quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Divergente - O Filme


Adaptações literárias estão cada vez mais presentes nas telas dos cinemas nos últimos anos. Ultimamente um pequeno grupo tem ganhado bastante espaço: as distopias. Em especial aqueles protagonizados por jovens e voltados para eles. Confesso que não vi e nem li os últimos, não sou muito ligado a essas séries. Mas decidi conhecer ao menos os filmes. O mais recente deles foi Divergente. Então atenção: antes de qualquer coisa essa é uma analise do FILME como cinema, entretenimento. Em nenhum momento falarei dele como adaptação por não conhecer a obra base.
Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Audácia, ela torna-se Tris e vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Four, um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.



Após uma guerra grandes proporções - não explicada no filme - a sociedade humana precisou reaprender a viver. Para isso precisou se reestruturar. Cinco facções, nomeadas e baseadas a partir de cinco qualidades humanas, executam funções fundamentais para manter o funcionamento da nova sociedade. Ao completar 16 anos todo cidadão precisa decidir para qual delas vai dedicar sua vida, já que a escolha é para sempre. Para ajudá-los nessa escolha existe um teste que revela uma vocação dentro de você. Aqueles que não conseguem se encaixar no sistema, vivem a margem da sociedade como sem facção.
Já aqueles que tem pré-disposição para mais de uma facção é visto como uma ameaça. Um Divergente quebra um sistema em perfeito funcionamento e representa um risco. E claro, nossa protagonista é um deles.
Para o público geral é difícil acreditar na ambientação criada na obra. Não só pela forma de organização falha no sistema de castas, mas pela forma que elas funcionam. Principalmente a Audácia. Os guardiões de uma sociedade, os soldados, que se comportam como adolescentes colegiais boa parte do tempo. Mas esse incomodo é ultrapassado quando aceitamos a proposta do filme.
Acredito que o livro tenha muitas outras explicações e esperamos que apareça durante as sequências. Mas o que resta ao espectador é acompanhar a trajetória evolutiva e o drama da personagem nessa jornada de descoberta de quem ela é, e quer ser, e do que está acontecendo ao seu redor. O que não é assim tão ruim já que a personagem e o enredo são interessantes. Mas sempre existe um porém.


Analisando tecnicamente a obra tem alguns pontos fracos que valem destacar. As atuações são bem medianas, não há quem se salve no elenco. E quando o quesito é transmitir emoção, todos eles acabam pecando. Não conseguimos construir uma empatia pelas personagens e nem mesmo quando mortes acontecem ligadas aos protagonistas sentimos sua dor. Tudo é muito raso. Até mesmo a interação entre os personagens principais. Deixando morno o relacionamento. 
O filme possui um ritmo muito bacana durante todo primeiro e segundo ato, mas para chegar a conclusão ele é sacrificado e tudo acontece de maneira muito veloz. A ação é rápida e desfavorece o fechamento. Não há abusos nos efeitos especiais. Para falar a verdade, para o bem ou para o mal, a presença desse elemento serve apenas de complemento para a execução das cenas e construção do cenário.
Como ponto positivo vale a pena destacar a evolução da protagonista que apresenta um belo crescimento como personagem. A cenografia e figurinos servem perfeitamente para ilustrar todo o cenário pós-guerra e a nova organização das coisas, deixando bem claro as diferencias entre cada classe e como isso afeta diretamente sua vida. A trilha sonora apesar de ter um nome de peso como Hans Zimmer na regência, passa despercebida. O que é uma pena.
Divergente ainda é um filme que consegue divertir, mas não a ponto de me fazer ter vontade de acompanhar a série ou curiosidade para ler o livro, por mais que tenha me identificado com o conceito.



DIVERGENTE
Título OriginalDIVERGENT
Lançamento/Duração2014 - 139 minutos Gênero: Aventura / Ficção científica
Direção: Neil Burger
Roteiro: Evan Daugherty, Vanessa Taylor
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet, Ansel Elgort, Ashley Judd, Jai Courtney, Zoë Kravitz, Miles Teller, Tony Goldwyn, Ray Stevenson, Maggie Q, Mekhi Phifer, Ben lloyd-Hughes, Christian Madsen



Um recadinho para o pessoas de Salvador e região (e quem mais quiser e puder comparecer é claro). 
No último final de semana desse mês vai acontecer um evento literário dedicado ao tema Distopias organizado pelo Clube do Livro Leitura e mediado pela Adriana Medeiros (Minha Velha Estante)e pela minha ilustríssima senhora Neyla Suzart (Coisas de Meninas).
Além de brindes enviados pela Paris Filmes, algumas editoras já confirmaram o apoio e junto enviaram vários livros e brindes para o evento.
O foco será diversão e entretenimento, com informações sobre distopias do passado até os dias atuais, contando histórias, curiosidades, dicas de livros do gênero. O evento acontecerá no dia 28 de Setembro, as 15h na Livraria Leitura do Shopping Bela Vista. Interessados, confirmem presença no Facebook e divirtam-se!

6 comentários:

  1. Oie, tudo bom?
    Eu vi o filme antes de ler a trilogia e gostei bastante da história dessa distopia. Em relação ao filme eu também percebi algumas coisas que você citou: a falta de interação entre os personagens foi a pior delas. Não senti nenhum sentimento verdadeiro entre a Tris e o Quatro e isso me incomodou. Mas, gostei muito do trabalho de caracterização das facções.
    Beijos!
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  2. eu vi o filme e gostei muito, claro q nao deve ser igual ao livro 100% pq quase nenhuma adaptação literária é, mas espero que possam explicar algumas coisas na continuação e que seja melhor q esse.

    Seguindo o Coelho Branco

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  3. Ola, Neyla.
    Confesso que estou com medo de ler o livro e ver o filme. Não é o tipo que me agrada, mas, vamos

    Beijos

    http://soubibliofila.blogspot.com.br/

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  4. Oi,
    Então te encontrei lá no blog da Thaila "Felicidade em Livros" e vim te conhecer, me encantei com seu blog, muito lindo tudo por aqui e com os posts então já estou te seguindo. Sobre seu post eu li o livro antes de ver o filme e sim o livro é bem melhor como sempre, nele conseguimos ter uma sensação melhor das coisas, porém o final realmente é rápido demais, como no filme, parece que muita coisa acontece em um tempo curto de tempo, sobre os atores gostei deles, porém espero uma amadurecimento maior no próximo filme, assim como aconteceu com Jogos Vorazes . Enfim do mais queria te deixar um convite para conhecer meu blog e meu livro, sou autora do Vingança Mortal se tiver interesse dá uma passadinha por lá ou me mande um e-mail para trocarmos mais ideias.
    Beijos
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa
    http://leiturakriativa.blogspot.com.br/2014/09/vinganca-mortal-parceria-com-blogs-e.html

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  5. Oie Ace
    eu baixei o filme, e vou assistir esse final de semana. mas posso falar quanto a o livro, que é muito bom!! Eu não fui muito com a cara da escolha dos atores, e saber que eles não trasmitem a emoçao necessária me deixou bem triste. Mas não desista da trilogia. O livro é bem mais envolvente, te garanto. Depois que eu assistir, venho comentar.
    bjos
    www.mybooklit,com

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  6. interessante a proposta do filme, mas as distopias no cinema ainda não me conquistaram
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br

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