregar).
Quem já leu algo da Rainbow sabe do talento que ela tem para criar histórias envolventes e personagens que são encantadores. Ela conseguiu se superar com mais esse livro e mostrar que talento é algo que tem de sobra. Eu poderia ficar a resenha inteira citando mil qualidades para essa mulher, afinal ela é diva! Quando li Fangirl não fiquei muito animada com a fanfic, não consegui me conectar com aquela história que Cath contava de forma tão animada. Mas bastou começar a ler Carry On para me ver imersa naquele universo incrível que a autora criou.
A experiência foi maravilhosa e só me resta agradecer a Novo Século pela confiança e oportunidade de ter lido a prova do livro antes do lançamento. Não vejo a hora de ter meu exemplar em mãos e reler esse livro que é, até agora, o melhor que li em 2016. Leiam!!! Vocês precisam conhecer essa história maravilhosa! <3

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Top 5: Séries Literárias

Sempre vivi uma relação de amor e ódio com séries em geral. Começava a ler, me apaixonava, mas aí começava a saga do livro infinito, da história que se perdia, da personagem que acabava virando uma mala sem alça... quem nunca passou por isso enquanto lia uma série? Até tentei parar de ler por um tempo. Se sabia que o livro era o primeiro de uma série eu nem passava perto dele. Mas acaba sendo inevitável e, apesar de muitas decepções, eu realmente encontrei umas bem legais pelo caminho e vim contar pra vocês hoje quais as minhas preferidas.
1- Rosemary Beach
Amo desesperadamente e de forma intensa! Ganhei o primeiro volume, Paixão Sem Limites, em um evento literário e apesar da mediadora ter feito uma boa propaganda a respeito dele, não me encheu os olhos na hora (tanto é que demorei meses para fazer a leitura). Comecei a ler de forma bem despretensiosa e bastou o primeiro capítulo para eu me render.
Eu amo a trama e os personagens, em especial Rush e Blaire que são o meu casal favorito! As histórias são românticas, quentes e até um pouco dramáticas, mas tudo na medida certa. Pra quem não conhece ainda essa série linda, sugiro que leia na ordem de lançamento já que fica melhor para compreender os fatos que acontecem ao longo de cada livro.
Até agora já viciei três pessoas nessa série, portanto vamos começar a ler também? Não vão se arrepender!
2- Beijada Por Um Anjo
Sério que você gosta dessa série, Neyla? Seríssimo! Comecei a ler no auge dos livros com anjos (que jogue o primeiro Hush Hush quem não se deixou levar por essa febre intensa) e foi algo bem despretensioso mesmo. Gostei do primeiro livro (mesmo com vários erros de revisão) e resolvi ler o segundo. Resultado: acompanhei a série toda e, apesar dos altos e baixos, gostei do que encontrei. Com exceção do final (que até hoje eu não consegui aceitar), é uma série que eu gosto, mas que não recomendo pra muita gente porque sei que ela não agradaria a todos.
Em suma, ela tem bons personagens e uma história legal. Poderia ter sido melhor? Com toda certeza, principalmente se a autora não tivesse esticado tanto a trama para escrever seis livros. Mas li até o fim e foi satisfatório, tanto que está aqui no meu ranking das preferidas.
3- Foi Assim Que Eu Te Amei
Minha série nacional preferida. Comecei a ler por conta dos vários elogios à escrita da Adriana Brazil e acabei me apaixonando por essa história que é romântica, sensível e delicada. Adriana escreve com muito sentimento, com todo coração e isso fica explícito em cada livro.
Me envolvi muito com o drama dos protagonistas, chorei e sorri junto com eles. Apesar de ter achado o quarto, e último livro, um pouco abaixo das minhas expectativas, a série ainda continua entre as minhas preferidas afinal não é um único livro que vai conseguir apagar tudo aquilo que ela foi pra mim.
Recomendo super para quem gosta de histórias repletas de emoção e cheia de reflexões.


4- Os Bridgertons
Impossível falar de série e não citar os livros da diva Julia Quinn. Comecei a ler porque era romance de época e, quem me conhece, sabe do amor que tenho por eles. Logo de cara já me vi fisgada pela narrativa super ágil da autora e pelos personagens de personalidade forte e bem peculiares. Terminei o primeiro livro encantada e com o decorrer da leitura dos outros volumes, me apaixonei!
As histórias românticas e a pitada certeira de humor são características marcantes dessa série que conquistou milhares de fãs. Os personagens são maravilhosos e não saberia dizer de qual gosto mais. Já entre os livros, meu preferido é O Visconde que me Amava, que é uma história divertidíssima e que tocou meu coração.
Quem é fã de romances, sejam eles de época ou não, precisa conhecer.
5- Os Bedwyns
Outra série de romances de época que eu AMO demais! <3 A história, assim como a dos Bridgertons, é romântica e bem divertida, e tem o meu crush: o duque de Bewcastle.
A Mary tem uma escrita maravilhosa e seus livros são de leitura bem rápida. Mas se engana quem pensa que suas histórias se prendem apenas ao romance. Terminei de ler Ligeiramente Seduzidos, quarto livro da série, e fiquei de queixo caído pela delicadeza dela ao abordar um tema tão delicado com uma suavidade enorme. Essa mulher é lacradora demais!
Meu livro preferido, até o momento, é o terceiro: Ligeiramente Maliciosos. Mas estou cheia de expectativas para o sexto e último volume, que vai contar a história do meu crush. Imagino que vou amar! <3

E aí, vocês já leram algumas dessas séries? Quais as suas preferidas?
Beijos


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Top 5: É Ruim, Mas Eu Gosto!

Depois de ler esse título você deve estar se perguntando: "Tu tá de deboche, né Neyla?". Tô não, minha gente. Passei um tempão idealizando esse post (ok, isso é mentira, por que eu decidi fazer ele enquanto estava lavando a louça suja que o sr. Ace deixou na cozinha - hahaha), mas não achava um título que casasse bem. Até que resolvi deixar o mais sincero possível. Hoje vou falar daqueles filmes que são ruins, bem ruins... mas eu gosto muito! Gosto tanto que assisti mil vezes e assistiria mais mil se fosse possível. Ficou curioso? Então vem comigo! ;)
1- Lua de Cristal
Já vamos começar a coisa bem e com um filme que todo mundo conhece. E pelamordeDeus, você não venha pra cá me dizer que não conhece que vou te comprar um DVD e fazer assistir esse clássico filme da rainha Xuxa.
Assisti pela primeira vez quando era pequena. Na época achei maravilhoso, afinal tinha a Xuxa (que eu amava), música, uma história bem Cinderela e ... sei lá, não sei mais o que tinha. Toda vez que passava na Sessão da Tarde, lá estava eu assistindo, rindo nas mesmas partes, cantando e dançando "lua de cristal, que me faz sonhaaaaaar" e acabou que virou um dos meus queridinhos. Poderia ser vergonhoso admitir isso, mas não estou nem aí. Gosto mesmo e, caso um dia eu tenha filhos, irei apresentar esse filme a ele com toda certeza do mundo! Já assisti tanto que sei algumas falas de cor. hahaha
Infelizmente (ou será que seria o contrário?) não passa mais na Sessão da Tarde e sinto falta de assistir porque apesar de ruim, eu sempre me divertia com ele. #saudades
2- Um Show de Verão
Esse foi aquele típico filme que eu não tinha pretensão alguma de assistir., mas quando chegamos ao cinema (eu e meu primo), tinha apenas ele e um outro filme (igualmente ruim) e optamos por esse pra não ter que voltar pra casa sem assistir nada. Pagávamos meia entrada na época e o cinema não era nenhuma coisa maravilhosa (a meia era dois reais, gente, e ainda dava pipoca grátis, tá?). Pois bem, lá fomos nós conhecer a história da menina Angel que queria ser cantora, que trabalhava no telemarketing e tinha uma vida dura e blablabla. Aquela clássica história que a gente já conhece.
O filme seria uma completa negação se não tivesse uma trilha sonora tão... eclética! Sério, tem de tudo um pouco, músicas estranhas e de gosto duvidoso, até algumas que são bem legais. Resultado: gostei (e meu primo também). Esse eu não assisti tanto quanto o de cima, mas entrou para a galeria do é ruim mas eu gosto.
3- Táxi
Sim, você está lendo isso. Mais uma vez venho aqui falar que não tinha pretensão alguma de assistir esse filme. Mas um dia, um belo dia de chuva, estava eu sem fazer nada, ligo a Tv e vejo que passaria ele. Todo mundo falava muito mal desse filme, eu não tinha curiosidade nenhuma de assistir, mas também não tinha nada pra fazer. Pensei comigo: o pior que pode acontecer é eu achar o filme ruim. Mas estava enganada quanto a isso, já que o pior era achar ruim e gostar. E foi o que aconteceu.
Eu sei que o enredo é ruim, a história é meio sem pé e cabeça, e sobre a atuação da Gisele eu prefiro nem comentar. Mas ele tem uma trilha sonora que é maravilhosa e tem a Queen Latifah, que eu adoro! Tem tanto filme ruim por aí que nem tem algo de bom, esse pelo menos tem dois, né verdade?
Pode passar quantas vezes for na Tv, se eu estiver em casa é fato que irei assistir.
4- O Chamado 2
A maior curiosidade aqui será a minha revelação: não assisti ao primeiro filme O Chamado. Interesse eu até tive, mas faltou oportunidade. E por qual motivo eu assisti ao segundo? Vejam bem, eu já fui consumidora de filmes piratas e uma vez comprei dois no camelódromo da vida. Resultado: um estava vazio e o outro estava pela metade. Mas que sorte essa minha, não? Fui lá trocar (existia uma espécie de selo de troca que era bem funcional), mas não tinha nada muito atraente. Acabei pegando os menos piores e entre eles estava O Chamado 2. Fui assistir sem pretensões e acabei adorando!
Ele é bem sombrio e deu pra tomar uns sustos. Contudo, devo dizer que não sou boa referência se tratando disso já que me assusto com tudo. A história é meio confusa, tem umas partes que me deixaram meio aturdida, mas em suma eu achei bem ruim e gostei. Tanto que ainda tenho o DVD e assisto de vez em quando pra relembrar (hahahaha). Me falaram que o primeiro é tão ruim quanto e pretendo assistir um dia.
5- O Grande Dragão Branco
"Neyla, vai passar aquele filme do Van Damme na Temperatura Máxima" - Suzart, Mamãe. Isso era música para os meus ouvidos. Ficava tão feliz, mas tão feliz, que parecia até que tava chegando o Natal antecipado.
A primeira vez que assisti esse filme achei ele um horror (nem imagino o por quê), mas com o tempo fui sendo cativada, tanto que toda vez que anunciava que passaria na Tv eu estava lá, bem feliz, sentada no sofá esperando começar.
O filme é bem antigo, já foi reprisado trocentas vezes e sei que, além de mim, muuuuita gente adora. Foi por conta desse filme que o Van Damme ficou mundialmente conhecido, você sabia disso? Pois é, ele não é pouca coisa não e tem cenas que são inesquecíveis (Van Damme lutando às cegas contra o Chong Li é maraaaa!). Faz tempo que não vejo, mas lembro do filme como se tivesse acabado de assistir. Muito bom!
Agora que você sobreviveu até aqui, que tal contar pra mim quis são os filmes que você assistiu, achou ruim, mas gostou?
Beijos