quarta-feira, 28 de março de 2012

Um Toque Masculino: Deus Máquina


Título: Deus Máquina
Autor: Leonel Caldela
Formato: 15,5 x 23 cm, 480 páginas, brochura
Editora: Jambô

Sinopse:
Na guerra contra Deus, não há vencedores.
A rebelião foi derrotada. Atreu, o guerreiro filósofo, está preso, e ao dramaturgo Iago resta relatar o desespero da revolução perdida. Do outro lado, Jocasta é declarada a nova Voz de Urag, líder da Igreja e governante de toda a terra, conforme as manipulações do Cardeal Derionde. Mas Jocasta planeja partir em busca de Deus — mesmo que para isso precise enfrentar sua própria Igreja.

  O quinto romance do autor brasileiro, Leonel Caldela, vem para concluir a narrativa de Iago sobre o levante contra uma igreja opressora e revelar os segredos de ambos os lados. Mas antes de tecer comentários sobre a trama tenho que comentar a belíssima surpresa que tive em relação à diagramação e a capa do livro, ambas muito boas. A estética do livro recebe a atenção e sobriedade condizentes a toda trama, incluindo a capa. Mas eis que se erguem da escuridão da capa, as esplêndidas ilustrações na parte interna da mesma. Foi uma surpresa muito boa, parabéns a todos envolvidos no projeto gráfico.
  Agora voltando à trama. Iago mais uma vez se faz um narrador fascinante e apaixonado por sua obra, mesmo em momentos onde revela existir exageros e mentiras no texto o leitor os ignora e o perdoa pois seu esforço foi por uma nobre causa. Durante a obra continuamos a seguir o desenrolar da história contada em O caçador de apóstolos e os destinos dos envolvidos na mesma. Vemos a jornada de Iago e Calímaco no navio do asqueroso Pharoux e seus pirátas recém convertidos ao culto de Urag. Acompanhamos o triste caminho de Atreu após a falha na revolução, da prisão à liberdade, da liberdade à um novo recomeço, de uma vida boa ao inferno sem fim. Conhecemos e criamos cada vez mais asco da igreja e seus mestres, os quatro cardeais, em especial Derionde e sua lingua poderosa. Seguimos Jocasta em sua busca por Deus, sua fé sem igual, suas jogadas e reviravoltas, testada a todo tempo até encontrar suas respostas e tomar uma decisão para mudar os rumos podre instituição.
  Passamos finalmente a compreender a história daquele mundo, o seu passado glórioso, e seu presente desesperançoso. Entedemos o por que do estado de frenagem e regressão do progresso, os fim da tecnologia e o retorno aos hábitos selvagens. Conhecemos a magia conceitual, e eu afirmo a vocês que quando a entenderem acreditarão que o próprio livro é feito dela. Do conceito artístico e histórico da narrativa. Criado da definição e conceito do livro feito de corpo e alma. Da magia. Pois assim é definido por Raphael Dracon na orelha do livro. E concordo plenamente.
   Em contraponto tenho que dizer é preciso estar preparado para receber bem toda informações passada pela trama, ou a entenderá de forma equivocada. O palavreado é duro e cruel como tem que ser, pois não é uma história feliz. É uma história de guerra e opressão, e nisso não há beleza ou romantismo. Aquele que estiver disposto a conhecer este fascinante universo tem que vir de cabeça aberta e certo do que acredita, ou acabará como um infectado pela doença intolerante. Acabará como um daqueles afetado pela doença do Deus Máquina.
   Vejo vocês na próxima semana, sem atrasos dessa vez. Deixem seus comentários se puderam e obrigado.

Ace Barros

4 comentários:

  1. Ainda não li Deus Máquina, mas que muito ler! A resenha é ótima e eu fiquei apaixonada pelos desenhos no livro.
    Parabéns amor!
    Bjoo ;*

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  2. Apesar de não ser o tipo de livro que leio normalmente, a sinopse parece ser interessante.
    Ótima resenha!!!
    *bye*

    Louca por Romances

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  3. Sua resenha é bem interessante Ace, gostei da forma como abordou o tema do livro e expôs sua opinião. Eu gosto muito de literatura fantástica, com certeza vou ler.

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  4. Eu estava vendo no site que vc me passou e tem ilustrações né?! Putz, tô curtindo o livro já!!

    Vou comprar em breve!!

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