segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Allegro em Hip-Hop

No segundo livro da série Cidade da Música, você vai conhecer Camila. Ela é neta de japoneses e filha de pais muito rigorosos que têm grandes planos para ela e para sua irmã. Desde pequena, aprendeu que precisava se esforçar mais, que precisava ser melhor, que não existia tempo a perder na adolescência e que sua inteligência e seu talento deveriam levá-la longe. Camila, então, trocou as festas das amigas por treinos de balé, e a vontade de viajar o mundo afora pela consagrada Academia Margareth Vilela. Sua vida inteira estava programada e organizada. Até que uma crise de ansiedade a fez perceber que tudo ainda podia mudar e, depois de conhecer Vitor, um garoto desengonçado e cheio de sardas que tocava violino, a vida mostrou à Camila que uma dose de hip-hop poderia fazer os dias dela mais felizes.
Título: Allegro em Hip Hop
Série: Cidade da Música #2
Autor (a): Babi Dewet
Editora: Gutenberg
Número de páginas: 336

Hoje é dia de falar de livro nacional aqui no blog,mas especificamente de um livro de uma autora que eu gosto demais da conta que é a Babi Dewet. Gostei muito do livro anterior, Sonata em Punk Rock, e estava ansiosa pelo segundo pra saber o que a Babi traria de novo. Minha expectativa estava altíssima, confesso, e infelizmente ele ficou um pouco abaixo do que esperei.
Dançar é o que Camila mais ama fazer na vida. Neta de japoneses, ela tem um temperamento tranquilo e é extremamente tímida, o que fez com que fizesse pouquíssimas amizades na academia. Sua única amiga é Clara, que também é bailarina, mas que não possui metade do foco de Mila. Desde pequena ela sempre soube que queria ser e, por conta disso, está sempre treinando e aprimorando sua técnica. A pressão dos pais é grande e, como se isso não bastasse, ela também é extremamente perfeccionista e está se cobrando constantemente. Seu sonho é ser a bailarina principal da adaptação de O Cisne Negro, uma das mais importantes peças de balé e que será apresentada no final do ano letivo. Conseguir o papel principal é sua meta de vida e para isso vai intensificar, ainda mais, seus treinos, o que a leva a uma crise forte de ansiedade. E é em meio a esse turbilhão que ela conhece Vitor.
Ele é um jovem violinista, um pouco desengonçado e que ama hip-hop. A aproximação de Mila acontece de forma bem gradativa, afinal de contas não existe espaço na vida dela para algo além da dança. A cada novo encontro eles vão percebendo que, apesar de diferentes, têm um amor em comum: a música. Cada um com seu ritmo, é verdade. Mas Vitor vai mostrar a Mila um novo mundo e fazer despertar na garota uma paixão tão forte quanto a que ela sente pela dança.
Mas vamos ao que realmente interessa: E aí, Neyla Paula, o que você achou do livro? Então, minha gente, como já disse ali em cima, estava esperando mais dele e infelizmente não tive minhas expectativas atendidas. Sempre gostei dos livros da Babi porque ela traz assuntos bacanas e atuais em seus livros, bem como protagonistas que são super carismáticos. Contudo, achei que nesse livro ela trouxe muita informação, muitos temas bacanas para serem debatidos e trabalhados, mas não focou em nada e ficou tudo muito solto.
Sou o tipo de pessoa que acha que é imprescindível, principalmente em um livro voltado para o público mais jovem, que sejam trazidos à tona assuntos que estejam em alta e que, de alguma forma, façam parte do cotidiano desse jovem de forma direta ou indireta. No caso de Allegro em Hip-Hop, Babi traz temas como ansiedade, transtorno alimentar, pressão familiar e diversidade. Porém, achei que ficou tudo muito raso, não houve um aprofundamento desses assuntos, somente algumas cenas e nenhuma finalização para aquilo. Acredito que se ela tivesse escolhido apenas um ou dois temas e se aprofundado nele, trazendo por exemplo a questão da ansiedade atrelada ao transtorno alimentar, a história teria ganhado um rumo diferente e se tornado mais atrativa. Fiquei frustrada, confesso.
Os personagens são muito carismáticos e eu gostei demais de Mila e Vitor. Eles são muito fofos e, muito embora sejam donos de personalidades distintas, se dão super bem. Ela é extremamente tímida, séria e estava sempre pensando em melhorar seus passos. Ele é extrovertido, brincalhão e buscava viver o momento sempre. O mais bacana é perceber o quanto eles se completam e fazem bem um ao outro, achei uma fofura.
Assim como no livro anterior, a cada novo capítulo somos brindados com uma música diferente em seu título. Acho isso muito bacana, principalmente porque a música em questão tem tudo a ver com o que está sendo narrado ali. E não pensem vocês que são músicas de apenas um gênero. Nananinanão! Ele traz músicas atuais, algumas mais antigas e clássicos, uma verdadeira mistura inusitada que acabou dando muito certo.
Apesar da leitura não ter sido tudo que eu esperava preciso dizer a vocês que estou curiosa pelo terceiro livro. Não faço ideia de quem serão os protagonistas ou quais serão os temas abordados por Babi, mas tenho esperanças de que ela consiga fazer uma história mais instigante e mais fundamentada.
Se você já leu esse livro, deixa aqui seu comentário, vamos conversar. E se não leu, mas quer ler e se sentiu um pouco assustada (o) com minhas críticas, acalma esse coração aí e dá uma chance ao livro. Não esqueçam que o que não é bom para uma pessoa pode ser para outra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário