sexta-feira, 1 de junho de 2018

A Mulher na Janela

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A Mulher Na Janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.
Título: A Mulher na Janela
Autor (a): A. J. Finn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 352


Vocês não imaginam o tamanho da minha vontade de ler esse livro! Assim que vi entre os lançamentos da Arqueiro, surtei. Eu, que sou uma apaixonada por thrillers, sejam eles policiais ou psicológicos,  e a sinopse desse livro me deixou com a curiosidade super atiçada. Então lá fui eu, certa que iria gostar da história. E não foi diferente.
Anna Fox não sai de casa há quase um ano por conta da sua agorafobia. Desde que sofreu um grave acidente sua vida mudou drasticamente e foi submetida a uma rotina bem diferente da que tinha antes. Ela, que trabalhava como psicóloga infantil, agora divide seu tempo entre os jogos online de xadrez, o chat do Ágora e suas constantes espionagens aos vizinhos. Pela lente de sua câmera ela tem acesso a quase tudo que acontece na redondeza e se mantém informada da rotina dos moradores. Por conta de seus problemas, o marido e a filha foram embora e ela vive sozinha, tendo como companhia o gato, o inquilino esquisito e o vinho, que é atualmente o seu melhor amigo.
E é em meio ao caos de sua vida, que ela começa a prestar atenção nos novos vizinhos, os Russells. O casal e o filho adolescente mudaram-se a pouco tempo para a casa do outro lado do parque e dão a impressão de serem aquela típica família perfeita. Eles passam a ser o constante alvo de observação de Anna e tudo só piora quando ela ouve um grito que parece ter vindo justamente da casa deles. Atemorizada, passa a observá-los com mais afinco até que presencia uma cena muito mais chocante.
O pânico toma conta dela, que liga para a polícia e relata tudo o que viu. Mas como alguém pode dar crédito a uma mulher que está dopada de remédios e bebida? Desacreditada por todos, Anna começa uma nova jornada onde precisa provar que nada daquilo foi fruto de uma alucinação e que o que viu foi real.

Minha gente, que livro foi esse? Comecei a ler com a expectativa lá no alto e logo no início achei que ele não seria tudo isso. Muito embora a leitura seja muito ágil, ele demora a engatar com a trama em si e passa uma boa parte do tempo nos ambientando à rotina de Anna, trazendo algumas curiosidades a respeito de seu dia-a-dia e de tudo que a cerca. Inicialmente achei que fosse desnecessário, mas assim que a história deslancha passei a entender o porquê de tudo aquilo. 
Estou acostumada com aqueles thrillers que nos levam direto ao ponto, onde em suas páginas iniciais um crime acontece e nas demais vamos investigando junto com os personagens. Porém, esse segue uma linha bem diferente e aí entra em questão um ponto importante: a personagem possui um drama pessoal que vai ficando explícito a medida que as páginas avançam. Anna é uma personagem complexa, que ganhou a minha simpatia aos poucos e que tem uma carga emocional bem intensa. Me envolvi bastante com sua história e, muito embora não tenha gostado de algumas de suas atitudes, entendi que a maior parte disso se deu por conta de sua doença e de tudo pelo que passou.
O livro é narrado em primeira pessoa e é através da ótica de Anna que vamos conhecendo todos os fatos. A leitura em certos momentos se torna angustiante, principalmente porque não sabemos se podemos confiar no que ela vê ou fala. Fiquei aflita em várias partes e algumas vezes tive que fechar o livro pra poder respirar fundo e colocar as ideias em ordem. 
A Mulher na Janela vai bem além do thriller e traz à tona assuntos como depressão, o uso excessivo de medicamentos, alcoolismo e fobias sociais, que estão cada vez mais presente em nossa sociedade. Foi um livro que mexeu com meus sentimentos, que me deixou confusa, irritada, angustiada e que, principalmente, me manteve atenta do começo ao fim. Existe um constante clima de mistério no ar e a atmosfera sombria da casa de Anna, sempre fechada, com persianas baixas e pouca entrada de luz, contribui para que o clima de suspense fique ainda maior.
Quanto ao grande mistério do livro, vejam bem...vocês sabem que sou metida a detetive, que gosto de dar meus palpites e sempre acabo errando. Mas dessa vez foi diferente já que meu faro de detetive aprontou para o lado certo e, no final, descobri que estava mesmo desconfiando da coisa certa. Pontos para a detetive Neyla.
Esse é o livro de estreia do autor e posso dizer que ele começou com o pé direito. É dinâmico, tem uma trama interessante e bons personagens. Com certeza irá agradar em cheio aos fãs do gênero. 

6 comentários:

  1. Olá Neyla, gostei bastante da sua resenha, eu via esse livro na livraria mas nunca parei pra saber sobre o que realmente se trata. Gostei muito de conhecer o enredo através da sua resenha e do tamanho da sua empolgação com o livro.. Confesso que não costumo ler trillers mas daria uma chance só pela curiosidade que sua resenha me deixou, afinal.. O que esse vizinhos fizeram?! Hahaha

    Beijos,
    Conta-se um Livro

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  2. Eu quase que ia comprando esse livro, mas desisti,porém ainda quero ele pois parece ser aquele thriler que eu amo, que a pessoa tem que usar dos dotes de detetive que tem, amo livros assim.

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  3. Thriller bom tem que ser escrito em primeira pessoa mesmo, né, para deixar a gente roendo as unhas! Hahaha
    Achei interessante a protagonista que me lembrou um pouco a de A garota no trem por ser desacreditada por todos por beber e tomar remédios. Acho que já li uma resenha anterior desse livro, mas não me lembrava mais da premissa. Vou acrescentá-lo no meu Skoob para não esquecer de novo! =)

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  4. Ola, tudo bem??
    Adorei sua resenha, esse livro é muito bom!!!! Já li ele, logo que foi lançado, e meu faro de detetive não é tão bom assim, pois não suspeitei de nadaaaa, aquele final, minha genteeee, amei..
    Beijus

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  5. Oi Neyla, já separei ele para leitura. Ainda não tive tempo,mas estou muito curiosa e com boas expectativas em relação a ele.
    Bjs Rose

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  6. OIe
    me lembrou muito o enredo de A garota no trem em alguns pontos, então parece ser um livro angustiante mesmo, boa dica, gostei da resenha

    beijos
    http://www.prismaliterario.com.br/

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