quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Literaturando - Poderoso Diário - Eu beijei o meu chefe




Olá pessoal, nós aqui outra vez! Só lembrando que o desafio literário é valido toda semana, então pode colocar aqui nos comentários duas palavras que você quer que obrigatoriamente estejam no próximo post do Literaturando. Agradecemos a quem participou e nos desafiou, mas não se acanhem pode abrir o dicionario e desfiar sem medo. Para quem curtiu a Jackie no Poderoso Diário da semana passada, ela está de volta para contar de onde parou. Para quem não viu o da semana passada clique AQUI e conheça o Maravilhoso mundo de Jackie. Então clique ali em mais informações e se divirta. Até a próxima!

Poderoso Diário – Dia 2 – Eu beijei o meu chefe


   Estou de volta finalmente. Queria compartilhar isso com você antes diário, mas estive na enfermaria por uma semana inteira esperando meu braço direito ficar bom. Melhor eu ser mais especifica, tomei um tiro de raspão no manguito rotador. Sei lá o que é isso, foi o que o médico disse, só sei que é no ombro. Sem pressa que eu explico melhor, senão fica sem graça e perde os detalhes. Quero lembrar bem de tudo quando ler mais tarde. 
   Da última vez que estive aqui eu falei que sairia em missão com o Stephan. Bom, as coisas não foram tão bem quanto esperava. Vou confessar que eu como agente de campo e operações de ação, eu meio que romantizava operações secretas de infiltração e espionagem. Esperava ternos e vestidos caros, carros de luxo super equipados e todas as coisas a lá James Bond. Foi tudo muito diferente disso, muito diferente mesmo. 
   A missão era estranha, infiltração em um circo de aberrações errante chamado Gran Horror Carnival, mas eu não ousaria reclamar de nenhuma oportunidade de ficar perto de Stephan. Uma pena nossos disfarces serem tão sujos e grotescos, que mulher gosta de parecer uma mendiga perto daquele bonitão, hein. Pegando carona em cargas de caminhão, vagões de carvão em trens, tudo para manter o bendito disfarce. Toda cidade que o maldito circo ia nós íamos também, como cachorros atrás de um bom pedaço de filé. 
Esse Gran Horror Carnival vagava por toda a Europa com seus brinquedos sinistros e pelúcias deformadas, toda mesmo, exceto pelas capitais e grandes centros, ainda sim nem todos eles escapavam de sua visita. Pessoas começaram a desaparecer justamente após a passagem da estranha trupe, principalmente moradores de rua e pessoas de baixa classe. Porém não foi isso que chamou a atenção do M.I.S.T.E.R.I.O. Lutas até a morte entre seres aberrantes e lutadores mascarados começaram a serem transmitidas via internet. Aí começou nossa viagem, éramos uma contorcionista viciada e um homem animal, tenho vergonha até hoje, um dia mato quem designou essas malditas fantasias. 
   Quando eles perceberam que os seguíamos por onde iam, resolveram nos dar uma chance. Por causa da minha condição sou uma excelente contorcionista, tentaram abusar disso, e de mim também. Mas Stephan estava lá para me defender, ou melhor “Teon o homem fera”. Ele agia como um animal e lutava como um gigante, os apliques de pelo em seu corpo o tornaram convincente e até um pouco mais charmoso. Fazíamos parte do show, assim como o homem de três braços, o lobo-humano, o homem mais forte do mundo, e o menino polvo. Passamos um tempo com a trupe mais esquisita do mundo até “Teon” ter uma chance. Enquanto Stephan era levado para o ringue onde vencia combate após combate, eu aproveitava pra me esgueirar naquela sujeira, invadir o trailer de Canibus Carnivalis e vasculhar as gavetas daquela mobília de antiquário. 
   O que aconteceu foi que me deixei enganar pelo nome ridículo do gestor daquela maluquice toda, acabei pega e meu disfarce foi por terra. Não que eu tivesse revelado algo secreto ou quem eu era de verdade. Tá bem, eu meio que vacilei e fiquei suspirando ao achar uma foto do Stephan sem camisa em vários ângulos como se analisassem seu potencial. Ou talvez quisessem descobrir mais sobre ele, não sei. 
Então lá estava eu com meu cabelo todo estragado, em minúsculas roupas rasgadas sendo filmada, enquanto um bando de homens idiotas e aberrações esperavam a chance de me matar ou fazer algo muito pior. Eu já estava entrando em desespero, lutar não era minha especialidade, tudo isso só mudou quando ele apareceu. Usando apena suma sunga preta mostrando todo corpo torneado, uma expressão dura no rosto de repreensão. Stephan seria meu adversário, e ele não queria me poupar. Atacava duramente enquanto eu só podia gritar e me defender, eu perdoo ele, era tudo para manter o disfarce. Era. Por que estraguei tudo quando agarrei e beijei-o no meio da arena. Não foi uma atitude correta, mas não sabia como me defender e precisava fazê-lo parar. Confesso que adorei o beijo, mas agora não consigo mais encará-lo da mesma maneira. Ele deve me achar uma louca ou algo do tipo. 
   Só que minha atitude colocou toda a missão em perigo. Ele ficou sem reação e não me finalizou. Como estavam desconfiados dele por conta do sumiço repentino dos cadáveres de seus adversários nas lutas, resolveram dar um fim nisso. Colocaram-nos para lutar contra os irmãos gigantes e acabaríamos mortos por eles se nossa equipe não entrasse em ação naquela hora. Eles sempre tinham um plano reserva, sabiam onde estávamos e por causa das câmeras de transmissão sabiam a hora de entrar em cena. Quando o helicóptero desceu derrubando a lona e fazendo subir uma nuvem de poeira, eu me dei conta da mancada que dei. A chance que tive de fazer o bofe me admirar acabei jogando fora por não me manter focada na missão, e tendo que ser resgatada por Bertha, Freddie e Trumman. O pior de tudo: A missão foi um fracasso. Não conseguimos prender os responsáveis pelo show de horrores, levei um tiro no ombro, torci o tornozelo e tive que ser carregada até o helicóptero na fuga. 
   Foram semanas horríveis, no entanto achei que deveria compartilhar com você para nunca esquecer quão desastrada eu sou. Ok, confesso que não quero esquecer que beijei aquele homem maravilhoso uma vez na vida. O problema é que agora não tenho coragem de encará-lo, ou de pedir para acompanhá-lo em qualquer missão. Bertha ri e acha que eu não sei tirar prazer dos momentos ruins e engraçados. Só se for gostoso para ela, rir da minha cara. Ainda veio me falar a sandice de que Stephan deixou ser beijado no ringue. Ela jura que se ele é capaz de desviar de uma bala, seria capaz de evitar o beijo. Eu já não levo fé nisso, surpresa é surpresa. 
   Agora tenho que ir para fisioterapia, mas aproveitando que estarei afastada do campo até me recuperar, quem sabe não conto mais sobre Bertha e os outros. Vou me lembrar disso na próxima vez, até lá diário. 

Jacqueline Bourbon

7 comentários:

  1. Ace Barros, vc escreve muito bem...
    Adorei!!

    Palavras para o desafio: rebuliço e basquete. :D

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  2. Muito legal ;)
    Palavras: texano - ruiva

    Beijinhos
    Renata
    http://escutaessa.blogspot.com/
    http://www.facebook.com/BlogEscutaEssa
    @blogescutaessa

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  3. Adorei, principalmente a parte do beijo no ringue.
    Palavras para o desafio : anjo e ampulheta.
    *Bye*

    loucaporromances.blogspot.com

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  4. Oi amore!
    Obrigada por passar lá no blog.
    Beijão
    http://barbaracavalcantemakeup.blogspot.com/
    @blogbarbaramake

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  5. To empolgada com essa história!!! Tô achando que Stephan tem uma quedinha por Jackie!rsrsrs
    Palavras para o desafio: iogurte e grampeador!

    Bjoo ;*

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  6. Oiee. retribuindo a visitinha. E gostei do blog já estou seguindo ;D

    Huuum, interessante esse desafio.

    www.pausaparaumcafe.com.br

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  7. Oi linda retribuindo sua visitinha ao meu blog. Amei o teu blog e já estou lhe seguindohttp://spaziocandy.blogspot.com/

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