sexta-feira, 24 de maio de 2019

O Garoto de Lugar Nenhum

Uma história sobre empatia, coragem e a amizade entre um jovem refugiado sírioe um garoto americano.
Tendo como pano de fundo a crise dos refugiados sírios, a premiada autora Katherine Marsh relata uma emocionante história de resiliência, amizade e heróis cotidianos.
Ahmed está preso em uma cidade que não quer nada com ele. Recém-chegado a Bruxelas, na Bélgica, o jovem de quatorze anos fugiu de uma vida de incertezas e sofrimento na Síria, perdendo o pai na perigosa viagem à costa da Europa. Agora, Ahmed precisa lutar para sobreviver sozinho, mas, sem ninguém para confiar e sem ter para onde ir, ele começa a perder as esperanças.
Até que ele conhece Max, um menino americano. Solitário e com saudades de casa, Max está sendo incomodado por um valentão na escola e não fala uma palavra de francês. Quando as vidas de Max e Ahmed colidem, cresce uma amizade entre eles, desafiando todas as probabilidades. Juntos, aprenderão o que significa ser corajoso e como a esperança pode mudar seus destinos.
Título: O Garoto de Lugar Nenhum
Autor (a): Katherine Marsh
Editora: Planeta
Número de páginas: 304


Vocês sabem o quanto eu gosto de me emocionar lendo um bom livro, né? E tenho um verdadeiro tombo por histórias que tratam de guerras, sejam elas quais forem. Quando recebi a news da Editora Planeta meus olhos brilharam ao ver O Garoto de Lugar Nenhum e eu soube, ao ler a sinopse, que seria um daqueles livros que entrariam para a lista dos queridinhos da estante. E não me enganei.
Ahmed e seu pai estão fugindo da guerra que devastou a Síria. O garoto, que tem apenas 14 anos, deixou para trás tudo que um dia conheceu e viu de perto a morte, quando uma bomba atingiu sua casa e levou sua mãe, irmãos e avós. Agora, dentro de um pequeno barco, no meio da noite e junto com outros refugiados, ele tem a esperança de poder reconstruir sua vida junto ao seu baba. Mal sabia ele que o destino traria tristeza para sua vida. Em meio a travessia, com uma forte tempestade e o motor da lancha falhando, o pai de Ahmed some no mar e assim, o garoto fica órfão e praticamente sozinho no mundo.
Decidido a chegar na cidade almejada, ele acaba se metendo em uma grande confusão com um contrabandista e foge, indo parar em uma rua cheia de casas. Em meio a chuva, no escuro, ele encontra um abrigo no porão de uma dessas casas. O esconderijo seria apenas para uma noite, mas o tempo vai passando e ele continua ali, vivendo embaixo da casa de uma família. O medo de ser pego é grande, a vergonha também, mas ele não tem mais nenhum lugar para onde ir e aquele local é o lugar mais seguro que ele pode ter por enquanto. Tudo parecia estar perdido para ele, até que o destino põe Max em sua vida.
Max e sua família se mudaram recentemente para Bruxelas, mas o garoto ainda não se adaptou a sua nova rotina. Na escola ele não conseguiu se enturmar, sofre com o bullying de um colega de classe e tudo que mais deseja é voltar para os Estados Unidos. Ao descobrir Ahmed no porão de sua casa, sua vida dá uma guinada de 360º. Embora a situação seja bem inusitada, aos poucos os dois vão se aproximando e nasce entre eles uma forte amizade. E é movido por essa força que Max fará de tudo para ajudar o novo amigo a conseguir aquilo que mais deseja: voltar a ir à escola.
Pensem numa história linda, fofa, super cativante e de enternecer o coração! Eu tô muito apaixonada por O Garoto de Lugar Nenhum, um dos livros mais amor que li esse ano. Já comecei o livro esperando algo bem pesado, mas com o passar das páginas fui percebendo que, mesmo se tratando de uma história forte, a leitura foi leve e de uma sutileza incrível.
A amizade que nasce entre os dois garotos é muito comovente e muda a vida de ambos. Mas, que desde que chegara à nova escola sempre se sentia um peixe fora d'água, sem amigos e até mesmo um tanto incompreendido pelos pais. Já Ahmed não tinha mais ninguém na vida e apenas Max interagia com ele, sempre conversando, levando livros e fazendo bem mais do que qualquer outra pessoa faria por outra.
É impossível não gostar dos dois garotos. Apesar de algumas diferenças, o que os une é algo muito mais forte e ambos aprenderam a confiar um no outro de uma forma que jamais imaginaram. Juntos, eles passam por situações difíceis e também divertidos, um sempre ensinando algo novo ao outro e estreitando cada vez mais os laços de amizade e respeito.
O Garoto de Lugar Nenhum foi uma das leituras que mais me agradou esse ano. Sorri em algumas partes, me emocionei em muitas (porque foi inevitável não me colocar no lugar de Ahmed em cada situação vivida) e terminei a leitura com um sorriso no rosto e aquele quentinho no coração. Um YA lindíssimo que merece ser conhecido. ❤

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Uma Mulher na Escuridão

Ao limpar o escritório de seu pai, falecido há uma semana, a investigadora forense Rory encontra pistas e documentos ocultados da justiça que a fazem mergulhar num caso sem solução ocorrido 40 anos atrás. No verão de 1979, cinco mulheres de Chicago desapareceram. O predador, apelidado de Ladrão, não deixou nenhum corpo ou pista — até que a polícia recebeu um pacote enviado por uma mulher misteriosa chamada Angela Mitchell, cujas habilidades não-ortodoxas de investigação levaram à sua identidade. Mas antes que a polícia pudesse interrogá-la, Angela desapareceu. Agora, Rory descobre que o Ladrão está prestes ser posto em liberdade condicional pelo assassinato de Angela: o único crime pelo qual foi possível prendê-lo. Sendo um ex-cliente de seu pai, Rory reluta em representar o assassino, que continua afirmando não ser o assassino de Angela. Agora o acusado deseja que Rory faça o que seu pai prometeu: provar que Angela ainda está viva. Enquanto Rory começa a reconstruir os últimos dias de Angela, outro assassino emerge das sombras, replicando o mesmo modus operandi daqueles assassinatos. A cada descoberta, Rory se enreda mais no enigma de Angela Mitchell, e na mente atormentada do Ladrão.Traçar conexões entre passado e presente é a única maneira de colocar um ponto final naquele pesadelo, mas até Rory pode não estar preparada para a verdade...
Título: Uma Mulher na Escuridão
Autor (a): Charlie Donlea
Editora: Faro Editorial
Número de páginas: 304 


Vocês acharam mesmo que não teria resenha do Donlea nesse blog? Impossível, afinal de contas ele é um dos meus autores mais queridos e Uma Mulher na Escuridão era um dos livros mais desejados do ano. Se você lê o blog com frequência sabe que eu morro de amores pelo Donlea e seus livros sempre me surpreendem. Querem saber o que achei dele? É só continuar lendo a resenha.
Há exatos 40 anos a cidade de Chicago foi tomada por uma ameaça. Um homem, intitulado como Ladrão, sequestrava mulheres e as matava, sempre sem deixar rastros. O caso era uma grande incógnita para a polícia e foi uma mulher, Angela Mitchel, a grande responsável pela descoberta do assassino. Contudo, antes mesmo de depor, ela desaparece e o Ladrão é preso e responsabilizado por sua morte. Porém, agora, ele está prestes a conseguir sua liberdade condicional, o que pode ser uma verdadeira ameaça não só a população, como para algumas pessoas que possuem segredos ligados à Angela. 
O responsável pelo caso do Ladrão era Frank Moore, mas com o seu falecimento, sua filha, Rory, passou a ser a responsável por ele. Ela, uma investigadora forense muito competente, logo se vê intrigada pela história de Angela e passa a fazer uma reconstituição de tudo que aconteceu antes dela desaparecer. O que ela vai encontrar em suas buscas você vai precisar ler para descobrir.
Sensacional! Eu não tenho nem palavras pra falar desse livro. Tudo, desde a trama à construção dos personagens, me agradou muito. A história é muito intensa e um tanto quanto sombria, seguindo uma linha bem diferente das utilizadas nos livros anteriores, o que eu achei incrível porque é sempre bom variar um pouco.
Narrados por pontos de vista e em épocas diferentes, Uma Mulher na Escuridão é aquele livro que prende do início ao fim. As duas protagonistas são mulheres fascinantes, dotadas de uma inteligência fora do comum e que, por conta de suas peculiaridades, as vezes não são levadas a sério. Angela muito mais que Rory, afinal em 1979 tudo era muito diferente dos anos atuais.
Muito embora eu não tenha me surpreendido com o rumo da história, não consegui desgrudar do livro em momento algum. Como disse mais acima, ele traz um tom mais sombrio que foge dos seus suspenses usuais. Outro ponto de destaque é o enfoque que ele dá aos sentimentos e pensamentos das protagonistas. Me senti próxima a ambas e, em todo o momento, aquelas sensações vividas por elas se tornaram um pouco minhas também.
A história é previsível? Sim, bastante. Mas é bem escrita e, muito embora eu já tivesse sacado uma boa parte dela, alguns pontos conseguiram ir além do que eu esperava. Em muitos momentos fiquei até um pouquinho temerosa, confesso. É raro eu sentir medo e não classificaria meus sentimentos lendo esse livro como isso. Porém, em determinados pontos sentia umas coisinhas no peito, uma formigação por dentro e um friozinho na barriga que poucas vezes algum livro conseguiu arrancar de mim.
Na minha opinião, esse é um livro que vai agradar em cheio aos amantes do gênero e que consolida Donlea como um dos melhores autores de thrillers da atualidade. Tudo que posso dizer é: Leiam! E depois venham e contar o que acharam. :)

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O Bom Partido

Uma versão moderna e emocionante do clássico Orgulho e preconceito
Uma versão da família Bennet – e de Mr. Darcy – como você nunca viu antes.
Liz trabalha como escritora em uma revista e, assim como Jane, sua irmã mais velha instrutora de yoga, mora em Nova
York. Preocupadas com os recentes problemas de saúde do pai, elas voltam à cidade onde nasceram para ajudar – e
acabam descobrindo que tanto a bela casa em que cresceram quanto sua família estão desmoronando.
As irmãs mais novas Kitty e Lydia estão ocupadas demais com seus treinos de CrossFit e dietas para arranjar empregos.
Mary, a irmã do meio, está fazendo seu terceiro mestrado à distância e quase não sai do quarto, exceto para suas
aventuras misteriosas nas noites de terça. E a Sra. Bennet só pensa em uma coisa: como casar suas filhas, especialmente
com o aniversário de quarenta anos de Jane se aproximando.
Até que chega à cidade o cobiçado médico Chip Bingley, famoso por ter participado do reality show Bom Partido.
Em um churrasco de Quatro de Julho, Chip e Jane se interessam imediatamente um pelo outro, mas seu amigo
neurocirurgião Fitzwilliam Darcy não tem a mesma sorte com Liz.
Primeiras impressões, porém, podem estar erradas.
Título: O Bom Partido
Autor (a): Curtis Sittenfeld
Editora: Essência 
Número de páginas: 320

Hello Pessoas! Vamos falar de chick-lit? O livro de hoje é O Bom Partido, livro publicado pela Editora Planeta, pelo selo Essência, e que logo de cara e chamou atenção por ser uma releitura de Orgulho e Preconceito, clássico super aclamado de Jane Austen. O que eu achei dela, você confere abaixo.
Vamos começar pela família Bennet, que moram em Cincinnati, composta pelo Sr. e Sra. Bennet e três de suas cinco filhas: Kitty e Lydia, que amam treinos de Crossfit e dietas, e Mary que está em seu terceiro mestrado e é a mais retraída das três. Mudando para Nova York, moram às outras duas irmãs. Liz é escritora da Revista Rímel e sua irmã, Jane, é instrutora de Yoga. 
Devido a um infarto que o Sr. Bennet sofreu, às duas irmãs voltam para Cincinnati e, com isso, a Sra. Bennet vê uma oportunidade de juntar suas filhas com o cobiçado médico Chip Bingley, que ficou famoso por causa de um reality show denominado o “Bom Partido”.
Jane e Chip se dão bem logo de cara, mas Liz não gosta muito do melhor amigo de Chip, o neurocirurgião Fitzwilliam Darcy. Sabe aquele momento que você conhece uma pessoa e acha que o santo não bateu? Foi bem isso que aconteceu! Darcy não é uma pessoa muito simpática e Liz jamais se imaginaria com alguém como ele. Um romance entre os dois parece ser algo difícil de acontecer. Porém, o destino reserva surpresas para esses dois. Será que eles serão capazes de passar por cima das diferenças e viver uma intensa paixão?
Bom, vamos às minhas impressões a respeito do livro. A trama é realmente muito bom e, embora eu não tenha lido ainda Orgulho e Preconceito, conheço a história do livro e achei que o autor trouxe muito da escrita da Jane, em relação a personalidade dos personagens, e partes essenciais da trama original.
Liz é uma mulher prática e, embora um tanto sonhadora, é também muito pé no chão. Assim como na versão de Jane Austen, é ela quem "sustenta" aquela família como uma espécie alicerce. Já Darcy não é uma pessoa das mais fáceis e eu tenho que admitir que, em um primeiro encontro, também não daria muita bola para ele. Ele é um tanto arrogante e seus rompantes de sinceridade não são muito bem recebidos por Liz, principalmente quando eles têm a ver com sua família. Shippar os dois é algo que parece ser impossível, mas com o tempo a gente acaba percebendo que, mesmo com todas as diferenças, eles são sim feitos um para o outro.
Infelizmente a história começou muito lenta e só veio prender minha atenção após ter passado da metade. O início foi um pouco arrastado, com passagens lentas que comprometeram muito meu ritmo de leitura e isso me decepcionou um pouco, afinal esperava uma narrativa mais ágil. Porém, quando ele ganhou ritmo, não queria mais parar.
Um dos pontos que mais gostei do livro é que ele passa a mensagem que nem sempre às primeiras impressões estão corretas. Na maioria das vezes fazemos pré julgamentos preconceituosos e quando passamos a conhecer a verdadeira essência do outro vemos que não é bem assim!
Apesar de ser uma releitura, o livro traz bastante coisas inovadoras e novidades para o enredo, e assim passamos a conhecer melhor a verdadeira escrita do autor.
Para quem é fã das histórias de Jane Austen, essa é uma ótima oportunidade de conhecer uma nova visão de um de seus livros mais famosos. O Bom Partido é um amorzinho de leitura e acho que vai agradar muito a quem procura uma história mais leve e divertida.

Mayana Dórea

quinta-feira, 9 de maio de 2019

A Mulher Com Olhos De Fogo

"Um dos livros mais francos e radicais sobre a vida feminina, de todas as origens, em todas as partes do mundo.” THE GUARDIAN Esta ficção é baseada no relato verdadeiro de uma mulher que espera sua execução em uma prisão no Egito. Sua história chega até a autora, que resolve conhecer Firdaus para entender o que levou aquela prisioneira a um ponto tão crítico de sua existência. “Deixe-me falar. Não me interrompa. Não tenho tempo para ouvir você”, começa Firdaus. E ela prossegue contando sobre como foi crescer na miséria, sua mutilação genital, ser violada por membros da família, casar ainda adolescente com um homem muito mais velho, ser espancada frequentemente, e ter de se prostituir... até que, num ato de rebeldia, reuniu coragem para matar um de seus agressores, levando-a à prisão. Esse relato é um implacável desafio a nossa sociedade. Fala de uma vida desprovida de escolhas, mas que em meio ao desespero encontra caminhos. E, por mais sombrio que isso possa parecer, sua narrativa nos convida a experimentar um pouco dessa liberdade encorajadora através das transformações internas de Firdaus. O que acontece com ela é o despertar feminista de uma mulher. A AUTORA: NAWAL EL SAADAWI, 87, é uma escritora, ativista, médica e psiquiatra feminista egípcia. Saadawi foi presa pelo presidente Anwar al-Sadat em 1981 por supostos “crimes contra o Estado”. Ela escreveu muitos livros sobre as mulheres no Islã, e se dedica, em especial, à luta contra a prática da mutilação genital feminina no Oriente Médio. Nawal é tratada como “a Simone de Beauvoir do mundo árabe”. Seus livros já foram traduzidos para mais de 28 idiomas e são adotados em universidades do mundo inteiro. Seus discursos atualmente se concentram na crítica à tentativa de normalizar o que ela considera a opressão aos costumes das mulheres na África e Oriente Médio. Depois de quatro décadas da revolução islâmica, muitos já consideram normais as restrições aplicadas às mulheres, incluindo as próprias mulheres. “A Simone de Beauvoir do mundo árabe”. REUTERS
Título: A Mulher Com Olhos De Fogo
Autor (a): Nawal El Saadawi
Editora: Faro Editorial
Número de páginas: 160


Hello Pessoas!!!! Hoje trago para vocês a resenha de um livro baseado em uma história real, que é A Mulher dos Olhos de Fogo, de Nawal El Saadawi, lançado pela Faro Editorial. Uma história belíssima, que acabou superando todas as minhas expectativas.
Nesse livro vamos conhecer Firdaus, uma mulher que conta sua história na véspera da sua execução de pena de morte. Ela escolheu como iria viver, sem que nenhum homem se intrometendo em sua vida! Sua vida não foi das mais fáceis e, desde a infância, ela conheceu de perto o sofrimento. Nascida em uma família pobre, foi maltratada em todo o tempo pelo pai e, depois de mais velha, também pelo marido. O casamento, assim como muitos, foi arranjado pela esposa de seu tio e o noivo era um sujeito mais velho que a abusava de todas as formas possíveis. A vida nunca foi fácil para Firdaus mas, mesmo com toda opressão vivida, ela ainda sonhava em ter a sua liberdade.
Através de suas lembranças, narradas enquanto espera sua execução, vamos conhecendo um pouco dessa mulher forte e corajosa, que lutou para ser respeitada em meio a uma cultura onde a mulher não tem vez, e que sonhou um dia com um futuro melhor para si.

O livro faz uma reflexão sobre o que a mulher sofria por “ter que ser” o que o homem quer e o que o homem manda. Claro que nossa personagem principal não era uma mulher qualquer e muito menos uma que abaixa a cabeça para um homem, mas para chegar a esse patamar ela passou por muita coisa na vida. Homens destruíram sua autoestima, levaram embora seus sonhos e sua dignidade, mas mesmo assim ela conseguiu ir além do que muitos julgavam ser impossível. Ela era inteligente e auto suficiente para não depender de ninguém em um mundo onde às mulheres eram vistas apenas como “servente”.
Eu amei a personagem. Forte e determinada, ela não teve medo de mostrar o que era e o que queria para todos. Sofreu muito e aprendeu com os erros e a cada passo dado ela se tornava uma pessoa madura e destemida.
Na minha opinião, a história não deixou nada a desejar. De imediato eu não entendi o porque dela está sendo condenada à morte e, quando descobri, confesso que fiquei um pouco frustrada. Mas depois, com as palavras da própria personagem no final do livro conseguir enxergar qual era realmente o propósito da vida pra ela. Ela gostava de experimentar coisas novas e, principalmente, de viver essas coisas. Fez o que lhe dava prazer sem medo de qualquer pessoa ou consequência.
Um livro bem objetivo. Para alguns acredito que possa sentir falta de detalhes. Para mim o que tinha que estar escrito estava escrito! Tão natural como a personagem, sem rodeios, sem enrolação!

Mayana Dórea

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Pra Você Que Teve Um Dia Ruim


Para todas as pessoas que precisam voltar a acreditar que vai ficar tudo bem
Este livro é para todas as pessoas que precisam de um abraço, de uma dose de afeto, de luz, de amor. Para todas as
pessoas que precisam voltar a acreditar que vai ficar tudo bem.
Não vai ter mágica. Não vai ter um clique onde tudo vai passar de uma maneira brusca. Não vão ter soluções caindo
do céu. A única solução mágica que eu conheço é continuar seguindo em frente apesar de tudo. Continuar vivendo,
enfrentando, caminhando mesmo cambaleando e tropeçando e sentindo dor.
É preciso se permitir seguir em frente. Permitir-se levantar e continuar. Parar de se achar fraco. Você não é fraco, você só
está passando por dias ruins, por momentos dolorosos, por algumas situações incômodas. Você está longe de ser fraco.
Olhe quantas coisas você superou, quantas coisas você precisou enfrentar e conseguiu dar a volta por cima. Eu sei que é
difícil, mas a única coisa que posso te dizer agora é que vai passar. O resto é o tempo quem diz.
E, sim, vai passar.
Vai, sim.
Você sabe.
Título: Pra Você Que Teve Um Dia Ruim
Autor(a): Victor Fernandes
Editora: Planeta
Número de páginas: 192


Vocês não podem me ver, mas saibam que nesse momento estou escrevendo essa pequena resenha com um enorme sorriso nos lábios por poder compartilhar minhas impressões a respeito desse livro. Eu sempre gostei muito dos textos do Victor Fernandes e muitos de seus escritos conversavam comigo de uma forma muito intensa. Ler o que ele escreve sempre me fez um bem muito grande e, quando vi seu livro no catálogo da Planeta não pude deixar de solicitar pois sabia que iria me apaixonar! E não foi diferente.
Pra Você Que Teve Um Dia Ruim é um daqueles livros que aquecem o coração e que traz em suas páginas diversas reflexões sobre amor, amizade, mudanças e superação. Sabe aquele livro que cai em suas mãos no momento certo? As vezes, a gente está precisando de uma palavra amiga, de um abraço, um carinho ou simplesmente uma palavra amiga, e acaba não encontrando. Porém eu encontrei tudo isso nesse livro. A cada novo texto eu me sentia abraçada por cada uma daquelas palavras, muitas delas pareciam ter sido escritas por mim ou para mim.
Alguns textos acabara se tornando preferidos por terem me lembrado de algum momento específico ou por, simplesmente, falarem o que eu precisava ouvir. Quantas vezes a gente achou que não merecia ser feliz, que atraiu pra sua vida energias negativas só por acreditar que não era merecedor daquilo que tanto desejava? Victor fala de tudo isso de uma forma direta, mostrando que todos somos merecedores da felicidade que tanto almejamos.
Como se não bastasse ter tantos textos incríveis, a edição está com ilustrações lindíssimas e que fazem toda a diferença na hora da leitura. É um projeto maravilhoso e fiquei, se é que é possível, ainda mais apaixonada pelo trabalho do Victor.
Essa é aquela leitura indispensável pra quem gosta de textos mais reflexivos e que trazem, não só aquela famosa injeção de ânimo em nossas vidas, mas também lições que podemos tirar de tudo que nos acontece. Uma dica: não leiam ele todo de vez. Façam a leitura aos poucos, abrindo de forma aleatória e refletindo sobre o que aquele texto diz. Tenho certeza que irão aproveitar muito mais cada uma dessas palavras repletas de amor.