quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Ligeiramente Pecaminosos


Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia.
Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos.
Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão.
Neste quinto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh apresenta um romance repleto de humor, com personagens carismáticos que o leitor não conseguirá abandonar ao fim da história.
Título: Ligeiramente Pecaminosos
Autor (a): Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 272


Gente, vou dizer uma coisa a vocês: eu estava em cólicas de ansiedade por esse livro. No livro anterior (que você pode conferir a resenha clicando aqui), acompanhamos o drama de Morgan com o sumiço de seu irmão Alleyne em plena batalha de Waterloo. No finalzinho do livro, temos um pequeno vislumbre de algo que me deixou louca (chega dei um gritinho quando li, juro) e fiquei doida para que Ligeiramente Pecaminosos fosse logo lançado para que eu pudesse descobrir o que tinha acontecido. Nem preciso dizer que, quando ele chegou, me joguei de corpo e alma na leitura, afinal vocês já devem ter imaginado isso, não é mesmo?
Em Ligeiramente Pecaminosos conhecemos a doce Rachel York, moça ingênua e de coração nobre, que já passou por poucas e boas nessa vida. Seus pais já faleceram e, como só poderia ter acesso a sua herança quando completasse 25 anos ou se casasse, ela passou a trabalhar como dama de companhia para uma família e quando a mesma decide ir para Bruxelas, ela vai junto com eles. Lá ela reencontra sua antiga ama, por quem sempre nutriu verdadeiro amor. Bridget, a antiga ama, trabalha como prostituta junto com mais outras três mulheres e elas estão juntando dinheiro para sair dessa vida e abrir uma pensão em Londres. 
Quando conhece um jovem reverendo, Rachel acaba se encantando pelo moço bem apessoado e tão cheio de boas intenções. Ela o apresenta às suas novas amigas ele, com toda sua experiência e boa lábia, consegue fazer com que todas as economias das moças em questão venham parar em seu bolso com aquele papinho de ajudá-las. O que aconteceu vocês já podem imaginar: ele se apossa do dinheiro delas e foge, deixando-as a ver navios. 
Indignadas e querendo vingança, elas decidem ir atrás dele na Inglaterra. Mas sem dinheiro como isso seria possível? É aí que uma delas tem a grade ideia: elas irão para o campo de batalha, já que a guerra acabou, vasculhar os cadáveres a procura de objetos de valores. Não que elas sejam pessoas gananciosas, mas o desespero faz com que achem que essa é a melhor solução. E é justamento quando estão a procura desses bens que Rachel encontra Alleyne, nu e ferido. Deixá-lo entregue a própria sorte não é bem uma opção e ela, dona de um enorme coração, acaba levando-o para a casa.
Alleyne foi ferido após entregar a carta ao Duque de Wellington na batalha. Após cair do cavalo, ele desmaiou e só voltou a si dias depois, já alojado na casa das amigas de Rachel. A bala que ficou alojada em sua perna já havia sido retirada, mas ele precisava lidar com algo pior: com a queda do cavalo, ele acabou perdendo a memória e não tem sequer uma pista de quem seja. Confuso e sem saber bem por onde começar, ele vê em Rachel um consolo para todas as suas desventuras. e o inevitável acontece: ele acaba se encantando pela moça.
Após saber de tudo que aconteceu àquelas mulheres que o acolheram com tanta dedicação, Alleyne decide que irá ajudá-las. Contudo, primeiro ele e Rachel precisam fingir um casamento, para que ela possa enfim por as mãos em sua herança. Não há como negar que entre eles existe uma química enorme e que ali existe uma atração forte. O que vai acontecer daí para frente, você pode até imaginar, mas só lendo é que vai descobrir.
Eu sou uma apaixonada por essa série que, junto com os Bridgertons, é queridinha do coração. Gosto da forma sutil como a Mary aborda temas atuais e nesse livro ela não fugiu a regra. Tem uma fala da Rachel que, meio que indiretamente, fala sobre emponderamento feminino e me deixou em êxtase completo!
Em relação a história, gostei demais do que encontrei. A história começa um pouco lenta, mas vai ganhando ritmo com o decorrer do tempo. Apesar da história girar entre Rachel e Alleyne, o romance não é o foco principal da trama e são os dramas pessoais de cada um dos personagens que regem  o livro. Rachel se sente culpada por ter perdido o dinheiro das amigas e quer encontrar o patife que a roubou para conseguir recuperar o que lhe foi tirado. Alleyne, por sua vez, deseja apenas recuperar sua memória para descobrir quem é e onde está sua família.
Apesar da forte atração inicial entre os personagens, o romance não acontece de forma repentina. Eles se envolvem quase de imediato, mas não há sentimentos em jogo. É só com o passar do tempo e com a convivência mais acirrada que eles vão percebendo que algo mais está nascendo. E nesse ponto preciso dizer que meus sentimentos em relação a Rachel foram bem dúbios. Ao ponto em que gostei dela pela força de caráter, a odiei por conta das decisões que vai tomando em relação a Alleyne. Muitas vezes ela foi impulsiva demais, agia primeiro para pensar depois, e isso me incomodou muito. Fora que é uma pessoa muito afetada e rancorosa, que tinha suas verdades e relutava sempre em abrir mão delas. No final acabei me afeiçoando a ela e entendo algumas de suas atitudes, mas em suma não foi uma personagem que eu tenha amado.
Já de Alleyne não tenho do que me queixar, afinal ele é um Bedwyn e não tinha como me decepcionar. Apesar da sua condição, ele não desanimava, sempre tinha uma palavra otimista, um sorriso nos lábios e aquele olhar expressivo de compreensão que, muitas vezes, é tudo que alguém precisa. Os personagens secundários também dão show e têm grande importância na trama. Todos foram muito bem aproveitados e, por serem donos de um carisma enorme, foi inevitável não me sentir cativada por cada um deles.
O livro me surpreendeu, confesso a vocês. Estava esperando uma história morna por conta do início mais lento, mas quando deslanchou foi incrível! Muito embora a trama tenha aquela pegada mais dramática, o bom humor continua em alta. A história é divertida e super gostosa de acompanhar, assim como todos os outros livros anteriores. Recomendo demais e não vejo a hora do sexto livro chegar. <3



Um comentário:

  1. o que mais me atrai nos livros da autora é esse contraponto entre elementos ficcionais e reais, dá tanta veracidade a trama
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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