quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Protocolo Bluehand: Alienígenas




O Protocolo Bluehand é um conjunto de diretrizes e conhecimentos que farão a diferença na subsistência e resistência contra os mais diversos perigos ignorados pelo senso comum social.
O codinome Bluehand nasceu no site Jovem Nerd como sinônimo de uma pessoa curiosa e interessada, o típico nerd, aquele sujeito que, por sua inteligência e sapiência, tornar-se-ia indispensável em uma situação de emergência.
No entanto, esse termo deve ser extrapolado acima de um único indivíduo, se a raça humana aspira sobreviver a um evento de proporções cataclísmicas. Quem devemos procurar em uma sociedade fragmentada pela obliteração de organizações políticas, civis e militares? Se você leu este livro, já sabe a resposta.
Título: Protocolo Bluehand: Alienígenas
Sub-título: Seu Guia Definitivo Contra a Ameaça Extraterrestre
Coleção: Protocolo Bluehand
Autor (a): Eduardo Spohr, Alexandre Ottoni e Deive Pazos 
Editora: Nerdbooks
Número de Páginas: 336


Talvez você não acredite, ou finja não acreditar, mas eles estão por aí. Então é bom seguir com calma na leitura dessa resenha, pois estar preparado é sobreviver! 
Com o Protocolo Bluehand: Alienígenas, ou simplesmente PBHa, em mãos você irá aprender através uma detalhada pesquisa, coleta de dados e anotações apresentadas de forma didática e dinâmica em seis capítulos, como se comportar e se preparar para o momento em que a invasão for oficialmente iniciada. É importante antes de tudo, sempre se lembrar das cinco regras primárias:
Regra n˚1 › Os extraterrestres não são nossos amigos. Se fossem, eles nos deixariam em paz. Mesmo os mais "evoluídos" alienígenas têm interesses escusos na Terra. Nunca confie neles.
Regra n˚2 › Em caso de avistamento ou contato, não entre em pânico. Se você está lendo isto, tem 85% mais chances do que uma pessoa normal de escapar de um encontro imediato.
Regra n˚3 › Mantenha a calma e fuja! Nunca tente "investigar a luz" ou se comunicar com esses seres. Procure a rota mais segura e dê o fora.
Regra n˚4 › Quando tiver que lutar, respire fundo e use as técnicas recomendadas neste manual.
Regra n˚5 › Em caso de invasão, localize e proteja o Bluehand.
No primeiro capítulo do livro você irá conhecer mais sobre o inimigo, quais principais tipos e espécies, como reconhecê-los, de onde vem, quais suas tecnologias e quais pontos fortes e fraquezas. No segundo conhecemos o Modus Operandi: como se comportam, quais seus interesses na Terra, as formas com que fazem contato, abduções, implantes, onde ficam suas bases conhecidas e a relação entre as especies invasoras. No terceiro capítulo aprendemos então a como nos prepararmos para resistir e combatê-los. O quarto e o quinto irão nos ensinar a reconhecer os sinais do inicio da invasão, inclusive no comportamento do governo, e dar instruções claras sobre como manter-se vivo, organizar uma resistência, reconhecer e estabelecer contato com a Rede Bluehand (grupo de pessoas preparadas para a invasão com habilidades e localização cifradas através de código), e inciar um contra-ataque. O sexto e último capítulo ensina a reestruturar e restabelecer a sociedade humana após uma possível vitória.
O livro conta ainda com dois apêndices sobre as relações entre os Extraterrestres e a sociedade Humana com relatos, teorias e documentações sobre os diversos encontros entre especieis durante a história do planeta. Algumas espécies já estão aqui a muito, muito tempo. Quando ler irá se questionar como não percebeu os sinais antes, mas é melhor fazer isso antes que a invasão comece...



Se você já leu até aqui já pode se acalmar, não estou ficando doido, apenas entrei no clima do livro. A ideia nasceu de uma piada interna de Caio Lúcio, o Bluehand, um dos participantes do Nerdcast - o podcast do site Jovem Nerd - conhecido por seu vasto conhecimento em diversos campos do conhecimento. O que começou com uma brincadeira sobre a existência de supostos manuais de sobrevivência a situações adversas, algumas aparentemente absurdas, se tornou algo sério, divertido e vendável.
Escrito por Eduardo Spohr e complementado por Alexandre "Jovem Nerd" Ottoni e Deive "Azaghal" Pazos, o Protocolo Bluehand é um livro satírico de narrativa fácil e agradável que brinca com teorias da conspiração, fatos vindos de pesquisas reais e outros advindos da Cultura Pop. Essa quantidade de informações pode tornar a leitura um pouco mais demorada; o que em minha opinião é a forma ideal de se ler um manual, já que é isso que ele se propõe a ser. O livro nos posiciona não como leitores de ficção, mas alvos do desastre real. É tudo construído de um forma tão séria que chega a ser instigante por vezes curioso. O Protocolo apenas disponibiliza a informação como se fosse uma verdade absoluta, o que torna a leitura ainda mais divertida.
Apesar de todo o tom de brincadeira, o livro trás muito material bom para quem tem interesse em Ufologia, com pesquisas e referências reais, como documentos militares e reportagens de jornais, e também diversas referências à filmes, séries, documentários e livros relacionados de alguma forma ao tema, todas documentadas no capítulo final com diversas indicações para quem quiser se aprofundar. Se fizer uma pesquisa durante a leitura vai se espantar com a quantidade de dados e informações que veem de relatos reais, embora é claro nenhum deles apresente provas públicas.
Outro ponto que faz Protocolo Bluehand: Alienígenas se destacar é excepcional qualidade gráfica, bem acima dos padrões encontrados em livros com propostas similares no mercado, como a coleção de manuais de Star Wars da Bertrand Brasil. E quando digo isso, quero dizer desde o papel aos detalhes do acabamento, diagramação e outras minúcias. O livro tem várias ilustrações e é feito para parecer ter pertencido a outra pessoa, nas páginas encontramos marcas de copo de café, de água, com imagens ou recados colados com fita adesiva ou grampeados, anotações feitas a caneta. Não, o livro não é sujo, não são manchas e grampos reais, são apenas grafismos. Tudo para passar a impressão de realidade maior a obra, como se fosse um caderno de alguém que conseguiu os dados e foi acrescentando algumas coisas.
Seja por curiosidade, seja pela sátira e humor, pelo belo acabamento e projeto gráfico, seja pelo vasto conhecimento atrelado (embora para muitos seja apenas loucura), PBHa é um livro instigante e muito bem elaborado, e você não precisa acreditar em alienígenas para se divertir com o livro. Se duvida, confira a prévia com as 20 primeiras páginas do livro (link no topo da postagem).
Por via das dúvidas vou seguir me preparando - quem sabe até iniciando a leitura do Protocolo Bluehand: Zumbis - pois já dizia o Arquivo X:  a verdade está lá fora! E caso queira se juntar a mim esse é o meu código: PBHa+5571!*16172232376474838997

7 comentários:

  1. Parece ser um bom livro, só não entendi bem se são apenas 6 capítulos mesmo, se for são capítulos extensos, não o torna cansativo? Não sei, mas eu não gosto muito de capítulos tão extensos, parece que não termina nunca, rsrs. Pode ser só impressão msm.

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    1. São apenas 6 sim, mas divididos em tópicos. Essa divisão facilita a leitura, não fica corrida como em um romance longo.

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    2. Entendi, então como há as divisões, há a pausa. Legal!

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  2. Ih,estou lascada!
    A regra 3 não daria para mim. Sou muito curiosa e se visse uma luz iria ver o que é,rs.

    Achei interessante a proposta do livro. E gostaria de ler. :)

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  3. Me lembrou um pouco o filme Homens de Preto, se for nessa pegada acho que vou gostar desse livro.

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  4. Olá, Ace. Confesso que fiquei espantado, pois com a resenha pude perceber que nunca reparei em outros livros com temas alienígenas. Mas, Protocolo Bluehand: Alienígenas me interessou bastante pelo seu vasto conhecimento e suas dicas para a invasão extraterrestre, haha. Lerei!

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  5. Ace!
    quem quiseer que me critique, porém sou estudiosa dos fenômenos Extra Terrestres e alucinada pelas leituras do gênero.
    É muita prepotência nossa acharmos que somos únicos nesse universo imenso, concorda?
    Quero a leitura para ontem...
    “A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.”(Soren Kierkegaard)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista, serão 3 ganhadores!

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