terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos











Após ser expulso da montanha de Erebor, o dragão Smaug ataca com fúria a cidade dos homens que fica próxima ao local. Após muita destruição, Bard (Luke Evans) consegue derrotá-lo. Não demora muito para que a queda de Smaug se espalhe, atraindo os mais variados interessados nas riquezas que existem dentro de Erebor. Entretanto, Thorin (Richard Armitage) está disposto a tudo para impedir a entrada de elfos, anões e orcs, ainda mais por ser tomado por uma obsessão crescente pela riqueza à sua volta. Paralelamente a estes eventos, Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) e Gandalf (Ian McKellen) tentam impedir a guerra. 
O Hobbit: A Desolação da Igreja
Lançamento: 2013 Duração: 144 Min
Gênero: Aventura, Fantasia

Produção: 
New Line Cinema, Metro-Goldwyn-Mayer, WingNut Films
Elenco: Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher, James Nesbitt, Stephen Hunter, Dean O'Gorman, Aidan Turner, John Callen, Peter Hambleton, Jed Brophy, Mark Hadlow, Adam Brown, Ian Holm, Elijah Wood, Hugo Weaving, Cate Blanchett, Christopher Lee, Andy Serkis


A primeira postagem do ano merece ser sobre coisa boa. Bom, ao menos posso falar por mim que o fechamento da trilogia fílmica O Hobbit é uma coisa boa. São vários os motivos que me fazem pensar assim, apesar de todos os pontos questionáveis. O principal deles é: A Batalha dos Cinco Exércitos é um filme divertido. Ouso dizer que aquele que foi ou for aos cinemas buscando algo complexo ou uma obra fiel ao livro está fazendo a escolha errada.
Novamente falo algo que já tratei na resenha do segundo filme, A Desolação de Smaug: um fã sempre quer ver na tela uma transcrição da obra original com uma adaptação mínima, e o que é entregue é uma obra nova adaptada com base no original. Algumas adaptações são extramente fieis e outras não, mas é importante lembrar que são produtos independentes e por mais difícil que seja para sua cabeça é dessa forma que deve ser tratado. Se não pensar assim, a sua experiência já estará estragada antes do filme começar. Agora voltemos ao que interessa.


Fechando a grande saga de Bilbo Bolseiro, A Batalha dos Cinco Exércitos chega carregado de ação do início ao fim. Como aperitivo o filme entrega a conclusão do ato que envolve a Cidade do Lago, A Montanha Solitária e o dragão Smaug. Um início com cara de final, é verdade, mas ainda havia muito a contar e tudo de forma diferente do livro, apesar de manter a essência. 
São criados vários dramas, elementos e questões que vão além do que escreveu Tolkien para conseguir um resultado novo e tão divertido quanto o livro. É certo que alguns personagens como Beorn tem sua função reduzida, mas outros ganham grande importância para a trama apesar de a mesma ser bem simples tendo como ponto principal a loucura e redenção de Thorin e como isso leva à guerra.
Como já foi dito o principal atrativo do filme fica por conta da ação e cenas de batalha, mas de forma alguma esse pode ser tido como o único. Apesar de alguns defeitos aparentes em alguns momentos (aplicação ruim em chroma, por exemplo) o filme é visualmente muito grandioso. Cada detalhe, digital ou não, que compõem cenário e caracterização fazem do longa uma obra visual riquíssima e extremamente bela.

Embora o roteiro seja raso e apresente diversos furos e coisas sem sentido (como os anões de Thorin retirarem as armaduras antes da batalha quando mais precisariam delas), considero que o filme teve mais acertos que falhas e tem a capacidade de agradar a maior parte do público alvo. Principalmente da forma que a conclusão é apresentada deixando-nos com um sentimento de dever cumprido e uma sensação de nostalgia.
Sai do cinema satisfeito com o que vi e querendo rever todos os filmes, Senhor dos Aneis e o Hobbit (todos em versão extendida), e desejando armaduras anãs e aventuras tão grandes quanto essas. Ainda bem que tenho o RPG para me permitir isso.



2 comentários:

  1. Oi Ace,
    não li o livro e vi somente o primeiro filme, confesso que não estou curiosa, mas quem sabe eu assista quando sair na netflix rsrsr

    bjos

    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  2. Eu tbm gostei muito e gostei dos 3 filmes. Sou super fã do livro, mas dessa vez consegui entender que são estórias diferentes e não uma transcrição de um livro para um filme. Tiveram sim partes desnecessárias, mas o saldo geral, para mim, foi muito positivo! Assim como LOTR não foi uma adaptação fiel dos livros e eu amo de paixão!
    Eu tbm saí do cinema querendo rever todos os filmes! hehehehe

    Samara - www.infinitoslivros.com

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