segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Como Parar o Tempo

A PRIMEIRA REGRA É NÃO SE APAIXONAR.
Tom Hazard esconde um segredo perigoso. Ele pode aparentar ser um quarentão normal, mas por causa de uma estranha condição está vivo há séculos. Da Inglaterra elisabetana à era do jazz parisiense, e de Nova York aos mares do sul, Tom já testemunhou tanto que agora precisa apenas de uma vida normal.
Sempre trocando a identidade para se manter a salvo, ele encontra o disfarce perfeito trabalhando como professor de História em Londres. Assim, pode trazer suas experiências do passado como fatos vivos. Pode manipular as histórias para seus alunos. Pode levar uma vida normal. Tom só não pode se esquecer da primeira regra. Aquela sobre paixão...
Como parar o tempo é um romance doce e envolvente sobre como se perder e se encontrar na própria história. É sobre as certezas da mudança dos tempos e o tempo que a vida leva para nos ensinar como vivê-la.
Título: Como Parar o Tempo
Autor (a): Matt Haig
Editora: Harper Collins
Número de páginas: 320

Vocês não imaginam a ansiedade que eu estava pra ler esse livro. Não tinha lido nada a respeito dele além da sinopse, mas estava curiosa demais. Estava esperando uma trama diferente, repleta de aventuras e sabe-se lá mais o que (as vezes nem eu mesma sei dizer o que estava esperando). Mas o livro acabou se mostrando bem diferente do que eu esperava e já vou contar a vocês o porquê.
Tom é um verdadeiro contador de histórias. O tempo para ele passa de forma mais lenta e, apesar de mostrar ser um homem de 40 anos, ele na verdade já viveu séculos e séculos. Foram vários os locais em que ele já viveu e diversas as identidades que teve, sempre tomando cuidado para não ficar muito tempo em um local por medo de que descobrissem seu segredo. Porém, engana-se você se pensa que ele é o único a estar nessa condição. Nananinanão! Existem outros como Tom e para protegê-los existe a Sociedade Albatroz, que ajuda-os a trocar de identidade e ficar sempre em segurança.
Uma das primeiras regras dessa sociedade é não se apaixonar. Contudo, Tom se apaixonou ema vez e esse amor foi tão intenso que, até hoje, ele guarda esse sentimento no coração. E o fruto, como fruto desse amor, nasceu Marion, a quem Tom busca todos esses anos já que ela, assim como ele, não envelhece como as demais pessoas.
Disposto a encontrar a filha e sentindo uma necessidade enorme de voltar ao local onde conheceu Rose, Tom inicia sua nova jornada em Londres como professor de História em um colégio. Dividido entre suas aulas e as inúmeras lembranças, ele vai acabar encontrando mais do que ele poderia imaginar. Inclusive um novo amor.
Mas é só isso que você vai contar da história, Neyla Paula? É sim, gente, e já peço desculpas por esse resuminho aí. A história é muito complexa e qualquer coisinha a mais que eu venha a contar vai tirar totalmente o brilho dessa trama. Então, vamos focar na minha opinião e nos sentimentos que o livro me despertou?
Pra início de conversa eu preciso dizer que, inicialmente, fiquei um pouco frustrada. Estava esperando uma história diferente, com mais ação e aventura. De onde tirei isso? Não sei, mas era o que imaginava que fosse acontecer e isso meio que travou meu interesse pela história por mais que ela mostrasse ser interessante. Foi só quando abandonei minhas expectativas e me deixei levar pelo fluxo da narrativa de Tom que as coisas começaram a fluir. E me vi conquistada!
Tom não é o personagem mais carismático que encontrei nessa minha vida de leitura e foi difícil me se conectada a ele. Até agora, semanas após terminar a leitura, ainda não sei bem o que pensar a seu respeito e como elencar os motivos de ter gostado dele. O fato é que eu gostei, me emocionei junto com ele, briguei (porque faz parte, não é mesmo?) e me senti próxima a cada nova página virada. Apesar de ser um homem muito introspectivo, a narrativa em primeira pessoa faz com que o leitor se conecte com ele, que perceba com mais intensidade toda a vasta gama de sentimentos que ele carrega consigo.
Os capítulos são intercalados entre o presente e o passado e, inicialmente, achei um pouco confuso. Não há uma regra em relação ao tempo em que somos levados, tudo depende de alguma lembrança específica do personagem, e isso pode causar uma certa estranheza. As vezes estamos no ano de 1899, voltamos para o presente e, logo em seguida, vamos para 1599. Não há uma linearidade, contudo os fatos se ajustam à necessidade da história naquele momento. Passada a minha confusão, passeei a esperar esses saltos no tempo com uma ansiedade grande, curiosa para conhecer um pouco mais da vida do personagem.
Muito embora o livro seja um romance, não existe um foco nisso. É perceptível que algo irá acontecer entre os personagens, mas o que o autor preza em mostrar é mesmo a vida de Tom. E já que estamos falando disso, preciso dizer que os fãs de História vão amar esse livro! É impossível não se sentir fisgado pelas inserções históricas de diversos fatos conhecidos que são inseridos na trama pelo ponto de vista do personagem.
Fazendo um apanhado geral, Como Parar o Tempo é aquele tipo de livro que te faz refletir sobre a real importância de determinadas coisas em sua vida. Amar de forma intensa, viver como se fosse o último dia, não se privar daquilo que é realmente importante, essas foram só algumas das muitas reflexões que esse livro me trouxe. Uma leitura intensa, que mexeu com meus sentimentos e que, com toda certeza, me fez enxergar muitas coisas de uma forma diferente.


Um comentário:

  1. E a vontade que eu já fiquei de ler esse livritcho ... haha Amei sua resenha Neylinha, ja tinha visto fotos dele mas nunca tinha parado para ver resenha ou sinopse dele haha sua descrição me fez lembrar um pouco do Todo Dia do Daivid Levithan <3

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