terça-feira, 25 de agosto de 2015

Belas-Letras: O tal Borghettinho

Interrompemos a nossa programação para trazer a vocês mais um informativo contendo novidades da Editora Belas-Letras, dessa vez especialmente voltada para o lançamento Esse Tal de Borghettinho

O imenso mosaico que é Renato Borghetti

-
"Personalidades descomplicadas como Renato Borghetti, amado por fãs de todas as idades, admirado por artistas de todos os gêneros, respeitado por críticos regionais, nacionais e mundiais, são especialmente difíceis de biografar. Pior ainda se tiverem a fama de tímidas". O prefácio de Juarez Fonseca para o livro Esse tal de Borghettinho, lançamento deste mês da Belas-Letras, deixa claro: Renato Borghetti é uma pessoa humilde, avesso à polêmicas e escândalos.
O gaiteiro deu um pontapé inicial e despretensioso aos 12 anos, em uma brincadeira, e com o passar do tempo observou seu nome transformar-se em uma sólida carreira internacional. Com cerca de 150 shows por ano, incluindo Estados Unidos e Europa, Borghetti deixou um grande legado. Segundo Fonseca, a alcunha no diminutivo e proposital: "O país inteiro o conhece assim. O diminutivo aproxima, familiariza, justificando o que disse antes sobre a popularidade carinhosa."

"Borghetti é um repertório inesgotável de histórias"

-
Márcio Pinheiro trata o desafio de biografar um grande nome da música como "sedutor e estimulante". Conhecedor da história da música brasileira e leitor voraz de biografias, o jornalista dedicou-se durante um ano para a construção deste grande perfil. Entre reportagens, LPs, microfilmes, CDs, mp3, vídeos e DVDs, o escritor encontrou um Borghetti bem diferente daquele pintado pela imprensa.
A equipe da Editora conversou com Márcio Pinheiro sobre o processo de criação desta biografia. Acompanhe!
-
Belas-Letras: Para você, quem é esse tal de Borghettinho?
Márcio Pinheiro: Um dos maiores músicos brasileiros de qualquer época. Um artista que já tem seu nome inscrito na história musical de nosso país. Afora isso, uma figura encantadora.
-
BL: Qual é a maior dificuldade em escrever um grande relato sobre a vida de outra pessoa que ainda está viva?
Márcio: O primeiro desafio foi delimitar o espaço e os temas, até porque eu estava tratando de uma pessoa em plena atividade, com uma produção ainda muito intensa. Logo, minha maior dificuldade foi afunilar, separar o que julgava ser mais relevante e seguir uma linha de trabalho que me propus desde o começo – e que, obviamente, desobedeci.
-
BL: Você realizou dezenas de entrevistas para a construção do livro. Como foi esse processo e o que mais lhe surpreendeu?
Márcio: Foi o fato de encontrar um personagem distante de polêmicas, de discussões inúteis, de conflitos. Uma pessoa (e um artista) que encara a vida de maneira leve, sem arestas, sem atritos, sem polêmicas. Desafio o leitor a lembrar: quando o Borghettinho esteve envolvido em escândalos, em discussões, em agressões, sejam elas artísticas, políticas, futebolísticas? Nunca. E o que é mais impressionante: a vida dele não ficou nem um pouco chata por conta disso. Ficou fascinante.
-
BL: Existiu alguma dificuldade no fato de compreender uma pessoa que, por muitos, é considerada bastante introvertida?
Márcio: Este é um dos mitos que derrubo, explicando logo no início do livro. Renato Borghetti não é um cara fechado. É uma das pessoas mais falantes e engraçadas que conheço. Se expressa com clareza, é um grande conversador e um repertório inesgotável de histórias.
-
BL: Quando foi que Borghetti deixou de ser um artista local para se transformar em um grande nome internacional?
Márcio: Isso não foi algo que aconteceu do dia para a noite. Foi um processo longo e demorado. Arrisco alguns palpites: a curiosidade dele em explorar novos caminhos, o talento agregador, uma agenda organizada que prevê muitos shows e – principalmente – por dois aspectos muito fortes: a alta qualidade musical e trabalho, muito trabalho.
-
BL: Como surgem as composições de Renato Borghetti?
Márcio: O próprio Renato se considera mais um músico do que um compositor. Ele sempre gostou mais – e não esconde isso de ninguém – da tarefa ágil e dinâmica de tocar um instrumento do que do trabalho artesanal e paciencioso de compor. No primeiro disco não havia nenhuma música de sua autoria. No segundo, apenas uma. Foi só a partir do terceiro que Renato começou a compor mais. Mas se houver um método Borghettiano de compor, pode ser resumido em duas palavras: rápido e de improviso.
-
BL: Quando foi que Borghetti deixou de ser um artista local para se transformar em um grande nome internacional?
Márcio: Isso não foi algo que aconteceu do dia para a noite. Foi um processo longo e demorado. Arrisco alguns palpites: a curiosidade dele em explorar novos caminhos, o talento agregador, uma agenda organizada que prevê muitos shows e – principalmente – por dois aspectos muito fortes: a alta qualidade musical e trabalho, muito trabalho.
-
BL: Como surgem as composições de Renato Borghetti?
Márcio: O próprio Renato se considera mais um músico do que um compositor. Ele sempre gostou mais – e não esconde isso de ninguém – da tarefa ágil e dinâmica de tocar um instrumento do que do trabalho artesanal e paciencioso de compor. No primeiro disco não havia nenhuma música de sua autoria. No segundo, apenas uma. Foi só a partir do terceiro que Renato começou a compor mais. Mas se houver um método Borghettiano de compor, pode ser resumido em duas palavras: rápido e de improviso.
Por hoje, é só. Voltamos a qualquer momento com mais informativos sobre o mundo literário.



8 comentários:

  1. Oi Ace,
    não conhecia o autor, mas gostei da história de vida dele. Bem diferente!

    bjos
    http://blog.vanessasueroz.com.br

    ResponderExcluir
  2. Sinceramente não conhecia o músico e compositor Renato Borghetti,mas pelo relato super entusiasmado de Márcio Pinheiro,parece se tratar de um excelente artista.

    ResponderExcluir
  3. Ace!
    Gosto muito da música instrumental do Renato Borghetti e a biografia dele deve ser bem interessante. Gosto muito de biografias.
    E a entrevista com o autor foi muito bem conduzida pela editora.
    Desejo uma ótima semana, cheia de luz e paz!
    “A alegria evita mil males e prolonga a vida.”(William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista!

    ResponderExcluir
  4. Eu não conhecia esse autor nem o compositor.
    Parece que vai ser uma ótima biografia.

    ResponderExcluir
  5. Não conheço o autor, nem o compositor, não sei se leria a obra, pois biografia não é o tipo de livro que me interessa muito.

    ResponderExcluir
  6. Eu não conheço esse autor, eu acho que não leria essa obra, não leio muitas biografias.

    ResponderExcluir
  7. Não conheço esse compositor mas parece que ele é bem famoso.
    Pelo que percebi vai ser uma boa biografia.

    ResponderExcluir
  8. Nunca ouvi falar em nenhum dos dois, achei interessante a entrevista, mas não leria o livro, biografia não faz meu gênero literário.

    ResponderExcluir