quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A Torre do Amor

Quando Gowan, o magnífico duque de Kinross, decide se casar, seu plano é escolher uma jovem adequada e negociar o noivado com o pai dela. Ao conhecer Edie no baile de apresentação dela à sociedade, ele acredita que, além de linda, ela também seja a dama serena que ele procura e imediatamente pede sua mão.
Na verdade, o temperamento de Edie é o oposto da serenidade. No baile, ela estava com uma febre tão alta que mal falou e não conseguiu prestar atenção em nada, nem mesmo no famoso duque de Kinross. Ao saber que seu pai aceitou o pedido do duque, ela entra em pânico. E quando a noite de núpcias não é tudo o que podia ser...
Mas a incapacidade de Edie de continuar escondendo seus sentimentos faz com que o casamento deles se desintegre e com que ela se recolha à torre do castelo, trancando Gowan do lado de fora.
Agora o poderoso duque está diante do maior desafio de sua vida. Nem a ordem nem a razão funcionam com sua geniosa esposa. Como ele conseguirá convencê-la a lhe entregar as chaves não só da torre, mas também do próprio coração?
Título: A Torre do Amor
Série: Contos de Fada #4
Autor (a): Eloisa James
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 352


E lá vamos nós nos aventurar novamente em mais um livro da Eloisa James. O último que li não foi lá essas coisas todas e fiquei bem decepcionada por ser um livro que tinha um potencial enorme e acabou seguindo por uma linha que foi um completo fiasco. Comecei a ler A Torre do Amor com um pouco de pé atrás, não vou mentir. Apesar dos muitos comentários positivos, ainda não estava muito convicta de que ele iria me agradar (principalmente porque eu sou daquelas que sempre fica com pé atrás diante de comentários positivos demais). Mas me joguei na leitura e o que eu achei você confere logo abaixo.
Quando Gowan conheceu Edie, teve certeza de que ela era a personificação de tudo aquilo que desejava em uma esposa. Linda, dona de um corpo curvilíneo, lábios cheios e de uma personalidade muito tranquila, ela seria perfeita para ser uma duquesa. Não que ele desejasse alguém que acatasse todas as suas ordens, porém, esperava que sua futura esposa fosse alguém de fácil trato e que se adequasse bem à sua extensa rotina diária. O que ele não sabia era que, no dia em questão, Eddie estava com febre, o que a deixou um pouco "devagar".
Vejam bem, não é que Eddie seja uma pessoa difícil, longe disso. Ela é amável, falante e muito embora não seja uma mulher mais "afrontosa", não é uma pessoa com um temperamento tão dócil quanto o imaginado. A música é sua paixão e quando está tocando o seu violoncelo se entrega de corpo e alma. Em seu primeiro contato com Gowan, embora adoentada, também se sentiu atraída pela beleza do duque, afinal ele é um homem marcante e é difícil não se sentir magnetizada quando se está diante dessa beldade.
O casamento é marcado, porém incapazes de controlar a forte atração que existe entre eles, acabam casando-se mais cedo do que o esperado. E já durante a lua de mel as coisas começam a se mostrar não muito agradáveis para Eddie. Pois é, minhas amigas, já ouviram falar que a expectativa é que acaba com tudo? Então, tudo acabou sendo totalmente diferente do que Eddie imaginava, o que acabou deixando-a frustrada. Pra completar esse kit  de decepções, temos também o fato de que por mais que Gowan seja uma pessoa incrível e muito metódico, sua rotina é cansativa e muito do que acontece ao seu redor acaba por se mostrar desnecessário.
Será que o sentimento que nasceu anteriormente será capaz de resistir a todas as adversidades que o casamento vai trazer para a vida de ambos? Isso aí, minhas amigas, só lendo para descobrir.
Esse livro foi um verdadeiro divisor de opiniões na minha nada mole vida de leitora. Vocês vejam bem, a decepção de A Duquesa Feia ainda estava bem fresca em minha memória, portanto comecei a leitura num misto de empolgação e cautela muito grande. E, logo de cara, já comecei a gostar da história. O envolvimento dos personagens foi muito gostoso, eles possuem uma química forte e já me preparei pra amar o livro. Porém, contudo, todavia, eu travei bonito enquanto a trama se desenrolava.
O que aconteceu aqui foi que a história começou a ficar arrastada. Sabe quando você começa a ler, ler e parece que não sai do mesmo lugar? Todo capítulo era sempre a mesma enxurrada de pensamentos, de diálogos enfadonhos, de uma falta de ação...ficava me perguntando que horas que as coisas iriam começar, quando que aquilo ali iria deslanchar e mostrar a que veio. E, para mim, isso só aconteceu na metade do livro. Ali sim a história começou de verdade e me prendeu até o final. Só que eu já estava cansada, empurrando o livro por uma semana e pensando em abandonar (podem me julgar, gente, mas a realidade é essa). E essa "amarração" comprometeu minha nota final sim. Dei 3,5 (que é uma nota boa), mas se o livro tivesse mantido uma agilidade constante certamente teria levado uma nota mais alta.
Mas vamos falar da história. Depois que ela finalmente deslanchou e mostrou a que veio, eu adorei! Eloisa trouxe um tema muito inusitado e que eu achei maravilhoso porque nunca havia lido um livro antes que abordasse isso. Não vou aqui entregar o assunto a vocês porque vai acabar perdendo a graça de descobrir enquanto lê, mas tenho certeza que algumas pessoas vão se identificar com o que Eddie passa já que, infelizmente, é algo que acontece muito!
Além disso, Eloisa trouxe personagens da Julia Quinn pra trama.Sim, isso mesmo que você leu. Durante a leitura nós vamos reencontrar Honoria, Marcus e Daniel, da série do Quarteto Smythe-Smith. Eu me diverti horrores lendo, achei o crossover genial e foi maravilhoso reencontrar alguns personagens que são queridinhos do coração (menos o Daniel, esse eu prefiro nem comentar a respeito). Sempre quis ver um livro onde personagens de diferentes autoras se encontrassem, sabe? Fiquei muito feliz em ter encontrado isso em A Torre do Amor.
Em relação aos personagens, eu adorei os dois. Eddie e Gowan são duas pessoas extremamente diferentes, mas logo de cara a gente já percebe que ambos foram feitos um para o outro. Não é só a questão da química forte, mas sim aquele ponto já meio batido de que eles são como um encaixe perfeito. O que falta em um, encontramos no outro e ambos se respeitam por isso, sem tentar mudar para agradar. Acho que isso foi o que mais gostei nos dois. Mas, o personagem que mais me chamou atenção foi Laila, a madrasta de Eddie. Gente do céu, pra mim ela foi a melhor pessoa desse livro! Bem humorada, meio louca, ela sempre estava disposta a dar seus sábios conselhos a Eddie. Seus embates com o marido eram divertidíssimos e eu ria sem parar a cada nova aparição dela. Por mais que os personagens principais sejam carismáticos, Laila foi a minha preferida e roubou a cena diversas  vezes. Como dizem por aí, é rainha que chama, né mores? (desculpa, não resisti)
A Torre do Amor foi uma leitura divertida e leve, que poderia ter sido melhor se a autora tivesse feito na primeira metade do livro o que fez no segundo: dado agilidade à trama. No mais, achei que a autora foi muito feliz na escolha do tema, na criação dos personagens, sejam eles os principais ou secundários. Leiam e depois me contem o que acharam!

Um comentário:

  1. Olá!
    Já ouvi falar muito bem dessa série, acho as capas lindas.
    Nunca li nada da autora, espero em breve ter a oportunidade.
    Gosto bastante de leituras leves e divertidas, vou anotar sua dica e ler na ordem.
    Beijos!

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