quinta-feira, 26 de julho de 2018

O Tatuador de Auschwitz


Nesse romance histórico, um testemunho da coragem daqueles que ousaram enfrentar o sistema da Alemanha nazista, o leitor será conduzido pelos horrores vividos dentro dos campos de concentração nazistas e verá que o amor não pode ser limitado por muros e cercas.
Lale Sokolov e Gita Fuhrmannova, dois judeus eslovacos, se conheceram em um dos mais terríveis lugares que a humanidade já viu: o campo de concentração e extermínio de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. No campo, Lale foi incumbido de tatuar os números de série dos prisioneiros que chegavam trazidos pelos nazistas – literalmente marcando na pele das vítimas o que se tornaria um grande símbolo do Holocausto. Ainda que fosse acusado de compactuar com os carcereiros, Lale, no entanto, aproveitava sua posição privilegiada para ajudar outros prisioneiros, trocando joias e dinheiro por comida para mantê-los vivos e designando funções administrativas para poupar seus companheiros do trabalho braçal do campo.
Nesse ambiente, feito para destruir tudo o que tocasse, Lale e Gita viveram um amor proibido, permitindo-se viver mesmo sabendo que a morte era iminente.
Título: O Tatuador de Auschwitz
Autor (a): Heather Morris
Editora: Planeta
Número de páginas: 240

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Não sei se já contei aqui, mas eu tenho um interesse enorme por livros que abordam a Segunda Guerra Mundial. Inclusive, pretendo ter um nicho só para eles na minha nova estante. E um dos livros que fará parte desse acervo é, com toda certeza, O Tatuador de Auschwitz.
Quando se apresentou a SS, a polícia alemã, Lale acreditava estar fazendo o melhor para proteger a sua família. Ele é judeu e, quando a notificação alemã chegou em sua casa, nem passou por sua cabeça deixar os pais ou o irmão irem para um local desconhecido, sem saber o que encontrariam por lá. É claro que ele também não sabia o que o destino lhe reservava, mas pareceu justo já que era mais jovem e ainda não havia constituído família. 
Lale foi mandado para Auschwitz e já no primeiro dia percebeu que aquele local jamais seria seguro para ele e os outros judeus. Para os soldados eles não eram nada, uma vida sem valor que poderia se extinguir quando bem entendessem. Ele precisava sobreviver e teria que descobrir meios de se tornar algo maior ali dentro. Foi quando aconteceu a oportunidade de ser assistente do tatowierer, o tatuador responsável por marcar na pele dos recém chegados o número que os distinguiria dos demais. E foi justamente enquanto trabalhava que ele viu Gita pela primeira vez. 
Ela também era judia e desde que pôs os olhos na garota, Lale não conseguia mais parar de pensar nela. Para Lale, ela era a garota mais linda do campus e ele faria qualquer coisa para se aproximar e conhecê-la melhor. Até mesmo mandar uma carta por meio do soldado alemão responsável pela sua vigilância. Gita é a menina dos seus olhos, o raio de sol em meio à escuridão de seus dias, a flor que embeleza aquele local tão cheio de dor e angústia. E, em meio a um cenário assustador e cheio de tristezas e incertezas, eles vão protagonizar a mais linda das histórias de amor. 



Antes de começar a leitura já imaginava que esse seria aquele livro que iria mexer com minhas emoções. Nem tinha como ser diferente, afinal é uma história baseada em fatos reais e fui preparada pra deixar fluir todo sentimento. E, gente, por mais preparada que eu estivesse, não deixei de me surpreender com o que encontrei.
A história de Lale é muito emocionante e já nas primeiras páginas já senti uma espécie de soco no estômago. Os relatos a respeito da viagem de trem, a forma como todos eram vistos e tratados pelos soldados foi algo que me partiu o coração. Não foi uma leitura fácil e muitas vezes pausei o livro porque sentia uma dor imensa no peito e meus olhos ardiam com lágrimas prontas para serem derramadas.
Lale foi uma das criaturas mais fantásticas que já viveu nesse mundo. Como tatowierer ele conseguiu alguns poucos privilégios e, por conta disso, buscava ajudar seus companheiros de bloco. Ele era altruísta, de coração generoso e que, muito embora os terrores que presenciou tivessem transformado-o em um homem frio, estava sempre pensando no coletivo e não media esforços para conseguir aquilo que desejava.
O romance com Gita é o ponto alto do livro e, minha gente, meu coração dava pulos por esses dois. Era um amor proibido, claro, que começou de forma tímida, mas que o tempo fez com que crescesse de forma avassaladora. Lale a amava de forma intensa e, muito embora ela fosse muito mais reservada em relação aos seus sentimentos, é possível perceber que aquele amor é recíproco. Ler a respeito deles fazia com meu peito se enchesse de esperança de que, ao final de tudo aquilo, eles pudessem ficar juntos e viver intensamente cada momento que lhes foi tirado enquanto estavam aprisionados.
O Tatuador de Auschwitz traz uma história forte, que impactou e me deixou com o coração na mão várias vezes. Eu chorei muito em diversas passagens, fechei o livro indignada, sofri muito e, acima de tudo, desenvolvi uma profunda admiração por Lale. Muito embora apresente uma história forte, não foi uma leitura lenta. Os primeiros capítulos foram os mais difíceis, já que eu fechava o livro várias vezes por conta dos relatos que me doíam na alma. Não que isso tenha mudado com o tempo (impossível, afinal estamos falando de Segunda Guerra Mundial), mas consegui manter um ritmo mais linear a medida que a história foi avançando.
Sem dúvidas, um dos melhores livros que li esse ano.

12 comentários:

  1. Nem me fale, a Segunda Guerra Mundial foi um dos piores, se não o pior, momento da história humana, e todas as obras que se baseiam nesse período são sempre cercadas por emoções intensas e revoltantes.

    Um amor proibido! Um amor que poderia resultar em morte! Já fui conquistado e já reservei nos a ler, fiquei muito interessado para saber como esse romance conseguirá sobreviver a ameaças sanguinárias e perigosas.
    Fico imaginando como eles se sentiam ao serem marcados na pele. Por certo a dignidade acaba ali...
    Ótima sugestão!

    Sou um aspirante a escritor e tenho um livro sobre a Segunda Guerra Mndial que também narra sobre os fatos do Holocausto. Se você se interessar a ler fale comigo, será com grande prazer. O único problema é que é digital, mas ficarei muito honrado se lesse, ele é gratuito!

    Abraços! 😊

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  2. Eu também adoro histórias que trabalham a segunda guerra como pano de fundo, porém na visão infantil. Não conhecia esse livro, gostei da premissa e acredito que assim como vc tbm iria ficar chocada com os relatos, por isso demoraria para finalizar.
    Mesmo assim é u m história que precisa ser lida. Anotei essa dica <3

    Sai da Minha Lente

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  3. Oi Neyla, quando vi essa capa eu fiquei um pouquinho preocupada a respeito de como o tema seria abordado. Pelo que vejo, a história valeu a pena né? Esse nicho me emociona demais e nem sempre tenho emocional para lidar com isso depois haha de qualquer forma, valeu sua dica, espero por uma promoção para adquirir a obra!

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  4. Oi! Gosto muito de histórias que retratam essa parte do nosso passado. Acredito eu, que só sobreviveram a este horror os que amaram. Sejam os casos como o do casal deste livro, mas também os que amaram uns aos outros e ajudaram milhares de pessoas que conseguiram sair de todo este horror.
    Com certeza, já está na lista de desejados. Obrigada pela resenha!

    Bjoxx ~ www.stalker-literaria.com

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  5. Eu estou muito curiosa com esse livro. Eu gosto muito de obras que falem sobre guerras, mais ainda quando são sobre a 2, sendo reais ou ficcionais elas me atraem muito. Eu gostei de ver a sua opinião sobre a leitura e fiquei ainda mais ansiosa para ler também. Espero poder comprar ainda esse ano.

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  6. Olá
    Gostei da resenha, não me lembro de ter visto nada dele fiquei bastante curiosa para ler vou anotar e assim que ter ele vou pular a fila e colocar na frente dica anotada

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  7. Oi Neyla, sua linda, tudo bem?
    Também sempre gostei desse tema, sempre procurei ver filmes, documentários e ler livros sobre a segunda guerra mundial. E dói a alma mesmo e o impressionante é que cada livro traz uma informação que eu não sabia, e isso é o pior, pois fico imaginando que não é possível terem feito mais uma coisa desumana, e sim, fizeram. Esse livro ainda não conhecia e agora quero saber o que aconteceu a eles, estou com o coração na mão torcendo para que tenham sobrevivido. Adorei sua resenha!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com/

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  8. Olá!
    Gostei bastante de histórias cuja temática envolva a Segunda Guerra. Ainda não tive a oportunidade de ler este livro, mas sua resenha me deixou bem curiosa. Espero adquirí-lo em breve.

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  9. Olá Neyla,
    Também gosto muito de livros do gênero, apesar de saber que garantirão muita emoção, né? Adorei a personalidade do Lale, ele parece ser uma das melhores pessoas do mundo e fiquei intrigada para entender como esse romance acontece.
    É uma obra que vou, sem dúvidas, anotar a dica para ontem!
    Beijos

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  10. Oi Neyla, o título do livro já me assusta e arrepia. Li alguns livros sobre os horrores de Aushwitz e sempre provocam muita dor emocional em mim, razão pela decidi fugir deles pq já que sei um pouco o que aconteceu e o que sofro em cada leitura, não tem razão de ser sofrer como sofro lendo livros com esta temática e mesmo com o desejo de saber mais sobre Lale e Gita, não lerei o livro.
    PS: Amei sua resenha.

    Beijo
    Tânia Bueno

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  11. Oiiii, eu amo histórias que abordam esse período... Lendo a sua resenha, percebi que ela traz muitos elementos que eu gosto, se antes já queria ler este livro, agora quero muito mais!!!

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  12. Oi Neyla,
    Também sou enlouquecidas por esses livros, não por ser sádica, mas porque acredito que essas histórias me façam ver a vida com outros olhos, então sempre que posso estou lendo um, e juro que não esperava esse contexto de O tatuador, mas sua resenha me deixou mega curiosa e já quero para ontem. Amei

    Beijokas

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