sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Literaturando - Poderoso Diário – Ases indomáveis


 

Olá pessoal, Jackie está aqui pela segunda vez essa semana e com muita ação! Desculpem pelo atraso era para ter saído ontem, mas não contei com alguns imprevistos. Mas agente mais lingua solta do pedaço esta de volta atividade de campo. Clique e venha conferir! 

Poderoso Diário - Dia 4 - Ases Indomáveis
   Olá diário, olá diário, olá diário! Estou visivelmente feliz hoje, e vou me lembrar disso sempre que reler essa bobagem. Finalmente voltei a campo, e apesar de não ter sido ao lado de Bertha ou Stephan estou bastante feliz por que deu tudo certo. Eu deveria ter escrito algo antes de sair em viagem, mas dificilmente teria tanto o que contar como tenho agora.
   Para começar eles precisavam da melhor paraquedista deles, tiveram de dar braço a torcer e me tirar do molho. A missão exigia que a infiltração fosse feita pelo ar para maior segurança. Tínhamos que invadir uma base militar no norte da Alemanha que deveria estar desativada há anos, e saber do que se tratava a movimentação captada por satélite. A equipe de infiltração teria que ser a mais precisa possível, tecnicamente invisível. Para isso foram relacionados além de mim, Haru e o desgraçado Trummam, o tecnopata e o psicopata assassino. Para esclarecer, tecnopatia não é transtorno mental, ao menos não é do tipo ruim. Pense no cérebro humano como uma máquina, e que os nervos e neurônios se conectam através de respostas eletromagnéticas minúsculas. Agora imagine que todo seu corpo se comporta como neurônios e sejam capazes de gerar impulsos eletromagnéticos que se conectam a sensores de maquinas perto de você interagindo como se fossem uma única máquina. Esse ser “bio-binário” é Haru. Já psicopatia é doença mesmo.
   A equipe tinha iria pousar próximo a instalação de modo que não fossemos notados, ou que ao menos os surpreendemos. Tive que aturar o maldito Trummam na equipe por causa de Haru, o garoto é frágil demais para esse tipo de ação e alguém precisaria protegê-lo. Por melhor que Stephan fosse, Harry era o melhor quando se tarava em matar quando preciso, para um ferimento grave até uma unha servia.
   Saltamos do avião e só abrimos os paraquedas a três mil pés do solo, Haru veio comigo e Trummam veio logo atrás. Tudo ainda eram pontos no chão mas Harry jurava que tinham nos visto, então sacou duas facas e ficou com elas. Pousamos a cem metros da instalação num campo gramado e o infeliz estava certo, um carro vinha em nossa direção. Meu plano era fingirmos não saber que base estava em uso e por isso pousamos tão perto, talvez eles não quisessem nos machucar. Eles talvez não, mas Harry queria sangue. Quando o carro parou e dois homens armados saíram de seu interior, Haru e eu levantamos as mãos em sinal não estar armados, porem fomos surpreendidos ao vermos facas serem arremessadas na garganta de ambos. Nem bem nos recuperamos do susto e o maníaco estava sobre um dos soldados terminando o serviço. Dizia que para ser invisível não podia ser disparado um tiro, e que as roupas deles não deveriam estar sujas de sangue se quiséssemos entra na base. Ele que matou os homens e queria dar lição sobre não sujar de sangue. Patético!
   A roupa do guarda só coube em Haru e coube a ele dirigir o carro enquanto fingíamos ser prisioneiros. Não estávamos algemados nem amarrados, mas mantínhamos as mãos para trás por segurança. Seguimos pela trilha de gramado amassado até o portão. Para abrir o portão precisava de reconhecimento de retina, e estaríamos fritos se não fosse Haru e sua tecnopatia. A máquina mostrou resistência, mas agora além de abrir o portão estávamos conectados a todo sistema de segurança do local. Haru usou as câmeras como olhos e buscou toda e qualquer pista que estivesse sendo produzida ali. Eram armas de destruição em massa, artilharia da mais pesada e precisa, ativadas por computador e com “inteligência”.
  Com o sistema de segurança nosso favor entramos na base com facilidade, passamos a agir sorrateiramente, as câmeras não mostravam nossas imagens quando atravessamos os corredores. Além disso nos davam o caminho certo a seguir e avisavam de qualquer perigo, travavam portas para que não fossemos vistos, rejeitavam passes. Estávamos virtualmente invisíveis, mas olhos humanos se enganam menos. Trummam aproveitava o espaço restrito dos corredores para fazer uma chacina com as facas, não gosto nem de me lembrar daquela sangria. Ao menos não recibo outro tiro. Quando chegamos a centro de controle pensei que estaríamos mortos, haviam vários homens armados e nós só tínhamos um psicopata. Mas eu havia me esquecido de Haru. 
   A linha de montagem e os aviões não tripulados começaram a se mover e atacar, atiravam a torto e a direito e os cientistas não conseguiam reverter. Tentavam nos matar, mas decidi ajudar Harry e espero que tenha sido a ultima vez. Aquele sorriso maníaco e o olhar de prazer ao estar comigo matando aquelas pessoas era repugnante. Sorte que Haru não demorou, disse que precisávamos chegar até um dos aviões e entra no compartimento de bombas porque naves sem piloto não tem cockpit. Como ele era o cérebro da operação não discordei, dei cobertura a ele e fui até nossa saída, só depois de decolarmos seguidos de rajadas de balas é que entendi tudo. A verdade é que só entendi quando a base foi pelos ares. Os mísseis se autodestruíam e nós voávamos como ases indomáveis, só preferia ter a companhia de Tom Cruise ao invés daquele maníaco.
   Quando voltamos fomos todos elogiados pela agilidade e por trazer todos os dados sobre os projetos secretos da instalação, e a localização de outras bases do grupo terrorista. Stephan me deu parabéns pessoalmente, mal sabe ele que eu nem sabia da existência de nada disso e nem vi quando Haru baixou em seu tablet essas informações. O melhor de tudo é que voltei a campo e percebi que se houve alguma chateação pela ultima missão Stephan já superou.  Isso é ótimo. Tenho que ir comemorar com Bertha e os outros em Vegas, e nada pode estragar minha noite. Talvez na volta eu conte por que odeie tanto Harry Trummam, porque isso com certeza vale um capitulo próprio. Beijo diário.
Jacqueline Bourbon

4 comentários:

  1. Huuuuum... essa história ta ficando cada vez melhor... to adorando.

    Palavras: samba e mamadeira

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    1. Você leu o de terça? Aproveita que essa semana são QUATRO palavras e pode desafiar bem forte!

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  2. tou gostando de ver... as palavras são: leão, velhice, guizo e correria.
    beijo e sucesso sempre!

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  3. Adorei amor!!!
    Eu me empolgo bastante com as história de Jack *---*
    Minhas palavras: folia, iogurte, colar e tesoura ;)
    Bjoo ;*

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