segunda-feira, 17 de março de 2014

Resenha: Um Perfeito Cavalheiro
















Título: Um Perfeito Cavalheiro
Editora: Arqueiro
Autor (a): Julia Quinn
Número de páginas: 295 páginas






Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

Ultimamente são poucas as séries de livros que acompanho. Não tenho muita paciência para livros que são lançados em séries que parecem nunca ter fim e que, no final, acabam sendo uma decepção (é, eu ando muito decepcionada mesmo). Mas, se tem uma saga que não desgrudo é de Os Bridgertons. E essa, pela graça divina, só me deixa ainda mais apaixonada a cada livro!
Em Um Perfeito Cavalheiro, conhecemos a história da bela Sophie Becket, filha bastarda do conde de Penwood a quem ele trata como se fosse sua pupila, nunca assumindo a paternidade da garota. Ao casar-se novamente, Sophie ganhou uma madrasta que faz realmente jus ao nome (ela é má mesmo). Araminta não a tratava bem e ainda proibia suas filhas de confraternizarem com a pobre garota. Para piorar ainda mais as coisas, o conde vem a falecer, deixando Sophie a mercê de sua madrasta, trabalhando como serviçal.
Juro a vocês, quando terminei de ler essa parte já estava em prantos. Sou muito emotiva, choro com facilidade e as humilhações que Sophie era submetida desde pequena me partiram o coração. Como um ser humano conseguia fazer tão mal a uma garotinha adorável?
O tempo passou, Sophie cresceu e desabrochou, mas as coisas não mudaram muito. Ela era tratada como uma serviçal, não tinha direito a roupas novas e nem sequer soubera da existência de um dinheiro que o conde deixara para ela após sua morte. Sua rotina diária é pesada, já que cuida da casa, das roupas de Araminta e suas filhas, Rosamund e Posy, bem como de seus sapatos e penteados. Ela acompanha a coluna de Lady Whistledown e sonha em ir a um baile, algo que nunca aconteceria, já que Araminta não iria permitir.
Mas eis que acontece o inusitado e, ajudada por algumas pessoas, ela consegue ir ao baile e lá conhece o jovem Benedict Bridgerton. Como se fosse mágica, eles são atraídos um para o outro, mas Sophie não revela a ele quem é ela e foge assim que dá meia noite como uma verdadeira Cinderela. Fascinado, Benedict vai então a procura da encantadora moça mascarada, de quem tem apenas uma luva (é, não é o sapatinho de cristal) com as inicias gravadas.
Após dois anos, eles se reencontram em uma situação inusitada. Porém, Benedict não reconhece Sophie. E como poderia, se no baile ela usava uma máscara que cobria metade de seu rosto? Ela, por sua vez, sabe que está cara a cara com o homem dos seus sonhos. A química entre os dois é perfeita e logo ele se vê desejando-a. Mas como poderia ficar com ela se ainda deseja reencontrar a dama misteriosa do baile?
Quem acompanha o blog sabe que essa é a minha série histórica preferida. Os dois primeiros livros (O Duque e Eu e O Visconde que me Amava), me conquistaram e Um Perfeito Cavalheiro não foi diferente. A história é a mais delicada das três que já li e me emocionei em algumas partes. A escrita de Julia Quinn é mágica, faz você entrar na história e sentir todo o tipo de emoção acompanhando o desenrolar da trama.
Não posso deixar de falar dos personagens e do quanto eles são apaixonantes. Caí de amores por Benedict e Sophie, que juntos formam um casal de química perfeita. Nesse livro temos maior contato com Eloise Bridgerton e adorei essa garota de língua afiada e olhar perspicaz. O mais interessante nessa família é o fato de cada um ter características marcantes que os diferenciam dos demais e que nos fazem amá-los.
Sem sombra de dúvidas recomendo o livro. A escrita de Julia é leve e a trama é, ao mesmo tempo, emocionante e bem humorada. Em momento algum se torna enfadonha e a leitura flui rápido durante todo o livro. Não tem como não se envolver e contagiar com essa linda história de amor. Se você, assim como eu, gosta de romances históricos, vai amar esse livro.

8 comentários:

  1. Ai lindona!! Eu tenho vontade de ler esta série, mas ainda não tive tempo. Nem tenho os livros.
    Mas estão na lista da Bienal!

    AMEI a resenha. E saiba que a culpa de eu querer tanto ler esses 3 livros é toda sua!!

    Bjkas

    Lelê Tapias
    http://topensandoemler.blogspot.com.br/

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    1. Que fofa!!! *-*
      Leia minha lindona, vc não vai se arrepender. Os livros são viciantes demais!!!

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  2. Oi Neyla! Eu estou lendo as três séries da Arqueiro, mas esta é a melhor de todas, já começo ler com aquele sorriso e termino suspirando. Também achei este livro o mais sensível, o mocinho é aquele cara que sente o amor com a alma e me comoveu com seu jeito meigo.

    Bjos!!
    Cida
    Moonlight Books

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  3. Oi Neyla!
    "quando terminei de ler essa parte já estava em prantos" kkkkk fomos duas, flor!!
    Amoo a Julia Quinn e adorei essa história, principalmente a performance da Violet e da hilária Lady Whistledown. Estou super ansiosa pelo livro da Penélope pra saber qual será o comportamento dela após aquela situação vexatória com o Colin ;)
    Beijos... Elis Culceag.
    * Arquivo Passional *

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  4. Oi Neyla,
    comecei a ler o primeiro da série hoje e já estou gostando, e pelo que você está me dizendo vou curtir a série inteira :)
    adorei

    bjos

    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  5. sou louca pra ler os romances da Julia, parei em o duque e eu quando foi publicado pela Nova Cultural curiosidade reina!
    felicidadeemlivros.blogspot.com.br

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  6. Oi Neyla,
    Já tem um tempo que quero iniciar essa série da Julia Quinn, porém sempre acabo deixado para depois, por causa de outros livros. Mas eles já estão na lista de futuras leituras.

    *bye*

    http://loucaporromances.blogspot.com.br/

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  7. Ainda não li nenhum desses romances históricos, mas tenho vontade. Quando comecei a ler essa resenha, comecei a desconfiar que já conhecia essa história. kkkkkkk
    O que é legal é ver em um livro, independente de gênero, é um casal com química, e ainda bem que esse tem. Fora isso, uma leitura leve e agradável vem apenas para envolver ainda mais os leitores.

    @_Dom_Dom

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