quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Uni-Duni-Tê

Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver. Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.
Título: Uni-Duni-Tê
Autor (a): M.J.Arlidge
Editora: Record
Número de páginas: 322


Nem só de romances e romances de época vive essa leitora que vos fala. Para quem não sabe, eu sou apaixonada por thrillers e sempre que posso estou lendo algum. Quando Uni-Duni-Tê chegou, fiquei alvoraçada. Já tinha visto muitos comentários positivos a respeito dele e sobre a história. Contudo, mesmo tendo lido resenhas e já sabendo do que se tratava a trama, não estava preparada para o que estava por vir.
Um assassino está a solta e ele age sempre da mesma forma: sequestra duas pessoas, tranca-as em um local afastado, sem comida e água, com apenas uma arma (munida de uma única bala) e um celular com a seguinte mensagem: apenas um poderá sair com vida. Os primeiros a passarem por esse tormento é um jovem casal de namorados e, a princípio, o crime parece ser um fato isolado. É só quando o segundo crime acontece que a polícia percebe que estão lidando com um perigoso serial killer.
A investigação fica por conta de Helen Grace, uma das mais competentes detetives da organização. Mas nem mesmo ela é capaz de saber quando e como as próximas vítimas serão escolhidas. Aparentemente, o assassino age de forma aleatória, buscando pessoas que não possuam nenhum tipo de ligação. Porém, após algumas mortes, fica claro para a polícia que há algo mais por trás disso, além de um doentio jogo macabro. E, ao que tudo indica, os casos possuem uma ligação direta com Helen e ela precisa desvendar esse mistério antes que sejam feitas mais vítimas.
Que livro é esse, gente? Até hoje, alguns dias depois de ter findado a leitura, ainda me sinto um pouco entorpecida. Quando comecei a ler não imaginava que iria gostar tanto da história. Logo de imediato achei a história confusa, com muitos personagens que, aparentemente, não tinham nenhum tipo de ligação. Mas bastou as páginas começarem a rolar para ir me familiarizando com o enredo e com o vai e vem de personagens.
 Uni-Duni-Tê traz uma história que prende o leitor e um serial killer que chama atenção pela forma de agir. Foi chocante acompanhar o desespero das vítimas e a luta pela sobrevivência. De imediato, todos tentam ignorar a pistola e o recado no celular, afinal resta a esperança de que ambos consigam sair com vida. Mas quando o tempo começa a passar, a fome, a sede e o desespero tomam conta, e o instinto de sobrevivência fala mais alto. Matar o colega de confinamento não é algo que o outro deseja, principalmente quando existe algum tipo de laço de afetividade entre eles. Mas, quando não resta mais nada, o que fazer?
O livro é quase todo narrado em terceira pessoa e os capítulos são bem curtos e intercalados entre os personagens: Helen, seus amigos policiais e as vítimas. Porém, algumas partes são narradas em primeira pessoa, que é quando temos acesso às lembranças do serial killer. Confesso a vocês que essas foram as partes que mais mexeram comigo, já que nos mostram o ponto de vista dele quando ainda era uma criança. Fiquei chocada com os relatos e, apesar de nada justificar tamanha violência, conseguir vislumbrar o motivo de ter aquela mente tão doentia.
A leitura me prendeu de tal forma que acordava bem cedo pra ler e corria com meus afazeres a noite para poder me dedicar a ele. Uni-Duni-Tê é aquele tipo de livro que prende e te faz querer virar as páginas cada vez mais rápido para descobrir quem está por trás de tudo aquilo e qual o intuito. E sim, fiquei de queixo no chão quando descobri o que estava acontecendo. Não esperava de forma alguma que a história fosse tomar o rumo que tomou e o final me deixou estática. Fechei o livro e fiquei um bom tempo assimilando tudo que aconteceu. Minhas únicas palavras foram: Que livro! 
Em relação aos personagens, achei que foram muito bem construídos, mas não consegui desenvolver qualquer tipo de empatia por Helen. Achei muito fria e distante, e somente nos capítulos finais consegui entender o porquê desse comportamento. Quem roubou a cena, na minha opinião, foram Mark e seu drama pessoal com bebidas e família, e Charlie, que eu imaginava ser uma coisa e mostrou-se totalmente diferente.
Para os amantes de um bom thriller, com uma boa dose de suspense e mistério, Uni-Duni-Tê é o livro na medida certa. Leitura de tirar o fôlego!


Um comentário:

  1. Ney, minha amiga Bel (lá do LOHS tbm) resenhou Uni-duni-tê e adorou. Depois da sua resenha e da dela (dá uma passada lá depois, se puder!)
    Somos leitoras com gostos ecléticos, então é super legal achar uma resenha de thriller aqui no CdM.
    Vou pedir o livro emprestado pra Bel e depois te conto o que achei!

    Beijos, Iza
    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/

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