segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Marina

Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões.
É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora.
Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos.
Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.Sempre tive muita curiosidade em ler algo do Zafón por conta dos inúmeros elogios a respeito de suas histórias e de sua escrita excepcional. Como não ficar curiosa diante de tantas boas referências? O escolhido para dar o "pontapé inicial" foi Marina e só posso dizer que não poderia ter feito escolha melhor.
Título: Marina
Autor(a): Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Páginas: 189


Óscar é um garoto de 15 anos, introspectivo e de poucos amigos, que vive em um internato em Barcelona. Nas horas vagas gosta de explorar as redondezas em seus longos passeios. E, em um desses passeios, ele encontra um velho casarão, de portões altos e com um gato de feições nada amistosas a guardar a entrada. Sentindo-se atraído, ele adentra os portões e segue uma melodiosa voz, que o levará a uma sala onde ele encontra um relógio. Porém, ao ser surpreendido, ele foge e leva consigo, sem perceber, o relógio que estava admirando.
Decido a devolver o que não lhe pertence, ele retorna ao casarão e lá encontra Marina. Ela vive naquele local junto com seu pai, Gérman, e o gato Kafka, mas não possui amigos. A aproximação entre ambos se dá de forma quase que automática e Óscar irá descobrir que, após esse encontro, sua vida não será mais a mesma.
Em um de seus passeios juntos, Marina leva Óscar ao Cemitério de Sarriá e lá ambos notam uma presença estranha. Uma mulher vestida de negro, com uma rosa vermelha, que ela deposita em um túmulo que não possui nenhum tipo de inscrição. Movidos pela curiosidade, eles decidem segui-la e desvendar esse mistério. Mas mal sabem eles que irão se envolver em uma misteriosa história que nos levará a fatos que aconteceram há muitos anos atrás.
Marina foi um daqueles livros que me arrebatou de imediato. A história é envolvente, repleta de mistérios e com um tom sombrio que, muitas vezes, me arrepiou os pelinhos da nuca. Durante dias eu só pensava no livro e em tudo que senti enquanto eu o lia. Minha experiência com Marina foi tão intensa que cheguei  sonhar com vários trechos da história (e, cá para nós, não foram os melhores sonhos que já tive). Zafón conseguiu me arrebatar com sua escrita vívida e voraz, com suas descrições claras e minuciosas, e por seus personagens encantadores.
Óscar e Marina se transformaram em personagens favoritos da vida. Cada um com suas características marcantes e personalidades distintas, me cativaram desde a primeira aparição. Em poucas palavras, eu me apaixonei por eles e pela história. Mas deixo claro: apesar de ser um livro infanto-juvenil, eu jamais deixaria um filho meu ler ele antes de ter maturidade suficiente para compreender tudo que a história engloba.
Em muitas partes senti medo, o que não é muito difícil de acontecer já que eu sou medrosa. O que encontramos nesse livro vai muito além de uma clássica história de suspense com adolescente como protagonistas. O que vemos se desenrolar no decorrer das páginas é uma sucessão de novas pistas, que nos revelam segredos profundos e dramas da natureza humana que jamais pude imaginar.
Me faltam palavras para expressar o quanto Marina se tornou especial para mim. Até hoje, uma semana após findar a leitura, ainda me sinto ligada a história de forma intensa. Foi uma experiência incrível e não há como negar que estou ansiosa para ler outros livros do autor. Essa é uma história de amor e  amizade que levarei para sempre em meu coração. Se você ainda não leu, leia e apaixone-se.

5 comentários:

  1. Ahhh, saudade de você, pequena!
    Ando tão sem tempo de vir aqui. :/
    Nossa, eu tenho o mesmo xodó por Marina, e olhe que tem mais de ano que li. Na verdade tenho muito xodó por todos os livros de Zafón. Ele é um dos meus escritores prediletos no universo. Amo demais o cara!
    Olha, eu tenho esse medinho que você está dizendo sim, e concordo que nenhum desses livros de Zafón, voltados ao público mais infantil, pode ser de fato considerado para crianças. Mas acho que daria a um filho meu com uns 12 anos. É, acho que ele daria conta. rsrs
    Já leu os outros? Leia, amiga! São incríveis!

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

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  2. Oi Neyla,
    menina confesso que essa capa não me chamou atenção, alias, não leria com essa capa, mas o livro parece ser interessante.

    Acho que não leria no momento, mas quem sabe ano que vem rs

    bjos
    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  3. Oi Neyla! Eu amo este livro! Foi meu primeiro contato com o autor e não poderia ter sido melhor, me encantei com esta trama e chorei com o final, é tanta sensibilidade, doçura e tristeza, eu adoraria ler novamente.
    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  4. Fico feliz por você ter gostado tanto do livro como eu gostei. O livro é daqueles que a gente não dá nada e quando começa a ler é aquela paixão imediata. Leia os outros livros do autor que são ótimos também.

    Blog Prefácio

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  5. Olá Neyla,

    Esse livro esta aqui na minha lista de espera de leitura, não li nada do autor ainda e pela sua resenha sei que gostar demais da história, quero ler outros livros do autor também....abraço.


    devoradordeletras.blogspot.com.br

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