terça-feira, 26 de novembro de 2013

Um Toque Masculino: O Mago de Camelot


O Mago de Camelot
A Saga de Merlin para Coroar um Dragão

De uma infância pobre e sofrida à irresistível ascensão aos salões dos grandes reis; de um começo sem esperanças ao despertar de um poder inigualável e temido, Merlin vem a se tornar o homem mais influente da Idade das Trevas. Confidente supremo do rei Artur e maior conselheiro da corte de Camelot. Misterioso e enigmático. Amado e odiado. Druida, monge e mago.
A saga de um homem determinado a erigir uma civilização de paz e justiça numa terra devastada pelo caos e pela guerra irrompe em uma aventura épica e brutal que equilibra realismo duro com doses amargas de magia.

Recontar um mito conhecido não é fácil. É preciso coragem, criatividade e competência  para mexer com o que já foi canonizado,  dar nova roupagem e garantir o seu diferencial. Quando o mito é algo tão enraizado no inconsciente popular como é o de Merlim, Arthur e seus cavaleiros, a tarefa pode ser ainda mais dura. É possível trazer algo novo para uma história tão antiga? E se o caso fosse beber de várias fontes ricas dessa mesma história para "arrotar" algo enraizado nos clássicos e adicionar novos elementos? Foi dessa forma que encarei a leitura de O Mago de Camelot do autor Marcelo Hipólito.
Tive o prazer de conhecê-lo durante a XIª Bienal do Livro da Bahia, agora em novembro, e fui apresentado diretamente por ele ao seu trabalho como autor e principalmente ao mais recente deles: O Mago de Camelot. Conversar com ele não só foi o bastante para me convencer a comprar o livro, como também fundamental para o  garantir ao Marcelo o titulo honorário de autor parceiro do blog de tão proveitoso foi o bate papo.
O livro apresenta uma roupagem mais dura e crua para a história de Merlim, não digo real pelo fato haver presença de magia (não que eu desacredite desse fato é claro, afinal: Não creio em bruxas, mas que elas existem, isso existem). Dividido em duas etapas nomeadas Luz e Trevas, arcos que representam ascensão e queda de Merlin, o livro reconta a origem do mito, seu trágico envolvimento com o druidismos, sua entrada em um monastério católico e sua visão de um futuro melhor para a Bretanha. Melhor na visão dele é claro, pois o mago não é tão altruísta o quanto de costume. O clima é bruto, adulto, com textos corridos e ásperos que contribuem para dar ao místico um tom mais próximo ao real, assim como feito nas Crônicas de Fogo e Gelo de George R.R. Martin. Graças a agilidade do texto a leitura se torna dinâmica, e acredite se quiser, apesar de o livro ter apenas pouco mais de 150 páginas o livro se torna profundo.
Como já adiantei ao Marcelo, gostei bastante da leitura, mas senti falta de maior participação do Merlim nos últimos capítulos. Não que ele esteja ausente, mas por ser um livro sobre ele esperava ver um pouco mais do Mago da Bretanha como conselheiro de Arthur. Achei a parte Trevas muito boa, mas quando chega em Luz a queda de Camelot foi muito rápida e focada em seu rei. Achei que veria mais do período glorioso dos Pendragon e Merlim vendo seu sonho próximo da concretização (ou não). Mas entendi que tudo isso foi para enriquecer e trazer a novidade ao desfecho que é diferente do esperado.
Ao Marcelo resta dar os parabéns pela obra e avisar que logo irei atrás dos outros livros. E para vocês deixo essa dica, um petisco para aguçar ainda mais àqueles que se interessaram e um pouco sobre nosso novo autor parceiro.

Degustação: Sinta a Magia Clicando Aqui
Book Trailer:
             

                                                                                                                                                 


Marcelo Hipólito é um escritor brasileiro, nascido em São Paulo. É autor dos romances O Mago de Camelot (Novo Século), Osíris: Deus do Egito e Lúcifer: O Primeiro Anjo (Marco Zero). 
Hipólito participa das antologias Fiat Voluntas Tua (Multifoco) e Metamorfose: A Fúria dos Lobisomens (All Print). Além disso, é autor do e-book Dullahan: Os Cavaleiros Sem Cabeça (Navras Digital) e coautor de diversos contos publicados em língua inglesa, nos Estados Unidos, Reino Unido e Espanha, dentre os quais se destaca Eternal Grief, indicado para melhor conto de horror nos Estados Unidos, em 2003, pelo Preditors & Editors Readers Poll. 
Hipólito é também diretor de três filmes de curta-metragem de ficção, roteirista de cinema e produtor de teatro.

Para conhecer mais sobre Marcelo Hipólito e seus livros:
Site Oficial do Autor: AQUI
Siga o Autor no Twitter: AQUI
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Ace Barros

4 comentários:

  1. Segunda resenha mega positiva que leio desse livro. Caraca as lendas arturianas não são bem a estrela da árvore de natal para me atraírem, mas um autor brasileiro sendo bem comentado é algo que faz meus olhinhos brilharem de vontade de ler. Curtir a resenha do tipo direta e reta e o livro está entrando na minha lista de desejados!!!

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  2. Oi Ace,
    confesso que não tinha me interessado pelo livro, mas gostei da resenha, parece ser uma ótima leitura.

    bjos

    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  3. Me interessei pelo livro desde que vi ele. Concordo com você que tem que ter coragem para escrever sobre um clássico. Mas é muito bom quando o autor acerta.

    Blog Prefácio

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  4. Bem legal,sua resenha me deixou com vontade de ler o livro,não conhecia o autor e sempre fico empolgada quando leio uma resenha interessante de um autor nacional que eu não conhecia.... Vai direto para a lista de desejados.


    bjssss

    Bianca

    ApaixonadasporLivros

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