terça-feira, 29 de maio de 2018

Review: Covil - Mestre das Trevas


Seja o herói que eles precisam. E o vilão que merecem.
Covil é um jogo competitivo no qual os jogadores disputam a supremacia das regiões que cercam uma pequena e isolada cidade.
Cada jogador controla um general com poderes únicos e que possui incontáveis tropas de minions para "defender o mundo das hordas inimigas", trazer “paz e segurança” aos territórios (em troca de moedas, é claro!), ou aumentar ainda mais o medo e a indignação dos aldeões pilhando a cidade na calada da noite.
Titulo: Covil - Mestre das Trevas
Produtora: Versuvius Media/ Mandala Jogos
Criação: Luís Brüeh
Foco: Estratégia, Comédia e Sorte 


Há um bom tempo atrás tive o prazer de, junto com o Airechu, testar um jogo de tabuleiro ainda em fase de desenvolvimento e escrever um preview sobre ele. Naquela época o Luis Brüeh, nosso amigo e designer do jogo, ainda não havia publicado nenhum de seus jogos, mas já estava visível a qualidade do seu trabalho e seu potencial como Game Designer. Hoje, após alguns anos, voltamos falarmos sobre a versão final de Covil - Mestre das Trevas, publicada  no exterior e aqui no Brasil pela Mandala Jogos. De lá pra cá, alguma coisa mudaram e evoluiram, dando mais dinamismo ao jogo e "redondinho". Contudo, antes de começar a falar sobre a experiência de jogo, precisamos apresentá-lo devidamente.  
Covil - Mestre das Trevas é um jogo de tabuleiro competitivo onde cada jogador assume o papel de um Mestre das Trevas em seu covil - daí o nome do jogo - que usa suas tropas para expandir sua influência pelos territórios ao redor de sua base "defendendo-os" das hordas inimigas, garantindo a paz e proteção, em troca de uma Taxa de Proteção, ou simplesmente tocar o terror e pilhar a cidade durante a noite, indignando os aldeões (que se vingarão assim que possível). Objetivo do jogo é claro: vence o jogador que demonstrar seu poder acumulando mais riqueza.
Cada jogador inicia o jogo em igualdade, com um Mestre das Trevas e uma tropa de cinco servos (as cartas). A partida consiste em 4 dias, as rodadas, cada um deles dividido em 3 fases: Manhã, Tarde e Noite.
Durante a Manhã deve convocar uma nova tropa de minions (os meeples) em seu covil e levantar as tropas que estiverem deitadas. Durante a Tarde, cada jogador pode, na sua vez, pode adquirir um novo servo (substituindo um dos seus por esse novo), ativar quantas relíquias quiser e fazer uma ação com cada uma de suas tropas em campo. As ações podem ser: mover-se, atacar, descansar, ganhar uma moeda ou reparar o Covil. Após realizar um ação, deve deitar o meeple correspondente. Durante a Noite, os jogadores descartam as relíquias ativas, renovam os mercenários disponíveis no mercado, coletam a Taxa de Proteção relativa aos territórios que domina e saqueiam a cidade (se possível). E assim segue até o fim do quarto dia onde os pontos serão contabilizados e o vencedor será revelado.
É claro, ainda existem outras pequenas questões e explicar mais a fundo as regras exigiria uma postagem muito maior, você pode conferir os detalhes no manual do jogo (link no topo da postagem) com todas as regras, totalmente ilustrado, e didático.
Toda a arte do jogo foi feita pelo próprio Luís e casa perfeitamente com a temática e com o clima da partida que, apesar de exigir do jogador uma estratégia para vencer, é permeada por bom humor. E boa parte disso se deve às referências a desenhos antigos, videogames e a cultura pop contidas nas cartas e tabuleiro. Se quiser identificar todas elas é bom ficar atento, pois estão nos mínimos detalhes da arte e do texto das cartas, mas se não ligar para isso, garanto que vai se divertir da mesma forma, pois o jogo independe dessa questão, é apenas um "algo mais".
A partida flui muito bem, sem travas. A princípio você pode se sentir perdido por não entender as questões que envolvem as pontuações de ataque/defesa e as habilidades passivas das suas tropas, porém em poucas rodadas é possível compreender e seguir sem interrupções. Em diversos momento do jogo o jogador poderá se ver forçado a tomar decisões difíceis e que podem ficar "inúteis" mais a frente, seja porque depende de um personagem que está cansado, ou ao adotar outra estratégia, seja porque algum oponente bloqueou suas habilidades com uma carta que você não estava prestando atenção! E isso é extremamente divertido! Jogos que forçam escolhas complicadas e mudança de estratégias rapidamente muito me agradam e Covil exigirá isso, ainda mais com os momentos “toma essa” garantidos pelas habilidades de alguns personagens e pelas cartas de Relíquias. O fato de não ter eliminação de jogadores, e a possibilidade de mesmo um jogador que tenha perdido o seu covil vencer a partida torna ela competitiva até o final!
Além do jogo básico, foi publicada também a expansão Maldade Caótica que traz alguns novos elementos que acrescentam novas possibilidades estratégicas ao jogo e aumentando a competitividade, principalmente com possibilidade das partidas mais longas com as novas cartas de mercenários. Mesmo que não seja uma adição indispensável, a expansão torna o Covil ainda mais interessante.
Covil - Mestre das Trevas apresenta uma boa proposta, com bastante rejogabilidade, e oferece uma boa experiência para tanto para jogadores mais experientes quanto os iniciantes, principalmente para aqueles que adoram uma competição mais acirrada e com bastante interação entre os jogadores. A produção ficou muito boa com excelente acabamento e componentes de qualidade, além de um preço bastante acessível.
Você pode conferir a seguir a opinião de outras pessoas - com diferentes níveis de contato com o hobby dos Boardgames - que, assim como eu, tiveram ao oportunidade de testar o Covil; e também assistir ao vídeo produzido pelo Covil dos Jogos mostrando na prática as regras e uma partida completa de Covil - Mestre das Trevas.
O jogo Covil é muito interessante, a arte é muito atraente e bem feita, é um jogo que enche os olhos com seus personagens cativantes. As regras são simples, e em pouco tempo se aprende e fica fácil de jogar depois dos 10 primeiros minutos. Se for pra resumir o jogo, diria que com certeza é um tipo de jogo que todo mundo iria gostar de ter em sua coleção, não só pela arte, mas também pela jogabilidade. - Daniel Cardoso, Sócio Proprietário da Innova Foto e Vídeo e Jogador Experiente
O primeiro aspecto que me chamou a atenção em Covil foram as ilustrações que remetem à personagens icônicos da cultura pop e ajudam a criar um ar de familiaridade com o jogo. Durante a partida, o que se destaca é a quantidade de jogadas possíveis ponderando as variáveis do jogo (bônus de ataque, de defesa, por tipo de terreno, as habilidades especiais, a movimentação diferenciada das tropas e tantas outras). Achei que isso contribuiu muito para manter um clima dinâmico de estratégia e competição. É preciso estar atento às jogadas dos adversários para não ser pego de surpresa. Como a vitória final é definida pela pontuação acumulada, mesmo que um dos jogadores tenha seu Covil destruído, ele continua no jogo influenciando as jogadas dos adversários. Minions, moedas e cartas na mesa valem pontos e devem ser geridos com cuidado. Covil é equilibrado, tendo a estratégia e sorte como fatores decisivos, e acima de tudo é um jogo envolvente e muito divertido! - Wallison "Airechu" Carvalho, Colunista do Multiverso X e Jogador de Primeira Viagem
Covil, se encaixa muito bem como um Party Game enriquecido pela sua temática divertida com várias referências de personagens normalmente conhecidos pelos jogadores. O jogo é simples e prático, alguns ícones no início são complicados de assimilar, mas com algumas rodadas já fica tudo mais fácil. Apesar de sua simplicidade, o jogo tem um ponto de estratégia muito forte, ficando mais a cargo do jogador do que a própria sorte, mas sim tem um pouquinho de sorte suficiente para ser muito divertido. Tenho certeza que Covil será um jogo frequente em minha mesa, pela sua praticidade beleza e diversão. - Thiago Ferri, Game Designer dos Boardgames Possessão Arcana e Fabrica de Sonhos 

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