segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Um Acordo e Nada Mais



Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.
No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.
Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los.
No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.
Título: Um Acordo e Nada Mais
Série: Clube dos Sobreviventes #2
Autor (a): Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304


Senta que lá vem resenha de romance de época. E dessa vez temos livro da Mary Balogh, uma daquelas autoras que moram no coração e que trazem sempre histórias inspiradoras. E é justamente isso que vamos encontrar em Um Acordo e Nada Mais, segundo volume da série Clube dos Sobreviventes.
Vincent é um jovem visconde que perdeu a visão na guerra e desde então muita coisa em sua vida mudou. Apesar de tentar ser independente, a mãe e as irmãs estão sempre o cercando de cuidados, o que faz com que ele se sinta um tanto aprisionado. Como se não bastasse, estão tentando arranjar-lhe um casamento. A jovem escolhida é tida como uma das mais belas da temporada e, embora seja agradável, não é bem o que ele tem em mente quando pensa em uma esposa. Decidido a não se casar com a dita dama, ele foge com seu valete e fiel amigo, retornando a antiga casa onde nasceu e foi criado. E é lá que ele conhece Sophia.
Ela é uma jovem órfã que foi acolhida pelos tios e vive na casa como se fosse uma criada. Seu apelido é ratinha e, desde sempre, aprendeu a ser invisível para as outras pessoas. Seu porte pequeno, os cabelos curtos e o fato de não ser nenhuma beldade, fazem com que ela seja considerada feia por quem está a seu redor. Sophia jamais imaginou que um dia pudesse se casar, ainda mais com alguém tão belo e com um título, como Vincent. Porém, isso tudo muda quando ela o salva de uma armadilha feita por seus tios, que queriam comprometer a filha para forçar um casamento com o jovem visconde.
Claro que essa atitude não ficará impune e Sophia é colocada para fora da casa que morava e fica sem ter para onde ir. É quando Vincent acha a solução ideal e a pede em casamento. O acordo seria bem simples: eles se casariam, ela teria um lar e uma certa estabilidade, e ele teria a tão desejada independência. O que eles não contavam era que, por conta das conversas e da proximidade, um sentimento fosse começar a nascer entre eles. E o que seria apenas um acordo vai se transformar em algo muito mais forte e belo.
Desde o primeiro livro eu já estava curiosa para conhecer um pouco mais sobre o Vincent. Nunca havia lido nenhum livro de época com um personagem cego e já imaginava que fosse encontrar uma trama bem sensível e delicada. Gosto dos livros de Mary porque ela sempre traz algo novo, um personagem ou uma trama com algum diferencial. E isso pra mim é imprescindível, ainda mais nos romances de época que andam tão "mais do mesmo".
A história é sim bem sensível, cheia de reflexões e quotes lindíssimos. Eu fiquei tocada em diversas passagens e me apaixonei pelo livro em poucas páginas. O que a gente percebe é que essa é uma história de superação, não só de Vincent, como de Sophia. Ambos tiveram momentos difíceis na vida, passaram por situações dolorosas, mas nunca deixaram o desânimo controlar suas vidas.
Vincent é um amor e eu não seria Neyla se não tivesse me apaixonado perdidamente por ele. O jeito calmo e atencioso, a fala mansa, a humildade, o desejo de ir além e se provar, foram algumas das suas características que mais me marcaram. Gosto dos mocinhos dos livros de Mary porque, embora eles sejam lindos e amorzinho, são os traços da personalidade que mais encantam. Acho que acentuar a beleza interior do personagem, trazer seus pontos fortes e ir além da beleza do rosto ou do corpo é algo que Mary trabalha com maestria. Não que ela deixe a beleza externa de fora, mas ela não fica tão exposta como em outros livros e isso é um diferencial que me agrada muito.
Sophia me ganhou logo em sua primeira aparição. Eu não sei quanto a vocês, mas eu sou o tipo de pessoa que simplesmente se apega a mocinha sofrida, tratada com indiferença e que já sofreu muito na vida. E se ela é do tipo que não se vitimiza, são mil pontos a seu favor. E Sophia é incrível, talentosa, gentil e amável com todos. Foi maravilhoso observar seu crescimento durante a trama, vê-a desabrochar, perder a insegurança e mostrar a mulher fascinante que tanto encantou Vincent.
Em termos gerais, eu adorei o livro! Achei a leitura rápida, a trama me prendeu e me fez suspirar em diversos momentos. Estava esperando uma história mais forte, confesso. Achei que fosse me emocionar, que teria muito drama e lágrimas rolando, mas não foi bem isso que aconteceu. Como já falei acima, foi muito mais uma história de superação do que um drama, e a trama foi muito mais fofinha do que emocionante. Mas mesmo assim gostei muito, foi linda do início ao fim.
Estou muito apaixonadinha por essa série nova da Mary e nem preciso dizer que estou muito ansiosa pelos próximos volumes. Inclusive o terceiro promete ser maravilhoso, estou muito ansiosa! Se você ama romance de época e ainda não leu nada da Mary, vamos mudar isso. Tenho certeza que irão amar!

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