segunda-feira, 21 de julho de 2014

Resenha: A Corte Infiltrada








Título:   A Corte Infiltrada
Editora: Carpe Diem
Autor (a): Andrea Nunes
Número de Páginas: 222





Sinopse: O que você faria se descobrisse que não é mais dono dos seus pensamentos? Enquanto o Supremo Tribunal Federal está negociando um contrato milionário para instalar um moderno sistema de telecomunicações que facilita o diálogo seguro entre seus ministros e a transmissão de notícias para o mundo , um certo laboratório de pesquisas avançadas em neurociências, consegue, com um experimento científico, devassar a última barreira da nossa individualidade: a mente humana. O Mestre budista Nobu Kentaro sabe que esse é um segredo de consequências imprevisíveis que não poderia cair em mãos erradas. Mas quando está prestes a falar a verdade e impedir que esse terrível invento seja utilizado para implodir o sistema judicial brasileiro, ele é assassinado. A única pista que deixou foi um gesto misterioso feito na hora de sua morte. Para desvendar o que está por trás desse assassinato , o jornalista investigativo Edgar Trigueiro, e a noviça Taís Fonseca, monja aprendiz residente de um mosteiro zen budista, precisam somar os conhecimentos que detêm sobre os segredos milenares do Oriente e as corrompidas estruturas de poder em Brasília. Para vencer a inteligência diabólica que está por trás de tudo isso, eles terão de ser capazes de sobreviver aos perigos que lhes esperam e decifrar enigmas cujas respostas podem estar inclusive onde menos esperam: dentro de suas próprias mentes. Utilizando elementos de ficção científica baseados em descobertas acadêmicas recentes e surpreendentes no campo da neurologia, o novo romance de Andrea Nunes mescla um suspense de tirar o fôlego com fatos reais da cena política e bastidores da Justiça brasileira, revelando uma desconcertante promiscuidade entre o Crime Organizado e o Poder em Brasília

A primeira vez que li a sinopse de A Corte Infiltrada achei que a história não me agradaria. Eu gosto muito de thrillers (quem acompanha o blog sabe disso), mas ele e sua "pegada" meio ficção científica não me atraíram e cheguei a comentar que seria um desafio fazer aquela leitura. Eis então a minha surpresa quando a Andrea, autora do livro, me propôs o desafio de ler o livro dela. Chega deu um friozinho na barriga, juro! Mas topei e resolvi dar uma chance ao livro e ver o que acharia. E, gente, foi a melhor coisa que fiz!
Edgar Trigueiro é um famoso e respeitado jornalista investigativo. Graças as suas matérias, já colocou vários criminosos atrás das grades e com isso ganhou muitos inimigos. Por ser muito astuto e persuasivo, sempre acaba descobrindo detalhes que vem a somar mais às suas investigações.
Quando o mestre budista Nobu Kentaro é encontrado morto num quarto de hotel, em circunstâncias misteriosas, Edgar se vê a frente do que pode ser uma das maiores investigações de sua carreira. O mestre budista tinha um encontro marcado com o presidente do Supremo Tribunal Federal, mas acabou sendo envenenado antes que isso acontecesse. O motivo desse encontro era para discutir sobre um projeto de comunicação 4G que será implantado no Supremo Tribunal. A empresa responsável pelo projeto é a mesma que presta serviços no templo budista do mestre assassinado.
Com todas as informações, Edgar decide ir à Recife, conhecer o templo e as pessoas que ali vivem. E é lá que ele conhece Taís, uma jovem professora, que está prestes a se tornar uma monja. Muito próxima do mestre Nobu, ela se juntará a Edgar nas investigações, fornecendo a ele informações que serão valiosas na hora de desvendar esse grande mistério.
Pensem numa história com uma narrativa viciante e uma história que lembra muito as do Dan Brown? É o que vai encontrar em A Corte Infiltrada. Com uma trama de tirar o fôlego, o livro me conquistou nos primeiros capítulos. Logo de cara me vi caindo de amores por Edgar e seu jeitão cara de pau. A forma sutil com que lidava com as pessoas, e sempre conseguia arrancar delas informações preciosas, me deixaram impressionada. Dono de um carisma enorme, ele é o grande nome da história. Taís também é uma personagem bem marcante, mas não possui o brilho de Edgar. Apesar de ser inteligente e muito gentil, faltou um pouco mais de simpatia para que pudesse me conquistar completamente. Ambos são donos de personalidades bem distintas, mas juntos formam uma boa dupla.
Com uma narrativa ágil e bem dinâmica, Andrea conduz o leitor a uma trama com muita aventura e surpresas. Os temas abordados são atuais e é visível a preocupação da autora em dar um tom bem realista ao livro. Nem preciso dizer que falhei totalmente na hora de descobrir a mente malévola por trás do assassinato, né? Os capítulos finais foram os que devorei mais rapidamente, já que eu precisava saber o que realmente aconteceu.
Valeu muito a pena ter topado o desafio proposto pela autora. Se eu não tivesse aceitado, teria perdido a chance de conhecer uma história super bacana! Fica aqui o meu super obrigada à autora por ter me proporcionado uma leitura tão incrível. Sem sombra de dúvidas, livro mais do que recomendado.


8 comentários:

  1. Ô loko!!! Que diferente esse trem gente!!!
    E eu gostei viu!!
    Mestre budista, ficção científica e mais um monte de coisas misturadas... Caraca!!

    Mas se você diz que é bom, eu acredito!

    Bjks

    Lelê - http://topensandoemler.blogspot.com.br/

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    1. Lê, o livro é a sua cara! Certeza de que vai gostar!

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  2. Oie Neyla,
    Não conhecia o livro e confesso que pela capa passaria bem longe dele, mas gostei da sua resenha.
    O livro me deixou curiosa :D

    bjos

    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  3. Nossa, parece com Dan Brown? Já gostei!
    Não costumo ler muitos livros policiais, e quando são nacionais, daí que a estatística cai brutalmente. A maioria que li era chato!
    Fiquei encantada com sua resenha sobre esse! Também adoro personagens cara de pau!
    Acho que vou procurar direto com o autor.

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

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  4. Não conhecia o livro ainda. Falou que é parecido com a narrativa do Dan Brown, to dentro. Adoro aquela pegada que tem nos livros dele. Me interessei muito, por ele. Adoro livros que seguram a gente a até o fim e nunca consigo adivinhar quem é o assassino.

    Blog Prefácio

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  5. Não tinha ouvido falar desse livro, mas fiquei bastante curiosa. Podendo ser comparado com Dan Brown? Opa, aqui estou eu, pondo mais um livro (ai senhor, ficarei louca e pobre) na minha lista. Além disso, um bom mistério com personagens interessantes é tudo que alguém pode pedir nesse tipo de livro, creio.
    Ótima resenha, fez com que eu ficasse bem curiosa MESMO para lê-lo. Agora é só esperar ter como comprá-lo.

    Abraços,

    Cabeças de Vento

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  6. Neyla, eu é que agradeço a sua confiança em ter topado meu desafio. Seu blog é um sucesso porque você não fecha a mente para novidades, e assim pode oferecer as mais variadas surpresas para os seus leitores. Adorei conhecer seu trabalho, beijos !

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  7. Olá Neyla,

    Não conhecia o livro, mas a sinopse me deixou em dúvida, mas sua resenha me empolgou....dica anotada...abraços.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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