terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Literaturando - Poderoso Diário - Minha melhor amiga, Bertha


Olá meu povo, devo desculpas pelo atraso do Literaturando. Alguns devem ter visto que não postei na quinta passada, estive ocupado com o trabalho e não consegui cumprir o prazo. Decidi então fazer um especial e postar dois episodios essa semana. Um hoje na terça-feira no lugar do Toque Masculino, e outro na quinta como sempre. O diferencial da vez é que ambos os posts poderão receber duas palavras CADA para o desafio de proxima semana, ou seja QUATRO no total. Oportunidade de ouro pra quemd eseja ferrar minha vida XD. Espero que aproveitem bem a portunidade, cliquem aí em mais informações e se divirta. Até quinta!

Poderoso Diário – Dia 3 – Minha melhor amiga, Bertha

   Aha! Demorei, mas voltei meu querido diário.A fisioterapia está bastante puxada, acabo tão cansada que mal quero fazer outra coisa que não ser deitar, tomar uma tigela de sorvete de iogurte, e ver filmes até dormir. E graças a Deus, diário, você não pode dizer que isso é programa de solteirona que vai ficar pra titia. Bertha me diz isso. Na verdade me diz muitas outras coisas. Para ela eu deveria ter mais atitude ao invés de ficar com meu bumbum no sofá. Fácil para ela falar. Ao lado da palavra atitude deve ter a foto dela no dicionário.
   Ela é uma das pessoas mais complexas e fantásticas que já conheci. Poucos conseguem passar pelo que ela passou mantendo uma atitude positiva e com um bom humor. Tá bem, Bertha tem um gosto exótico e um tipo de humor só dela. Umas das coisas que mais dão prazer a ela é fazer outra pessoa sentir dor e/ou humilhá-las. Por causa da sua variação genética, os nervos que servem como sensores de dor e prazer parecem não funcionar. Isso faz com que só sinta prazer quando um gatilho psicológico libera endorfina, e ... Tá, não sou cientista, bancar a sabichona para quê? Vou escrever tudo que sei dela, e assim ninguém vai esquecer.
   Começo pelo motivador de todo sofrimento, seu pai. O pai de Bertha era um peão texano ignorante que tratava pessoas como animais, a mãe era uma imigrante alemã arriscando a vida na America fantástica dos filmes. Ele se apaixonou pelo peão xucro que prometeu mundos e fundos, e acabou sustentando ele trabalhando numa lanchonete de frango frito. Quando soube que a mulher estava grávida, Jeff Bolton ficou ainda mais ignorante a ponto de surrar a esposa no quarto mês de gestação. A Sra. Bolton foi parar na UTI, mas seu incrível bebê ao menos se moveu. As cosias pioraram após Bertha nascer, a opressão só aumentava, mas sem família no país a pobre coitada não teve pra onde ir.
   Com o passar dos anos Jeff só ficou mais controlador e violento, não tolerava um minuto de atraso, parecia que marcava o tempo numa ampulheta. Os castigos físicos ficavam piores, o homem chegava a bater na testa da filha com um grampeador, mas a garotinha não sentia dor, apenas ria da cara de frustrado do pai. No entanto sua mãe é quem sofria depois. Um dia alcoolizado, Jeff Bolton chegou em casa disposto a abusar da própria filha e depois se livrar da pequena aberração, porém sua esposa reagiu e acabou morta. Ele acabou preso, e sem família e com um trauma enorme de homens repugnantes. A pequena Bertha foi para um lar de adoção, onde só depois de alguns anos encontrou uma família que a aceitasse com sua diferente condição.
   A adolescência não foi fácil, mas agora Bertha sabia aproveitar a vida de uma maneira bem diferente. Não sentia prazer da forma que todos nos sentimos, beijo e carinho só tem significado psicológico para ela, sexo era frustrante. Mas ela sempre foi forte e deu jeito nisso, substituiu o prazer carnal por emocional e adrenalina. Gostava de sentir a vida por um fio, fazer sexo em locais proibidos, e humilhar rapazes que de alguma forma faziam lembrar-se do pai. Uma vez causou maior rebuliço ao expor fotos do bonitão do colegial, um jogador de basquete chamado Bradley, amarrado com uma banana onde o sol não bate e chicoteado por ela. A ruiva me disse que ele mereceu aquilo, ele era do tipo que aproveitava da popularidade para pegar as garotas e já tinha dois filhos não assumidos.
  Adulta Bertha se tornou dublê, aproveitando seu talento para não sentir dor. Teve treinamentos tão diversos que se tornou sucesso na internet com seus vídeos onde arriscava a vida em situações de tirar o fôlego. Não é difícil entender como ela veio parar na M.I.S.T.E.R.I.O, com um currículo tão bom e um senso de justiça que já tinha levado ela pra cadeia algumas vezes qualquer um recrutaria ela. Foi aqui que nos conhecemos, e aqui foi onde ela encontrou o amor da vida dela, Freddie Ascott.
   Não foi algo a primeira vista, mas foi uma conquista tão linda e emocionante que até penso nele como um anjo que veio dar paz a ela. Freddie deu a ela o que nenhum outro homem no mundo podia dar prazer total, total mesmo. Como telepata ele faz com que a mente dela acredite que seus sensores nervosos funcionam normalmente, só os desliga nas missões. Assim finalmente todo prazer negado a ela durante os anos puderam ser aproveitados de forma normal, eles até ‘refizeram’ a primeira vez dela para ela sentir-se como uma mulher normal.
   Sei que isso está ridículo, falar da vida sexual dos outros e tal. Mas é que acho tão bonito o que ele fez por ela, um homem para fazer uma mulher completa. Ainda mais Bertha que sempre mereceu algo bom. Queria ter algo assim para mim também... Por hoje é só diário, antes que fique muito emotiva e acabe molhando tudo por aqui. Até a próxima.
Jacqueline Bourbon

2 comentários:

  1. Gostei ,cheguei até sentir pena da Bertha.
    Palavras para o desafio : cantora, grávida.
    *bye*

    loucaporromances.blogspot.com

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  2. Amei a história, li todos os posts. Minhas palavras: virgem e sapato.

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