sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A Irmandade Perdida


Diana Morgan é professora da renomada Universidade de Oxford. Especialista em mitologia grega, tem verdadeira obsessão pelo assunto desde a infância, quando sua excêntrica avó alegou ser uma amazona – e desapareceu sem deixar vestígios.
No mundo acadêmico, a fixação de Diana pelas amazonas é motivo de piada, porém ela acaba recebendo uma oferta irrecusável de uma misteriosa instituição. Financiada pela Fundação Skolsky, a pesquisadora viaja para o norte da África, onde conhece Nick Barrán, um homem enigmático que a guia até um templo recém-encontrado, encoberto há 3 mil anos pela areia do deserto.
Com a ajuda de um caderno deixado pela avó, Diana começa a decifrar as estranhas inscrições registradas no templo e logo encontra o nome de Mirina, a primeira rainha amazona. Na Idade do Bronze, ela atravessou o Mediterrâneo em uma tentativa heroica de libertar suas irmãs, sequestradas por piratas gregos.
Seguindo os rastros dessas guerreiras, Diana e Nick se lançam em uma jornada em busca da verdade por trás do mito – algo capaz de mudar suas vidas, mas também de despertar a ganância de colecionadores de arte dispostos a tudo para pôr as mãos no lendário Tesouro das Amazonas.
Entrelaçando passado e presente e percorrendo Inglaterra, Argélia, Grécia e as ruínas de Troia, A irmandade perdida é uma aventura apaixonante sobre duas mulheres separadas por milênios, mas com uma luta em comum: manter vivas as amazonas e preservar seu legado para a humanidade.
Título: A Irmandade Perdida
Autor (a): Annie Fortier
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 528


Não sei bem como começar a escrever essa resenha, sinto que por mais que eu tente não conseguirei passar sei que um terço do que senti lendo esse livro incrível, maravilhoso e que me deixou vidrada até a última página. Sério, gente! Eu sei que, vindo de mim, essas frases são meio clichês. Mas vocês não estão entendendo a grandiosidade desse livro e tudo que eu falar não chegará nem perto do que ele é de verdade.
Diana Morgan é uma filóloga extremamente inteligente, que trabalha em Oxford e tem verdadeira fixação pelas amazonas. Inclusive é, de certa forma, alvo de crítica de vários colegas de trabalho. As pessoas não entendem de onde vem essa sua "paixão" tão inusitada por uma lenda que nem sabem se é real ou não. Contudo, o interesse pelo assunto vem de muito tempo e foi passada a Diana por sua avó paterna, uma mulher tida como louca que jurava ser uma amazona.
A avó de Diana já passou por muita coisa na vida, inclusive por inúmeros procedimentos em hospitais psiquiátricos. Apesar de seus pais não gostarem muito da proximidade entre avó e neta, uma relação de amizade se formou entre as duas.Algumas vezes Diana levava sua melhor amiga, rebeca, ao sótão onde sua avó passava a maior parte de seu tempo. E foi lá que Diana viu pela primeira vez, sua avó escrevendo e desenhando símbolos num caderno que ela mesma lhe dera. Os símbolos eram algo de diferente, nada parecido com o que ela já havia visto antes e, quando sua avó desapareceu, ela tornou a encontrar esse caderno junto a uma pasta com documentos dela guardados no escritório de sua casa. Tempos mais tarde, recebeu pelo correio um bracelete com a forma de um chacal que sua avó sempre usava e dizia ser o símbolo das amazonas. 
Após uma apresentação na faculdade, Diana recebe uma proposta de um homem misterioso. Ele, que trabalha para uma organização, mostra a ela uma foto de escritos que foram descobertos em uma escavação e tudo leva a crer que essa mensagem está escrita no antigo alfabeto das amazonas. Analisando mais de perto, ela percebe que conhece aqueles símbolos: são os mesmos contidos no caderno. É uma proposta ousada, perigosa... e tentadora. Contudo, ela embarca rumo ao desconhecido, no norte da África, levando consigo o antigo caderno, o bracelete de chacal e a esperança de descobrir algo que a leve até sua avó. E nessa viagem ela irá conhecer Nick Barrán, um homem misterioso que será uma espécie de guia em que ela não sabe se pode ou não confiar.
Em paralelo a isso,voltamos no tempo para acompanhar a saga da jovem Mirina e sua irmã Lilli que deixaram para trás o lar destruído para tentar chegar ao templo da Deusa da Lua. Mirina é uma caçadora, determinada e disposta a tudo para proteger a pequena Lilli. No decorrer das páginas vamos conhecendo mais sobre ambas e tudo que acontece antes e depois de adentrarem o templo. De imediato a história das duas não parece ter ligação com a de Diana. É só com o avançar das páginas que vamos descobrir que tudo que Diana descobrir terá a ver com Mirina e suas seguidoras.
Eu sabia que esse livro seria bom, afinal a Annie Fortier é uma autora muito elogiada por seu romance Julieta, e eu não esperava nada ruim vindo dela. Mas gente, vocês não têm noção do que é esse livro! A trama é instigante, daquelas que você não quer parar de ler pra descobrir o que irá acontecer a seguir. São muitas reviravoltas e quando você acha que tem uma noção do que vai acontecer, acaba se surpreendendo.
A história é intensa, repleta de descrições precisas e passagens históricas. Não é uma leitura rápida, afinal estamos falando de uma trama repleta de descrições muito bem detalhadas, mas é algo que prende e nos deixa desejosos por mais. Os capítulos são intercalados entre presente e passado, que é algo que me agrada demais e são narrados de acordo com o ponto de vista de Diana (presente) e Mirina (passado).
Os personagens são um show a parte. Diana e Mirina têm muito em comum. Ambas são determinadas, fortes e estão dispostas a tudo para proteger àqueles que que amam. Porém entre as duas, Mirina foi quem mais me chamou atenção. Sua história de luta, as provações que passou durante sua vida e que só vieram à fortalecê-la, só serviram para aumentar meu apreço por essa guerreira. Acompanhar toda sua trajetória foi uma viagem incrível, onde chorei e torci muito para que ela, finalmente, conseguisse encontrar a felicidade.
Mas Neyla, não tem romance? Claro que tem, né gente, romance é vida! <3 Mas o que você precisa saber é que ele não é a parte principal da história, é algo que vai acontecendo de forma gradativa e naturalmente, tanto no caso de Mirina (e nesse ponto devo dizer que o romance é imprescindível para a história) como no de Diana (que é sutil e fofo).
Terminei o livro com aquela sensação boa e não pude deixar de abraçá-lo no final (é gente, quando eu gosto muito de um livro eu o abraço quando termino de ler e ainda sussurro uns agradecimentos pelos momentos bons que passamos juntos). A história é linda e todo mundo que gosta de uma boa leitura deveria ler A Irmandade Perdida. Obrigada Anne Fortier por ter escrito essa obra maravilhosa! Obrigada Arqueiro por publicá-la! E se você ficou curioso, não perca tempo. Leia e depois vem me contar o que achou.

3 comentários:

  1. Oi Neyla,
    ganhei este livro em um sorteio no skoob (sorte master)
    Acho que vou gostar da história

    bjos
    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  2. Neylinha, quanta empolgação. Eu já estava interessada nesta estória,agora mais ainda.
    Beijos

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  3. Neyla, uma verdade que já aceitei pra vida: se você recomenda um livro cuja resenha é emocionante, eu preciso lê-lo. Eu já tinha ficado curiosíssima com a sinopse. Depois da sua resenha confirmando que o livro é incrível, então... Já estou com ele salvo na lista de desejos da Amazon! hahaha
    Amo histórias com protagonistas fortes, Amazonas são um show à parte. Estou ansiosa para lê-lo. Obrigada pela ótima indicação!

    Beijos, Iza
    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/

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