segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

A Garota Perfeita



Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à família da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora está em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?
Título: A Garota Perfeita
Autor (a): Mary Kubica
Editora: Planeta
Número de páginas: 336


Definitivamente, 2018 foi o ano dos thrillers aqui nesse blog, tanto os policiais como os psicológicos. É um gênero que eu gosto bastante, que me instiga e sempre acabo conhecendo um novo autor. E foi o que aconteceu com a Mary Kubica. Já havia lido resenhas de seus livros e percebi que eles não são o tipo que agradam a todos, o que é algo super normal. Fiquei instigada por conta dos comentários e decidi dar minha cara a tapa e conhecer essas histórias que dividiam tanto opiniões. E cá estou eu, pronta para ler o que mais for lançado dela por aqui (alô Editora Planeta, tragam mais livros da Mary, por favor!).
Mia é filha de um juiz super conhecido e sempre teve uma vida regada a luxo. Porém, abriu mão de tudo e foi ser professora de Artes, vivendo  com seu dinheiro em um local mais modesto. O relacionamento com os pais, em especial com o pai, é bem conturbado e o fato dela não querer seguir seus passos acabou sendo a gota d'água para ele. Eles mal se falam e, quando a família recebe um telefonema de uma colega de trabalho dizendo que ela não havia desaparecido, sua mãe começa a achar tudo muito estranho. Mia nunca faltou a uma aula, sempre foi uma pessoa compromissada com seus afazeres e muito responsável, o tipo de garota perfeita. Muito embora seu pai acredite que ela deve estar bem, sua mãe tem certeza de que algo de muito ruim aconteceu.
O que vamos descobrir é que Mia foi sequestrada por um homem chamado Colin Thatcher e é levada para uma cabana no meio de uma floresta. O local não está habitado há anos e, por estarem quase no inverno, as condições de vida ali são precárias. Quando é, finalmente, resgatada a polícia terá ainda um problema maior em suas mãos: Mia não se lembra de nada do que aconteceu. O detetive Gabe Hofman começa então uma busca pelo que parece ser algo impossível de descobrir. É perceptível que algo muito sério aconteceu, mas como fazer isso vir a tona quando a vítima se encontra visivelmente abalada?
Não me atreverei a falar mais do que isso para não deixar passar algo que possa vim a ser considerado spoiler. Na verdade, quando falamos de thrillers, sejam eles policiais ou psicológicos, qualquer descuido pode sim se tornar um spoiler e meio que "estragar" a experiência de leitura da outra pessoa. Portanto, vamos às minhas considerações a respeito do livro.
A Garota Perfeita é o livro mais elogiado da autora, portanto as minhas expectativas não poderiam estar mais elevadas em relação a ele. E realmente gostei do que encontrei. A história me prendeu e, mesmo não tendo sido a mais rápida das leituras, foi uma história que conseguiu me cativar. Nesse ponto preciso dizer que a narrativa da autora é muito lenta e a trama demora um pouco a engatar, mas isso é algo já característico dos livros da autora. Ela vai trazendo a tona os fatos de forma bem gradativa, fazendo com que possamos ir assimilando a trama aos poucos. Não vou mentir que isso me incomoda um pouco, mas a história compensa muito essa lentidão.
Uma das coisas que eu mais gosto nos livros da Mary é o fato de não termos apenas um narrador. Nesse livro conhecemos a história pela ótica do detetive Gabe, da mãe de Mia e de Colin, mantendo aquela já conhecida tática de mescla entre presente e passado. Cada um trouxe novas situações em seus relatos que vão nos ajudando a solucionar esse grande emaranhado de linhas que essa história se tornou.
Não vou dizer a vocês que fui totalmente surpreendida pela trama porque a autora vai nos deixando pistas no decorrer de toda a leitura. É fácil deduzir determinadas coisas, tão fácil que eu cheguei a pensar que algo ali não estava muito certo e que, de certa forma, a autora estava apenas brincando com o leitor. Mas quando cheguei no epílogo, nossa, minha cabeça deu um giro! Eu não imaginava o que estava por vir e meu queixo foi no chão com as novas revelações.
Até hoje não consegui me sentir cativada por nenhum dos personagens dos livros de Mary, porém sempre fico cheia de curiosidade pra saber mais sobre eles, principalmente porque trazem uma bagagem forte e intensa. Todos sempre tem algo de interessante a acrescentar à trama e quando percebo já estou querendo descobrir mais sobre eles, doida para que tenham seus segredos revelados.
Gostei bastante de A Garota Perfeita! Teve uma boa dose de suspense, trouxe uma trama interessante e que me deixou curiosa do início ao fim. Não se tornou o meu preferido da autora (esse posto ainda é de A Desconhecida), mas é um livro que me surpreendeu demais no final. Contudo preciso ser sincera: apesar de gostar muito das histórias criadas pela autora, elas não são do tipo que agradam a todos, principalmente por conta da lentidão de suas tramas. Na minha opinião, vale a pena conhecer pelo menos uma de suas obras porque essa mulher escreve bem demais!

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