quarta-feira, 27 de maio de 2015

A Casa da Poeira e dos Sonhos



Uma casa em ruínas, o mundo em guerra... num pequeno vilarejo, tudo o que ela realmente precisava para viver. Um jovem diplomata inglês e sua esposa são transferidos para Atenas. Hugh adora o estilo de vida glamoroso da embaixada, mas sua esposa começa a ficar cansada da rotina de festas intermináveis e eventos sociais. Quando ele é enviado a Creta para resolver uma questão política, o casal muda para uma casa decadente, de propriedade da família dele. Evadne logo se apaixona pela ilha e pelos moradores locais e decide continuar lá mesmo depois que o marido retorna a Atenas. Enquanto tenta reformar a casa que está caindo aos pedaços, ela inicia uma sólida amizade com Anthi, uma moça do povoado, e com Christo, um jovem empreiteiro que se torna um parceiro na tarefa de recuperar a casa. Mas as nuvens escuras da guerra estão se aproximando, e a pacífica ilha vai se tornar palco de violência nos dias que virão. Sem nada a perder, todos acabam tomando novas atitudes em relação ao amor e à amizade como se aquela fosse a última oportunidade da vida deles.
Título: A Casa da Poeira e dos Sonhos
Autora: Brenda Reid
Editora: Lafonte
Número de páginas: 352



Leitura fácil e envolvente, porém sem deixar de abordar temas mais complexos, como a violência da guerra e o relacionamento entre personagens de diferentes classes sociais. A leitura faz com que o leitor também faça uma viagem pelas ilhas gregas.
Quando pedi para os parceiros da Larousse que me enviasse o livro A Casa da Poeira e dos Sonhos, fui movida pela curiosidade em relação aos nomes dos personagens Anthi e Christo, imaginei eu que haveria alguma conotação religiosa nisso. Ainda bem que estava errada. 
O segundo ponto que me chamou a atenção foi o título, que mesmo depois da leitura me remete e me confirma uma história de amores e sonhos. Mas não é apenas isso. A Casa da Poeira e dos Sonhos”conta uma história de vidas diferentes, com diferentes origens, que se entrelaçam e que influenciam e são influenciadas pelos acontecimentos da época.
A autora te leva para a Grécia, mais precisamente na Ilha de Creta, no ano de 1936. Logo de início somos apresentados a Evadne, uma inglesa que acabou de chegar a um vilarejo da ilha, com seu marido Hugh, um diplomata britânico. Os dois estão indo para o que seria uma lua de mel, frustrada ao se depararem com a casa em que ficarão, herança da família dele, e que está em ruínas. Evadne, cansada do luxo e da futilidade da vida que levava, se apaixona pelo lugar. Já Hugh não se anima nem um pouco, prefere a vida agitada em Atenas. Com o passar do tempo, Evadne passa a ser chamada de Divina pelos vizinhos, talvez por causa da dificuldade de pronunciar o seu nome ou pela origem do nome Evadne, que era o nome da filha de Poseidon, deus grego.
Logo Divina faz uma grande amiga: Anthi. Mulher de personalidade forte, vive um casamento sem amor com um marido muito mais velho do que ela, mãe de duas filhas, conhecedora e seguidora dos costumes locais, literalmente ‘pé no chão e cabeça nas nuvens’. 
A história é contada alternadamente pelo ponto de vista de Divina e de Anthi, cada capítulo é pontuado pelas características pessoais de cada mulher sendo impossível não detectar de imediato a fala de cada uma delas através do seu modo particular de vivenciar as experiências da vida. 
As vidas pessoais de Anthi e Divina e o dia a dia delas é usado para nos contar os acontecimentos do mundo. A partir da narração de Anthi conhecemos os costumes da ilha, a sua comida, os cheiros, as tradições e preconceitos arraigados. Com a narração de Divina apreciamos as paisagens e o estranhamento para alguém que tem tudo aquilo como inusitado. Através da narração das duas vemos também os horrores da guerra que, mesmo longe, provoca horrores na antes pacífica ilha.



7 comentários:

  1. Oi Adriana tudo bem?
    Já tinha lido alguma coisa sobre esse livro, mas não me lembrava sobre o que era sua trama, confesso que o título chamou mais minha atenção do que a trama em si, já que imaginava algo voltado mais para fantasia, com sonhos envolvidos, então por conta disso não tenho muito interesse de ler o livro no momento.

    *bye*
    http://loucaporromances.blogspot.com.br/

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  2. Oi, infelizmente esse livro não conseguiu me chamar a atenção! Acho que pelo fato de livros envolvendo essas épocas de guerra não fazem a minha praia e a história apesar de parecer ser boa não ter aquele "q" que te prende, sabe? Não sei, não irei dizer que não irei ler, só no momento não é uma das minhas leituras mais desejadas, mas gostei bastante da resenha!
    Beijos

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  3. Oi, não conhecia o livro, mas achei ele interessante, mas não o suficiente para colocar ele na minha lista, mesmo assim obrigado pela dica.
    Mesmo não lendo eu adorei a capa é linda.

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  4. Oie, não sentir muito interesse pelo livro talvez seja porque eu não esteja acostumada com esse estilo de livro, mas quem sabe um dia eu o leia? Nunca se sabe haha. Obgd pela indicação. Bjs

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  5. Adriana!
    Adoro a Grécia e poder ler um liro retrato na Grécia antiga é maravilhoso.
    Imagino a narrativa pelo ponto de vista de cada protagonista, ainda mais que cada um tem um prisma diferente sobre suas narrativas.
    Adorei/!
    “Os homens não desejam aquilo que fazem, mas os objetivos que os levam a fazer aquilo que fazem.”(Platão)
    Cheirinhos
    Rudy

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  6. O título já é encantador, e com certeza a história deve ser maravilhosa - parece ser daquelas que emocionam do começo ao fim. Adorei! Nunca tinha ouvido falar nesse livro e agora fiquei muito interessada.

    Beijos,
    Camila | www.lendoporai.com

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  7. Vovce tem algum tema falando sobre o ingles? gostaria muito saber se voce tem algum post falando sobre o ingles. sobre dicas e coisas assim. abraco!

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