segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Resenha: Não Brinque com Fogo











Título: Não Brinque com Fogo
Editora: Arqueiro
Autor (a): John Verdon
Número de páginas: 398 páginas


Sinopse: No ano 2000, um criminoso que ficou conhecido como Bom Pastor matou seis pessoas em estradas, dentro de seus carros em movimento. Na época, ele enviou um manifesto à polícia no qual deixava claras suas motivações: uma cruzada solitária contra a ganância. Após o sexto assassinato, no entanto, encerrou a matança e nunca foi descoberto. Dez anos depois, uma jovem estudante de jornalismo está fazendo um documentário sobre os familiares das vítimas quando coisas estranhas começam a acontecer em sua casa. Objetos são trocados de lugar, maçanetas são afrouxadas, luzes se apagam sozinhas. Assustada, ela contrata Dave Gurney como consultor. Depois de ler o material sobre o caso – incluindo o perfil psicológico do assassino elaborado pelo FBI –, o detetive coloca em dúvida toda a lógica da investigação. Ao confrontar os agentes responsáveis, porém, Dave percebe que está mexendo em um ninho de vespas, o que fica evidente quando até pessoas que o apoiaram no passado se voltam contra ele. Agora seu único aliado é o antigo parceiro Jack Hardwick, um policial grosseirão e debochado que não esconde seu desprezo pelas autoridades. Com sua ajuda, Dave tem acesso aos relatórios confidenciais do caso e começa a própria investigação. Mais uma vez, ele se colocará em risco enquanto tenta provar seu ponto de vista e capturar o criminoso. Além de reunir todas as qualidades da série Dave Gurney – personagens bem construídos e uma admirável engenhosidade narrativa –, “Não Brinque Com Fogo” vai além: é um lembrete do poder da fé em si mesmo num mundo onde isso é cada vez mais raro.

Que John Verdon é um dos meus autores preferidos, isso todo mundo já sabe (e se você não sabia, está sabendo agora). Desde a leitura de Eu Sei o Que Você Está Pensando, caí de amores por esse autor e pelo detetive Dave Gurney (meu marido literário), e é com ansiedade que aguardo lançamentos de livros dele, já que as histórias são totalmente viciantes.
Em Não Brinque Com Fogo, Dave ainda está se recuperando de sua última aventura onde quase perdeu sua vida, quando sua antiga conhecida Connie Clarke reaparece para pedir um favor. Sua filha, Kim Corazón que é estudante de jornalismo, está fazendo um documentário intitulado Os Órfãos do Assassinato. Esse documentário pretende mostrar a vida dos parentes das vítimas de um caso muito conhecido que ocorreu há 10 anos, chamado O caso do Bom Pastor. O assassino, bem como as motivações que o levaram a matar, nunca foram descobertos. A polícia recebeu apenas um manisfesto e 6 mortes aconteceram, deixando apenas um sobrevivente em estado vegetativo.
A intenção de Kim não é reabrir o caso. Ela quer que Dave a ajude como uma espécie de consultor, participando junto com ela das entrevistas e analisando o perfil dos parentes das vítimas. Porém, acontecimentos estranhos começam a acontecer. Primeiro, no apartamento de Kim, objetos somem e reaparecem em locais diferentes e gotas de sangue são encontrados no chão. Depois, o celeiro da casa de Dave é incendiado de forma criminosa. Por último, mortes começam a aparecer, nos mesmo moldes dos assassinatos do Bom Pastor. O que nos leva a crer que o assassino está de volta e cabe a Dave desvendar esse mistério.
Dave não tem muito com quem contar, já que ao ler os pareceres do FBI, acaba por discordar de toda a lógica investigativa utilizada no caso. Contando apenas com a ajuda do seu cérebro privilegiado e do ex parceiro Handwick, Dave fará o possível para descobrir o assassino e colocá-lo atrás das grades.
A história é muito dinâmica, embora a primeira parte do livro tenha sido mais explicativa e o ritmo tenha desacelerado um pouco. As explicações sobre o caso são de total importância, então não achei que ficasse maçante. Pelo contrário, fui prestando o máximo de atenção para ver se conseguia descobrir uma pista da motivação dos assassinatos (e nem preciso dizer que falhei, né?).
A inserção do filho de Dave na história foi, para  mim, o ponto alto da trama. Quem acompanha as aventuras do ex detetive aposentado, sabe do distanciamento dele e do filho mais velho, Kyle. Ele que sempre teve o nome tocado nos outros dois livros anteriores, apareceu nesse e teve um papel bem bacana na investigação, ajudando o pai que ele tanto idolatra. A relação com Madeleine, esposa de Gurney, também ficou melhor, senti um maior companheirismo da parte de ambos e isso me agradou bastante.
O livro é muito bom e a história prende a atenção. Sempre comento a respeito da escrita ágil de John Verdon e rasgo todas as sedas possíveis para ele, que é um escritor talentosíssimo e para quem tiro meu chapéu. Ele consegue criar uma trama cheia de idas e vindas, com fatos que parecem ser mirabolantes, mas que quando desvendados são de uma simplicidade incrível.
Os novos personagens inseridos, Kyle e Kim, são muito bem construídos. Não gostei de Kim, achei chata, deslumbrada, medrosa e dissimulada (vocês sabem que quando eu gosto de um personagem é céus e terras para ele. Mas quando não gosto a coisa fica feia), em várias passagens eu pensava: Cadê esse Bom Pastor que não pega essa menina chata logo? (é, sou cruel). Já Kyle é um fofo, muito prestativo, inteligente (igualzinho ao pai) e sagaz. 
O final é bem surpreendente, com uma explicação bem lógica e tão simples que fiquei me achando idiota por não ter percebido antes. Apesar de ser o terceiro livro da série, pode ser lido fora da ordem. Meu conselho é que sigam a ordem, já que nos primeiros livros vamos conhecendo a família do detetive e descobrindo fatos passados de sua vida que foram responsáveis pelo distanciamento da família.
Sem sombra de dúvidas, livro mais do que recomendado! 

6 comentários:

  1. Olá!
    A capa não me chamou muita atenção, mas a sua resenha sim.
    Fiquei com vontade de ler o livro, nunca li nada do autor.
    bjs
    http://www.letrasdanana.blogspot.com.br/

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  2. Opa, tudo bom?
    Adorei a tua resenha, já ouvi falar na história tudo, mas não estou tããão afim de ler nesse momento sabe? Quem sabe mais pra frente.
    Beijos.
    ]http://www.garotadolivro.com/

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  3. Oie Neyla,
    O livro não me pareceu mto meu estilo de leitura, mas gostei bastante da sua resenha. Quem sabe em breve eu lhe dê uma chance rsrsrs

    bjos

    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  4. Ainda não li nada desse autor acredita?? Eu não acredito ainda!!
    Tem tudo que eu gosto, mas o tempo não me ajuda, rs.
    Amei a resenha cheia de paixão!! E ver você torcendo pro anti-herói é ótimo, hahahaha você sendo cruel é a realização de 2013!!!! AMEI!!!

    Bom, flor do meu dia!! Vim te desejar um excelente 2014!! Que tudo de melhor aconteça na sua vida!!!

    Um grande beijo, e nos vemos ano que vem!!

    Bjkas

    Lelê Tapias
    http://topensandoemler.blogspot.com.br/

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  5. não me mate, mas eu não conhecia esse autor antes dessa postagem...
    o livro enquanto tema policial regado a suspense e ação promete prender o leitor nas páginas

    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  6. Oi Neyla! Sempre que você comenta deste autor lembro que preciso incluir algo dele nas minhas leituras, é o tipo de livro que curto, mas não sei porque, sempre que tem as loucuras do submarino eu esqueço. Em 2014 eu me redimo.

    Feliz 2014 para você e o Ace, de muitas alegrias e sonhos realizados.

    Bjos!!
    Cida
    Moonlight Books

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