sexta-feira, 29 de julho de 2016

Aonde Quer Que Eu Vá

O sonho da vida de Ester se realizou. A Confederação Brasileira de Ginástica a escolhe como representante nacional nos Jogos Olímpicos em Sydney, 2000. Ester vivencia um paradoxo entre o caos de um campeonato mundial e seu amor incondicional pelo esporte, tendo que vencer seus próprios medos e conflitos longe de sua família. O pior acontece; a ginasta, abalada, volta ao Brasil, onde um reencontro inesperado renova sua esperança. Mas será o amor a força suficiente para mover não apenas seu corpo, mas todo seu coração?
Tocante e profundamente sensível, este romance irá te emocionar e te fará enxergar que a felicidade é possível mesmo diante das incompreensíveis surpresas do destino.
Título: Aonde Quer Que Eu Vá
Autor (a): Beatriz Cortes
Editora: Novo Século
Número de páginas:318


É impossível começar a falar sobre este livro sem citar as Olimpíadas que estão já batendo a nossa porta. Aonde Quer Que Eu Vá passa por 5 Olimpíadas e mostra de perto o que um atleta passa para chegar onde está. Passamos pelas Olimpíadas de Sidney, Atenas, Pequim, Londres e Rio de Janeiro. E ficará uma lição maravilhosa para sempre no meu coração.
Ester é uma jovem de 20 anos, apreensiva com sua primeira olimpíada. O sonho de representar a nação estava se aproximando e ela já sentia o seu peso. Sua técnica Alexandra não ajudava, muito pelo contrário, só piorava esta ansiedade. A forma como ela tratava as atletas já me irritou desde o começo do livro, principalmente por imaginar que, infelizmente, devem existir treinadores assim. Ela é ginasta e representará o país na trave. Os treinos intensos chateiam muito os seus pais, que achavam que ela estava sobrecarregada demais e precisava desacelerar um pouco. Mas Ester sabia que não poderia e, mesmo antes de viajar, ela chorava sem reais motivos e citava a sensação de vazio. Porém, não chegou a contar isto a alguém.
Suas amigas, Isabela e Gabi, eram de certa forma um alívio na tensão uma das outras. Mesmo com o clima pesado, elas ainda conseguiam rir e alegrar-se. Porém, um incidente acaba interrompendo o sonho da Gabriela. Ela, que concorreria no solo, erra uma manobra muito complicada e se acidenta. E Ester é a escolhida para ficar no lugar da amiga. Outra coisa que me deu vontade de voar no pescoço da Alexandra, foi a forma como lidou com o acidente da Gabriela. Ela agiu da maneira mais fria possível e decidiu que faria os testes logo em seguida, sem permitir nem que as amigas tentassem saber como Gabi estava. Mas, como precisavam seguir em frente, Ester precisou treinar ainda mais para dar orgulho a seus pais e a seu país. 
E finalmente Ester embarca na companhia da sua amiga Isa, que competiria também, e da mãe da mesma. Infelizmente seus pais não puderam ir com ela e é quando, mais uma vez, dá para perceber a sensação de vazio que a acompanha. Quando chegam ao hotel, elas descobrem que aconteceria uma festa para os atletas, porém estavam proibidas de ir. Mas contrariando à vontade da Alexandra, as duas vão para festa. E é lá que ela conhece o belo par de olhos verdes, que mexe definitivamente com ela. Bruno é irmão de um dos atletas da delegação e também competirá no atletismo. Infelizmente, como ele não poderia ficar muito tempo, aquela noite foi o único contato que eles tiveram. 
Quando finalmente ela consegue chegar a final do solo, algo muito difícil muda definitivamente sua vida. E Ester precisa voltar as pressas para o Brasil. E já aqui, precisando se recuperar, um reencontro é o principal combustível para isso. Bruno e Ester se vêem juntos novamente e começam a construir um belo relacionamento. 
Nunca tinha lido nada da autora e confesso que se não fosse a capa continuaria sem ler. Mas o conteúdo deste livro me surpreendeu muito de forma positiva. Beatriz conseguiu construir uma história excepcional, com elementos muito próprios, que com certeza caracterizará sua obra para sempre. Nunca li nada que fosse sobre olimpíadas, competições e ginástica com tanta descrição. E que romance! Um amor construído aos poucos, com personagens marcantes e reais. Com certeza, dá para se enxergar em cada um deles. Seus problemas emocionais e como foram abordados são dignos de parabéns, ela conseguiu ser sutil e delicada, mas ainda assim incisiva. Acho muito complicado falar sobre um livro que gostei muito porque sinto que muita coisa ficará de fora e eu não falarei tão bem como a obra merecia. 
Acho que a melhor forma de falar o quão bom é este livro é citando que eu chorei em três livros na minha vida. Extraordinário, Por Lugares Incríveis e Aonde Quer Que eu Vá. Eu amei de verdade e fico muito feliz em saber que foi um livro nacional que mexeu tanto comigo. Se eu pudesse, daria um livro desses a cada pessoa que amo. Não recomendo, nem super recomendo, na verdade nem sei o que dizer sobre ele. LEIAM! Só isso.

Um comentário:

  1. Priscila, tudo bem? Fiquei bastante curiosa com esse livor. Não conhecia a autora, muito menos a obra. Fiquei intrigada por conta do clima olímpico que realmente se encaixa na loucura que está por vir.
    Deixei o livro salvo para uma possível futura leitura!

    Beijos, Iza
    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/

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