quarta-feira, 16 de maio de 2018

Deadpool 2

O mercenário tagarela da Marvel está de volta! Maior, melhor e, ocasionalmente, mais pelado do que nunca. Quando um super soldado chega em uma missão assassina, Deadpool é forçado a pensar em amizade, família e o que realmente significa ser um herói - tudo isso, enquanto chuta 50 tons de bundas. Porque, às vezes, para fazer a coisa certa, você precisa lutar sujo.
Título: Deadpool 2
Lançamento/Duração: 2018 - 119 minutos
Gênero: Aventura/Ação/Comédia/Sci-Fi
Direção: David Leitch
Roteiro: 
 Rhett Reese, Paul Wernick, Ryan Reynolds - Baseado no personagem de Rob Liefeld
Elenco: Brianna Hildebrand, Zazie Beetz, Morena Baccarin, Ryan Reynolds, T. J. Miller, Josh Brolin, Julian Dennison, Shioli Kutsuna, Stefan Kapicic, Leslie Uggams, Karan Soni.


Mais diversão. Mais ação e violência. Mais referências e eastereggs. E muito, MUITO, mais zoeira! Deadpool 2 é de modo geral um filme muito mais intenso, para o bem ou para o mal, que o seu antecessor. Mas o que isso quer dizer?
Depois do sucesso do primeiro filme, uma aposta de mercado no público adulto e uma chance de redenção, Ryan Reynolds reprisa seu papel como o Mercenário Tagarela com o desafio de tornar a surpreender o público e no mínimo igualar-se ao primeiro filme.
A trama gira em torno de impedir que o mutante Cable, vindo do futuro, mate o garoto mutante Russell Collins. Para isso Deadpool reúne um time com figuras como Domino, uma mutante dotada de uma sorte inexplicável, para impedir que isso aconteça. É claro que existem outros detalhes e surpresas, mas a verdade é que a trama é extremamente simples, e funciona dessa maneira.
A decisão então foi intensificar todos os acertos do primeiro longa e trazer frescor através da interação com os novos personagens. E isso é conquistado com certeza graças ao roteiro simples e boa execução geral do longa - apesar de uma seriedade excessiva em certas partes - e principalmente por suas cenas de ação eletrizantes. O próprio filme sabe das deficiências do seu roteiro e brinca com isso, e isso é o que faz de Deadpool... Deadpool, ora bolas!
Tudo é construído para que o filme seja, por mais estranho que pareça, pretensiosamente uma grande comédia de ação. Seu principal objetivo é fazer o público rir utilizando suas principais ferramentas: violência, acidez, metaliguagem e referências. E ele faz isso desde o inicio do filme até as cenas pós-créditos, nada escapa do humor doentio do Mercenário Tagarela. As referências e piadotas são tantas que acabam tendo diferentes níveis, e esse excesso pode irritar algumas pessoas. Existem as locais, que fazem maior sentido para quem conhece os Estados Unidos; existem as sobre super-heróis (incluindo os de outras editoras); aquelas sobre a carreira do próprio Ryan Reynolds e suas falhas; sobre o cinema em geral e a cultura pop, e também sobre o próprio filme e o universo dos X-Men, com citações ao aumento de orçamento e possibilidades de uso de CGI. Tudo é motivo para piada! E a característica do personagem de quebrar a quarta parede e falar diretamente com o público e fazer menções a acontecimentos fora da realidade imaginária do filme estão presentes, e várias vezes.
O elenco entrou totalmente no clima aloprado do filme, inclusive os novos personagens que acrescentam novos elementos tanto para a comédia quanto para as cenas de ação. Reynolds está mais solto do que nunca no papel, e todos os personagens, mesmo os mais diferentes, acabaram casando legal com o filme. O núcleo de apoio do herói ajuda a levantar diversas piadas dos mais inesperados tipos, mas vão além de servir de escada. A interação entre eles é muito boa e fundamental.
Apesar de ter recebido mais orçamento e isso ser refletido muito bem no filme, a computação gráfica parece ter menos esmero nos detalhes do que o anterior. Isso significa que fique perceptível e incomodo? Não, é apenas uma constatação crítica. Um mero detalhe tecnico que me ficou evidente, principalmente em alguns personagens em CGI. 
Mais uma vez a trilha sonora se porta como um personagem a mais na trama. Além de cumprir o papel de compor o momento, contribuindo para o ritmo e desenvolvimento da cena, tanto as tanto as composições originais quanto as música tema casam perfeitamente com o clima da obra. Em vários momentos a trilha é parte integrante das cenas e não apenas um pano de fundo, inclusive gerando situações por causa dela. 
Deadpool é diversão descompromissada e garantida, vale a pena conferir a feliz insanidade deste louco anti-herói. Dito isso, aqueles que gostaram do filme anterior certamente aproveitarão a sequência, e quem não gostou provavelmente gostará ainda menos desse. Mas seja dita a verdade, embora não seja um filme perfeito, Deadpool 2 é divertido pra caralho!


Nenhum comentário:

Postar um comentário