quarta-feira, 2 de maio de 2012

Um Toque Masculino - A Batalha do Apocalipse



Bom pessoal, o post desta terça deveria ser sobre o filme dos Vingadores, mas uma fatalidade ocorreu na minha família e não fui ao cinema em respeito ao falecimento da minha tia. Contudo não deixo vocês em falta, trago a vocês uma resenha do um bom livro nacional: A Batalha do Apocalipse.

Sinopse: Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.

 O livro A Batalha do Apocalipse, do autor brasileiro Eduardo Sphor, trás para nós o armagedom de uma maneira diferente do visto antes. Embora presentes e participativos, os arcanjos e Lúcifer não são o centro da história. Os cavaleiros do apocalipse nem são mencionados. A batalha do apocalipse conta a história do querubim Ablon, antigo general do Arcanjo Miguel, por meio de flashbacks e algumas ações no presente. Acompanhamos toda jornada de humanização de um ser angélico, desde seu expurgo após ser traído por Lúcifer, até sua jornada para salvar a vida da única pessoa capaz de compreendê-lo e responsável por sua mudança na terra, a feiticeira Shamira.
Eduardo Spohr não só nos faz imaginar um mundo mágico de anjos e dêmonios, como nos leva a viajar pela história humana e a conhecer muitas outras cidades como Babel, onde Ablon conhece Shamira, uma mulher bonita de pele clara e cabelos negros, uma verdadeira feiticeira necromante. Ablon e Shamira se torna grandes amigos e companheiros durantes vários e vários séculos, e é ai que surgi um novo sentimento, não exatamente uma paixão, mais sim uma ligação entre eles, como se Ablon precisasse de Shamira para viver e vice-versa.
O livro é denso, mas de leitura agradabilíssima, ao menos para mim que sou fã de detalhes. O livro é uma tentativa de épico nacional, e duvido que não tenha alcançado esse patamar. Ablon é o herói perfeito e não é dificil adorá-lo, Shamira é a personagem que ancora a trama na humanidade e te aproxima da história. E não se engane quanto aos coadjuvantes, independente da duração de suas aparições, cada um tem sua importância na história, enriquece a trama e te cativa de forma impressionante. Os aliados e inimigos são um prato cheio, em especial, Lúcifer, Gabriel, Miguel e o grande rival de Ablon, Apollyon o anjo da destruição.
Por se tratar de uma obra densa e há uma riqueza de detalhes tamanha, eu sugiro que você deguste de forma lenta, sem pressa. Não digo que será uma tarefa fácil, afinal nem todos conseguem levar uma leitura de forma lenta, mas a história se desenvolve tão saborosamente que a vontade é de não parar nunca, até se saber ao certo, com detalhes, o que aconteceu, pelo menos no meu caso. Ele já entrou na minha lista de favoritos. Recomendadissímo mesmo, a forma que Sphor me agradou de tal forma que comprei seu segundo livro e pretendo continuar acompanhando sua carreira.
Se fosse dar uma nota para a obra de 0 a 5, eu daria 4, é um épico nacional de alto nivel, mas não posso ser hipocrita e dizer que não tem seus defeitos. Arrisquem-se, leiam e voltem aqui para debater que estarei respondendo todos comentários.


3 comentários:

  1. Eu tenho esse livro na capa antiga ainda, aquela que foi feita uma tiragem pelo site Jovem Nerd, haha. Tenho o maior orgulho do meu "bebê".
    Óbvio que não é uma obra impecável, mas eu acho que pra um livro nacional (geralmente os livros nacionais ou são de romance bobinho, ou de historinhas adolescentes) ele provou ser maravilhoso.
    Agora eu quero Filhos do Éden. ;/

    taiyounorakuen.blogspot.com

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    1. Filhos do Éden é bem mais dinâmico, na minha opnião é ainda melhor. Gosto de ver o lado humano dos personagens, e a fragilidade e personalidade neste livro fica bem mais evidente.

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  2. nossa que capas lindas. ;/
    Acho que me perderia um livro assim. :S

    Selene Blanchard
    Blanc – ModaeEu.blogspot.com – TEM PROMOÇÃO COM BlackBerry,e outras duas especiais.
    Espero sua visita!

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