terça-feira, 20 de outubro de 2015

A Ilha dos Dissidentes

Ser levada para uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.

Título: A Ilha dos Dissidentes
Série: Trilogia Anômalos Volume 1
Autor (a): Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
Número de páginas: 304


Uma distopia nacional com seus próprios mutantes - esse resumo MUITO MUITO pobre visto por aí foi suficiente para fazer as minhas atenções se voltarem para essa obra. Como fã de cenários bem elaborados e apaixonado por quadrinhos, aproveitei a primeira oportunidade que tive para conferir o que A Ilha dos Dissidentes tinha a me apresentar. E disso não me arrependi...
O primeiro volume da Trilogia Anômalos - A Ilha dos Dissidentes - conta a história de Sybil Varuna, uma jovem órfã que após sair de sua província na esperança de fugir da guerra, é surpreendida por ser a única sobrevivente do naufrágio do navio Titanic III.  A razão é simples e preocupante: ela é uma anômala. E de onde vem, pessoas como ela só tem um destino: juntar-se ao exército e lutar pela União.
Após passar por uma série de testes, Sybil é levada para uma cidade chamada Pandora, um lar para anômalos como ela, localizada em uma zona neutra no Pacífico. Diferente do que pensava a jovem é recebida não para integrar o exército, mas para ser adotada em uma nova família para ter um novo lar. Acolhida por sua nova mãe Rubi, seu novo irmão Thomas e o tio Dimitri, e pelos amigos que faz na escola - Leon, Naoki, Brian e Andrei - Sybil passa a ter uma nova visão de mundo e se acostumar com uma vida melhor.
Até que por conta da escolha de uma matéria escolar específica chamada Técnicas Especiais e se destacar por seu empenho em uma prova especial, Sybil é convocada a sair em uma missão especial em que poderá nunca retornar com vida para Pandora...
Como disse anteriormente, nessa e em outras ocasiões, sou aficionado por cenários e em como contribuem para o desenvolvimento das tramas, tal quais personagens e coadjuvantes. O fato de toda a narração ser feita em primeira pessoa pela protagonista, posicionando-a em relação aos acontecimentos do mundo e de como eles influenciam sua vida direta e indiretamente, serviu para alimentar a sensação de profundidade daquele universo. Os efeitos da guerra, a divisão mundial, a questão entre humanos e anômalos, as cidades especias e suas nomeclaturas, as diversas críticas sociais, tudo isso corrobora de forma inteligente para o enriquecimento da trama. A verdade é que em uma única leitura acompanhamos duas histórias e não apenas uma: a de Sybil e a do cenário que habita.
A escrita da autora é simples, dinâmica e fluida, e por se apresentar de forma pessoal (como já foi citado) aproximam o leitor da trama e dos personagens. Esses por sua vez são carismáticos e verdadeiros, são adolescentes em postura, atitudes e diálogos, mesmo quando a situação exige deles um pouco mais de maturidade, embora hajam momentos para isso (algo diferente dos mini-adultos preparados para tudo que vemos em algumas histórias).  Talvez, ao fim da leitura, seja difícil elencar dentre eles o seu favorito e dizer o que espera dele nas partes seguintes.
O único defeito, se é que dá para chamar assim, é a falta de respostas para as muitas perguntas abertas durante todo o livro. Não há com o que se preocupar, pois essas questões não comprometem o desenvolvimento da trama que se conclui neste primeiro volume. Contudo é inevitável o leitor não querer saber mais sobre aquele universo e os mistérios que o rodeiam. É claro, o final dramático evidência que tudo isso é só o começo de algo maior... 
Para não deixar falar da parte gráfica e detalhes técnicos digo de forma direta que a Editora Gutenberg fez um trabalho muito próximo ao impecável. Não encontrei nenhum problema ortográfico, a arte da capa é muito bonita e condizente como clima da trama, e a diagramação simples favorece o bom caminhar da leitura.
Posso ter começado a leitura pela pura curiosidade de conhecer uma obra nacional trabalhada com sua versão dos X-Men (Heróis Favoritos para Sempre), mas terminei a leitura querendo desbravar mais desse universo interessante. Bárbara Morais criou uma história complexa e ao mesmo tempo de fácil absorção, com um cenário rico, capaz de entreter e fazer pensar. Quem gosta de uma boa distopia e/ou histórias bem amarradas, irá encontrar aqui uma boa dica!



11 comentários:

  1. Olá!

    O conhecia, mas não o leria, estou um pouco saturada de distopias. Sua resenha ficouo bem escrita, parabéns.

    resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

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  2. Já tinha visto essa capa antes, mas nunca me interessei a ponte de ler a sinopse.
    Gostei da sua resenha, rica em detalhes e me deu aquela "vontadinha" de ler.
    Depois de Jogos Vorazes, preciso de uma distopia boa que me tire da DPLD ( Depressão Literária Pós Livro Distópico hahahahah)
    A Guttenberg é meio salgada nos preços mas o trabalho deles é incrível mesmo :)

    Abraço e Bons Livros,
    Biblioteca do Coração❤

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  3. Olá, estou com esse livro a bastante tempo na lista, mas nunca bate a coragem de encará-lo de vez.Sou mais ansiosa que a própria ansiedade, então preciso realmente deixar esse desejo pelo livro e esperar um pouco, pq morro de medo de me decepcionar. Espero gostar da história da autora e fico feliz que tenha gostado.

    Beijos,
    Mihh e o Mundo Literário

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  4. Oie, já tinha ouvido falar do livro, mas nunca me chamou atenção.
    Não gosto muito de distopia e apesar dessa envolver algo meio X-men (que adoro), não me chamou atenção suficiente.
    Concordo que cenários são importantes para dar um up na história.

    Lisossomos

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  5. Olá, sabe que eu não tenho vontade de ler esses livros ? Talvez por eu não ser muito chegada em distopias, por isso nunca chamou minha atenção, mas eu amei a sua resenha. Quem sabe um dia eu dê uma chance aos livros, mas não no momento.

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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  6. Saudações literárias! Distopia nacional? Poh curti demais essa sua resenha do livro, gosto do gênero literário distopia e com certeza vou ler esse livro.

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  7. Oie, já tinha visto o livro, como todas as capas da Gut. chamou minha atenção, mas, sei lá... não curti muito, sou meio uhhmrsgnsuohg à distopias.

    PARABÉNS PELA RESENHA, tú escreve bem. E a comparação com X-Men foi de gargalhar haha.
    Bjs
    Tya do Let It Shine

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  8. Oiii!

    AAAAH mais uma resenha <3 <3 <3
    Gente, eu tô louca por esse livro!!!
    Não vi nenhum resenha negativa para obra, a não ser pelo fato dessas questões iniciais, mas eu acho que isso é normal em primeiros livros né?
    Gostei da sua resenha e espero que você goste dos próximos livros da série :D


    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

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  9. Oii,
    Estou querendo muito ler esse livro. Mas tenho tantos outros livro para ler, que esse vai continuar na listinha...hahahaha

    beijos

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  10. OIe, tudo bem?!
    Gostei muito de conhecer um pouco do livro através da sua resenha, mas distopia não é muito o meu gênero preferido, mesmo tendo lido alguns que me agradaram em partes. Eu acho que não leria esse, pelo menos por agora!
    Beijos

    LuMartinho | Face

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  11. Oi!
    A Ilha dos Dissidentes é um livro incrível, que eu morro de vontade de ler, mas cadê o tempo? Sua resenha ficou excelente!

    B-jussss!
    http://www.quemlesabeporque.com/

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