terça-feira, 23 de setembro de 2014

Dullahan - Os Cavaleiros Sem Cabeça


Dullahan – Os cavaleiros sem cabeça é uma saga de suspense, traição, batalhas... e um amor condenado.
A lenda da princesa Almaith – de aparência inocente e coração tocado pelas trevas, destinada a selar a paz entre dois reinos – e do seu bravo guardião, Senach, um bastardo decidido a provar seu valor em batalha.
Envolvidos numa jornada perigosa, Almaith e Senach avançam por terras inimigas, sob uma ameaça ainda mais terrível e insidiosa, oculta nas sombras. Espectros de morte e escuridão, eternos e amaldiçoados, criaturas de mito e pesadelo, cujos nomes não se devem sussurrar.
Dullahan. O terror da noite. Os cavaleiros sem cabeça. Sempre à espreita por novas vítimas.
Título: Dullahan - Os Cavaleiros Sem Cabeça
Autor: Marcelo Hipólito
Editora: Navras Digital
Páginas: 43
Livros são livros, seja em papel ou em formato digital, precisam e merecem ser lidos. É claro, também precisam ser recomendados. Ainda mais quando - em tempos de uso e reuso de lendas e mitos antigos - nos deparamos com um praticamente intocado e apresentado de maneira arrebatadora. Mas afinal o que é um Dullahan?
A resposta para isso conhecemos durante o prólogo do livro. O Dullahan é um tipo de criatura lendária imortal proveniente da mitologia irlandesa. Ele não tem cabeça e geralmente é visto montado num cavalo negro, carregando sua própria cabeça nos braços. Dizem que apenas o ouro pode impedir que um deles leve a alma de sua vítima ao inferno. Seu mito mais conhecido é contado como a história principal do livro.
Nela, somos apresentados a princesa Almaith. Somente o casamento dela com o rei de Connacht poria fim a guerra, mas era sabido que nem todos desejavam a chegada da paz. Por isso Senach - um bastardo de sangue nobre em busca de reconhecimento -  lidera a comitiva designada para protegê-la e permitir que o acordo se concretize. Porém, não sabia ele que as trevas rondavam seus caminhos e habitavam o coração de sua protegida. O agouro era certo e seu futuro negro.
Antes de mais nada é preciso estabelecer que Dullahan é um conto adulto. Não no sentido erótico - apesar do erotismo ser parte integrante da trama - mas por trazer em toda continuidade do texto elementos narrativos pesados. Há sexo, violência, linguajar adulto, termos chulos, atitudes deploráveis e questionáveis, a bestialidade humana. Tudo para mostrar o quão escuro fora o período em que se passa a história. A ascensão da idade medieval em desenvolvimento, quando os reinos eram menores e nobres brigavam por controle de todas as terras. Um período cruel em diversos sentidos. 
Por ser uma história rápida, Marcelo investe na narrativa descritiva para contá-la de forma mais rápida e detalhada possível. Com isso acaba abrindo mão de utilizar os diálogos para complementar ainda mais o texto. Mas a escolha é compreensível, embora não agrade a todo tipo de leitor. Para nossa sorte, o Marcelo é muito bom em narrações descritivas. 
Devido a agilidade da obra as personagens acabam não recebendo um aprofundamento, apenas uns dois ou três possuem uma carga de características. Ainda sim, essa construção rasa de personagens é suficiente garantir que o elemento principal se mantenha em foco. A história trata de um mito que está acima de qualquer personagem. É impossível falar deles sem entregar alguns elementos da trama. Então o segredo permanece.
Dullahan é um livro sombrio e maduro, sem enfeites ou cores além do preto da noite e rubro do sangue dos mortos. Os acostumados com dark fantasy e obras como Guerra dos Tronos se sentirão em casa. De toda forma, os leitores encontrarão um entretenimento rápido, bem escrito e de qualidade atestada.
A única ressalva que faço é: deve ser evitado a leitura a noite para não atrair a atenção dos espectros atormentados. ;)


6 comentários:

  1. Oie Ace,
    Não conhecia o livro e confesso que pela capa eu passaria longe.
    Gostei da resenha. Não é muito meu estilo de leitura, mas acho que iria gostar.

    bjos

    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  2. Oie Ace, como vai?
    Não conheço o livro, nunca ouvi falar.
    Pela sua resenha, vejo que é um livro que não meu estilo, então não leria.
    Esse número de páginas está certo? Ele é tão curto assim?
    Abraços,

    www.enquantoestavalendo.com

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    1. Sim Marcelo, o número de páginas é esse mesmo. Ele é um livro rápido, em formato digital, e com preço compatível. Custa apenas 1,99 na Amazon. :)

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  3. Adorei sua resenha, do começo ao fim hehehe. Estava muito interessada até na parte que você descreveu o conteúdo adulto do livro. Infelizmente não gosto dessas coisas.

    Blog Prefácio

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    1. Mas Sil, eu também não gosto. Mas as vezes me permito sair da minha zona de conforto e ir além. O lado bom é que me permite aprender, saber dizer porque não gosto, e poder analisar a obra como obra sem a influência do meu gosto pessoal.

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  4. Para tudo já. COMO ASSIM EU NUNCA TINHA VISTO ESSE LIVRO?
    Muita sacanagem isso gente!
    Na Bienal eu procurei pela edição antiga do Cavaleiro Sem Cabeça. Infelizmente não encontrei, mas essa aqui eu preciso ter.
    Vou atrás hoje. Quero hoje.
    Que lindo ♥ Que perfeito ♥ Medieval! Cara. Tô quase soltando meu linguajar chulo.

    Queroooooooooooooo.

    Bjksssssss

    Lele

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